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Análise Literária: "Paganism 101: An Introduction to Paganism by 101 Pagans"

Título: Paganism 101: An Introduction to Paganism by 101 Pagans
Editor(es): Trevor Greenfield 
Pontuação
Descrição: "Paganism 101: An Introduction to Paganism by 101 Pagans" é uma introdução ao Paganismo escrita por 101 pagãos. Agrupados em três seções principais: "Quem somos", "O que acreditamos" e "O que fazemos" e com um total de vinte tópicos fundamentais para a compreensão das principais tradições pagãs. Estes tópicos têm uma introdução e são depois elaborados por outros seguidores e praticantes, dando ao leitor uma melhor visão da variedade e diversidade que o Paganismo oferece. 
Onde Comprar*: BookDepository | Amazon
Análise: Este é um livro que me é próximo dado que tive o prazer de participar nele e contribuir com um tópico porém não deixarei que isso influencie a minha opinião ou análise do livro. Considero que seja uma pena que o livro não esteja disponível em Português e apenas em Inglês porque uma das coisas que gosto acima de tudo é a diversidade de pontos de vista. Este livro é a prova da famosa frase "Faz uma pergunta a 10 pagãos e terás 11 respostas diferentes". Diversos pagãos contribuiram para a criação deste livro e isto é fantástico porque dá-nos toda uma perspectiva sobre cada um dos tópicos abordados seja Druidismo, Wicca, Bruxaria, etc. É uma forma de ver além da teoria que os livros normais nos ensinam e ouvir directamente dos praticantes como é que fazem as suas práticas, como são os seus caminhos e quais as diferenças. Conseguimos ver vários Wiccanos que, apesar de partilharem o título de Wiccanos, praticam caminhos significativamente diferentes e até têm pontos de vista diferentes sobre alguns assuntos e isso é importante, porque nos mostra e comprova, uma vez mais, a diversidade existente nas comunidades pagãs. O livro está muito bem organizado e separado em secções correspondente a diferentes caminhos dentro do Paganismo e cada secção é introduzida por um autor ou figura importante daquela comunidade sendo que depois conta com diversos contributos (de várias temáticas) de pagãos praticantes das respectivas tradições, traçando aqui a diferente entre os praticantes e também entre os praticantes e a figura ou autor que está a fazer a introdução ao tópico. Acho que o livro é um excelente trabalho e representação das comunidades pagãs, creio que a Editora (Moon Books) estava a pensar em fazer mais livros deste género mas não sei se acabou por fazer ou não porém é uma editora com bastantes bons recursos e também recomendo que dêem uma olhadela. No geral, espero que esta obra seja um dia traduzida para português para estar mais ao alcance das nossas comunidades!

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Religião e o Amor

Unsplash (Aaron Burden)
O tópico de hoje é um tema especial: Quero falar-vos de religião numa relação amorosa e como se coordena. Irei focar principalmente no meu caso, nomeadamente uma relação de dois pagãos de caminhos diferentes. Recomendo também o texto de uma grande amiga minha chamado "Mãe Pagã e Pai Ateu... e agora?" em que ela descreve aspectos da vida de casal entre ela e o esposo, sendo ela pagã e ele ateu e criam uma menina (super linda e fofa, se me permitem dizer!) juntos! Inspirada por esse texto decidi dissertar sobre relações amorosas em que os envolvidos são pagãos mas trilham caminhos diferentes.

Irei usar como exemplo a minha relação (estou numa relação monogâmica com um homem) mas o que descrevo aqui pode ser adaptado a todas as dinâmicas e tipos de relacionamento, como é óbvio!

No meu caso, eu e o meu companheiro somos os dois pagãos mas seguimos caminhos muito distintos: Eu sou Bruxa de Cozinha e Natural e Sacerdotisa de Hekate e Persephone, sendo que trabalho exclusivamente com o Panteão Helénico e de uma forma bastante moderna, seguindo a Roda do Ano (adaptada a minha prática e culto), celebrando as Fases da Lua, introduzindo liturgia da Fellowship of Isis e trabalhando também com o meu Iseum. Já o meu companheiro é mais tradicionalista, focando a sua prática exclusivamente, também, no Panteão Grego mas com uma visão mais arcaica, baseando-se nos registos históricos e na forma como a religião era praticada na Grécia Antiga (uma espécie de Reconstrucionismo Helénico adaptado e solitário). Ou seja, os nossos caminhos são bastante diferentes, dado que grande parte das minhas celebrações não são (necessariamente) celebradas por ele e, a visão dele das Divindades, é algo diferente da minha.

