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Conceitos: Helenismo


Voltamos à nossa série sobre Conceitos e vamos falar de Helenismo ou Reconstrucionismo Helénico! Este caminho tem um lugar muito especial no meu coração e espero fazer-lhe justiça com este texto. 

Helenismo, Reconstrucionismo Helénico ou Paganismo Helénico é uma prática religiosa que tem como objetivo a reconstrução ou adaptação de práticas religiosas da Grécia Antiga para a nossa atualidade. Existem várias variantes dentro do Helenismo e várias associações que variam nas suas adaptações desde Reconstrucionistas mais rígidos e que não aceitam práticas modernas nem bruxaria nas suas práticas até Pagãos Helénicos mais fluidos que permitem sincronizações de práticas variadas. 

Por norma todos os Helenistas são politeístas e acreditam nas divindades do panteão grego como sendo figuras individuais e independentes. Podem também prestar culto a vários heróis ou seres da Natureza comuns à Grécia (Ninfas) e também aos Ancestrais, com bastante foco na linhagem familiar. É comum também os Reconstrucionistas Helénicos adaptarem várias práticas ou costumes da sociedade helénica nas suas práticas como as Máximas Délficas, o Calendário de Celebrações (por norma é utilizado o Calendário Ático, de Atenas), entre outras práticas das quais temos conhecimento serem realizadas na Antiguidade. 

A devoção às Divindades, no Helenismo, tem uma forma diferente de ser dos restantes caminhos dentro do Paganismo. A existência de Divindades é uma certeza, não podendo ser negada, e a relação que é estabelecida entre devoto e divindade é uma de culto e sacrifício. Os Deuses não são perfeitos nem omnipotentes mas são merecedores do nosso respeito e da nossa devoção e das nossas oferendas e sacrifícios. O culto, por norma, é feito ao panteão como um todo, podendo existir um foco em algumas divindades específicas. O culto dentro do Politeísmo Helénico é muito voltado para o lar e para o culto dentro de casa. Na Antiguidade, os cultos e a devoção religiosa era feita em família e voltada para a casa e o lar. Existem celebrações grandes e até cultos de mistérios (como é o caso dos Mistérios Dionisíacos e os Mistérios de Eleusis) mas, no grande geral, a prática da religião helénica era feita em família e no lar através de oferendas, de cuidar do altar e do respeito às Divindades. O mesmo se verifica nas práticas modernas entre vários praticantes. No geral, a maioria dos praticantes, segue as celebrações do Calendário Ático que é o qual temos mais conhecimento e mais informação, contudo, outros podem ser adaptados e aplicados na prática, dependendo dos grupos e praticantes. Entre estas celebrações temos o Deipnon e a Noumenia sendo que vale ressaltar que o calendário grego era com base nas fases da Lua e não com os meses que temos atualmente, pelo que adaptação ao mesmo é necessária por parte de um praticante. 

O Helenismo é uma prática muito vasta e que vai depender do tipo de trabalho ou do tipo de grupo com o qual queremos trabalhar! Um excelente recurso que recomendo vivamente acerca de Helenismo é o Helenos, um site dedicado a Helenismo no Brasil que conta também com um fantástico podcast no qual têm vindo a abordar as várias divindades em cada episódio. Não só é um excelente recurso com muitas recomendações e informações disponíveis no seu site mas também porque fazem um excelente trabalho na divulgação deste caminho à comunidade lusófona. Para além disto temos também a Organização Hellenion, o website HellenicGods, o blogue Baring the Aegis, entre muitos outros recursos fantásticos (como o livro que fizemos uma análise aqui no blogue há uns tempos atrás!). 

E vocês leitores? Que acham deste caminho? 

Crédito de Imagem: Unsplash (Clark Van Der Beken)
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Principais Erros de Iniciantes


Hoje vamos falar dos principais erros que cometemos quando estamos a começar a estudar sobre Paganismo e Bruxaria e como podemos evitá-los! Estes são apenas alguns dos principais erros que tenho visto nos últimos tempos nas comunidades pagãs e bruxas que frequento. Acredito que haja mais ou até que muita gente nem cometa estes erros, contudo, é importante falar deles, pois permite desmistificar um pouco as coisas para quem está a começar e, ao mesmo tempo, orientar e dar alguns pontos de partida para quem ainda não sabe bem como se orientar. 

