Bem-Vindos. Sentem-se em volta da fogueira, peguem uma xícara de chá e comecemos a aprender os mistérios antigos e a desvendar segredos esquecidos. Trilhem connosco a floresta sobre o olhar atento da Lua...

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Roda do Ano - Yule

Data Tradicional: 21 de Junho (No Hemisfério Sul) e 21 de Dezembro (No Hemisfério Norte)

Data Astrológica: Sol a 0º de Cancer (HS) ou Sol a 0º de Capricórnio (HN)

Yule (pronuncia-se “i-ú-le”), também denominado de Solstício de Inverno, Natal (na fé Cristã), Ritual de Inverno, Meio do Inverno e Alban Arthan é um dos Sabbats menores e é realizado quando o Sol está em 0º de Capricórnio (no Hemisfério Norte) e 0º de Cancer (no Hemisfério Sul) o que, por norma, ronda os 20/21/22 ou 23 de Dezembro (HN) / Junho (HS). Yule, ou Solstício de Inverno, é a altura do ano em que o Sol atinge o seu ponto mais baixo e se prepara, a partir daqui, para subir no céu e voltar a erguer-se fortemente e brilhar bem alto. Este é o dia em que a duração do dia é mais curta e a duração da noite é mais longa.

É um momento de renascimento. Tanto do Sol que morre e nasce (simbolicamente) como de um renascimento pessoal, de nós mesmos. E, para além disso, também se refere à promessa de fecundidade dos campos que, com os raios de luz do Sol e os dias que vão começar a crescer gradualmente, garantem a fertilidade dos pastos e das hortas.

Uma das grandes tradições deste festival é acender um cepo na fogueira (seja de carvalho ou outra madeira sagrada). Isto é uma forma de contribuir, simbolicamente, para o reforço da Luz Solar e a sua vitória sobre as trevas. As brasas resultantes desta fogueira podem ser usadas como amuletos ou talismãs que carregam o poder da vitória do Sol (Sol Invictus), resultante do poder da água (representada pela madeira fresca e cheia de salva) e do fogo (na labareda da fogueira).

Este é um festival que está cheio de cultos ao fogo e aos Antepassados. No jantar reúnem-se os familiares, incluindo os antepassados. Um costume é, após o jantar, deixar a comida na mesa para que os que já passaram para o outro lado possam vir e celebrarem também esta época de alegria.

O Bolo-Rei, uma grande tradição desta época do ano, é outro elemento importante neste festival. Ele é o símbolo do Sol pela sua forma redonda e branca e, ao mesmo tempo, ele é também a terra com as suas frutas cristalizadas dentro de si (em semelhança à Terra que está agora com as sementes dentro de si, à espera do momento ideal para germinarem). 
Nas festas do Solstício participam duas forças: A do passado, representada pelos antepassados que vêm ao nosso encontro e a do futuro que é representada pelo Sol que se renova e prepara para fertilizar a Terra com o seu brilho e esplendor.

Nesta época a Terra encontra-se ainda adormecida, coberta pelas camadas de neve que enchem as ruas e as montanhas. Os animais e as plantas hibernam e esperam, ansiosamente, pelo começo do brilho do Sol, após esta data, que dita o aproximar da Primavera. É este acordar do Sol, símbolo do gradual aparecimento da Primavera, que celebramos nesta data. 
Yule é outra das várias das festividades pagãs que foi adoptada pelos cristãos, conhecida actualmente como o Natal e simbolizando o nascimento de Jesus Cristo. Grande parte das tradições associadas ao Natal têm origem pagã, tal como o azevinho, o visco e o bolo-rei que são costumes pagãos.

O visco é, como mencionei anteriormente, uma das tradições pagãs que foi adoptada para o Catolicismo e incorporada na festividade do Natal. O visco era considerado, nos tempos antigos, algo extremamente mágico. Acreditava-se que possuía grandes poderes curadores e que concedia o acesso ao Submundo e, como tal, o contacto com aqueles que já passaram. O significado fálico e sexual do visco teve origem na ideia de que os frutos brancos que caracterizam a planta eram, na verdade, gotas do sémen divino do Deus, que fazia contraste com os frutos vermelhos do azevinho, que eram representantes do sangue menstrual da Deusa.

Uma árvore de Yule pode ser construída para simbolizar a alegria e alegrar a casa (decorada com azevinho e visco e cores entre o dourado, verde e vermelho – cores estas que também decoram o altar durante este período). Uma fogueira com cepos das árvores sagradas, bolo-rei e um caldeirão são grandes recomendações para esta altura.

Quanto às comidas, seguem ao lado algumas receitas que podem ser realizadas neste festival para alegrar a casa e a família. Este é um momento de família (como já referi) então aproveite para contar histórias aos mais novos sobre os seus antepassados, jogue uns jogos e festeje o nascimento do Deus Sol que agora se prepara para iluminar e aquecer a Terra!

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