segunda-feira, 25 de julho de 2016

Pão de Trigo

julho 25, 2016 0 Comentários

Sendo o Trigo um dos símbolos e das colheitas mais associadas a Lughnasadh, segue-se uma receita de como fazer um Pão de Trigo, para acompanhar um ritual ou para partilhar com a família e amigos!

Ingredientes:
  • 500g de farinha de trigo
  • 500g de farinha integral
  • 1 Tablete(s) de fermento biológico fresco
  • 1/2 Copo(s) de óleo de soja
  • Q.b. de fibra de trigo
  • 1 Unidade(s) de ovo
  • Q.b. de água morna

Como fazer

Numa bacia larga, faça um monte com as duas farinhas misturadas. Abra um buraco no meio e desmanche o fermento de pão dentro. Acrescente um pouco de água morna até borbulhar, então cubra com a farinha e amasse um pouco.

Coloque em volta o óleo, o ovo e a fibra de trigo. Comece a amassar com as mãos e vá acrescentando água aos poucos até dar ponto --não precisa sovar muito.

Deixe crescer até dobrar, divida em duas formas de pão até a metade (ou enrole em dois pães compridos), dê alguns talhos na superfície com a faca e deixe dobrar de novo. Asse por uns 30 minutos, até ficar dourado.

***

Notas Finais: Quanto às quantidades de ingredientes, aconselho a investigar o tipo de concentração do Produto, produtos mais concentrados necessitam de menor quantidades do que produtos menos concentrados.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Roda do Ano - Lughnassadh

julho 22, 2016 0 Comentários
Data Tradicional: 1 de Fevereiro (No Hemisfério Sul) e 1 de Agosto (No Hemisfério Norte)

Data Astrológica: Sol a 15º de Aquário (HS) ou Sol a 15º de Leão (HN)

Lughnassadh (pronuncia-se “lu-na-sa”), também denominado de Véspera de Agosto, Primeiro Festival da Colheita e Lammas é um dos Sabbats Maiores e é realizado tradicional no 1 de Agosto (HN) e 1 de Fevereiro (HS). Astrologicamente ocorre quando o Sol está a 15º de Leão no Hemisfério Norte e a 15º de Aquário no Hemisfério Sul.

Este festival é a polaridade de Imbolc pois enquanto em Imbolc lança-se as sementes, em Lughnassadh colhe-se os frutos. Notasse também esta polaridade no facto de nesta altura o Hemisfério contrário celebrar esse festival.

Lughnassadh é um festival de origem celta, em honra do Deus Solar Lugh. Daí vem o seu nome “Lughnassadh” que é traduzido para “celebração a Lugh”. É neste dia que o Deus Sol se transforma no Deus das Sombras e se sacrifica pela Terra. A Deusa possui o papel de Mãe mas prepara-se brevemente para o seu cargo como Anciã.

A Terra encontra-se rica e abundante e os homens colhem dela o que plantaram, em preparação para os tempos frios e rigorosos do Inverno que se aproxima a passos largos.

Lammas pode ser considerado uma espécie de Acções de Graça para os Pagãos. É nesta altura que se agradece à Terra e à Deusa pelas colheitas abundantes e ricas e em que se partilha com os outros, como forma de celebração. Se tiver oportunidade e abundância na sua vida, tente dar para os outros que não têm ou que têm menos. Partilhe com o seu semelhante a sua abundância.

No Mundo Contemporâneo não temos mais as colheitas típicas de antigamente, em que o Homem plantava a terra e colhia de lá o seu sustento. Porém, ainda hoje plantamos sementes e colhemos os seus frutos. Plantamos esperanças e desejos e colhemos os seus resultados. Aproveite este tempo da Roda para agradecer à Deusa por tudo o que tem e tudo o que recebeu. Caso possua jardim, colha as suas ervas e frutos. Lembre-se sempre de deixar uma oferenda para a Natureza como forma de agradecimento pelo sacrifício que a planta faz ao dar parte de si para nosso benefício.

Esta época do ano é bastante marcada pela presença do pão. O pão pode ser algo que representa todos os elementos, pois todos são necessários para a sua criação. Portanto, uma ideia para Lughnassadh será fazer pão caseiro (pode fazer pão de milho ou pão de trigo, por exemplo) e utilizar no seu ritual, partilhar com a sua família ou oferecer à Natureza ou aos Deuses. Também o trigo tem um papel importante neste Sabbat, sendo um dos produtos colhidos e um dos pontos fulcrais na criação do pão.

