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O Tarot: Arcanos Maiores - XXI - O Mundo

XXI - O Mundo

Nome do Arcano: O Mundo
Número: XXI
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta do Mundo é presentada por uma mulher nua com um tecido roxo em seu redor, dançando dentro de grinalda. A mulher está olhar para trás enquanto o seu corpo está virado para a frente. Na sua mão estão dois bastões ou varinhas. Á volta da grinalda estão quatro figuras (um leão, um touro, um querubim e uma águia). *
Símbologia: No Arcano do Mundo a mulher nua está a olhar para trás, para o seu passado, enquanto o seu corpo está voltado para a frente, pronto a enfrentar o futuro que virá. Na sua mão tem, à Semelhança do Mago, dois bastões, simbolizando que aquilo que o Mago manifestou se tornou realidade e está nas mãos desta mulher. A grinalda redonda alerta-nos para o ciclo contínuo completado e o próximo que começará, pois tudo na vida são ciclos que começam e terminam. As figuras em torno da grinalda representam os quatro signos fixos do zodíaco (Leão, Touro, Aquário e Escorpião) e, à semelhança da sua presença na Roda da Fortuna, representam os quatro elementos, os quatros naipes do Tarot, os quatro pontos do compasso e as quatro estações. Estão aqui para nos guiar de uma fase para a outra do nosso ciclo constante. 

Significado:
  • Posição Normal
Na sua posição original a carta do Mundo é uma carta extremamente positiva. Representa o fim de um ciclo com sucesso e a vitória alcançada. Traz consigo uma sensação de conquista dos nossos objetivos. Seja um projecto a longo prazo, um desafio, uma fase na nossa vida ou apenas um pedaço do nosso caminho, esta carta mostra-nos que atingimos os nososs objetivos e chegamos ao fim deste pedaço da jornada com sucesso. Convida-nos a reflectir sobre o nosso passado e o que nos trouxe até este momento, a entender o que foi bom, o que foi mau, o que poderia ter sido melhorar e ajuda-nos a preparar para o novo ciclo que se inicia. Esta carta não é um fim mas sim uma celebração da conclusão de um ciclo e inicio de uma nova. 

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta do Mundo alerta para a necessidade de obter fecho numa situação em particular. É necessário fechar as pontas soltas e terminar um ciclo da nossa vida ou um projecto que esteja a decorrer. Este fecho pode estar pendente pela nossa impossibilidade de agir, por medo, por estarmos demasiado agarrados a algo. Este Arcano alerta-nos que temos de analisar a situação e conseguir libertar essas amarras, permitindo o fecho de um ciclo para começar um novo. Pode também alertar para o facto que não estão a ser tomadas todas as medidas ou passos que deveriam para atingir um determinado objetivo. É preciso reflexão interior para ver o que está em falta e conseguimos tomar os passos necessários para atingir o nosso objectivo. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
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Meditação

Unsplash (Sage Friedman)

Hoje vamos falar sobre Meditação, esta que é uma prática que tem grande impacto no nosso caminho pessoal como bruxos/as e até como pagãos. A meditação é transcendente a imensas culturas e há variadíssimas formas de a praticar e de a adaptar às nossas rotinas e à nossa forma de trabalhar. 

Antes de mais, o que é a Meditação? Segundo a definição da Wikipedia a meditação é "uma prática na qual o indivíduo utiliza técnicas para focar sua mente num objeto, pensamento ou atividade em particular, visando alcançar um estado de clareza mental e emocional". Durante a meditação podemos focar-nos em variadas coisas o que permite que esta prática seja adaptada a todo o tipo de práticas religiosas, espirituais e até apenas de mindfulness. A origem da meditação é bastante antiga e está presente em diversos caminhos religiosos e espirituais (como o Hinduismo, Budismo, etc.) e, hoje em dia, é utilizada pelo mundo fora como uma das melhores técnicas para ajudar no bem-estar pessoal e na tranquilidade interior, sendo até utilizada e recomendada por profissionais de saúde, terapeutas, entre outros. 

No que diz respeito à Bruxaria e ao Paganismo a meditação faz parte de imensas práticas e imensos caminhos (como a Wicca ou o Paganismo Eclético) e é uma ferramenta fantástica para ajudar no nosso desenvolvimento pessoal, na nossa devoção a Divindades ou Entidades, no nosso trabalho mágico, entre outros. A meditação é uma de variadas formas de treinar a nossa mente a focar num determinado propósito e de concentrarmos a nossa energia em algo: este é um dos grandes pontos fulcrais na prática da Magia! O direccionamento de energias para um propósito pode ser desenvolvido através de práticas meditativas. Também a relação com divindades ou entidades pode ser melhorada e alcançar novos patamares através de técnicas de meditação ou de viagens astrais, entre outras. O trabalho com a nossa Sombra (Shadow work) pode ser complementado com sessões de meditação que nos permitem focar nos nossos sentimentos e pensamentos que surgem quando abrandamos a mente. 

Ao contrário do pensamento popular a meditação não é apenas esvaziar a mente! Até porque obrigar a nossa mente a ficar totalmente calada é quase impossível, principalmente numa primeira fase. E este pensamento de que a meditação é manter a nossa mente vazia é bastante tóxico porque acaba por fazer com que muita gente desista (ou nem chegue a experimentar) de meditar por achar que é uma prática muito díficil! Quando é tudo menos isso. Meditar pode ser apenas focar em algo específico: um som, uma palavra, a nossa respiração, etc. Um bom exercício para começar a meditar é fazer respiração em 4 compassos: Inspirar contando até 4. Suster a respiração contando até 4. Expirar contando até 4. E fazer isto várias vezes, focando sempre na nossa respiração até já não ser preciso contar os números e já sabermos o compasso da nossa relação. Viram como é fácil? É algo muito simples mas muito prático! 

Outro exercício para quem está a começar a trabalhar com meditação pode ser o que o Mat Auryn chama um dos exercícios mais díficeis do seu livro Psychic Witch: Respirar fundo e contar de 100 para 0, focando APENAS nos números. Sempre que falharmos ou a nossa mente se desconcentrar, voltar a começar. Podemos começar em pequenos incrementos como de 20 para 0, 30 para 0, etc. Mas este é um bom e fácil exercício para começar a ajudar a nossa mente a conseguir-se focar em algum ponto específico, o que será uma grande mais valia na nossa prática mágica. 

Para além destas meditações básicas podem, a longo prazo, começar a investigar as meditações guiadas. As meditações guiadas são, basicamente, meditações nas quais focamos em algo que outra pessoa está a contar-nos. Estas são especialmente úteis em trabalhos devocionais com divindades ou de exploração do nosso "eu interior". Um bom exercício para começar isto é o apresentado pela Tradição Caminho das Sombras nos seus métodos para entrar em Alfa (Alfa é nome dado ao estado da nossa atividade cerebral alcançado durante meditação)

A meditação é uma excelente ferramenta para a nossa prática mágica, espiritual e devocional. É apta para iniciantes e é aplicado a todos os tipos de caminhos religiosos ou espirituais dado que não está associada a nenhum tipo de crença ou prática específica. Pode ser adaptada a todos os caminhos e todas as formas de trabalhar. Deixei-vos com dois pequenos exercícios para quem quer começar (ou até para quem já sabe meditar mas quer algo mais). 

E vocês? Gostam de meditar? Quais as vossas técnicas favoritas?

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Tendas Vermelhas e o Sagrado Feminino

Unsplash (Ava Sol)
Este artigo é uma nova versão de um artigo nosso postado em 2017 sobre as Tendas Vermelhas. Achei que estava na altura de darmos uma actualização a esse artigo e cá estamos nós. Hoje vamos falar sobre as Tendas Vermelhas, Círculos de Mulheres e o Sagrado Feminino. 

Começando pelas Tendas Vermelhas, este é um conceito antigo, apesar de nem sempre ter tido este nome, em que as mulheres das tribos se reuniam durante a sua menstruação e se recolhiam em si mesmas, partilhando conhecimentos, experiências e ensinamentos. Hoje em dia a tradição de dedicar atenção e cuidado à nossa menstruação é algo do passado. As vidas atarefadas da cidade, os empregos, as tarefas e até as redes sociais e a necessidade de estar sempre contactável e em movimento afastam-nos dos momentos intímos e reclusão interior. Existem várias mulheres, em todo o Mundo, a impulsionar este movimento tal como DeAnna L’am e ALisa Starkweather. Estas Tendas Vermelhas são encontros entre mulheres com o objectivo de ajudar a estabelecer uma comunidade de mulheres, como irmãs, e também com o objectivo de ajudar cada mulher, individualmente, a desenvolver-se a si mesma, a aprender sobre os seus ciclos e aprender a conviver com eles. O que acontece em cada reunião da Tenda Vermelha depende não só da organização mas também dos membros, do momento em que é realizada, do local onde é realizada e de imensos factores. Nenhuma reunião é igual a outra e são todas únicas. xistem Tendas Vermelhas em todo o mundo, aliás, a DeAnna L'am tem o projecto "Uma Tenda Vermelha em Cada Bairro" com o objectivo de que as Tendas Vermelhas cheguem a todos os bairros e todas mulheres do Mundo. No site indicado podem consultar quais as Tendas que existem perto de onde moram e como funcionam.