  • Tentar encontrar Mestres ou Professores sem ter bases de Paganismo ou Bruxaria
Quem lê o Sob o Luar com frequência sabe que este é um ponto no qual eu foco bastante e temos mais do que um texto que aborda esta temática (principalmente este). Isto porque foi um dos meus grandes erros e quero evitar que outros caiam na mesma asneira que eu caí. E porque é que isto é um erro? Bem porque muita gente tenta procurar um professor ou um mestre para lhe ensinar coisas mas nem sabe ao certo o que quer aprender. Apenas quer aprender algo. Isto abre a porta a imensos perigos. Como já falámos anteriormente existem pessoas más em todas as comunidades e o Paganismo e a Bruxaria não são imunes a estas presenças. Muitos predadores estão nas nossas comunidades (infelizmente!) e aproveitam-se de pessoas que estão a começar, não sabem muito e tentam moldar as mesmas aos seus "ensinamentos" (que de ensinamentos têm muito pouco...). Antes de procurarem um Professor ou um Mestre, façam pesquisas, investiguem, leiam, aprendam as bases. Vivemos numa época tecnológica e temos todo o conhecimento na palma da mão, temos de aproveitar! E, mesmo após terem as bases, se quiserem procurar alguém para vos ensinar, façam várias verificações, perguntem às pessoas que os conhecem, vejam-nos interagir com as comunidades pagãs, vejam se pertencem a alguma organização de confiança e que possa dar garantias do seu trabalho. Não confiem cegamente! 

  • Colocar demasiado significado nas redes sociais e os seus conteúdos
Há quem diga que este ponto é apenas uma diferença geracional, contudo, discordo. Não vou negar que as redes sociais são uma boa fonte de entretenimento e até de algum conhecimento, contudo, não são fonte exclusiva para constituir ou trilhar um caminho pagão ou bruxo. Depender exclusivamente das redes sociais e de Tumblr, TikToks, Youtube e Pinterest não é um bom método de trabalho. LER é essencial, por mais que não gostem ou não o queiram fazer. O consumo de conteúdo pagão ou bruxo nas redes sociais deve sempre ser suplementado com livros, com convívio nas comunidades pagãs e com experiência prática. Ser bruxa apenas porque seguimos o TikTok e não fazemos absolutamente mais nada não é ser Bruxa, é apenas ser uma fã de vídeos de internet. A Bruxaria é, e sempre foi, um caminho que requer trabalho e dedicação e isto implica ler, investigar, praticar, treinar, etc. Requer um trabalho ativo e não apenas passivo de fazer scroll num telemóvel

  • Não aceitar críticas ou questões acercas das suas práticas e estudos 
Este comportamento não é só presente em iniciantes mas em todos os tipos de praticantes, contudo, vou-me focar no caso dos iniciantes (mas aplica-se a toda a gente porque reflexão crítica é sempre bom). Mais do que uma vez já tive encontros com praticantes que, quando lhes é feita uma pergunta sobre a sua prática ou até se pergunta que tipo de livros é que leram, ficam extremamente ofendidos, chegando a sair dos espaços e a afirmar que "não gostam que duvidem da prática deles". Acho que temos de mudar este mindset: Não se trata de duvidar da prática alheia, trata-se de perguntar. Seja por curiosidade, porque nunca ouvimos falar daquela prática ou daquele tipo de trabalho ou, em alguns casos, para corrigir informação incorreta (que pode acontecer a qualquer um! Pessoalmente já tive comentários e até dicas de colegas de comunidade sobre informações erradas que eu pensava estarem corretas e agradeço mil vezes o feedback!). Estarmos abertos a feedback e a debates é bastante saudável. Não só nos permite entender e trabalhar melhor o nosso caminho como também aprender com a prática dos outros e com as suas opiniões. E, no caso de iniciantes, é excelente para corrigir informações que podem estar incorretas! Ninguém sabe tudo e todos podemos errar e devemos estar abertos a este tipo de reparos, porque os mesmos servem para nos ajudar a crescer e não para nos rebaixar. 