Falando de oferendas, um dos costumes europeus, para agradecer à Deusa a abundância desse ano, era sacrificar (através de uma fogueira) partes das melhores colheitas, como forma de garantir que nas colheitas seguintes a abundância fosse igual ou maior. Ainda hoje essa prática é comum, através da queima de pedidos ou até mesmo de oferendas. As oferendas nunca devem ser produtos obtidos de um animal, mas sempre da Terra.

A criação de bonecas de milho é outro dos costumes de Lughnassadh. São criadas bonecas de milho e colocadas no altar para simbolizar a Deusa e, durante o ritual, são queimadas as do ano anterior, como forma de atrair sorte para a vida do praticante.

Quanto ao altar durante o festival de Lammas, este pode ser adornado com cores da época, aquelas que são observadas na Natureza (vermelhos, amarelos, verdes…), com espigas de milho ou grãos colhidos durante a estação. Também as bonecas de milho, acima referidas, são presenças típicas nos altares pagãos.

Algumas plantas habituais deste Sabbat são o milho, o trigo, o centeio, o girassol, a aveia entre outras que encontramos na Natureza e nos fazem lembrar esta altura da Roda do Ano. Quanto às comidas, para além do pão que já foi referido, pudemos incluir comida que seja característica desta colheita. Pode ser frutos/plantas que tenha plantado no seu jardim e acabou de colher ou pode ir a um mercado de agricultura ou feira do género onde sabe que se encontram os frutos e comidas da época, comprar os produtos e fazer algumas receitas em casa.

Falando dos símbolos que caracterizam este Sabbat, pudemos falar do milho, as bonecas, coisas ligadas à casa e relacionadas com as colheitas, a vassoura, o forno e a comida.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Bruxaria e Paganismo na Adolescência

julho 18, 2016 1 Comentários

A Bruxaria e o Paganismo são coisas que chamam a atenção, que nos cativam e atraem. Não só pelo que são mas também por todo o secretismo e por causa da sensação de "fruto proibido" na sociedade. Isso faz, claro, com que muitos jovens adolescentes se interessem pelo Paganismo e pela Bruxaria. Este artigo foi criado com o objetivo de ajudar os jovens bruxos a organizarem o seu estudo de forma a que seja o mais saudável e frutífero possível.

Antes que tudo é necessário reforçar o seguinte: Esqueça o que viu sobre Bruxaria e Paganismo na TV ou em filmes. Não funciona como "Jovens Bruxas", nem "Buffy", nem "Charmed", nem "Supernatural", nem nenhuma outra série ou filme. Se não souber o que é o Paganismo e Bruxaria, pode consultar o artigo Conceitos: Paganismo, Bruxaria e Wicca. Depois de ler esse artigo, retorne aqui.

Assim sendo o primeiro conselho que dou é: Não se apressem. Não queiram que as coisas cheguem rápido, não queiram ser bruxos de um dia para o outro. Bruxaria é uma Arte e o Paganismo é um caminho e ambos devem ser vistos como coisas para a vida, ou pelo menos como a longo prazo. Não tenham pressa, dediquem-se a estudar, a ler vários autores, várias obras, vários pontos de vista. Estejam sempre de mente aberta e sempre a aceitarem a ideia da mudança.

Procurem livros nas bibliotecas locais, em feiras, em livrarias e até online, pois hoje em dia já é possível comprar livros em formato e-book ou para um reader. Podem comprar da Google Play Store, podem comprar na Amazon, podem comprar em sites de livrarias que vendam formato digital, etc. As fontes de conhecimento são imensas! Aproveitem também as comunidades para socializar e conviver. Sou sincera que uma das formas que me ajudou a aprender mais, principalmente sobre a diversidade de caminhos existentes, foram as comunidades. Junte-se a fóruns, grupos do Facebook, chats do WhatsApp. Explore, conheça, debata! Quem está à mais tempo, por norma, está sempre disposto a ajudar numa coisa ou noutra ou até a explicar como funciona o seu próprio caminho. Só isso já é uma mais valia!

