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Elementais: Ondinas/Água

Unsplash (Tyson Dudley)
As Ondinas são, na maioria das vezes, associadas como sendo do sexo feminino devido à forte ligação entre o Elemento Água e a Mulher e o aspecto feminino. Porém, este elemental também tem a sua versão masculina. São responsáveis por diversas tarefas associadas ao elemento água, tanto a nível da água doce (rios, riachos, etc.) como também a nível da água salgada (oceanos e mares). Há quem faça a distinção de que as Ondinas pertencem à água doce e as Sereias pertencem à água salgada, existem ambos os pontos de vista, sendo que deixo isso ao critério do praticante e da sua conexão com estes elementais.

As Ondinas podem habitar em cascatas, riachos, pântanos, charcos, margem dos rios e praias, cavernas subterrâneas, etc. São os espíritos da Água e, como tal, estão presentes em locais onde haja água em abundância.

São elementais acima de tudo associado com as emoções e são, por norma, relativamente amigáveis e de contacto mais fácil do que as Salamandras. Porém é sempre necessário manter o nível de respeito e a noção de que estamos a lidar com entidades diferentes de seres humanos.

As Ondinas (tal como as Sereias) são um dos principais elementais a ser retratado nas mitologias e histórias de folclore, desde a Antiguidade (ex: A Odisseia). São, maioritariamente, representadas como sendo antropomórficas, muito bonitas e graciosas e estão bastante presentes na Arte e Escultura.

Tal como os elementares anteriores, também as Ondinas têm o seu Rei, denominado de Necksa (Ou Nicksa) e, à semelhança dos casos anteriores, é necessário cuidado e respeito ao lidar com esta entidade dado que a mesma é, para todos os efeitos, Rei de um conjunto de elementais e de um Elemento.

O trabalho com as Ondinas tem diversos efeitos nos seres humanos, quando bem estabelecido. O elemento Água está associado aos sentimentos e sensações e, como tal, o trabalho com estes elementais despoleta um maior equilíbrio e entendimento da nossa intuição, dos nossos sentimentos e sensações e do campo emocional. E o oposto se verifica, no caso de um trabalho inexistente ou incorretamente feito.

As formas de contactar estes Elementais será no seu habitat natural, através de meditações junto de riachos, praias, rios, nascentes, etc. Uma excelente forma é através da limpeza e manutenção destes espaços e oferendas alimentares ou benéficas para aqueles locais. A melhor forma de estabelecer uma conexão com as Ondinas é através de honrar os seus espaços. Caso não tenha espaços destes próximos, pode também recorrer a fontes de interiores (fontes de água alimentadas por baterias ou energia elétrica) e utilizar essa fonte como ponto de conexão com o Elemento Água. Se possível, garanta que a água é retirada de um nascente ou de uma fonte.

Terminamos assim a nossa série e esperamos que tenham gostado de aprender mais sobre os Elementais de cada elemento!

E vocês, leitores? Já estabeleceram contacto com estes elementais?
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O Recolher do Inverno

Unsplash (eberhard grossgasteiger)
Estamos a chegar perto do ponto que marca o equilíbrio entre a parte escura e a parte clara do ano, entre o frio do Inverno e o calor do Verão: O Equinócio da Primavera (ou Outono, para o Hemisfério Sul). Por isso gostaria de abordar uma temática bastante interessante e que se torna bastante útil na nossa prática diária e de conexão com a Natureza: O Recolher do Inverno.

Nos tempos antigos, dos nossos Antepassados, ainda antes de surgir a luz elétrica o dia era gerido em torno do Sol. As pessoas acordavam com o nascer do Sol para iniciar as suas tarefas e e a sua vida diária e, ao final do dia com o pôr-do-sol, retornavam a casa para jantar em família e dormir. Inclusive há registos que os ciclos de sono antigos eram diferente dos actuais pois eram constituídos por pequenas pausas ao longo do sono, a meio da noite. E, claro, com o passar das estações também se via diferenças nas rotinas, sendo que no Verão e Primavera a maioria do dia era passado no exterior fosse a cultivar os campos ou a tratar do gado ou até mesmo apenas a aproveitar o Sol e a claridade para fazer atividades ou passeios, enquanto no Inverno, com a neve e a escuridão, vinha o recolher dentro das casas e o foco em atividades de interiores como criar instrumentos, tecer, costurar, etc. E, também, no Inverno havia uma maior união das famílias que se reuniam em torno da fogueira e na mesma divisão (dado que a maioria das casas tinha apenas um ou duas divisões) a realizar os seus trabalhos. 

