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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Roda do Ano - Litha

Data Tradicional: 21 de Dezembro (No Hemisfério Sul) e 21 de Junho (No Hemisfério Norte)

Data Astrológica: Sol a 0º de Capricórnio (HS) ou Sol a 0º de Cancer (HN)

Litha (pronuncia-se “litá”), também chamado de “Meio de Verão” e “Alban Hefin” ocorre na data do Solstício de Verão, mais especificamente, quando o Sol está em 0º de Câncer.

Neste dia o Sol atinge o seu pico mais alto e o Deus está no seu auge acompanhado pela Deusa. A partir desta data a duração dos dias começa a diminuir. Tal como os dias também o Deus enfraquece para mais tarde morrer, no Outono.

As noites são curtas e tradicionalmente cheias de luzes: as estrelas brilhantes do céu nocturno, os vaga-lumes, as fogueiras e decorações que caracterizam as ruas. A noite do solstício é, na Europa, tradicionalmente chamada pelas pessoas mais idosas de “noite dos aromas”, já que várias cidades portuguesas têm o costume de espalhar o cheiro de diversas plantas aromáticas, sagradas e inclusive mágicas pela população, como o alecrim, cravo e manjericão.

O fogo é divinizado e tal aspecto notasse nas fogueiras que se acendiam antigamente pelas ruas e à porta das casas como também pelas iluminações que enfeitam as cidades. É uma forma de simbolizar a força do Sol que, apesar de começar a declinar, continua nos próximos meses a iluminar o céu e a aquecer a terra.

Para além do fogo, também a água representa um grande papel neste festival, servindo de exemplo a água nova ou água da meia-noite – que o povo dizia que possuía poderes mágicos e que fazia renascer a energia das pessoas. Outro exemplo será o orvalho e a água da alvorada. Como tal, uma boa ideia para este festival, será dançar, festejando o auge do Sol, durante toda a noite até de madrugada para ser banhado pela água do orvalho ou então dar um mergulho no mar, de madrugada.

Em termos de comida, algumas das comidas desta época são as laranjas, limões, sementes de girassol, abacate, saladas de frutas e frutos da época (Verão).

Na Europa (mais especificamente na Península Ibérica) tem bastante importância na gastronomia a Sardinha Assada e o Cabrito Assado. Ambas estas comidas têm significados: O Cabrito simboliza a Cabra ou o Bode de Capricórnio que, desde Yule (Solstício de Inverno), no ângulo aposto da Roda do Ano, ascendeu até ao cume do Verão e é sacrificado e consumido pelo povo para receber as forças solares. Já a sardinha, por sua vez, devido à sua cor prateada e à sua ligação, enquanto peixe, com a água é um símbolo da mesma e da Lua, que é consumida para equilibrar o Sol e a ele se unir e fortificar.

Um elemento típico do Paganismo moderno é a celebração da transferência de Poder do Sol do Rei Carvalho para o Rei Deus Azevinho, num modelo que o casal Farrar tornou famoso. Esta celebração é vivida por uma luta entre os dois princípios do Sol: O Princípio de Vida (Rei Carvalho) - o Sol esta no seu auge e brilha no céu proporcionando dias mais longos - que tem a duração de 6 meses – de Yule a Litha – e o Princípio da Consciência (Rei Azevinho) - em que os dias começam a diminuir e a sombra instala-se - que vai de Litha até Yule.

Quanto ao altar, este deve ser decorado com cores da época (amarelos, vermelhos, brancos, etc.) e também, se o praticante assim preferir, com flores e símbolos do Festival (Roda com fitas coloridas amarradas, símbolos de aves ou de animais com chifres e talismãs relativos ao Sol). 

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