  • "Viajar na maionese"
Não sei se hoje em dia ainda se usa o termo "viajar na maionese" mas era um termo muito utilizado nas comunidades pagãs luso-brasileiras há alguns anos atrás. Basicamente significa estar a acreditar em algo que não é necessariamente verdade, estar a ir nas invenções da nossa mente. Isto é especialmente comum dentro das redes sociais como o TikTok. Desde pessoas que vão às compras com Divindades, praticantes que dizem que fazem guerras no Astral, até iniciantes com 2 meses de prática que vão para "os Salões dos Deuses" através de viagens astrais, iniciantes a dizer que "namoram" com Divindades e que "A Divindade X vai castigar-te porque comentaste coisas más no meu vídeo" e outras mil e uma histórias que já ouvi. O TikTok (e outras redes sociais) acabam por levar os iniciantes a acreditar que o Paganismo e a Bruxaria são como aventuras de Hollywood e que os Deuses são os BFFs. Não é verdade. É preciso saber distinguir a realidade da ficção (e planeio ter um artigo no futuro exclusivamente dedicado a esta temática) e saber entender o que é a nossa prática e é real, e o que é da nossa imaginação. Isto aplica-se também na temática dos Sinais das Divindades, dos quais já falamos aqui no blogue anteriormente. Há que saber distinguir as coisas e saber levar as coisas a sério e com o respeito que lhes é devido.

Estes são os quatro pontos principais, não quero fazer um texto muito longo mas sou capaz de revisitar esta temática com uma "Parte 2" no futuro, quem sabe! E vocês leitores? Que dicas dão a quem está a começar? 

Crédito de Imagem: Unsplash (Edz Norton)
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Roda do Ano: Equinócio de Outono


Nome do Festival: Mabon (pronuncia-se “má-bon”) ou Equinócio de Outono
Data Tradicional: 21/22 ou 23 de Setembro (No Hemisfério Norte) ou 21/22 ou 23 de Março (No Hemisfério Sul)
Data Astrológica: Sol a 0º de Balança (HN) ou Sol a 15º de Carneiro (HS)
Etimologia: O nome Mabon tem várias controvérsias devido à sua origem, pelo que recomendo a leitura deste e deste artigo. Neste artigo iremos usar apenas o termo "Equinócio de Outono". 
Correspondências de Cores: Laranja, vermelho, castanho, amarelo torrado, verde escuro e preto.

O Equinócio de Outono também chamado Sabbat de Outono, Festa do Milho-Rei e Alban Elfed, é o Segundo Festival das Colheitas. Tem lugar quando o Sol está a 0º de Balança (no Hemisfério Norte) e 0º de Áries (no Hemisfério Sul), ou seja, ocorre por volta de 21/22/23 de Setembro (no HN) e Março (HS). Os Equinócios são pontos de equilíbrio, onde a Luz e a Escuridão estão iguais. A partir desta data, o período escuro do ano começa e a escuridão vence uma vez mais. Relembro que escuridão não significa algo mau, é somente uma referência à falta da intensidade do Sol e o começo e vitória do Inverno. As noites tornar-se-ão mais longas e os dias mais curtos, até que o Deus nasça, em Yule.

O equinócio é sentido como sendo o fim da alegria do ano e, as cores das folhas douradas, agora começam a desvanecer e a cair com mais intensidade, deixando as árvores nuas e preparadas para o rígido Inverno que se aproxima. Nesta altura colhem-se as frutas e as uvas maduras e iniciam-se as chamadas desfolhadas do milho com os seus, subtis, mas presentes, comportamentos cerimoniais à volta do “Milho-Rei”. Esta é a altura da colheita do milho e em Portugal temos uma grande cultura, que já se está a perder, à volta do milho e da desfolhada do milho. O Milho-Rei (ou o Phallus de Fogo) é a espiga de milho de cor vermelha, que é muito rara. Dizem as tradições ibéricas dos camponeses que quem encontrar essa espiga tem de beijar todos os membros do sexo oposto. Este é um momento ideal para procurar mais sobre estas tradições e como as mesmas podem ser aplicadas à nossa actualidade pagã. 