Quanto à prática, tenha calma. Não vai começar logo no primeiro dia a praticar, pois primeiro tem de conhecer as bases teóricas. Quando achar que está pronto a praticar, aí sim, deve começar a preocupar-se com isso. Primeiro tem de arranjar um espaço e depois os instrumentos. Caso não consiga os instrumentos (falta de dinheiro, falta de local onde comprar, etc.) não se preocupe! Pode sempre construir os seus próprios instrumentos ou, em alternativa, pode tentar fazer a sua prática no plano astral (como falado anteriormente, podem verificar o link do Youtube da TCS que explica muito melhor como funciona do que eu alguma vez conseguiria explicar!), facilitando assim os seus ritos e trabalhos.
Outro ponto importante na prática enquanto ainda é adolescente será a relação parental. Muitos pais não vão aceitar que os seus filhos pratiquem Bruxaria ou Paganismo. Meu conselho é: Por favor, não desrespeite seus pais. Mas também não estrague sua vida por isso. Ou seja num primeiro passo tente explicar para eles, mostrar fontes ou textos, o que realmente é a Bruxaria e o Paganismo (dado que muitos pais não conhecem os verdadeiros conceitos dos nossos caminhos e têm uma imagem totalmente deturpada). Tente falar com eles, civilizadamente. Estude antes de falar com eles para que possa responder a todas as dúvidas colocada coerentemente. Não tente arranjar confusões nem atrito. Esse não é o objetivo, afinal de contas, você quer que eles aceitem, certo? Tente falar com eles. Se, mesmo depois de falar, eles não aceitarem e não autorizarem tem duas opções: Para e espera até sair de casa e estar fazendo a sua própria vida ou, em alternativa, limita a sua prática e estudo de forma a que eles não saibam que o está fazendo (mas sem nunca desrespeitar o espaço pessoal deles!). Este último poderá ser feito recorrendo à tecnologia fazendo seu estudo à base de e-books e sua prática à base do plano astral. Qual das opções escolher? Deixo isso à sua consciência.

O Paganismo e a Bruxaria são caminhos vastos e diversos. Há imensas formas de praticar, imensas formas de cultuar as divindades, imensas formas de ser Bruxa ou de ser Pagão. Com o tempo e o estudo irá encontrar o seu. Poderá não ser o primeiro que você estude ou pratique, nem o segundo, nem o terceiro. A vida é uma constante de tentativas e erros, uma eterna mudança. Mas, eventualmente, irá encontrar um caminho que satisfaça todas as suas necessidades e desejos dentro da Arte e irá saber que está no seu sítio certo.

Desejo sorte a todos os que estão a começar e aproveito para indicar que se precisarem de ajuda, podem sempre enviar um e-mail ou contactar a página de Facebook.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

A Roda do Ano Wiccana

julho 08, 2016 0 Comentários

Na Wicca existem oito principais celebrações que são denominadas de Roda do Ano. Estas celebrações seguem o percurso das estações do ano e as mudanças da Natureza ao longo de um ano.

A Roda do Ano começa, tipicamente em Yule (Solstício de Inverno) e termina em Samhain (dia 31 de Outubro). Para além das estações do ano, a Roda do Ano simboliza também uma história, a história da Deusa e do Deus da Wicca.

Em Yule o Deus nasce como a Criança da Promessa e a Deusa está na sua fase de Mãe, este momento equivale ao Solstício de Inverno em que o Sol chega ao seu ponto mais baixo e se prepara para subir nos céus novamente (existe também a história do Rei Carvalho e o Rei Azevinho). No Sabbat seguinte, que se chama de Imbolc, o Sol começa a subir mais alto no céu e as noites começam a ser mais curtas, porém, o tempo ainda está escuro. Aqui, o Deus está a crescer lentamente.

Em Ostara, o Deus já é uma criança e a Deusa está agora também como Donzela acompanhando o Deus. O dia e a noite são iguais e chegamos ao momento de equilíbrio. Em Beltaine dá-se o Grande Casamento entre a Deusa e o Deus e este consumam o seu relacionamento, trazendo fertilidade ao Mundo. É o pico da Primavera, o pico da fertilidade.

Já em Litha, o Deus e a Deusa atingem a sua maturidade e o Sol encontra-se na sua plenitude. O Solstício de Verão equivale à altura do ano em que o Sol se encontra no seu ponto mais alto e o dia é o mais longo do ano. A partir deste momento, o Deus inicia o seu percurso até morrer em Samhain.

Lughnassadh e Mabon são os dois principais rituais das colheitas. Nesta época inicia-se a colheita dos cereais e do que foi plantado ao longo da Roda. O Deus envelhece, o Sol começa a descer e a Deusa acompanha este percurso. Em Mabon atinge-se novamente o equilibrio e o dia é igual a noite. A morte do Deus está próxima.

Em Samhain, a Roda acaba, para começar novamente no Sabbat seguinte. O Deus morre e a Deusa desce ao Submundo, para encarnar na face de Anciã. O Inverno chegou.

