quinta-feira, 5 de julho de 2018

Análise Literária: "Practical Pagan" de Dana D. Eilers

julho 05, 2018 0 Comentários
Título: Practical Pagan: Commonsense Guidelines for Modern Practicioners
Autor(es): Dana D. Eilers
Pontuação★☆☆
Descrição: Oferece sugestões, dicas e ajuda realista aos que buscam e acreditam e praticam caminhos dentro do Paganismo para entender e encontrar seu lugar na comunidade. Estão incluídas discussões sobre o que significa ser pagão, envolver-se na comunidade pagã, mitos sobre o paganismo e dicas para "sair do armário de vassouras". O livro também fornece informações valiosas sobre a escolha de um caminho específico, a adesão a uma comunidade ou coven e a decisão de ser um praticante solitário. O livro contém diretrizes de conduta do senso comum, paganismo, família, amor e relacionamentos e também como educar-se sobre o paganismo. Este livro encoraja todos os buscadores e seguidores a seguirem sua própria inclinação e servirá como um guia e um recurso para aqueles que estão começando ou para aqueles que ainda estão buscando respostas.
Onde Comprar: Amazon
Crítica: Este é um livro que, como o título indica, tem como propósito dar umas noções básicas de como ser Pagão e como viver a vida tendo como caminho religioso/espiritual o Paganismo. O livro está com uma boa ideia e premissa, porém, o conteúdo deixa um pouco a desejar. A autora repete várias vezes diversos termos (A quantidade de vezes em que a frase "The Practical Pagan does/thinks/knows..." (Ou seja: "O Pagão Prática faz/sabe/pensa..." é demasiado alta) e os conselhos que dá ao longo do livro acabam por ser mais conselhos sobre como ser um "bom ser humano" do que propriamente um "bom pagão". O livro contém dicas como "tomar banho frequentemente", "manter a casa organizada e tudo limpo", "apresentar-se decentemente no trabalho", "ser simpático com as pessoas", entre outro tipo de dicas que são apenas requerimentos básicos para viver em sociedade e que acabam por não ser necessários de referir ao longo do livro.

Porém o livro fala sim de várias dicas relacionadas com o Paganismo. Como o mesmo foi escrito e publicado em 2005 ainda não haviam muitos recursos na Internet sobre caminhos pagãos então algumas das dicas podem já estar fora de época (chats no Yahoo/AOL, correspondências por carta, etc.) porém muitos dos conselhos que a autora dá ainda podem ser aplicados nos dias de hoje como investigar ao máximo as pessoas com quem lidamos e questionar as pessoas em redor das mesmas, no caso de querermos juntar-nos a um grupo ou coven, estudar e ler o máximo de livros possíveis, conhecer pessoas na Internet e em festivais porém tendo sempre o cuidado e cautela de estarmos, para todos os efeitos, a lidar com estranhos, entre outros. A autora oferece também alguns conselhos legais sobre a prática aberta de Paganismo e o efeito do Paganismo em casos de custódia parental, porém, apenas aplicado à legislação em vigor à data nos EUA. É necessário cuidado redobrado e consulta da legislação em vigor para o país/local onde residimos.

No geral o livro não é uma má leitura e lê-se de forma muito simples e casual, com uma linguagem fácil e familiar. Existe alguma repitação de temáticas e de termos que acaba por tornar a leitura um pouco repetitiva mas com um pouco de esforço isso pode ser ultrapassado. Não posso dizer que seja dos livros que recomende de imediato mas, quem quiser experimentar e ler este livro, não ficará totalmente desiludido pelo mesmo.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

O Tarot: Arcanos Maiores - IV O Imperador

maio 24, 2018 0 Comentários
IV - O Imperador

Nome do Arcano: O Imperador
Número: IV
Descrição: No baralho de Rider-Waite o Imperador é um homem adulto com uma barba longa e branca e uma coroa, um Rei. Encontra-se sentado com uma atitude austera num trono com representações de cabeças de bode e, ao fundo, vemos montanhas. Na mão direito o Imperador tem um Ankh egípcio e, na esquerda, tem um orb. A sua roupa é em tons de vermelho e o fundo, nas montanhas, é em tons de laranja. *
Símbologia: O Imperador serve como um arquétipo masculino, representando as figuras de autoridade e paternais. Este homem tem anos de experiência e vale a pena ouvir os seus conselhos pois ele já muito viu na sua vida. Tanto o fundo como as suas roupas, em tons vermelhos e laranjas, servem como símbolo da energia e paixão que os desafios que o Imperador nos dá oferecerem.  As montanhas atrás do trono e o próprio trono, decorado com as cabeças de bode, representam a intelectualidade, acção, liderança e determinação, sendo que o bode representa também a ligação deste arcano com o signo de Áries/Carneiro, que rege esta carta. Na mão direita o Imperador tem um Ankh, símbolo da vida, e na esquerda um orbe que representa o Mundo sobre o qual ele tem poder.