Actualmente, nos tempos modernos, com a eletricidade veio também a possibilidade de ter a casa toda iluminada de luz e, consequentemente, perdeu-se o ritmo do Sol e de acordar e dormir conforme o nascer e pôr do Sol, sendo que muitos de nós ficamos acordados nos computadores ou telemóveis até largas horas da noite, tendo ciclos de sono confusos e alterados de um dia para o outro. Não sentimos a diferença do Verão e do Outono excepto no factor que faz frio e está a chover ou a nevar. Nas nossas rotinas não há, propriamente, um impacto destas mudanças sazonais. Assim é a vida moderna. 

E... será que isso tem impacto em nós? Há vários estudos que falam do impacto do Inverno no humor e na personalidade das pessoas, com os "Winter Blues" e semelhantes. A maioria são atribuídos à falta de Sol e Vitamina D mas, questiono: Será que os ritmos do nosso corpo não terão também impacto? O Inverno convida-nos, tal como convidou os nossos antepassados, ao recolher. 

Apesar de vivermos numa sociedade urbanizada e moderna não deixamos de ser o que sempre fomos: Animais. O ser humano é um animal e, como animal, tem ritmos naturais. O que fazem os animais no Inverno? A maioria recolhe às suas tocas, às suas cavernas. Hibernam. Descansam. O Inverno chama-nos a abrandar os nossos ritmos e a olhar para dentro. A aceitar a escuridão do ano e abrandar. E este abrandar permite ao corpo recarregar energias e alinhar-se com a Natureza e com o nosso redor. O Inverno não é igual nem tem a mesma duração em todos os lados. O recolher é diferente de pessoa para pessoa, de animal para animal. É único mas transformador e, quiçá, essencial para o corpo e para a mente. 

Claro que isto na vida moderna, principalmente para quem tem empregos e escola ou universidade, é algo muito difícil. Não podemos apenas dizer aos patrões ou professores "Não venho às aulas/trabalho porque vou recolher-me em mim mesmo". Porém, será que não há algo que possamos fazer? Há sempre. 

Convido-vos a uma pequena experiência: Coloquem os vossos dispositivos (telemóveis, tablets, computadores) em modo nocturno, isto vai mudar a cor do ecrã para uma tonalidade mais quente e que magoará menos a vista e, ao mesmo tempo, vai estimular menos o cérebro. A partir da hora do pôr-do-sol ou uma hora que cheguem a casa, acendam apenas luzes e lâmpadas de cores quentes e acendam poucas luzes, deixem que fique um ar mais escuro e quente pela casa. Desliguem os telemóveis e das redes sociais a partir de uma determinada hora, antes de dormir. De forma a que tenham uma ou duas horas sem estímulos tecnológicos. Acordem ao nascer do Sol e saúdem o Sol. Caso não possam (trabalho turno nocturno, entram mais cedo ao trabalho, etc) quando acordarem, e o Sol estiver erguido, cumprimentem e reconheçam a sua importância. Não tenham medo de dedicar-se a atitudes mais internas e mais profundas durante o Inverno. O Inverno é uma época genial para ler, meditações, pinturas, trabalhos manuais e todo o tipo de atividades de interior. Podem começar a estudar algum tema que vos interesse ou começar um novo projecto para arrancar na Primavera! Cuidem de vocês com banhos de ervas e cristais, chás ou bebidas quentes, mantas e toda uma atmosfera quente e de Inverno. Tal como os animais retornam às suas tocas confortáveis, também nós devemos ter a nossa toca onde nos refugiar do frio da estação.

Há imensas formas de adaptar a nossa vida moderna aos ritmos antigos e naturais das estações e estas formas permitem-nos estabelecer uma maior conexão com a Natureza e com os ritmos da Terra em nosso redor. 

E vocês? Quais as vossas formas preferidas de experienciar o recolher do Inverno?

[Recomendo esta compilação de sons de gelo para acompanhar o artigo, para quem quiser!]
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Bruxaria de Cozinha e o Amor

Unsplash (Raw Pixel)
Uma das minhas grandes paixões é a Bruxaria de Cozinha e para este ano quero partilhar mais sobre esta fantástica Arte convosco. Assim sendo, qual melhor altura do que o Dia do Amor (14 de Fevereiro, no Hemisfério Norte) para falarmos deste tópico? Esta magia é apta para receitas de qualquer tipo de amor! O amor não tem limites nem moldes, pode ser amor próprio, amor de família, amor de irmãos, amor de companheiros, amor de amigos, amor de paixão, o que vocês lhe quiserem chamar e sentir. O amor pode ser tudo e pode ser nada e, por isso, os ingredientes podem ser adaptados para pratos de amor de qualquer tipo que preferiam. Recordamos que não se deve realizar feitiços e magia com o intuito de "amarrar" alguém a nós ou forçá-los a estar connosco. O amor deve ser sempre genuíno e consentido! 