Para além das Tendas Vermelhas temos também os Círculos de Mulheres. Estes círculos são mais livres na sua organização mas são semelhantes ao conceito da Tenda Vermelha em que o objetivo é a união e reunião de um grupo de mulheres com o objetivo de trabalharem nelas próprias e na irmandade que é ali estabelecida. Contudo, os Círculos de Mulheres acabam por existir mais dentro de comunidades pagãs ou de bruxaria, no sentido em que são grupos de mulheres que se reunem para trabalhar a sua espiritualidade, trabalhar o Sagrado Feminino e trabalhar com o seu "eu interior", numa irmandade onde até podem ser realizados trabalhos mágicos, trabalhos oraculares ou, em certos casos, até trabalhos com divindades. Acaba por ter um espaço mais amplo de trabalho. Os Círculos de Mulheres acabam também por ser mais livres e não estão limitados pela formação dada nos conceitos das Tendas Vermelhas (onde há o ensinamento e a obtenção de um Grau para puder iniciar uma Tenda Vermelha). Existe uma maior liberdade na prática e na reunião das mulheres neste tipo de eventos. 

Tanto as Tendas Vermelhas como os Círculos de Mulheres acabam por se focar no trabalho com o Sagrado Feminino, ou seja, o lado feminino do Sagrado. Com isto não quer dizer necessariamente o trabalho com Divindades femininas mas com o conceito do Feminino como um todo. O Sagrado Feminino inclui o trabalho com o feminino interior, com o curar as feridas de séculos de opressão ao sexo feminino, curar as feridas de traumas*, desmistificar mitos relacionados com a sexualidade feminina, trabalhar com Divindades femininas, trabalhar com o nosso lado feminino da nossa polaridade (tanto homens como mulheres e não-binários, o Sagrado Feminino está aberto a toda a gente). Nem todos os grupos vão abordar todas estas temáticas e nem todos vão abordá-las da mesma forma. Há várias formas de fazer este trabalho e cabe a nós, praticantes, ver quais as que nos identificamos e com as quais (e de que forma) pretendemos trabalhá-las. As Tendas Vermelhas e os Círculos de Mulheres são apenas duas de muitas formas de realizar este tipo de trabalho interior. 

E vocês? O que acham deste tipo de trabalho? Conhecem? Participam?

* No caso de traumas derivados de situações traumáticas ou violentas, aconselhamos sempre o acompanhamento médico por parte de um psiquiatra ou psicológo de forma a lidar com estes traumas da forma mais adequada possível!


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Análise Literária: "Modern Guide to Witchcraft" de Skye Alexander

Capa do Livro
Título: The Modern Guide to Witchcraft
Autor(es): Skye Alexander
Pontuação★☆☆
Descrição: A especialista do mundo dos feitiços Skye Alexander vai ajudá-la a explorar a magia que existe dentro de si para que possa criar poções, altares, amuletos, talismãs e outros encantamentos. Mais do que um manual de artes mágicas, este é um livro que a fará descobrir o seu poder interior e a importância da conexão com a Natureza. Com a ajuda das plantas, dos cristais e das pedras preciosas, desbloqueie aquilo que a está a impedir de alcançar os seus desejos mais profundos. Tire partido deste talento natural e atraia o bem e a felicidade para si e o mundo à sua volta.
Onde Comprar*: Book Depository | Wook | Wook (Em Português) 
Análise: Hoje volto com mais um livro de iniciantes que está a ser bastante famoso ultimamente e faz grande parte das estantes das Bruxas e Bruxos que estão agora a iniciar o seu caminho. Por ter tanto impacto nos praticantes que estão a começar, acho importante deixar aqui a minha opinião sobre o mesmo para que possa ajudar na escolha se compram (ou não) este livro para adicionar á vossa estante. 

Este livro não é tão mau como alguns que eu tenho lido ultimamente (como o da Harmony Nice...) mas também deixa um pouco a desejar em várias coisas. Apesar disso não é um livro mau para iniciantes, apenas tem em falta várias coisas que, para mim, considero essencial no livro de iniciantes (como uma bibliografia!). 

Comecemos por abordar os pontos que eu gostei no livro: 

- Adoro o fato da autora abordar a Ética Pessoal e o conceito de um Código Pessoal de trabalho mágico. São poucos os livros falam sobre estas temáticas e é uma parte tão importante da nossa prática o saber com o que estamos confortáveis e não confortáveis.
- Oferece ótimos conselhos para práticas solitárias e para o caminho individual.
- Dá conselhos muito bons para procurar e encontrar um coven. O último capítulo é fantástico.
- Fornece informações simples e não muito complexas sobre vários temas.
- Oferece uma ampla gama de feitiços e trabalhos mágicos que podem ser usados na prática pessoal.

Quanto aos pontos que não gostei

- É um livro focado um pouco demais na Wicca. Mesmo que a autora tente separar a Wicca da Bruxaria ela está sempre a voltar à Wicca seja na Ética ou nos Festivais.
- Tem um foco muito grande em "auto-ajuda" e fala sobre o livro d'"O Segredo", Lei da Atração e outras técnicas de coaching que acho que não seriam necessárias neste tipo de livro. Afinal de contas é suposto ser um livro de Bruxaria e não um livro de coaching. 
- No capítulo "Presságios" a autora deveria ter dito que nem tudo é um sinal divino. Às vezes a vida é uma porcaria ou as coisas simplesmente acontecem, não significa que seja um sinal divino de algo. A autora dá a entender que tudo em nosso redor é um sinal e isso é um erro. 
- A autora indica que a Magia é uma forma de evitar problemas e trazer bênçãos para as nossas vidas, como se fosse algo que resolvesse todos os nossos problemas com pós mágicos. Nós não podemos evitar todos os problemas que a vida nos apresenta, temos de os enfrentar.. A magia pode ajudar, mas não é uma solução divina.
- Há uma certa passagem em que a autora indica que "toda a gente já fez magia" porque já teve pensamentos. Magia não é apenas pensamentos. A magia não é apenas intenção! Nós não pensamos apenas que queremos ser ricos e de repente temos um camião de dinheiro à porta (se bem que até nem era má ideia...). Magia é intenção e ação voltada para essa intenção. Não é só pensar nisso.
- Não gostei da forma como ela abordou as divindades. A autora aborda as divindades como tendo sido "imaginadas por pessoas de antigamente". Acho que é estar a tirar valor às Divindades. Entendo o que a autora quis dizer, mas é preciso explicar mais do que apenas dizer que as divindades são imaginações. 
- Este ponto é algo pessoal e sei que poderá não incomodar toda a gente, contudo quero deixá-lo aqui: A autora fala MUITO sobre Anjos. Desde o lançamento do círculo aos elementais, aos pontos cardeais, a mulher fala incessantemente sobre Anjos e Arcanjos. Odeio ver entidades abrâamicas misturadas com feitiçaria, especialmente um livro tão focado em práticas similares à Wicca. 
- A autora fala sobre os caminhos pagãos como se fossem um buffet mágico onde qualquer pessoa pode ir pode simplesmente ver e escolher. Não menciona práticas fechadas, embora mencione Hoodoo e Santeria.
- Não dá informações sobre como cuidar dos cristais. Alguns cristais não podem ser submetidos a água ou sal ou mesmo luz / calor solar devido à sua composição química e dureza e as pessoas precisam saber disso, a autora não menciona e apenas diz às pessoas para "passarem na água corrente" ou "colocarem no sol". Isto é a receita ideal para estragar um cristal (ex: A selenite desfaz-se na água). 
- Nenhuma bibliografia ou recomendações e fontes adicionais.

A minha conclusão é que o livro não é própriamente mau mas deixa muito a desejar. Pessoalmente há outros livros que recomendo para iniciantes (podem ver a nossa lista de Recursos!) que considero estarem muito mais completos. Contudo, à falta de outro e dado que este está facilmente acessível no mercado português, não é um mau ponto de partida. 

E vocês? Já leram? Que acharam? 

* Os links fornecidos pertencem a 'Affiliate Programs' e geram uma taxa de lucro ao Sob o Luar. Não existe qualquer despesa adicional para o comprador. 
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O Tarot: Arcanos Maiores - XX - O Julgamento

XX - O Julgamento

Nome do Arcano: O Julgamento
Número: XX
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta do Julgamento apresenta-nos homens, mulheres e crianças nús nas suas campas com os braços alçados para o céu. Acima o Arcanjo Gabriel, messangeiro do Deus monoteísta, toca o seu trompete. No fundo está um conjunto de montanhas que se extende no horizonte. *
Símbologia: No Arcano do Julgamento vemos a humanidade nua e nas suas campas perante ao Arcanjo, aguardando a sua chamada aos céus para serem julgados e saberem que vão ser aceites no Paraíso ou não. As montanhas no fundo da carta representam os obstáculos que a humanidade enfrenta na sua vida e o quanto inevitável é o julgamento das nossas acções. 