Significado:

  • Posição Normal
A carta do Imperador representa, acima de tudo, a figura paternal. Oferece orientação e conselhos, sendo que também representa a estrutura e estabilidade. A capacidade de criar ordem a partir do caos. Dominar a mente sobre o corpo e sobre o coração. O Imperador ensina-nos a ter auto-controlo e a conseguir dominar-nos de forma a que consigamos focar-nos nos nossos objectivos. A premissa por detrás deste domínio pessoal é semelhante ao pensamento do Microcosmo e do Macrocosmos. Ao dominar-nos a nós mesmos estamos mais perto de dominar o que nos rodeia e de ter controlo da nossa vida de forma a que possamos orientar a mesma para o objectivo pretendido. O Imperador pode representar a chegada de uma oportunidade que abra portas a atingir os objectivos porém, tal como a própria carta indica, isso irá implicar a necessidade de rigor, dedicação e disciplina. Esta carta mostra-nos que só com o trabalho e esforço de uma vida é que conseguimos atingir os nossos objectivos e que não devemos fraquejar nem querer que as coisas cheguem de forma simples e rápida. Pode também ser representação de uma presença paternal e forte na sua vida e que, as cartas em redor, lhe dirão como lidar com a mesma.

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida o Imperador representa um abuso de poder e de autoridade em redor da pessoa alvo da leitura. Pode ser a nível interno (a própria pessoa estar a realizar um abuso de poder) ou a nível externo (a pessoa estar a ser alvo de um abuso de poder). Podem ser problemas com parceiros, figuras paternais ou até problemas legais e com o Estado/Governo. Porém esta carta urge-nos a não nos revoltarmos mas a tentar lidar com os problemas de forma lógica e calma. Ensina-nos a fazer face à autoridade mas não necessariamente de forma autoritária e tradicional mas de forma calculista e lógica. Se esta carta surgir invertida em situações relacionadas com trabalho ou carreira poderá representar a necessidade de sair de um ambiente autoritário e rígido ou então de dar de ser uma pessoa autoritária, mudando o tipo de carreira ou trabalho que está a fazer. A nível pessoal representa a falta de auto-controle e de ambição e, também, a dificuldade em lidar com figuras de autoridade. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Análise Literária: "O Anuário da Grande Mãe" de Mirella Faur