Enquanto eu vejo as Divindades como seres presentes no meu dia-a-dia com as quais eu posso estabelecer conexão, meditação, comunicar e receber sinais, o meu companheiro vê as Divindades como entidades desapegadas das questões mundanas mas que assistem, contudo, ao desenrolar das vidas dos mortais, podendo (ou não) testar os mesmos e apoiar nas suas demandas. Enquanto o meu namorado baseia a sua praxis pagã na forma de pensamento da Grécia Antiga, eu sou mais dada a seguir a minha intuição e aquilo que penso e medito como sendo o caminho certo para mim, sem me preocupar primeiramente com o aspecto reconstrucionista da mesma.

Ou seja... Apesar de partilharmos o amor pela mesma cultura e do mesmo panteão e de estabelecermos até conexão com as mesmas Divindades, temos formas muito diferentes de estabelecer estas ligações e até de praticar estas vivências. Porém, isso em nada invalida a nossa relação. Tal com a minha amiga fala no artigo dela, não podemos deixar que as diferenças dos nossos caminhos sejam o que define a nossa relação mas sim aquilo que temos em comum. Debatemos as nossas diferenças e esforçamo-nos para entender o modo de pensar e de ver a vida do outro. No entanto, não deixamos que elas sejam o que marca a forma como nos relacionamos. Podem haver discussões (aliás, as minhas amigas acham piada ao facto de o único motivo pelo qual eu e o meu companheiro discutimos é por política ou religião) mas, no fim, encontramos sempre um meio-termo porque sabemos que o mais importante é estar juntos e unir aquilo que temos rumo ao nosso objectivo comum.

Apesar de ainda não vivermos juntos, a conversa sobre como iremos adaptar as nossas rotinas pagãs à vida em casal surge ocasionalmente. Como faremos para realizar as nossas celebrações? E os altares? E a transmissão de valores pagãos a filhos ou filhas no futuro? Todas estas são questões que já surgiram no nossa interacção e acabamos por chegar sempre à mesma resposta: "Adaptamos". Mesmo hoje em dia, se o meu companheiro vier a minha casa e eu tiver um ritual nesse dia, ele não tem qualquer problema em ficar na conversa com a minha mãe enquanto eu o cumpro. Ou em ir comigo até a uma floresta para eu colher ervas ou materiais ou até fazer oferendas. Tal como eu o acompanho nas suas formas de expressão de devoção às Divindades. Inclusive até já adaptei algumas das coisas que ele faz na minha prática pessoal, porque me identifiquei! E o mesmo acontece com ele. Já lhe dei muitas coisas (cristais, receitas, etc) mágicas que não fazem parte da prática dele, porém sei que ele pode beneficiar disso e inclusive já chegou a usar várias.

Felizmente, conseguimos adaptar as nossas práticas e as nossas vidas para acomodar o outro sem nunca ferir as nossas práticas pessoais. Há coisas na minha prática com as quais ele não concorda e há coisas na dele com as quais eu também discordo. Mas nunca censuramos ou limitamos o outro no seu caminho. O truque está em reconhecer que para além de casal, somos também indivíduos e não devemos abdicar da nossa individualidade em fruto do relacionamento, dado que são "precisos dois para dançar o tango". De forma a que nossa relação funcione temos de garantir que cada um de nós é feliz e estável nos seus caminhos pessoais, podendo aceitar que os mesmos se cruzem ou não!

Assim sendo, quando vivermos juntos, esse será um dos nossos objectivos já pré-definidos: Respeitar o espaço e a prática do outro, dando espaço e tempo para as mesmas, adaptando-as no dia-a-dia e na rotina conjunta e, quando o assunto dos filhos vier à conversa, mostrando aos pequenos que há mais do que um caminho à escolha e apresentar a minha visão, a visão do pai e a até a visão de outros caminhos, guiando-os nesses trilhos e auxiliando a encontrar o caminho que eles acharem ser o certo para eles.

O maior conselho que eu posso dar, para alguém que esteja numa relação com alguém que também seja pagão mas não partilhe o mesmo caminho é o aceitar as diferenças e aceitar que nem tudo vai ser praticado em conjunto ou de forma unida. Cada um tem direito às suas práticas individuais e os caminhos pessoais de cada um e isso em nada invalida a relação que têm e o amor que partilham. É respeitando-se ambos e ao espaço de cada um, que uma relação se cria e se torna forte.