O Equinócio de Outono, tal como Lughnassadh, também é considerado um dia de Acção de Graças Pagão. Muitos praticantes dizem ser em Lughnassadh, outros dizem ser em o Equinócio de Outono, vai depender da opinião e prática de cada um. Alguns dos alimentos típicos deste festival são os produtos que contenham milho e/ou trigo, pães, nozes, frutos secos, maçãs, raízes (cenouras, cebolas, batatas, etc.), romãs, tomates, etc. Quanto às bebidas é comum a Sidra e o Vinho. Recordamos ainda que temos um artigo sobre Bruxaria de Cozinha e o Equinócio de Outono, com mais informações sobre como aplicar a cozinha e a comida nesta celebração. 

O Altar é caracterizado pela presença de cores outonais (vermelhos, laranjas, castanhos, etc.), presentes na natureza. Também pode ser adornados com espigas de milho, cornucópias, folhas secas, maçãs, etc.

E vocês leitores? Como celebram esta festividade? 

Crédito de Imagem: Unsplash (Aarón Blanco Tejedor)
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Conceitos: Druidismo


Hoje voltamos à nossa série de Conceitos e vamos falar de Druidismo! Neste caso vamos falar, mais especificamente, de "Neo-Druidismo", ou seja, a prática moderna de Druidismo e não a prática histórica atribuída aos povos da Bretanha em períodos pré-romanos. O Druidismo pode ser definido de várias formas e é um caminho bastante amplo. Uma das organizações mais famosas associadas ao Druidismo é a OBOD - Ordem dos Bardos, Ovates e Druidas (e em PT) e os mesmos definem Druidismo como sendo:

"Druidry, or Druidism as it is also known, manifests today in three usually separate ways: as a cultural enterprise to foster the Welsh, Cornish and Breton languages; as a fraternal pursuit to provide mutual support and to raise funds for good causes, and as a spiritual path. Each of these different approaches draws upon the inspiration of the ancient Druids, who were the guardians of a magical and religious tradition that existed before the coming of Christianity, and whose influence can be traced from the western shores of Ireland to the west of France – and perhaps beyond." -- Druiry.org

Traduzido, será: "Druidismo manifesta-se hoje de três caminhos diferentes: Como um empreendimento cultural para promover as línguas galesa, córnico e bretã; como uma busca fraterna para fornecer apoio mútuo e arrecadar fundos para boas causas; e como um caminho espiritual. Cada uma dessas diferentes abordagens baseia-se na inspiração dos antigos druidas, que eram os guardiões de uma tradição mágica e religiosa que existia antes do advento do cristianismo, e cuja influência pode ser rastreada desde a costa oeste da Irlanda até o oeste da França - e talvez além."

Há quem considere o Druidismo como sendo uma religião, quem considere o Druidismo como sendo um caminho religioso e, inclusive, há quem considere o Druidismo como sendo apenas um caminho de conhecimento. Muitas vezes o Druidismo assume um papel importante na vida das pessoas que, por variados motivos, até se identificam com outras religiões diferentes (dentro e fora do Paganismo), acabando por gerar vários sub-caminhos como "Druidcraft" (Uma mistura entre Wicca e Druidismo) e outros. Para a grande maioria dos praticantes, o Druidismo assume-se como sendo um caminho espiritual principalmente voltado para o conceito espiritual e natural da vida. Muitos Druidas identificam-se com variadas formas de crença desde politeísmo, animismo, monoteísmo ou duoteístas sendo que todas estas visões da Divindade co-existem dentro das comunidades druídicas. Uma das principais características destas comunidades é o facto que as mesmas são muito tolerantes de outros caminhos e co-existem de forma fantásticas. Pessoalmente, acho que o Druidismo é dos caminhos em que melhor a co-existência religiosa se verifica. 