Significado:
  • Posição Normal
Na sua posição original a carta do Julgamento está a alertar-nos para a necessidade de tomar uma decisão que irá alterar o rumo da nossa vida e pede para que usemos a nossa intuição no processo da tomada de decisão, através da análise de decisões passadas e daquilo que já vivemos e do que a nossa intuição nos ensina e aprendeu ao longo do nosso trajecto. Este Arcano chama-nos a ouvir o nosso Eu interior e trabalharmos para atingir o nosso estado mais elevado e mais único. Este é um momento de limpeza das nossas feridas mais profundas, libertação da culpa e do sentimento de arrependimento interno. É o momento para nos limparmos desta carga negativa que trazemos às costas e nos elevarmos, tomando a decisão para atingir uma nova plataforma no nosso crescimento pessoal. 

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta do Julgamento pede por um período de reflexão e de mergulho interior. É necessário tirar tempo do nosso dia para meditarmos connosco próprios e fazermos trabalho interior com a nossa intuição e com o nosso Eu interior. Há imensas coisa que temos vindo a evitar na vida e temos de as enfrentar de cabeça erguida e entender como as mesmas nos afectam e o impacto que elas têm. Temos de trabalhar estas memórias e entender como as mesmas servem de lições na vida. Este Arcano invertido traz-nos a mensagem que o Universo quer que nos foquemos em algo maior, em algo interior, mas que nós não estamos dispostos a isso (ou por medo ou por distração). É necessário focar, libertar dos medos e aceitar o desafio que o Universo nos dá. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
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Deusas e Deuses: Hestia


Hoje vamos continuar com uma nova série de artigos que se irão espalhar ao longo dos próximos tempos em que vamos abordar várias divindades, de vários panteões. Vamos falar sobre os seus mitos, as suas associações e um pouco da sua história. Estes artigos não têm como objectivo substituir a investigação sobre as divindades mas sim despoletar interesse e, também, fornecer alguns pontos de partida para iniciar contacto com as Deusas e Deuses de que falaremos. 

As informações contidas nestes artigos não são suficientes para sustentar uma prática de culto a uma divindade e investigação adicional é sempre necessária. No fundo de cada artigo deixamos uma lista de sites e livros recomendados sobre cada divindade, de forma a que possam explorar mais sobre cada Deusa e Deus que falamos aqui. Ao longo do artigo vamos deixando também links para informações adicionais e explorações aprofundadas de certos tópicos. 

Hoje vamos falar de mais uma Deusa do panteão grego, a Deusa Héstia. 

***

Nome: Héstia (Ἑστιη)

Panteão: Grego

História e Mitologia: Héstia foi a primeira filha a nascer entre o titã Cronos e a titã Rhea. Cronos foi avisado por Gaia e Uranos que o seu domínio do mundo iria terminar à mão de um dos seus filhos e, como tal, a cada filho que nasceu Cronos engoliu os mesmos imediatamente após o seu nascimento, começando por Héstia. Quando Zeus, o último dos filhos de Cronos e Rhea nasceu e foi levado para um esconderijo, voltando quase adulto para matar então o seu pai e libertar os seus irmãos, Héstia foi a última a ser regurgitada. Como tal é considerada tanto a mais velha como a mais nova dos seis irmãos. Já durante o domínio de Zeus e do domínio olimpiano, Héstia manteve-se virgem, inclusive perante os pedidos da sua mão em casamento por Apollo e Poseidon. A Deusa pediu a Zeus que permitisse que a mesma olhasse pelo Fogo Sagrado do Olimpo e, assim, mantendo-se Virgem eternamente. Ao que Zeus aceitou, transformando Héstia numa das primeiras Deusas virginais e a responsável pelo cuidado do Fogo Sagrado. Foi deste Fogo de Héstia que Prometeu roubou a centelha de fogo que deu à Humanidade para nos presentear com o elemento do Fogo. 

Celebrações: O culto a Hestia não era muito predominante na Antiguidade Clássica como as outras divindades. Hestia era honrada nos lares e em locais com lareiras. Era a Deusa da Chama Sagrada e Sacrificial e, como tal, em todas as oferendas queimadas em honra dos Deuses a primeira parte da oferenda era sempre dada a Héstia. A cozinha da carne sacrificada era parte do domínio de Héstia. O fogo acendido em honra a Héstia em templos ou locais de culto não poderia ser apagado e, caso fosse, não poderia ser acendido com fogo normal e teria um processo próprio para voltar a acender a chama destes altares. 

Geneologia: Filha de Cronos e de Rhea, é uma das primeiras Deusas Olímpicas e a primeira filha a nascer dos dois titãs contudo, sendo a primeira a nascer é também a última a ser regurgitada como tal é conhecida como sendo a irmã mais velha e, ao mesmo tempo, a irmã mais nova. 

Epítetos: Äídios ("Eterna"), Vasíleia ("Rainha"), Khlöómorphos ("Verdante"), Polýmorphos ("Multi-formada"), Potheinotáti ("Amada"), Prytaneia ("da Πρυτάνεις"). 

Símbolos: Fogo Sagrado, "The Hearth", Lareiras. Existe também alguns registos de lhe serem associados porcos e vacas. 

Leitura Recomendada


* Os links fornecidos pertencem a 'Affiliates Programs' e geram uma pequena taxa de lucro ao Sob o Luar. Não existe qualquer despesa adicional para o comprador.
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Conceitos: Wicca, Bruxaria e Paganismo

Unsplash (Halanna Halila)

Uma das principais dificuldades de quem está a começar a estudar Paganismo e Bruxaria é a clarificação dos conceitos, dado que estes são muito confundidos na maioria dos sites e livros. Este artigo pretende esclarecer alguns conceitos principais do começo do seu estudo. Claro que, como creio ser óbvio, estas definições não são as "certas" nem as "erradas". São uma das várias definições que podem ser dadas e o seu objectivo é ajudar a clarificar quem está a começar a estudar.

Os três conceitos que vamos abordar este artigo são: PaganismoBruxaria Wicca. Este artigo é uma nova actualização a um artigo antigo que tinhamos que já falava destes três pontos mas aqui serão abordados de forma mais desenvolvida e mais clara! 

  • Wicca
A Wicca é uma religião ou caminho espiritual que surgiu por volta da década de 1950 na Inglaterra, pelas mãos de Gerald Gardner. Se a mesma foi criada ou trazida a público pelo Gardner é uma questão que ainda é debatida nas comunidades pagãs, pelo que não iremos pronunciar-nos sobre isso.

A Wicca é um culto duoteísta que se concentra em duas divindades: A Deusa e o Deus. Estas duas divindades possuem diversas faces, podendo ser encaradas como Deusa e Deus ou como um outro Casal Sagrado, presente numa mitologia à escolha do praticante. Na Wicca são celebrados os 8 festivais da Roda do Ano (Samhain, Yule, Imbolc, Ostara, Beltane, Litha, Lughnassadh e Mabon) que são as celebrações da Natureza e a passagem das estações, associadas ao Mito da Roda do Ano, que poderá ser visto na secção das Celebrações. Para além destas festividades, na Wicca ainda se celebra os Esbats que são celebrações de Lua, sendo que são realizados rituais ou celebrações relacionados com cada fase da Lua em questão.

A Wicca é dividida em duas principais ramificações: Wicca Tradicional e Wicca Moderna. A Wicca Tradicional é a vertente mais antiga, baseada nos trabalhos de Gerald Gardner e de Alex Sanders sendo que é bastante rígida e conta com a presença das Leis Wiccans, obrigatoriedade de ritos 'skyclad', entre outros aspectos. A Wicca Moderna, como o próprio nome indica já conta com um método mais aberto, dado que é a junção de todos os novos caminhos que surgiram e ainda surgem dentro da Wicca e que contam com uma maior liberdade de trabalho e com a presença, em vários casos, da "auto-iniciação", conceito introduzido por Raymond Buckland. Na Wicca existe, como em todos os lados, diversas controvérsias. A principal é relacionada com a Iniciação. A Wicca é, tradicionalmente, um caminho iniciático e sacerdotal (isto significa que é um caminho no qual a Iniciação é obrigatória e todo o iniciado é Sacerdote). A controvérsia em torno deste assunto trata-se que a vertente tradicionalista acredita e defende que a Iniciação deverá ser feito dentro de um coven estabelecido e com todas as regras que isso incluí, enquanto grande parte da vertente Moderna defende o conceito de "auto-iniciação". 

Por fim é importante realçar a forte ligação existente na Wicca pelo culto à Natureza e pela fertilidade, algo que está sempre presente na prática Wiccana tal como, é necessário, realçar a utilização da Magia e da Bruxaria enquanto ofício, por parte de grande parte dos Wiccans.

  • Bruxaria
"A Bruxaria é um ofício que utiliza a magia para obter fins específicos" - Esta é uma adaptação da frase que estava no site Bruxaria.net (um dos primeiros sites voltados para a Bruxaria e Paganismo em Português!) que acho que resume de forma sucinta o que é a Bruxaria. A Bruxaria é uma forma de trabalhar com a magia. A Bruxaria não é uma religião e pode ser praticada por pessoas de qualquer caminho espiritual/religioso ou, até, de quem não segue nenhuma religião ou espiritualidade em específico. Existem imensas formas de praticar Bruxaria tal como Bruxaria de Cozinha, Bruxaria Natural, Bruxaria Tradicional, entre outras. É um grande espectro de práticas que podem ser adaptadas e praticadas por quem pretender. Não existem regras nem leis gerais associadas à Bruxaria sendo que não há uma unificação deste ofício. O mesmo é praticado por pessoas de todos os caminhos, idades, géneros, etnias, etc. 