As raízes das árvores não discutem por estarem em direcções diferentes mas trabalham em conjunto para o objectivo final que é fazer crescer a árvore.
Aqui, é o mesmo. Respeitando as diferenças de cada um, trabalha-se rumo ao objectivo comum: Amor e Harmonia.

E vocês? Como são as vossas relações? ~ 

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Receitas: Incensos, Óleos e Poções de Limpeza & Purificação

Unsplash (Artem Maltsev)
Hoje venho com algumas receitas de Incensos, Óleos e Poções para Limpeza e Purificação! 

Avisos: Recordamos que os incensos são incensos soltos e devem ser queimados com carvão litúrgico (próprio para incensos!). Quanto aos Óleos recordamos que devem garantir que não há alergia a nenhum componente antes de colocar o mesmo em contacto com a pele e para usar como óleos bases recomendamos óleo de jojoba ou azeite. Para as poções aconselhamos água natural (vinda de uma nascente) ao invés de água da torneira mas, na ausência de água natural, a da torneira ou água destilada será ideal.

Aconselhamos sempre a leitura de métodos de preparação de Incensos, Óleos, Banhos ou outros antes de realizar os mesmos. Poderão consultar os mesmos em livros, sites ou outros locais. Temos também alguns artigos aqui no blogue sobre a temática que podem consultar através do menu lateral. 

Estas receitas foram retiradas dos livros "Magical Household" e "The Complete Book of Incense, Oils and Brews" de Scott Cunningham caso queiram ir procurar outro tipo de receitas do mesmo género da que viram ou até informações adicionais sobre o tipo de poções e incensos.

Os ingredientes assinalados com * podem ser perigosos ou potencialmente venosos. Ter especial atenção para ler e investigar sobre ingrediente. 

  • Infusão de Purificação
Recolha partes iguais (cerca de um mão de cada) de alecrim, louro e manjerona secas. Aqueça aproximadamente quatro litros até estar quase a ferver e remova do calor, adicionando as ervas. Cubra e deixe arrefecer. Assim que estiver frio, é necessário filtrar a água e remover as plantas. Utilizando os seus dedos, e no sentido horário, circule pela casa e borrife a casa com a infusão, enquanto diz algo como:

"Bano todo mal e negatividade, 
Assim é a minha vontade, que assim seja"

Toque nas portas, janelas, eletrodomésticos, mobília e até no redor da casa com a água. Garanta que deita também pelos canos (lavatórios, duche, sanita, etc) e que visualiza sempre a água a purificar o espaço. 

  • Incenso Simples para Limpeza do Lar
Sândalo (1 parte)
Canela (1 Parte)

Misturar tudo nas quantidades desejadas e queimar conforme necessário.

  • Incenso para Purificação do Lar
Cedro (1 parte)
Sândalo (1 parte)
Mirra (1 parte)

Misturar tudo nas quantidades desejadas e queimar conforme necessário.

  • Incenso para Protecção
Manjericão (1/2 partes)
Olíbano (1 parte)
Mirra (1 parte)
Pinho (1 parte)
Sálvia (1/2 partes)

Misturar tudo nas quantidades desejadas e queimar conforme necessário.

  • Incenso de Purificação do Lar
Olíbano (3 partes)
Sangue-de-dragão (2 partes)
Mirra (1 parte)
Sândalo (1 parte)
Betónica (1 parte)
Sementes de Endro (1/2 partes)
Algumas gotas de óleo de Gerânio Rosa

Queimar para purificar a casa pela menos uma vez por mês, por exemplo, na Lua Cheia. É também aconselhável para situações de mudanças ou compras de casa na nova casa.

  • Incenso de Limpeza
Olíbano (3 partes)
Copal (3 partes) 
Mirra (2 partes)
Sândalo (1 parte) 

Este incenso é apropriado para ser queimado para limpar a casa de energias negativas, principalmente quando os membros da casa discutiram ou existiram conflitos. Também pode ser queimado quando o ambiente do lar se sente como estando pesado ou cheio de energias negativas ou conflituosas. É necessário deixar a janela aberta enquanto esta mistura arde. 

  • Óleo de Protecção
5 Gotas de Óleo Essencial de Laranja Amarga (Petitgrain)
5 Gotas de Pimenta Preta

Utilizar para protecção contra todo o tipo de ataques. Poderá também ser utilizado para untar portas, janelas ou outras partes da casa. 