maio 17, 2018 0 Comentários
Título: O Anuário da Grande Mãe: Guia Prático de Rituais Para Celebrar a Deusa
Autor(es): Mirella Faur
Pontuação★☆
Descrição: O Anuário da Grande Mãe constitui-se no mais completo estudo sobre a Deusa publicado em língua portuguesa, e é o grande auxiliar na descoberta e celebração da energia renovadora e transmutativa do Sagrado Feminino.Os praticantes solitários e os grupos encontrarão também informações indispensáveis para os rituais, festejando a Roda do Ano através dos Sabbats e dos Esbats. As mulheres poderão melhor sintonizar-se com os ciclos da Lua, compreendendo como fluir com as suas fases e como conectar-se com as Deusas Lunares correspondentes. O leitor aprenderá a usar os ensinamentos das antigas tradições na sua vida moderna e descobrirá como enriquecer seu cotidiano com as bênçãos de mais de seiscentas Deusas provenientes das culturas dos cinco continentes.
Onde Comprar: Saraiva | Amazon
Crítica: O "Anuário da Grande Mãe" é um excelente recurso para todos os praticantes que têm interesse em descobrir sobre mais Deusas e a sua forma de culto.
Tal como o título indica o livro está escrito em formato de anuário e a primeira parte do livro (cerca de 300 páginas) são uma listagem dos vários dias do ano e quais as divindades cujo culto é prestado no respectivo dia. O resto do livro aborda diversos assuntos como a Roda do Ano Wiccana, Os Esbats e as Fases Lunares, os Eclipses e Eventos Astronómicos e considerações para iniciantes.
Um aspecto que não gostei no livro e que achei que poderia ter sido mais bem explorado foi o facto de que as Deusas são vistas do ponto de vista Wiccano como faces de uma Grande Deusa e não do ponto de vista politeísta em que cada Deusa é uma divindade individual. Também o ponto de vista das celebrações ao longo do ano são vistas do prisma Wiccano (Roda do Ano), principalmente os últimos capítulos. Ao longo da primeira parte, dos dias do ano, porém existem diversas referências a celebrações pontuais a Divindades diferentes da Roda do Ano (Mistérios de Elêusis, Panateneias, etc) e que já serão mais aplicáveis a praticantes politeístas ou reconstrucionistas. Chamo a atenção principalmente a este facto, dado que pode tornar o livro menos útil para quem rege a sua prática por elementos não-Wiccanos.
A autora fala de divindades de variados panteões (grego, romano, celta, maia, japonês, coreano, etc) e também de elementos judaico-cristãos (santas, Maria Madalena, etc.). Aliás um dos aspectos do livro que não gostei foi exactamente esse: a presença de elementos judaico-cristãos como Anjos e Santas dado que, na minha visão pessoal, não são compatíveis com o meu caminho no Paganismo porém este aspecto não teve qualquer influência na minha crítica dado que depende da prática de cada um e muitos pagãos consideram estas entidades como partes válidas da sua prática. Mas para quem, como eu, não é fã fica o alerta.
Outra recomendação que faço é que o livro segue como um guia para as divindades femininas e as suas variadas celebrações, ou seja, de forma a cultuar uma divindade é sempre recomendável que a mesma seja explorada de forma mais profunda e não seja utilizada como um objecto (recomendo o vídeo "Deuses de Prateleira" da TCS). O livro é simplesmente um livro de referência e não, de todo, um livro que desenvolva o aspecto individual de cada divindade, há que ter isso em conta.
Em geral, o livro está bem desenvolvido e acho que abrange grande parte dos pontos essenciais no culto do Sagrado Feminino e das divindades femininas. É um excelente recurso e tenho pena que seja de tão difícil obtenção, dado que é um recurso muito bom para todos os interessados em cultuar divindades femininas e desenvolver uma prática regular. 

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Os Elementos - Terra, Ar, Fogo e Água

abril 26, 2018 0 Comentários

Hoje vamos falar dos quatro elementos e da sua importância, tal como também das suas características, representações e associações mágicas. 


Este é o elemento com o qual todos estamos mais familiarizados pois é o que constitui onde vivemos, a própria terra que pisamos. O elemento Terra é o alicerce dos restantes elementos e é nesse plano que nós passamos a maior parte do nosso tempo. O elemento Terra é um elemento feminino, associado à abundância e fertilidade o que fez com que muitos povos associassem este elemento a uma divindade, a Mãe-Terra. Está associado ao corpo, fertilidade, materialismo, dinheiro, prosperidade, responsabilidade, bosques, florestas, campos, pedras, cavernas, cristais, runas, ossos e toque. 

Direcção: Norte - Lugar da Escuridão
Energia: Receptiva. Fixa. Feminina.
Palavras-Chaves: Estar ou Calar.
Estação: Inverno - Tempo da Escuridão.
Signos: Touro, Virgem e Capricórnio
Elementares: Gnomos
Rei Elementar: Rei Ghob
Vento no Norte: Bóreas
Sentido: Norte
Idade: Velhice
Trabalho Ritual: Enterrar, plantar, fazer imagens na terra, jardinagem, magnetismo, pedras, magia de cordas, rituais para abundância material, emprego, estabilidade, emprego, crescimento, ganho material e negócios. 
Lugares: Cavernas, vales, florestas, campos cultivados, jardins, parques, cozinhas, minas, tocas, montanhas.
Cores: Preto, Vermelho, Verde, Castanho e Dourado.
Minerais: Cristais de rocha e escuros, com formas geométricas. Sal, minérios, terra, carvão. Ónix, Turmalina, Jaspe, azurita, ametista, fluorite, etc.
Metais: Ferro e chumbo.
Animais: Vaca, touro, cervo, veado, lobo, cabra, urso, touro, animais que vivam em tocas, minhoca, formiga, esquilo, cavalo, etc.
Símbolos: Pentagrama, sal, imagens, pedras, espigas de trigo, bolotas, montanhas, grutas, árvores, etc.
Instrumentos Musicais: Instrumentos de percussão.
Incensos: Benjoim.
Plantas e Árvores: Musgo, líquenes, nozes, plantas secas, grãos, aveia, arroz, hera, nozes, carvalho, raízes, figueira, etc.
Deusas & Deuses: Ceres, Deméter, Gaia, Persephone, Reia, Rhiannon, Atena.