  • Paganismo
O Paganismo é um termo umbrella que engloba diversos caminhos espirituais/religiosos que têm entre si algumas parencenças: Imaginem ma árvore bem grande e forte, com um tronco bastante largo. Esse tronco largo, é o Paganismo. O Paganismo é o tronco de uma árvore e os caminhos dentro do Paganismo são os ramos. São vários os caminhos que se podem incluir dentro do Paganismo tal como a Wicca, Neo-Druidismo, Neo-Xamanismo, Reconstrucionismo Celta, Reconstrucionismo Egípcio, Recontrucionismo Romano, Recontrucionismo Helénico, Reconstrucionismo Nórdico (Asatru, Odinismo, etc.) e muitos outros caminhos diferentes. Todos estes caminhos partilham alguns pontos-chave em comum tal como a ligação e o respeito pela Terra e a Natureza e a tentativa de reconstrução ou adaptação de práticas pagãs pré-cristãs. O Paganismo é um termo bastante díficil de definir porque há várias formas de o definir. Recomendo a leitura do texto "The Big Tent of Paganism" do John Beckett que faz uma reflexão muito interessante sobre a definição e sobre o que é o Paganismo. 


***

Estas são apenas definições simplificadas acerca destes caminhos: Não servem como informação completa para iniciar uma prática. Recomendamos a leitura de mais artigos relacionados com o tema (temos uma secção para Iniciantes aqui no site) e uma vista de olhos pela nossa secção de Recursos que conta com imensas recomendações de livros, websites, canais de Youtube, entre outros. 

E vocês? Praticam algum destes caminhos?

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Curso de Bruxaria de Cozinha

Olá a todos!

Sabiam que o nosso curso de Bruxaria de Cozinha já está disponível? Saibam tudo clicando na página do curso



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O Tarot: Arcanos Maiores - XIX - O Sol

XIX - O Sol

Nome do Arcano: O Sol
Número: XIX
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta do Sol é caracterizada por um Sol radiante no fundo da carta. Por baixo do Sol estão quatro girassóis em flor. Na parte principal temos uma jovem criança sentada no topo de um cavalo branco. *
Símbologia: No Arcano do Sol temos um Sol radiante no fundo da carta que representa o optimismo e a positividade. Representa a força da vida que nos alimenta. Os quatro girassóis representam, cada um deles, os quatro elementos e os quatro naipes dos Arcanos Menores. A criança, na parte da frente da carta, representa a tranquilidade de estarmos unidos à nossa criança interior e em harmonia connosco próprios. A sua nudez mostra-nos que a criança não tem nada a esconder e está equilibrada consigo mesma. O cavalo branco, tranquilo enquanto a criança anda em cima dele, representa a força e a pureza. 

Significado:
  • Posição Normal
Na sua posição original a carta do Sol é uma das cartas mais positivas do baralho de Tarot. Representa o sucesso, a felicidade e a abundância. Traz-nos força para enfrentar os momentos díficeis da vida e recorda-nos que dentro de nós há um Sol a brilhar e que nos guiará pelos tempos mais escuros do nosso caminho. O Sol mostra-nos também que os outros conseguem ver este Sol dentro de nós e que por isso atraímos outras pessoas para junto de nós e podemos cuidar e amá-las. Esta é uma carta de esperança que as coisas vão melhorar ou estão a melhorar e que as dificuldades que possam estar a ser atravessadas estão a ser resolvidas ou serão resolvidas muito em breve. O Sol conecta-nos com o nosso ser interior e incentiva-nos a atingir o equílibrio interior, tal como a criança na imagem do Arcano. Esta é uma carta energética, positiva e de boas notícias. 

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta do Sol alerta-nos que podemos estar a ser optimistas demais e impedir-nos de ver a realidade a nossa volta. Recorda-nos que em tudo temos de ter moderação e temos de ver as coisas com os olhos atentos e não ignorar aquilo que nos magoa. Apesar da nossa confiança interior, temos de saber olhar para os desafios e entendê-los. O Sol nunca é uma carta negativa, contudo, ele alerta-nos para a necessidade de vermos as coisas como elas são. Noutro cenário, a carta do Sol invertida pode também recordar-nos que temos de ver o bom nas coisas e não focar apenas no mau. Precisamos de equílibrio e apesar de ser díficil ver no escuro, temos de encontrar uma luz dentro de nós, a nossa criança interior cheia de esperança, e permitir que a mesma nos ilumine o caminho e permita ver o positivo no meio da tempestade. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
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Bruxaria de Cozinha e Samhain

Unsplash (Element5 Digital)

Hoje voltamos a falar sobre a Bruxaria de Cozinha e os Sabbats e vamos falar de Samhain! 

Se quiserem saber mais sobre este festival temos um artigo aqui no nosso site sobre o mesmo!

Festival: Samhain
Datas: 31 de Outubro (HN) ou 1 de Maio (HS)

Samhain (pronuncia-se “sou-en”) é também denominado de Halloween, Hallowmas, Véspera de Todos os Sagrados, Véspera de Todos os Santos, Festival dos Mortos e Terceiro Festival da Colheita. Samhain é considerado um dos mais importantes festivais Wiccanos ao lado de Beltaine. Samhain realiza-se quando o Sol está a 15º de Escorpião (no Hemisfério Norte) e a 15º de Touro (no Hemisfério Sul). Pode também ser celebrado na data tradicional que é 1 de Maio (Hemisfério Sul) e 31 de Outubro (no Hemisfério Norte).

Este é um festival para honrar os nossos antepassados e Ancestrais. Podemos, e devemos, partilhar alimentos com os mesmos, convidá-los para as nossas mesas e honrar a sua importância na nossa vida, no nosso caminho e na nossa existência. Muitos Bruxos optam por deixar um lugar à mesa para os Ancestrais ou colocar comida no altar ou, em algumas práticas, deixar um prato com comida no alpendre ou no lado de fora de casa para alimentar os espíritos que vagueiam na noite das Almas. 

Um dos principais símbolos deste terceiro, e último, festival das Colheitas é a Abóbora. Todos conhecemos a associação da abóbora com o Halloween e ela não deixa de ter menos impacto no Samhain! A abóbora é um alimento rico nesta altura do ano e extremamente versátil. Desde sopas, tartes, bolos, biscoitos, lattes e até sementes de abobora assadas no forno existem mil e um pratos que podem ser feitos com aboboras. É caso para dizer que o céu é o limite da nossa imaginação. Sejam inventivos e podem utilizar este produto em qualquer prato sejam sobremesas ou entradas.  

Outro alimento que tem também um grande papel durante este festival de Samhain é a romã. A romã está associada a Samhain devido à sua ligação com o Mito de Persephone e a sua Descida ao Submundo, que é assinalada perto desta altura do ano. Também a romã pode ser usada de diversas formas: para fazer sumos, em saladas, em tartes e muitas outras variantes. Podem também ser colocadas em altares em honra à Deusa Persephone e celebrando a sua descida de volta ao Submundo. 

Para além das abóboras e romãs, também outros alimentos costumam estar presentes à mesa durante esta altura do ano como todo o tipo de frutos secos e cereais que podem ser utilizados para cozinhar diversos pratos (recordamos que Samhain é o Terceiro Festival das Colheitas, por isso, todos os alimentos consumidos nos outros dois festivais podem fazer parte da mesa nestas celebrações). Também o vinho quente com especiarias é excelente para esta altura do ano, tal como todo o tipo de vegetais de raízes como batatas, cenouras, nabos, beterrabas, etc. 

Samhain é uma altura para reunir a família, festejar o fim de um ciclo e celebrar aqueles que vieram antes de nós ou que já não estão connosco. Façamos banquetas e celebremos a vida, agora que o ano termina e o Sol se esconde! Que a alegria deste festival possa manter-se dentro de nós até o Sol nascer forte novamente. 

E vocês? Que tipo de alimentos gostam de cozinhar nesta altura do ano? 

Referências
"Wicca in the Kitchen" de Scott Cunningham 
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Ser Bruxa

Unsplash (Halanna Halila)

A questão do que é ser bruxa é quase que filosófica. Costumamos dizer que se perguntarem a 10 bruxas o que é ser bruxa que vamos obter 11 respostas diferentes e eu acredito totalmente nisso e vejo isso refletido nas nossas comunidades. Porém, para quem está a começar a interessar-se por Bruxaria, este conceito pode ser confuso. Como é que ser algo é tão díficil de definir? Como é que sei se sou mesmo bruxa, se estou a fazer tudo certo? É disso que quero falar hoje. Destas inseguranças e destes pensamentos que todos temos, até quem já pratica à muito tempo. É normal duvidarmos de nós mesmos. Mas há volta a dar! 