No Druidismo a Natureza assume um papel de destaque, quer a nível espiritual através de práticas e de conexões com a Natureza e tudo o que os rodeia, quer a nível fisico, através de variadas campanhas ou trabalhos voltados para a ecologia e o bem-estar animal. Isso está refletido nos "Seven Gifts" que a OBOD defende. Podem carregar no link anterior para ler mais acerca dos mesmos e nas próprias Crenças Druídicas

Uma boa forma de aprender Druidismo, principalmente se se identificarem com os príncipios e trabalhos da OBOD, é através de fazerem as formações que a OBOD disponibiliza. As mesmas estão disponíveis em Inglês ou até em Português, através da OBOD Portuguesa e permitem a interessados efetuar vários cursos dentro da OBOD, permitindo uma maior aprendizagem, e com um apoio certificado, do Druidismo que é disponibilizado pela mesma. 

Contudo, a OBOD não é a única forma de ser druida ou de praticar Druidismo! O Druidismo pode ser praticado de forma solitária e eclética, em pequenos grupos ou até noutras associações e grupos espalhados pelo Mundo fora. Não tenham medo de explorar, ver novos recursos e aprender mais. Nos nossos Recursos temos algumas recomendações acerca de Druidismo quer a nível de podcasts, blogues, livros e até canais de Youtube. O conhecimento está ao vosso dispor, basta esticar a mão e dar os primeiros passos! 

O que acham de Druidismo? É algo que vos interessa?

Crédito de Imagem: Unsplash (K. Mitch Hodge)
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Scrying - O que é?


Hoje vamos falar de outro método divinatório e vamos falar de Scrying! Scrying é um método bastante antigo e bastante famoso entre vários praticantes de Bruxaria e pode ser bastante útil, principalmente para quem prefere métodos mais visuais e intuitivos para os seus trabalhos divinatórios ou oraculares sendo que até pode ser utilizado para contacto com divindades e outros usos. 

Scrying é, para todos os efeitos, a arte de visualizar coisas e mensagens em superficies espelhadas sendo que as mais comuns são  a bola de cristal ou o espelho negro. Contudo pode também ser feita com água, com fogo ou até com um espelho normal, dependendo do praticante e daquilo que for mais prático ou acessível. Este é um método que requer bastante concentração e prática, podendo demorar muito tempo a ser dominado e a devolver resultados, contudo, não é impossível! 

Este método é conhecido, na media em geral, como sendo o método utilizado por Bruxas famosas como as da Disney e de outros filmes e séries para descobrir coisas. Desde a bola de cristal da Bruxa Má do Oeste no Feiticeiro de Oz até ao Espelho da Rainha Má da Branca de Neve, este é dos métodos divinatórios mais famosos e mais facilmente identificáveis, contudo, não é dos mais fáceis de aprender. É muito fácil deixar-nos cair no erro de acreditar ou até de forçar imagens na nossa mente quando estamos a trabalhar com as ferramentas de scrying e a necessidade de saber distinguir o que realmente estamos a ver e o que estamos a imaginar é um dos principais talentos a desenvolver para esta prática divinatória. 

Este método pode ser utilizado tanto para previsões ou adivinhação ou, de forma ainda mais desenvolvida, pode ser utilizado para trabalho interno da nossa prática, seja para comunicação com divindades ou para sessões de auto-conhecimento. Uma boa recomendação quando estamos a trabalhar com esta ferramenta é ter um gravador ou um telemóvel a gravar áudio para que possamos falar alto o que estamos a ver e, dessa forma, ficar com um registo em formato de áudio. Este método de registar acaba por ser mais fácil porque não temos de parar de olhar para o espelho ou para a água ou bola de cristal para escrever o que estamos a visualizar. 

Como falei, Scrying pode ser feito em várias superfícies: Bolas de cristal (variados cristais mas por norma é preferencial o Quartzo Hialino ou até o Vidro), tigelas ou recipientes com água, chamas de velas ou de fontes de fogo, espelhos negros (muito tradicionalmente utilizados na Bruxaria Moderna) ou espelhos normais, entre outras. 

Em artigos futuros dentro deste método divinatório irei ensinar a criar o próprio espelho negro e como fazer scrying com o mesmo, mantenham-se atentes! 

Crédito de Imagem: Unsplash (Halanna Halila)
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