Este é o elemento associado ao intelecto, ao pensamento e que constitui o primeiro passo para a criação. É a representação da visualização clara e limpa e é também o movimento que impulsiona essa visualização., Está associado a viagens, instrução e liberdade. É um elemento masculino e expansivo que domina os locais de aprendizagem. Rege a magia dos quatro ventos, das divinações e da concentração. Está associado à mente, trabalhos mentais, intuitivos e psíquicos, à criatividade, à meditação, à filosofia, ao debate, à memória, entre outros.

Direcção: Este - Lugar do Sol Nascente
Energia: Masculina, Projectiva, Mutável.
Palavras-Chaves: Saber.
Estação: Primavera - Tempo de Frescura
Signos: Gémeos, Balança e Aquário
Elementares: Silfos ou Fadas
Rei Elementar: Paralda
Vento no Este: Eurus
Sentido: Este
Idade: Infância
Trabalho Ritual: Passar objectos pelo fumo, atirar objectos ao ar, suspender objectos em lugares altos, pendurar objectos ao vento, soprar objectos ou em objectos,  
Lugares: Sítios ventosos, topo das montanhas, planícies  batidas pelo vento, colinas, praias ventosas, torres altas, bibliotecas, escritórios, etc.
Cores: Branco, azul-claro, tons pastel, amarelo.
Minerais: Pedras claras e transparentes, ametista, fluorite branca, pedra da Lua, alexandrita, pedras azuis, topázio, rodocrosite.
Metais: prata, cobre e estanho.
Animais: Falcão, pomba, lobo, veado, gato, raposa, tartaruga, pássaros no geral, insectos voadores, aranha, corvos.
Símbolos: Céu, vento, respiração, vibração, nuvens, brisa.
Instrumentos Musicais: Flauta e instrumentos de sopro.
Incensos: Hortelã, lavanda, erva-cidreira, sálvia, mirra, alecrim e olíbano.
Plantas e Árvores: Mirra, alfazema, verbena, prímula, plantas aromáticas, mirra, freixo, bétula, palmeira.
Deusas & Deuses: Aradia, Arianrhood, Enlil, Mercúrio, Toth, Atena


Este é o elemento associado à vida, à energia, força, vontade e autoridade. É um dos elementos que gerou muita admiração religiosa e encontra papel em várias religiões do Mundo e tem papel principal em vários mitos, de várias culturas, como serve de exemplo o Mito de Prometeu na Grécia Antiga. Este é o elemento da mudança, da vontade e paixão. É também o reino da seuxalidade e não representa apenas o fogo sagrado do sexo e a intensidade do acto sexual mas também a faísca divina de cada um de nós. 

Direcção: Sul
Energia: Masculina, Projectiva, Activa.
Palavras-Chaves: Querer.
Estação: Verão - Tempo de Calor.
Signos: Carneiro, Leão e Sagitário
Elementares: Salamandras
Rei Elementar: Djinn
Vento no Norte: Notus
Sentido: Sul
Idade:Juventude
Trabalho Ritual: Queimar, defumar e aquecer ou derreter.
Lugares: Desertos, vulcões, fornos, saunas, ginásios, quarto (sexo), fontes termais.
Cores: Vermelho, amarelo, laranja, dourado, branco, cores de chamas.
Minerais: Pedras vermelhas, jaspe, vulcânicas como a lava, opala vermelha, rubi, ágata, cornalina rosa, âmbar, citrino, areia da praia, rubi, carnélia, ágata.
Metais: Ouro, latão, cobre, aço.
Animais: Tigre, leão, coiote, raposa, porco-espinho, texugo, urso, fénix, dragão, abelhas, tubarões, escorpiões.
Símbolos: Adaga, velas, chama, lava, estrelas, Sol, relâmpagos.
Instrumentos Musicais: Guitarra e instrumentos de corda.
Incensos: Olíbano, canela, resina.
Plantas e Árvores: Plantas com picos como os cactos, plantas quentes como as malaguetas, mostarda e estimulantes como o café. Também alho, hibisco, cebola, pimenta vermelha, nozes, papoilas, hibisco.
Deusas & Deuses: Agni, Horus, Hefesto, Prometeu, Héstia, Vesta, Brigit, Pele, Marte.