Para começar, gostaria de falar um pouco de Bruxaria de Cozinha na prática. Algo que eu adoro na Cozinha é inovar e deixar-me ir pela intuição. Algo que seja fluído e saía do coração vai ter muito mais impacto do que algo altamente mecanizado. Para mim, cozinhar, deve ser sentido e fluído. Por isso vou indicar-vos alguns ingredientes que podem ser usados e estão associados ao Amor para que possam, também, inovar e inventar pratos e bebidas e sobremesas para vocês ou para partilhar. Relembro também que os ingredientes não devem ser seguidos "à risca". Como falei a cozinha é algo fluído e se um feitiço de cozinha disser que precisa de leite ou de abacate e são coisas a que são alérgicos ou não podem comer... não vão forçar a comer! Adaptem, alterem, imaginem! 

É sempre recomendável, quando se faz Bruxaria de Cozinha que haja foco no que estamos a fazer. É muito simples começar a divagar, falar para o lado, etc. E enquanto isso é totalmente válido e, com o tempo, fácil de gerir no início pode ser um pouco complicado manter o foco no feitiço ou ritual e conseguir fazer outras coisas ao mesmo tempo. Por isso, e de forma a aumentar o foco, acenda uma vela na cozinha enquanto prepara comida. Neste caso poderá ser uma vela vermelha ou cor de rosa, as cores associadas ao Amor. Corte os ingredientes em formatos circulares ou de esferas (formas geométricas associadas ao Amor) ou então, se pretender, em forma de coração. Pode também por um pouco de incenso ou óleo essencial a queimar, porém, tente colocar longe da zona onde está a mexer com a comida de forma a que o fumo não chegue perto dos alimentos e que seja um cheiro suave, dado que quando cozinhamos é sempre bom sentir o cheiro (e o gosto! Sem medo de provar!) do que estamos a fazer.

Ao cozinhar não se esqueçam também da parte mais importante da Magia: Visualizar! Enquanto mexem a comida (preferencialmente no sentido dos ponteiros do relógio) visualizem o objetivo, enquanto partem os legumes ou enquanto estão a adicionar as especiarias no tacho. E, também, quando estão a comer! A visualização é a chave para o sucesso de uma Bruxa ou Bruxo!

Alguns dos ingredientes associados ao Amor são:

Especiarias: Anis, manjericão, cardamomo, chicória, canela, cravo-da-índia, coentro, funcho, gengibre, alcaçuz, semente de papoula, rosa, alecrim, tomilho, baunilha.
Vegetais: Beterraba, ervilhas, batata doce, tomates e trufas.
Frutos e Sementes: Maçãs, damasco, abacate, banana, alfarroba, cereja, goiaba, limão, limão, manga, nectarina, laranja, mamão, maracujá, pêssego, marmelo, abacaxi, morango, tamarindo, framboesa, pinhões, pistácios, castanhas.

Algumas sobremesas que também estão ligadas ao amor são tartes de maçã, brownies de chocolate, gelados de cereja ou de baunilha, bolos de chocolate ou gelados de chocolate, gelados de limão ou de morango, etc. E também, a nível de bebidas, temos vários sumos de frutas (limonadas, sumos de laranja, etc) e também vinhos, sendo o vinho um excelente afrodisíaco (com moderação!). 

Para cozinhar, como disse, não tenham medo de inventar! Por exemplo façam saladas de frutas e cortem as frutas em forma de corações ou esferas, façam tartes com desenhos na parte de cima ou com sigilos no interior! Adicione a especiarias aos seus pratos favoritos! Não é preciso fazer pratos novos ou coisas do zero para que tenham poder. As coisas com maior poder são as que nos são próximas, por isso, porque não modificar e inovar as nossas receitas favoritas? Dê também preferência a produtos frescos e, se possível, até pode ter um jardim ou uns vasos com algumas ervas aromáticas sempre à sua disposição e assim garante que a qualidade das especiarias e ervas que usa estão dentro do que pretende.

Estas são algumas das minhas dicas para Bruxaria de Cozinha no âmbito do amor e o primeiro de muitos artigos mais práticos sobre esta lindíssima Arte.

E vocês? Já experimentaram?


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