Ser Bruxa é algo intímo, algo em nós. Requer esforço, requer trabalho, requer dedicação. Trabalhamos todos com Magia, quer de uma forma ou de outra. Temos tendência a ter ligações à terra ou local onde vivemos/somos. Nisto, quase todos concordamos. Mas a partir daí, o conceito fica mais debatível. E podemos ficar confusos. Se estamos a fazer certo ou não. Se há coisas que devemos mudar, etc. Gostava de começar por dizer que todas as formas de praticar magia são válidas desde que funcionem. Uma Bruxa pode preferir fazer um ritual cerimonial para atrair amor para a sua vida e outra Bruxa pode decidir fazer sigilos no porta-chaves e outra Bruxa pode decidir fazer uma tarte de maçã. Todos os métodos funcionam, todos são válidas e todas estas praticantes são Bruxas. 

Não devemos limitar as nossas práticas por aquilo que vemos os outros fazer. Vivemos numa época de aparências, onde os likes e as partilhas das redes sociais (principalmente do Instagram, TikTok, Snapchat, etc) ditam o que é moda e o que não é. E isto acaba por dar origem a uma "estética da Bruxa" com imagens com caveiras, fumos, cristais, livros das sombras todos decorados e em papel antigo, altares cheios de estátuas e todo um leque de coisas que servem apenas para fazer imagem mas com pouco conteúdo. Relebrem-se que quase tudo o que vemos na Internet é tirado com o propósito de parecer bonito. Com o objectivo de interagir com quem está a ver (dar like, partilhar, seguir, etc). É normal que as imagens sejam extremamente apelativas. E são! Mas não podemos deixar que isso influencie a nossa prática nem a nossa forma de estar no nosso caminho. 

Não precisamos de mais de cinquenta cristais ou velas de todas as cores ou cinco ou seis estátuas no nosso altar. Não precisamos de livros da sombras com folhas antigas e escritos com pena e tinta. Não precisamos de vestidos de +200€ ou bijuteria vintage. Nada disto é preciso para praticar bruxaria. Nada disto é preciso para ser Bruxa. Gostam da imagem e têm dinheiro para comprar? Força nisso. Mas o ter estes objectos não faz ninguém mais ou menos bruxa. A Bruxaria está na prática, está no estudo, está na dedicação. 

O que fazemos é que nos faz Bruxas. Não é o nosso sangue ou as nossas posses. É o nosso esforço, o nosso trabalho, as coisas que realizamos dentro do nosso caminho. Não se sintam pressionados por estéticas do Instagram ou por vídeos do TikTok ou do Youtube. Esses conteúdos são criados com o intuito de obter visualizações e gostos e não como representações fidegninas de práticas mágico-religiosas. 

E tal como não precisamos de mil e um objectos, também não precisamos de ser perfeitos. Ouvimos muitos praticantes sempre a dizer que celebram todas as Luas Cheias, Luas Novas, Sabbats, Festivais de Divindades e mais quarenta celebrações diferentes, que têm sete ou oito livros das Sombras preenchidos e que a rotina deles de manhã à noite é 100% dedicada à Bruxaria e à Magia e que quase fazem feitiços a dormir. Posso ser-vos honesta? Mais de metade destes casos ou estão a mentir ou não aguentam muito tempo com esse estilo de vida e acabam por se fartar. Agora se me perguntarem: Gostarias de viver num templo e dedicar a tua vida ao estudo da Arte e às Divindades como nos tempos antigos? É assim, provavelmente sim. Mas isso não é possível de ser feito nos dias de hoje. E as divindades e entidades sabem disso. Nós todos temos vidas. Todos temos contas para pagar, loiças e roupas para lavar, casas para arranjar, crianças para cuidar, etc. Todos precisamos de cuidar da nossa saúde mental e de tirar tempo para respirar e relaxar. A Magia pode ser aplicada no dia-a-dia e nas nossas rotinas, como já falei várias vezes aqui no blogue anteriormente, mas isso não significa que o nosso dia seja SÓ aquilo. Claro que não. Nem devemos tentar fazer com que cada segundo do nosso dia seja mágico, porque eventualmente, vamos ficar cansados. E vamos ficar rancorosos com as nossas decisões. E isso só vai prejudicar-nos a nós próprios e à nossa prática. 

Tudo em moderação. E isto refere-se também ao trabalho mágico e à nossa prática enquanto Bruxas. 

Não sintam a necessidade de ser iguais a outras Bruxas. Sejam vocês mesmas/os. Sejam únicos. A vossa prática é isso mesmo, é a vossa prática. Ela existe para vocês e para as divindades/entidades com as quais trabalham e para mais ninguém. Não serve para comparar com outras pessoas, para copiar ou competir com outras pessoas, serve apenas para vocês e para o vosso desenvolvimento pessoal e espiritual. 

Por isso, não sejam muito duros convosco mesmas/os. Respirem fundo e um passo de cada vez! 


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Práticas para um Quotidiano Mágico

Unsplash (Karl Chor)

Como já sabem a Magia no Quotidiano é um dos meus tópicos favoritos. Adoro falar de formas como podemos incorporar a nossa prática mágica no nosso dia-a-dia, seja ele atarefado ou tranquilo. Há imensas formas de aplicar Magia nas coisas da nossa rotina diária e hoje quero falar de algumas dessas práticas que são extremamente úteis e fáceis de por em prática, até para quem vive em situações em que não pode expressar a sua espiritualidade abertamente. 

É necessário referir que estas dicas são dicas gerais para o dia-a-dia. Não são, de tudo, obrigatórias todos os dias! Até porque isso iria tirar a fluídez da nossa rotina e tornar-se apenas em tarefas obrigatórias que acabaram por se tornar não só cansativas mas também inúteis. Siga a intuição e deixe fluir!

Durante a Manhã

  • Se acordar a tempo do nascer do sol, tire uns minutos para ver o Sol nascer e reconhecer o início de um novo dia. Deixe que a luz do Sol possa energizar e ajudar no decorrer do dia. 
  • Tire uns minutos ao acordar para meditar e respirar fundo. Não precisa de focar em nada em particular, apenas focar no começo do novo dia e no momento. 
  • Desenhe símbolos (Sol, Lua, Estrelas ou Sigilos, etc) no café da manhã para ajudar a dar aquele boost extra que é preciso para o dia. 
  • Ao colocar maquilhagem ou creme no corpo desenhar símbolos para ajudar a dar o boost extra, tal como fez com a bebida matinal. 
  • Se o seu cabelo for longo pode fazer tranças e energizar cada nós para proteção. 
  • Antes de sair para o trabalho pegar num amuleto ou num cristal e carregue consigo para ajudar a lidar com as energias externas que encontrará ao longo do dia. 
Durante o Almoço e Tarde
  • No caso de levar comida de casa para o trabalho/escola e que seja cozinhada por si, garantir que a mesma vai energizada com as energias que necessita para o dia. No caso de não cozinhar ou de comer em restaurante, tire uns segundos para agradecer a refeição e visualizar o energizar da comida. 
  • Tire segundos do seu dia, durante o trabalho, para respirar fundo e centrar. Fazer um pouco de grounding ao longo do dia ajuda bastante a manter as energias em controlo e manter-nos focado no dia-a-dia e no que é preciso fazer. 
  • Se sentir nervosa/o pode tocar no seu amuleto para trazer um pouco de calma e tranquilidade. 
  • Se tiver Natureza perto do trabalho/escola e algum tempo para estar perto dessa Natureza, aproveite a oportunidade. Pode até ser só encostar a uma árvore mas isso já vai permitir uma ligação com a Natureza. Pode aproveitar também para falar com as plantas ou árvores no local e começar a estabelecer uma ligação com as mesmas. 
Durante a Noite
  • Se possível tenha em consideração para onde aponta a cabeça da sua cama. Para Norte é símbolo de estabilidade, calma, prosperidade e recuperação rápida de doenças. Para Este está associado à religião e à espiritualidade tal como à inteligência e liberdade de pensamento. É também o lado de onde o Sol nasce e há o pensamento de que deveremos dormir de Este para Oeste, seguindo o curso natural. Se a sua cabeça ficar a apontar para Sul poderá sofrer de insónias ou ter doenças mais facilmente. Não é recomendável. Por fim, dormir com a cabeça virada para Oeste promove o amor, espiritualidade e aumenta a sensibilidade e promove as habilidades psíquicas ou magia dos sonhos.
  • Antes de dormir beba um chá ou um copo de leite quente e visualize energias tranquilizantes para ajudar numa boa noite de sonho. 
  • Coloque o seu caderno de sonhos (se tiver) ao lado da cama juntamente com um lápis para puder escrever os sonhos rapidamente quando acordar na manhã seguinte. 
  • Coloque cristais debaixo da almofada (ou dentro da almofada) para ajudar com pesadelos, sonhos proféticos, mensagens de Guias, etc. 

Por fim, recorde-se: Não seja paranóico/a. Seja saudável, faça exercício, seja feliz. Pode soar estranho mas se você for feliz, seguro de si mesmo, saudável, tenha uma atitude positiva quanto à vida e ao funcionamento das coisas a probabilidade de algo mal lhe atingir (ainda mais tendo em conta que existiram protecções em sua casa e em você) será muito baixa. Não dê chances que a sua mente o torne fraco e susceptível a ideias negativas ou más energias.

Quais as vossas práticas favoritas para o dia-a-dia? E que outras dicas recomendam?