Este é o elemento com ligação às emoções, à introspecção, à reflexão e intuição. Está ligado à purificação e à mente subconsciente. Assim como a água é fluida e adapta-se e molda-se ao seu exterior, também assim são as nossas emoções. O elemento Água está muito relacionado com o autoconhecimento, jornadas xamânicas, comunicação espiritual, dormir e sonhos, felicidade, segurança. 

Direcção: Oeste
Energia: Receptiva. Mutável. Feminina.
Palavras-Chaves: Sentir ou Ousar.
Estação: Outono - Tempo de colheita
Signos: Caranguejo, Escorpião e Peixes.
Elementares: Ondinas
Rei Elementar: Necksa ou Niksa
Vento no Norte: Zéfiro
Sentido: Paladar
Idade: Maturidade
Trabalho Ritual: Diluição, lavar, banhar, poções, cozinhar.
Lugares: Lagos, rios, fontes, poços, praias, banheiras, nascentes, ribeiros, piscinas, oceano.
Cores: Azul, azul-esverdeado, cinzento, preto, prateado, cinza, índigo.
Minerais: Água-marinha, ametista, turmalina azul, coral, fluorita azul, topázio, pedras transparentes ou translúcidas, pedras de rio ou mar, lápis-lazúli, sodalite, conchas.
Metais: Mercúrio, Prata.
Animais: Serpentes, golfinhos, peixes, mamíferos marinhos, caranguejo, rã, gato, cisne.
Símbolos: Taça, caldeirão, conchas, copo de água, íman, gelo, neve, nevoeiro, oceanos, rios .
Instrumentos Musicais: Címbalo, sinos e instrumentos de metal.
Incensos: Mirra, camomila, sândalo.
Plantas e Árvores: Lótus, nenúfares, algas, gardénia, lavanda, feto, musgo, salgueiro, couve-flor.
Deusas & Deuses: Afrodite, Isis, Selene, Arianrhod, Osíris, Neptuno, Poseidon, Iemanjá.


Qual o vosso elemento favorito? Com qual têm mais ligação e preferem trabalhar e qual o que têm mais dificuldade?


quinta-feira, 19 de abril de 2018

O Tarot: Arcanos Maiores - III A Imperatriz

abril 19, 2018 0 Comentários
III - A Imperatriz


Nome do Arcano: A Imperatriz
Número: III 
Descrição: No baralho de Rider-Waite a Imperatriz é caracterizada por uma mulher de cabelos loiros, roupas com padrão de sementes de romã e aura calma, com uma coroa de estrelas e sentada numa cadeira com uma leque de diversas almofadas e panos de seda e veludo. Encontra-se rodeada de uma floresta belíssima, com um rio a correr. Na frente dela encontra-se trigos dourados, a surgir do chão. *
Simbologia: A Imperatriz  é o arquétipo da Mãe-Terra, do Princípio Feminino e da Fertilidade. Associada a Deusas férteis como Deméter e Freyja, é uma carta influenciada pelo planeta Venus e as suas características de amor, harmonia e beleza. A Imperatriz tem na sua cabeça uma coroa de estrelas que representa a sua ligação aos céus e aos reinos dos elementares. Aos seus pés, os trigos de grão associam-se à abundância da colheita. Atrás de si o rio representa o elemento água e a conexão à intuição e ao lado emocional da mulher e, inclusive, à conexão profunda desta carta com o elemento Terra dada a floresta abundante que rodeia o rio e marca presença nesta carta. Por fim, a Imperatriz encontra-se sentada em várias almofadas e mantos luxuosos de diversos materiais, representando a beleza e o símbolo de Vénus, marcado num dos tecidos. Também as suas roupas são representações da fertilidade, com imagens de sementes de romã, à semelhança do que já vimos em Arcanos anteriores.

Significado:

  • Posição Normal
A Imperatriz demonstra-nos uma grande conexão com o feminino e com o lado feminino, Anima, de cada um. Ela chama e manda-nos prestar atenção ao lado feminino e ao que lhe corresponde. É um excelente sinal para se dedicar a criar novas coisas na sua vida, tal como a mulher cria vida. Novos projectos, associados a coisas relacionadas à feminilidade (arte, beleza, etc.). Mime-se e expresse-se criativamente seja através da arte, da música, de drama, pintura, etc. Arranje uma forma de exprimir essas características, presentes em todos nós (e até nos homens, para quem está confuso). A Imperatriz pode também representar gravidez e deverá confirmar nas cartas que se encontram em redor se trata-se de uma gravidez real ou de uma gravidez simbólica, como o nascer de um novo projecto ou ideia. Em paralelo, esta carta incentiva também a conectar com a energia primordial do Universo e pode representar a vinda de coisas boas para a vida do alvo da leitura.