  • Óleo de Protecção #2
4 Gotas de Manjericão 
3 Gotas de Gerânio
2 Gotas de Pinho
1 Gota de Vetiver

Utilizar tal como o óleo anterior.

  • Óleo de Purificação
4 Gotas de Olíbano
3 Gotas de Mirra
1 Gota de Sândalo

Adicionar ao banho ou utilizar para afastar a negatividade.

  • Óleo de Purificação #2
4 Gotas de Eucalipto
2 Gotas de Cânfora
1 Gota de Limão

Utilizar tal como o óleo anterior.

  • Banho de Proteção
Alecrim (4 partes)
Louro (3 partes)
Manjericão (2 Partes)
Funcho/Erva-Doce (2 Partes)
Endro (1 parte)

Para aumentar a protecção natural, tomar banho com esta mistura diária até se sentir mais forte.

***

Espero que tenham gostado e qualquer dúvida ou outras receitas que queiram partilhar, os comentários estão sempre abertos. 
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O Tarot: Arcanos Maiores - VII - O Carro/Carruagem

VII - O Carro/Carruagem

Nome do Arcano: O Carro/Carruagem
Número: VII
Descrição: No baralho de Rider-Waite o Carro/Carruagem é representado por um guerreiro dentro de uma carruagem. Ele veste armaduras decoradas com luas crescentes e uma tunica com um quadrado e outros símbolos alquímicos e, na cabeça, tem uma coroa de louros e com uma estrela. Ele encontra-se de pé e não tem rédeas na mão. Acima da sua cabeça está um toldo com estrelas de seis pontas. À frente da carruagem estão duas esfinges, uma branca e uma negra, cada uma para lados opostos. Atrás da carruagem corre um rio e uma vila ao longo. *
Símbologia: Nesta carta o Guerreiro demonstra a ser corajoso mantendo-se em pé e determinado com a sua armadura, decorada com luas crescentes (representando aquilo que está a nascer e a surgir) e a túnica decoradas com quadrados e símbolos alquímicos, representando a vontade e a transformação espiritual. Apesar de parecer que está a guiar a carruagem, se verificarem com atenção, notam que não há rédeas e que apenas a sua vontade e determinação controlam o carro. O toldo, por cima do Guerreiro, representa a conexão com o divino e o Mundo celestial e, à sua frente, as esfinges de cores diferentes representam a dualidade e forças opostas (inclusive cada uma delas está a puxar para um lado oposto e apenas a determinação do Guerreiro controla o caminho). O rio, na parte de trás do guerreiro e da Carruagem, representam a necessidade de estar em sintonia com o ritmo e o fluir da vida e, ao mesmo tempo, de seguir como a corrente rumo aos objectivos.

Significado:

  • Posição Normal
Primordialmente a carta da Carruagem representa a Vontade, Determinação e Força. Quando esta carta surge ela traz consigo a mensagem de encorajamento e de que o alvo da leitura tem aquilo que necessita para atingir os seus objectivos, sendo que necessita apenas de confiar em si mesmo e ser determinado nos seus objectivos. A Carruagem alerta também de que haverá pessoas e obstáculos no caminho e testes que serão colocados porém o consulente tem consigo as ferramentas necessárias para ultrapassar estas situações e atingir os objectivos que pretende. Esta carta recorda-nos que não é altura de estar passivamente a aguardar que as coisas ocorram mas sim altura de por mãos à obra pois a Carruagem confirma que a nossa jornada será bem sucedida, desde que tenhamos certeza e confiança nas nossas capacidades. Pode também representar, em termos práticos, uma viagem ou deslocação positiva.

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta da Carruagem representa a necessidade de fazer uma pausa e analisar a situação. Enquanto na posição normal esta carta nos incentiva a avançar rumo aos objectivos, quando invertida ela alerta-nos para a necessidade de parar e reavaliar a situação e questionar se existe algum motivo específico pela qual as coisas estão a ser díficeis. A Carruagem urge-nos a entender quais são os obstáculos e porque razão estão lá e, ao mesmo tempo, fazer-nos entender que não podemos querer ter controlo de tudo ao nosso redor que há certas coisas sobre as quais não temos qualquer tipo de controlo. E isso é normal! Este arcano ensina-nos a entender que há coisas que devem fluir e cabe a nós entender o motivo porque isso acontece e analisar o momento, permitindo criar o espaço necessário para ultrapassar as dificuldades e começar então a rumar em direcção ao que é pretendido. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
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