No Hemisfério Norte e no Hemisfério Sul, a Roda do Ano encontra-se (para muitos praticantes, sendo este um tema bastante sensível) invertida. Muitos praticantes optam por inverter as datas da Roda do Ano, de forma a que coincida não com as datas tradicionais mas sim com as estações do ano.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Adaptar a Prática

julho 04, 2016 2 Comentários


A capacidade de adaptar-se é uma das características típicas de um Bruxo, não só pelo jeito que dá mas também pela necessidade. A Bruxaria e o Paganismo não são aceites por toda a gente e muitos começam a praticar na casa dos pais ou em casa de outros familiares. Outros, por eventualidades da vida, são obrigados a partilhar casa com alguém que não gosta de Bruxaria e de Paganismo ou são obrigados a voltar para casa dos pais. Ou vão para a Universidade e têm de ficar em quartos. Existem inúmeros cenários nos quais a Bruxaria não é bem-vinda, forçando o praticante a ter de se adaptar ao seu ambiente para conseguir garantir que continua a praticar o que ama e gosta. 

É exactamente este cenário que vamos abordar hoje. O que fazer para adaptar a nossa prática? Como fazemos quando não temos sítio nem forma de ter altar? E quando não podemos ter instrumentos mágicos sequer? E se não conseguirmos comprar livros físicos? Há sempre solução. 

Num cenário em que não é possível ter um altar físico e permanente existem várias soluções. A primeira passa por ter um altar apenas durante os rituais e celebrações, montando para o propósito e desmontando logo de seguida. Esta é a opção mais comum e mais praticada por quem não tem possibilidade de ter altar permanente. Outra alternativa, já não tão comum, é ter um altar disfarçado. Imaginem que têm uma caixa de sapatos no armário e, lá dentro, está o vosso altar disfarçado. Pequenas peças como conchas, pedras, penas, etc. que vos simbolizem aquilo que vocês prestam culto, devidamente consagradas para o propósito. É um altar adaptado. Também existe a possibilidade de ter algo na mesa de cabeceira (também chamado de criado mudo, no Brasil) que simbolize a vossa prática e usem isso como altar. Esta última opção tem algumas desvantagens como a possibilidade de alguém tocar, mudar de sítio, deitar fora, etc. É preferível o seu altar disfarçado estar escondido e fora do alcance, não só para garantir que ninguém estraga mas também para garantir que não tocam, acabando por estragar o seu trabalho. 


Agora, passando para outro cenário, o que fazer quando não podemos ter instrumentos mágicos? As vezes não pudemos ter por falta de dinheiro, não ter onde os guardar, etc. Nessas situações somos obrigados a adaptar. Um copo normal servirá de cálice, um prato simples serve de prato de oferendas (garanta só que mais ninguém come dele!), uma faca normal serve de bolline, etc. Caso se queira ir mais além... Existe a opção de comprar os instrumentos, alguns pelo menos, em miniatura. Por exemplo: o Athame. Como mostra a imagem ao lado existem athames em forma de colar e, até, em formas de porta-chaves ou escondidos em formas bonitas (folhas, etc.). O facto de não serem grandes pode tornar a prática um pouco mais complicada mas a criatividade é também uma das características de um bom bruxo, certo? Esta é uma das opções práticas para quem tem possibilidade de fazer estas compras. Em alternativa, e até haver possibilidade de comprar ou fazer os seus próprios instrumentos, pode adaptar como falei antes. E por falar em fazer os seus próprios instrumentos esta é outra opção também. Pode fazer a sua própria varinha, seu próprio cálice e caldeirão, etc. acabando por poupar bastante dinheiro com isso.

No terceiro cenário falamos de quando não temos possibilidade de comprar livros físicos. A alternativa mais prática será os e-books. Hoje em dia quase todos os celulares conseguem ler PDFs e, em alternativa, podem ser instalados e-Book readers como o Google Play Livros, Kindle, e muitos mais! Depois basta ir às respectivas lojas e comprar os livros em formato digital. Também pode comprar livros em formato .PDF e passar para o telemóvel. Assim torna-se algo prático, consegue ler na mesma e tem os livros! Pode até configurar uma password, através de certas apps, para que sempre que alguém tentar aceder ao seu reader que seja pedida para garantir que ninguém vê os livros que tem para ler. 