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Análise Literária: "Wicca for Beginners" de Thea Sabin

Capas dos Livros
Título: Wicca for Beginners: Fundamentals of Philosophy & Practice
Autor(es): Thea Sabin
Pontuação
DescriçãoO livro Wicca para iniciantes, da autora Thea Sabin, aborda aspectos básicos de mistérios e práticas da magia Wicca, em uma linguagem acessível aos não-iniciados, dando um panorama da "nova religião ancestral" que combina algumas tradições remanescentes da bruxaria com elementos modernos. Lançada no exterior com grande sucesso, esta obra chega ao Brasil para atender a ampla demanda de interessados no assunto, confirmada pelo número crescente de títulos sobre o tema.
Onde Comprar*: Book Depository | Wook (PT)
Análise: Quero começar esta análise literária partilhando uma citação do livro que me agradou imenso!

"But remember, reading is not enough. Wicca is not a “religion of the book.” It is about engaging with life, and it requires active participation and practice over time. So do the exercises in this and other basic Wicca books. Begin assembling your own Wiccan practice. Explore the Wiccan ideas that sing to you, and create some rituals for yourself. Build an altar. Talk to the gods. Start a book of shadows. Most of all, open yourself up to the transformation and self-discovery that walking the Wiccan path can inspire."

Este livro surpreendeu-me pela positiva, não estava à espera que fosse um livro tão bom, para ser honesta. Este é um fantástico livro para iniciantes ou interessados na Wicca Moderna e irei sem dúvida começar a recomendá-lo vivamente. Está na altura de começarmos a recomendar mais livros actuais e começar a largar a nostalgia dos clássicos da Wicca e do Paganismo, porque os mesmos estão cada vez mais desactualizados para os nossos tempos. Este livro, pelo contrário, achei-o fantástico para as nossas comunidades actuais. 

A autora explora bastante os pontos importantes da Wicca, citando grandes autores como Joseph Campbell e outros, mostrando os pontos de vista éticos, religiosos e as bases necessárias para um bom culto religioso (que é isso que a Wicca é, uma religião). Após explicados estes pontos principais, a Thea Sabin avança então para a parte prática falando dos instrumentos, dando um foque fantástico na meditação, no grounding, pathworking, warding e todos os básicos energéticos que são essenciais para uma prática mágica e wiccana. Honestamente, nunca um livro de iniciantes abordar tão bem e de forma tão clara estes temas! 

De seguida, a autora começa então a abordar as informações típícas da Wicca como os Deuses, o Círculo, as Ferramentas, o Altar, etc. No fim, temos um excelente capítulo que nos ajuda a por em prática tudo o que aprendemos ao longo do livro e como continuar a partir dali. A autora fornece também imensos recursos e recomendações de outros títulos de livros e recursos para ler e explorar a prática. 

O livro está também recheado de exercícios que podem (e devem!) ser realizados para ajudar a começar e melhorar a prática de cada um. 

Sinceramente achei este livro muito bom e irei começar a recomendá-lo frequentemente!

* Os links fornecidos pertencem a 'Affiliate Programs' e geram uma taxa de lucro ao Sob o Luar. Não existe qualquer despesa adicional para o comprador. 
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O Tarot: Arcanos Maiores - XVIII - A Lua

XVIII - A Lua

Nome do Arcano: A Lua
Número: XVIII
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta da Lua é representada por uma grande Lua Cheia no céu nocturno posicionada entre duas torres e com um caminho por baixo. Na frente temos um pequeno lago com um lagostim a sair da água e, perto do lago, a relva temos um cão e um lobo a uivarem à Lua.  *
Símbologia: No Arcano da Lua temos uma Lua Cheia no céu nocturno que representa a intuição, os sonhos e o subsconsciente. A sua luz é mais ténue comparada com o Sol, mas a Lua traz-nos a luz sobre os mistérios da noite e da mente e sobre o caminho da nossa espiritualidade, representada pelo caminho no meio das torres. O pequeno lago representa a mente consciente, de onde sai o lagostim, que vem aqui representar o início da criação e o começo do nosso desenvolvimento consciente. O cão e o lobo, uivando à Lua, simbolizam os lados selvagens e domesticados da nossa mente, perante as energias lunares. 

Significado:
  • Posição Normal
Na sua posição original a carta da Lua representa os nossos medos e inseguranças. Estamos a ser influenciados por traumas ou emoções do nosso passado que estão a influenciar as nossas acções do presente. Estamos a deixar que o nosso passado interfira com as nossas acções actuais e temos e agir contra isso. Este é um momento de incerteza no qual temos de nos voltar para dentro e ouvir a nossa intuição. Temos de consegui lidar com estes medos e ansiedades, seja através de terapias ou curas naturais, mas é preciso agir e não deixar que esses aspectos mais escuros dominem a nossa vida. A Lua indica também a necessidade de ouvir a nossa intuição e de nos sintonizarmos com a verdadeira Lua no céu e que nos focarmos nos seus ritmos. Ver em que fase da Lua estamos, o que ela significa, meditar com ela, etc. Fazer trabalho lunar é aconselhado na presença desta carta. 

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta da Lua mostra-nos que estamos a conseguir lidar com as nossas ansiedades e medos de forma correcta e que estas energias negativas que nos rodeavam estão a começar a desaparecer. Contudo, a carta alerta-nos para termos noção que temos de trabalhar e manter o nosso trabalho quanto a estas emoções e não podemos apenas querer escondê-las pois tal como a Lua vai de Nova a Cheia, também as nossas emoções não ficam escondidas para sempre. É preciso enfrentá-las e saber lidar com as mesmas. Esta carta, nesta posição, pode também representar que existem mensagens que estão a ser recebidas mas não corretamente interpretadas. É preciso ouvir os Guias e meditar sobre o assunto ou até consultar métodos divinatórios alternativos. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
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Segurança na Bruxaria

Unsplash (Content Pixie)

Hoje vamos abordar alguns dos cuidados que são necessários quando praticamos Bruxaria. Poderão parecer cuidados óbvios para praticantes mais experientes, contudo, nunca é demais recordar e há sempre a necessidade de aprendê-los pela primeira vez, no caso dos iniciantes. 

Por isso, vamos lá ver como podemos tornar a nossa prática da Bruxaria uma prática mais segura, vamos?

  • Velas
Existem vários cuidados a ter com velas na nossa prática. O mais óbvio deles todos, e que somos sempre relembrados desde criança, é nunca deixar velas sem supervisão. Sei que é tentador deixar uma vela a arder no altar enquanto vamos às compras ou vamos trabalhar mas não é recomendável! Arriscamos a que haja um incêndio. As velas nunca devem ficar sem supervisão. Se precisam mesmo ou fazem questão de ter sempre uma "luz" acesa no altar, optem por velas a pilhas ou a energia. É muito mais seguro e garantem que não chegam a casa com os bombeiros à porta. Outros dos cuidados com as velas é o garantir que aparamos os pavios para que a chama não seja grande demais e fique fora de controlo. Este é um dos cuidados recomendados pelos comerciantes e criadores de velas, é garantir que aparamos sempre os pavios. Adicionalmente evitem soprar para a vela para a apagar: Ou deixem queimar até ao fim ou arranjem um apagador de velas para garantir que a chama é apagada de forma segura. 

  • Cristais
Há vários cuidados que devemos ter no manuseamento de cristais. Um dos primeiros cuidados com cristais é garantir que temos os devidos cuidados dependendo de cristais. Como já falamos anteriormente, cada cristal é um cristal e há diferenças entre os mesmos, principalmente a nível da dureza. Como tal, é preciso ter cuidado com os nossos cristais e garantir que não usamos cristais de baixa dureza em ambientes que os vão estragar (água, sal, luz solar, etc). Isto está ligado também ao uso que damos aos cristais. Um dos pontos principais é Elixires. Evitem usar cristais em água que vão consumir! Nem todos os cristais são apropriados para estar junto de água que vai ser ingerida, alguns são tóxicos, outros são perigosos, etc. Garantam que sabem o que estão a fazer antes de o fazer (principalmente com fontes de geólogos e profissionais de saúde). Outro ponto especial no que diz respeito aos Cristais, e que está a virar "moda" em algumas redes sociais como o TikTok, é o partir ou triturar cristais em casa. NÃO O FAÇAM. Os cristais são pedras e ao partir as mesmas estamos a libertar para o ar pequenas partículas de pedras e pó das pedras que é tóxico para os nossos pulmões. Estas pequenas partículas podem também causar cortes no nosso corpo e até nos nossos pulmões. Não o façam! 

  • Ervas e Óleos
Outro cuidado importante na nossa prática é referente às ervas e plantas que utilizamos. Nem todas as plantas são boas para consumo, como tal, evitem ingerir plantas sem saberem as suas características e se podem ser ingeridas ou não. Algumas plantas podem ser ingeridas mas têm contra indicações dependendo do estado da pessoa (gravidez, medicação, etc). Pelo que tenham atenção a isso e, se necessário, falem com um profissional de saúde ou o vosso médico de família. Se não têm a certeza, não bebam/comam. Mais vale prevenir do que remediar. E isto aplica-se também a nível das defumações. Nunca queimem ervas de portas e janelas fechadas! Sempre que forem queimar alguma coisa é preciso manter uma área ventilada para garantir que o ar circula, principalmente se vocês estiverem no local ou houver animais no local. Isto ajuda também nas limpezas dado que ter as janelas e portas abertas ajuda ao circular das energias. Também no que diz respeito aos óleos é preciso ter cuidado porque podemos ter reações alérgicas aos mesmos. Os óleos nunca devem ser ingeridos, são exclusivamente para uso exterior. Garantam sempre cuidado no uso de ervas e óleos principalmente a nível das alergias e consumo dos mesmos. 