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a Imperatriz alerta-nos para diversos aspectos, principalmente a nível de relações pessoais e amorosas. Poderá significar que as relações que se encontram a decorrer estão pouco estáveis por diversos motivos, tal como a ausência de uma forma de expressão ou um "sufocar" do parceiro, a nível emocional. É necessária introspecção e meditação interior para descobrir o que estará a falhar e recorrer a comunicação entre os envolvidos. Evite sufocar os outros com as suas preocupações e deixe-os ter espaço para se desenvolverem também. Garanta que também tem a sua independência e espaço para crescer, pois a Imperatriz representa também a falta de espaço para crescimento e perda de poder pessoal. Algo está em falta na sua vida e é necessário encontrar o que é, ao invés de tentar vários projectos ou caminhos para encontrar o que substituirá o que está em falta. É necessário meditação e introspecção pessoal de forma a entender o que estará em falta e a causar a quebra na harmonia. Por fim, a Imperatriz pode também representar problemas com gravidez, dependendo das cartas que a rodeiam. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Elementais: Gnomos/Terra

abril 12, 2018 0 Comentários

Como falamos anteriormente cada um dos elementos tem espíritos elementais associados sendo que, no caso do elemento Terra, os espíritos elementais são os Gnomos. Os Gnomos são dos elementais mais acessíveis para trabalhar, porém, são fácilmente ofendidos e devem ser respeitados, pois a honra e o trabalho são mais importantes para eles. 

Como falamos anteriormente cada um dos elementos tem espíritos elementais associados sendo que, no caso do elemento Terra, os espíritos elementais são os Gnomos. Os Gnomos são dos elementais mais acessíveis para trabalhar, porém, são facilmente ofendidos e devem ser respeitados, pois a honra e o trabalho são mais importantes para eles. 

Os elementais possuem características associadas ao seu elemento. Enquanto trabalhemos com eles enquanto energias e entidades energéticas, os Gnomos (e os restantes elementais) podem assumir formas perante os humanos, de forma a facilitar a conexão. Os Gnomos, por norma, possuem uma forma semelhante ao homem e envelhecem, tal como o humano, apenas a um ritmo muito mais lento. São muito conhecidos nas histórias populares e em diversas lendas, estando presente em imensos contos de fadas para crianças. 

Fisicamente os Gnomos surgem como tendo um corpo humano e diversas características, sendo que as cores (de cabelo, olhos, pele, roupas, etc) são intimamente associadas à planta à qual eles estão associados, dado que cada planta, árvore, rocha, etc tem um elemental associado e, esse Gnomo, assume qualidades referentes ao seu lar. Quando uma planta ou árvore morre, o elemental morre com ela. Os Gnomos, tal como os restantes elementais, conseguem-se movimentar livremente dentro do seu elemento e podem sofrer com a influência excessiva de outros elementos (queimados, afogados, etc), tal como o seu elemento pode sofrer com a influência de outros elementos (ex: fogos florestais, inundações, etc).

Os Gnomos são elementais bastante acessíveis, porém não devem ser chamados em vão, principalmente o seu rei, o Rei Ghob, Senhor do elemento da Terra. É um ser de bastante idade e representante máximo dos Gnomos e dos Elementais da Terra, associado também à Torre do Norte, ponte cardeal associado ao elemento terra.  

Estes elementais muito trabalhadores e severos e exigem muito respeito por parte dos humanos. Se nos esforçarmos e demonstrarmos vontade e disciplina, eles têm muito para nos ensinar (e nós para aprender!). Os Gnomos são também bastante honestos e detestam ver os seus poderes e ensinamentos utilizado para fins egoístas, acabando por castigar quem assim faça. 

Uma das funções dos Gnomos é a de manter a harmonia a nível do elemento Terra e de cuidar as energias do elemento Terra, das plantas, das árvores, das rochas, etc. São também os responsáveis pelas leylines, linhas energéticas que atravessam o nosso planeta. O seu trabalho consiste em manter as energias a fluir pelas linhas e garantir que as mesmas se encontram equilibradas. 

O trabalho com os Gnomos é um trabalho de desenvolvimento lento e consistente e uma mais valia para o equilíbrio pessoal e ajuda a desenvolver a determinação, a paciência e a persistência, características tipicamente associadas ao elemento Terra.

E vocês, nossos leitores? Como são as vossas experiências com estes seres?