  • Águas do Sol & Lua
Pode parecer um tópico estranho para abordar num artigo de segurança mas é importante falar. Uma das primeiras coisas que temos tendência a fazer quando começamos a lidar com Magia é fazer Água da Lua ou Água do Sol porque são coisas extremamente fáceis de fazer e práticas. Contudo um dos principais cuidados com estas águas é que as mesmas não devem ser consumidas, a menos que tenham sido expostas por um curto espaço de tempo e tapadas. Isto porque uma água destapada, parada e exposta durante muito tempo torna-se uma casa fantástica para todo o tipo de bactérias e bichos. Já imaginaram o que é beber água que esteve exposta e parada durante 10 ou 12 horas, com moscas e outros bichos a passar-lhe por cima? Não parece muito saboroso pois não? Então é preciso ter vários cuidados com a forma como colocamos estas águas a carregar e evitar a ingestão das mesmas. Podem usar para banhos e outras práticas mas evitem beber. 

  • Sigilos da Internet
Uma coisa bastante comum de ser partilhadas nas comunidades, principalmente no Tumblr e Pinterest, são sigilos para utilização comum. Enquanto pode parecer uma excelente ideia ter um sigilo já feito e poupar trabalho na sua criação, não é aconselhável. Apesar de a pessoa que o criou dizer que o seu propósito é X não quer dizer que o seja. E um sigilo tem muito mais poder se for criado por nós próprios, por isso, criem sempre os vossos sigilos e dediquem tempo à vossa prática. Nós temos artigos de como Criar Sigilos que podem ser úteis para iniciantes. 

  • Invocações/Espíritos & Entidades
Outro ponto a referir é que devemos sempre ter cuidado quanto trabalhamos com entidades. Estejamos a falar de espíritos, divindades, elementais, seres místicos, etc. É preciso ter cuidado e respeito pelo que estamos a fazer. Não chamem algo que não conseguem banir e não tentem lidar com entidades que estejam fora das vossas competências. Sei que pode parecer interessante iniciar um trabalho com fadas ou com demónios dentro da Magia mas estas aproximações a entidades deve ser feita de forma cuidadosa e com o devido conhecimento, caso contrário, arriscamos a chamar algo com o qual não estamos preparados para lidar. Não tenham medo de saber os vossos limites e de trabalhar com base neles, garantindo sempre que estudam e se informam do que estão a fazer. 

Estes são alguns dos cuidados que tenho a recomendar, sendo que poderei fazer uma segunda parte deste artigo se me lembrar de mais pontos que sejam importantes a referir. A Bruxaria não é um caminho fácil mas também não é impossível, apenas temos de ter os pés bem assentes na terra e saber aquilo que estamos a lidar e como lidar com as coisas, sejam ervas, velas ou entidades. 

E vocês, quais os cuidados que recomendam para iniciantes? 

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Bruxaria e Cozinha e Mabon

Unsplash (Joanna Kosinska)

Hoje voltamos a falar sobre a Bruxaria de Cozinha e os Sabbats e vamos falar de Mabon ou Equinócio de Outono! 

Se quiserem saber mais sobre este festival temos um artigo aqui no nosso site sobre o mesmo!

Festival: Equinócio de Outono ou Mabon
Datas: 20/21/22/23 de Setembro (HN) ou 20/21/22/23 de Março (HS)

Mabon (pronuncia-se “mêibon”), também denominado de Sabbat de Outono ou Equinócio de Outono é o Segundo Festival das Colheitas. Tem lugar quando o Sol está a 0º de Libra (no Hemisfério Norte) e 0º de Áries (no Hemisfério Sul), ou seja, ocorre por volta de 21/22/23 de Setembro (no HN) e Março (HS). Os Equinócios são pontos de equilíbrio, onde a Luz e a Escuridão estão iguais. A partir desta data, o período escuro do ano começa e a escuridão vence uma vez mais. Relembro que escuridão não significa algo mau, é somente uma referência à falta da intensidade do Sol e o começo e vitória do Inverno. As noites tornar-se-ão mais longas e os dias mais curtos até chegar o Inverno.

Um dos principais símbolos deste segundo festival das Colheitas é o Milho. Esta é a altura da colheita do milho e em Portugal temos uma grande cultura, que já se está a perder, à volta do milho e da desfolhada do milho. Este é um momento ideal para procurar mais sobre estas tradições e como as mesmas podem ser aplicadas à nossa actualidade pagã. O milho pode ser utilizado em diversos pratos como maçaroca assada, milho com arroz, salada de milho, milho no forno, etc. Existem mil e uma formas de utilizar o milho na cozinha e de lhe dar um lugar de destaque à mesa. 

Outro alimento que tem também um grande papel durante o Equinócio de Outono são as maçãs! Com o mês de Setembro vem o período da apanha da maçã e podemos utilizar esta fruta nos nossos pratos e cozinhados, seja no forno, cozinhada, assada, em tartes, em compotas e doces, etc. Em termos mágicos a maçã tem uma grande simbologia, não só pela associação cristã do "fruto proibido do Jardim do Éden" mas também pelo facto que se cortarmos uma maçã ao meio, as suas sementes irão formar um pentagrama. É um dos frutos associados à Bruxaria e, como tal, esta é a época perfeita para lhe dar um lugar privilegiado à mesa. No caso de ter um jardim ou quinta onde tenha uma macieira pode aproveitar para apanhar as maçãs e conservar as mesmas através de doces e compotas que podem ser usadas ao longo do Inverno que virá. 

Para além do milho e das maçãs, também outros alimentos costumam estar presentes à mesa durante esta altura do ano como as castanhas, as abobóras (que terão um papel de destaque ainda maior em Samhain!), feijões, nozes e o pão, que continua a ter o seu lugar à mesma após Lughnassadh. Aliás, se quiserem juntar o pão e o milho podem fazer pão de milho ou broa de milho que são pães bastante tipicos em Portugal. 

Esta é uma celebração rica em diversas actividades e a segunda de três celebrações relacionadas com as Colheitas, por isso, não tenham medo de inovar e experimentar coisas novas. 

E vocês? Que tipo de alimentos gostam de cozinhar nesta altura do ano? 

Nota: Existe um grande debate nas comunidades pagãs por detrás do uso das palavras Mabon/Ostara/Litha. Para fácil acesso por iniciantes optámos por manter a denominação neste artigo, contudo, aconselhamos a leitura deste texto e deste texto para esclarecimentos adicionais. 

Referências
"Wicca in the Kitchen" de Scott Cunningham 
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Análise Literária: "Wicca" de Harmony Nice

Capas dos Livros
Título: Wicca: A Modern Guide to Witchcraft & Magick
Autor(es): Harmony Nice
Pontuação
DescriçãoHarmony Nice, uma estrela do YouTube e do Instagram, está no centro de uma comunidade cada vez maior de jovens wiccanos que praticam a magia para enriquecer as suas vidas e o mundo à sua volta. Uma magia que nada tem a ver com maldições assustadoras ou adorações maléficas, mas que é uma ferramenta para superar obstáculos e encontrar a felicidade. Neste livro, Harmony encoraja-nos a explorar o impacto positivo que o ritual, a meditação e o abraçar da natureza podem ter sobre a nossa criatividade, confiança, resiliência e sentido de autovalorização.
Aprenda a lançar feitiços, a usar o poder dos cristais, das runas, a fazer altares em casa e a utilizar utensílios mágicos. Descubra ainda o poder das cores e das plantas. Comece o seu Livro das Sombras para documentar tudo o que aprender e descobrir ao longo da sua jornada. Sozinha ou numa assembleia sinta-se confiante para seguir um caminho que seja confortável e verdadeiro para si. 
Onde Comprar*: Book Depository | Wook (PT)
Análise: Bem... nem sei por onde começar. Tenho a dizer que este foi o pior livro que li nos últimos anos, relacionado com Paganismo e Bruxaria. Sim, leram bem: O pior. Por algum motivo lhe dei zero estrelas. 

Vamos analisar o que me faz achar que este livro é o pior? Vamos lá, por prós e contras:

Prós:
  • A capa é bonita.
  • Tem alguns pontos sobre magia urbana e magia discreta para adolescentes que são interessantes, contudo, isto são conteúdos que rapidamente são encontrados online (até no Sob o Luar temos artigos sobre o assunto) e em vários outros livros. 
Contras:
  • A autora apresenta a Wicca, neste livro, como se fosse um produto de wellness a vender. Está constantemente a falar dos "benefícios" da Wicca e tem inclusive um capítulo inteiro dedicado a "Porque Explorar a Wicca" onde se foca em pontos como meditação é boa para a saúde, a Wicca permite ter actos de self-care e muitas outras razões que em nada estão relacionadas com a Wicca ou com a Bruxaria. 
  • A organização dos capítulos está terrível. A autora começa por dar uma introdução de Bruxaria, Wicca e Paganismo (sendo que é uma introdução extremamente pequena e sem grande conteúdo por onde se pegue) e salta automaticamente para Divinação e "Natureza". A Divinação nem está relacionada com a Wicca diretamente, é apenas uma prática que os praticantes podem fazer se assim desejarem. Só após falar destes tópicos é que começa por abordar a Ética na Wicca (falando da Lei Tríplice e da Rede Wiccana), o que vamos abordar já de seguida. 
  • No capítulo em que a autora fala sobre a Lei Tríplice e a Rede Wiccana a mesma comete imensas falácias! É dos piores capítulos do livro. A autora começa por dizer que a "Wicca é uma religião super-livre" e que apenas quem quer segue a Rede Wiccana e a Lei Tríplice! Isto é terrível. A Rede Wiccana e a Lei Tríplice são bases da Wicca Moderna e transcendentes a quase todos os caminhos da Wicca. A forma como a autora apresenta a religião é como se fosse um puzzle em que se pode pegar em várias peças e montar como for a nossa vontade, sem qualquer respeito pela estrutura e práticas típicas da Wicca. Adicionalmente a autora fala que "ninguém sabe" quem escreveu a Rede Wiccana. Isto é, novamente, uma falácia. Basta uma rápida pesquisa online para entender mais sobre a Rede Wiccana e as origens da Wicca e dos seus textos sagrados. Temos vários livros focados na História da Wicca e dos principais responsáveis pelo seu surgimento (inclusive auto-biografias) que nos ajudam a entender a História desta religião. Não são propriamente segredos mas requerem estudo e leitura de conteúdos fora das redes sociais que creio ser uma das dificuldades da autora. 
  • No capítulo em que a autora explica os vários caminhos dentro da Wicca, para além de fazer uma grande mistura nos vários caminhos e incluir algumas práticas fechadas como cultos africanos como tradições Wiccanas, ainda refere que "ninguém sabe muito sobre a Wicca Gardneriana" quando, novamente, uma breve pesquisa no Google lhe iria mostrar vários autores e membros de covens Gardnerianos que falam abertamente sobre a Tradição (obviamente, não divulgando os mistérios e segredos inerentes à mesma). Inclusive, planeio brevemente analisar o livro da Thorn Mooney sobre Wicca Tradicional, uma autora que recomendo imenso. 
  • No capítulo da "Magia" a autora refere sobre "Regras da Magia" mas em nenhum momento apresenta fonte para as mesmas. Aliás, ao longo de todo o livro, nunca são apresentadas fontes, recursos, autores, etc. E isto nota-se acima de tudo na secção de "Recursos" onde a autora refere apenas DOIS autores (Skye Alexander e Scott Cunningham). A mesma consegue referir mais Youtubers e Instagrammers do que autores e membros das comunidades pagãs! Não quero, de todo, desmorecer o trabalho dos pagãos que passam o conhecimento através de métodos online, afinal de contas, eu sou uma delas! Mas sou a primeira a dizer que os conteúdos online não são suficientes. O meu blogue não é suficiente, um instagram não é suficiente, um tumblr não é suficiente. Há que entender estas questões e saber fornecer bons recursos (por falar isso, recordamos que temos uma secção de Recursos!)
  • Por fim, a autora até apresenta algumas informações correctas na parte prática como as correspondências, cuidados com cristais, etc. Mas isto são informações que são facilmente obtidas em autores de confiança e em livros dedicados ao assunto, como tal, não devem ser enaltecidos num livro cujo enfoque seria a Wicca. 
Na minha opinião, a autora vende este livro e a Wicca como se fossem estéticas de Instagram e terapias de Self-Care e Self-Help, sem qualquer noção pela religião e espiritualidade. Inclusive, tirei o tempo de ir ver um ou dois vídeos dela no Youtube a mesma refere que criou toda uma estética em volta da sua pessoa, dando ainda mais razão a este argumento. 

A meu ver, há muitos fantásticos recursos em livros que podem ser úteis para iniciantes mas este não é um deles. 

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"Baby Witches"

Unsplash (Halanna Halila)

Um dos termos que surgiu recentemente nas comunidades pagãs foi o termo "baby witches", principalmente nas redes sociais como o Instagram, Twitter e o TikTok e hoje gostaria de falar um pouco deste termo e reflectir sobre a sua utilização. 

O termo "Baby Witch" é utilizado acima de tudo por iniciantes e pessoas que estão a começar a estudar Bruxaria e o Paganismo e utilizam-no como forma de se auto-identificarem como iniciantes no estudo e ainda no começo do mesmo. São criadas comunidades em torno desta terminologia e grupos de "baby-witches" encontram-se espalhados pelos espaços da internet. Hoje convido-vos a refletir sobre este termo e o seu uso nas comunidades online. 

Antes de mais, gostaria de referir que não tenho nada contra o uso deste termo nem contra as pessoas que se intitulam como "baby witches". Este texto apenas expõe a minha reflexão pessoal sobre o uso deste termo. Se se a auto denominação "baby witch" vos faz sentir melhor, felizes, mais identificadas com o vosso nicho dentro da comunidade, etc. isso é bom e longe de mim querer impedir-vos de tal!  

Quanto à minha reflexão pessoal sobre a utilização do termo "baby witches" creio que o mesmo traz consigo alguns pontos negativos. Ao falar "baby witches" sinto que estamos a fazer a comparação dos iniciantes na Arte a bebés. Contudo, os bebés não sabem ser independentes e autónomos. São obrigatoriamente dependentes de alguém para cuidar deles, alimentar, ensinar, etc. Isso não acontece os iniciantes de Bruxaria e Paganismo (ou, pelo menos, não deveria acontecer). Um iniciante na Arte pode, e deve, pedir ajuda e procurar orientações dentro das comunidades mas tem de saber ser independente na sua demanda e na sua procura. Tem de saber ir em busca do conhecimento e da melhoria da sua prática, não pode - como um bebé - ficar à espera que alguém tome conta dele e conta dos que faz. E eu acredito que muitos dos praticantes que usam este termo para se identificar sabem disso e fazem isso e vão em busca do conhecimento e das informações que procuram. Como tal, não são bebés. São pessoas adultas ou jovens adultas que estão em busca de um novo caminho espiritual e religioso que vá de encontro aquilo que o seu coração chama. 

Aliás, se olharmos para outros caminhos religiosos como o Budismo, Hinduismo, Hoodoo, Druidismo e até dentro das religiões abraâmicas, em nenhuma delas vemos o termo "baby" associado aos iniciantes. Não temos "baby-buddhists" ou "baby-druids". Porquê recorrer ao uso desse termo dentro da Bruxaria? O que faz a Bruxaria diferente, na demanda pelo conhecimento e pelo caminho, que faz com que os nossos iniciantes sejam considerados "bébés"? Nada, pelo menos na minha opinião. E sinto que este termo desvaloriza o esforço e a caminhada que os nossos iniciantes fazem, quer dentro das comunidades, quer fora delas. 

Temos também o facto que ao haver uma afirmação de ser "baby witch" existe também uma espécie de mensagem enviada para as comunidades que é "eu sou nova/o neste caminho". Nao há nada de errado em ser nova/o num caminho, todos já o fomos, sem excepção. Ninguém nasce sábio. Contudo o termo pode ser utilizado como "desculpa" para cometer erros, seja erros na informação passada, erros na prática ou na forma como agimos dentro das comunidades. Ser utilizado como um bode expiatório para os nossos erros: "Peço desculpa, sou baby witch". Isto faz com quem não haja uma responsabilidade pelos actos pessoais, acabando por "desculpar" as acções com o facto de ser iniciante. E isso não está correcto. Um/a Bruxo/a, independentemente em que fase do caminho se encontra, é sempre responsável pelas suas acções e palavras. Sempre! 

Adicionalmente, e este ponto vem relacionado com outras temáticas que temos vindo a falar como Os Cuidados nas Comunidades Pagãs e "Auto-Proclamados Mestres" no Paganismo e Bruxaria, o facto de sinalizarmos e distinguirmos quem está a iniciar o caminho de forma tão clara, estamos também a expôr estes elementos a comportamentos predatórios. Porque vamos ser honestos, o Paganismo e a Bruxaria não são só rosas e borboletas. Temos, infelizmente, predadores e abusadores que se aproveitam dos nossos caminhos como forma de encontrar vítimas para os seus abusos e "cultos do ego", como falamos anteriormente. Ou seja, podemos estar a colocar membros das nossas comunidades em ponto de destaque para estas pessoas. E, como muitos dos nossos leitores sabem, eu não concordo com isso. Acho que como comunidade temos o dever de manter os nossos espaços seguros e livres deste tipo de comportamentos e que devemos proteger os nossos membros, principalmente, os que estamos a chegar e a conhecer a nossa Arte. Não podemos permitir que a primeira experiência dos iniciantes e buscadores seja uma experiência tóxica. Como comunidade temos de garantir que os nossos espaços são seguros. 

Concluindo não tenho nada contra o uso deste termo dentro das nossas comunidades, contudo, acho que podemos todos fazer uma reflexão sobre a sua utilização e os prós e contras da mesma. Afinal de contas, pensamento crítico é uma das nossas características mais prezadas, certo? 

E vocês, leitores, qual a vossa opinião sobre o tema? 

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