Outra sugestão, quando não podemos ter qualquer tipo de material no espaço físico podemos sempre tê-lo no astral. Uma das sugestões comuns, hoje em dia, é a criação de um templo astral. Através da visualização você pode criar o seu templo astral e, lá, praticar à vontade sem que ninguém incomode. Não sou das melhores para desenvolver este tópico, por isso, deixo aqui a recomendação para visualizarem este vídeo da TCS onde explica o tema e o desenvolvem muito bem. 

Outra coisa bem simples que pode ser feito é uma prática sem instrumentos, mais simples. Esta é prática é mais fácil se seu culto for dedicado à Natureza e com a Bruxaria Natural. Pode sempre adaptar sua prática para que façam as coisas mais à base da visualização e, ao mesmo tempo, recorrendo à Natureza. O seu templo ser a Natureza, ir até um parque para estar em contacto com ela assim dispensando o altar em casa, utilizar o que a Natureza lhe dá para fazer os rituais e, depois, colocar novamente no local onde tirou agradecendo. Ir até um rio ou á beira mar para fazer suas limpezas energéticas, meditar com Sol ou Lua, etc. 

A capacidade de adaptar-se ao seu redor é uma grande característica de um bom praticante e, ao mesmo tempo, é uma excelente característica para toda a gente ter. Nunca sabemos o que vamos encontrar na vida e, por vezes, teremos de nos adaptar a ela. A Bruxaria é um Arte muito versátil e que pode ser praticada de imensas formas, vamos tirar o máximo proveito e viver a nossa prática ao máximo, seja onde for e como for! 

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Instrumentos Mágicos

julho 01, 2016 0 Comentários
Quando iniciamos as práticas no caminho da Bruxaria algo que salta logo à ideia são os instrumentos e para que eles servem. Este artigo tem como objectivo ajudar a compreender os principais artigos utilizados na prática da Bruxaria. 

Athame: O Athame é, tradicionalmente, uma faca de cabo preto com dois gumes e é um dos principais instrumentos, sendo aquele que a maioria dos praticantes deseja obter primeiro. Este é carregado com a energia do seu possuidor e é usado como ponteiro para definir o espaço (traçar o circulo) e cortar energias. Muitos praticantes acreditam que o athame não deve cortar nada fora do círculo e que especialmente não pode tocar em sangue (deixaria de ser funcional na magia), no entanto outros praticantes crêem que quanto mais usarem os seus athames (diariamente na cozinha, etc) mais energia este obterá tornando-se mais eficaz. Dependerá do seu ponto de vista.

Caldeirão: O caldeirão é um pote, tradicionalmente em ferro preto ou barro, com 3 pés. Este representa o útero da Deusa, onde tudo se transforma e tudo nasce a partir deste. O Caldeirão pertence ao Elemento da Água. O caldeirão pode ser enchido com água, pétalas de flores, conter velas acesas (símbolo do Sol que renasce). Quando tem água pode ser utilizado para adivinhação. Os três pés do Caldeirão, representam a triplicidade da Deusa, as suas três faces (Donzela, Mãe e Anciã).

Cálice: O Cálice é um instrumento que, tal como o Caldeirão, representa o ventre da Deusa. A sua simbologia é muito semelhante a do Caldeirão. O Cálice é muitas vezes utilizado para fazer libações durante rituais. O Cálice, juntamente com o Athame, servem para fazer o Grande Rito simbólico. O Athame, símbolo do Deus, é colocado com a lâmina para baixo, dentro do Cálice, símbolo da Deusa.

Pantáculo: Este é um disco ou prato que possui o pentagrama inscrito/gravado. Pode também ser, como o que a imagem mostra, apenas o pentagrama, sem o prato. O Pantáculo de Altar, pode ser feito a partir de inúmeros materiais, por exemplo metal, madeira, barro, etc. No altar, pode ser usado para consagrar outros instrumentos, que se colocam sobre ele. É também o símbolo do elemento Terra. É também usado para comunicação com o Divino (Deuses), como um meio de comunicação para comunicar com os Deuses.

Varinha: Este instrumento serve para conduzir energias. E é um símbolo do Deus, devido a sua forma fálica. É um instrumento de comunicação e de convite, pois é usado na invocação de Deuses. O seu elemento é o Ar ou em algumas tradições o fogo, devido a sua ligação com a Divindade Masculina. As varinhas são tradicionalmente feitas de madeira e podem ter símbolos gravados, cristais nas pontas, etc.

Livro das Sombras: Um Livro das Sombras é basicamente um diário para um Wiccano. É aqui que este escreve tudo relacionado com a sua prática, nomeadamente feitiços, rituais, correspondências, mitologias, poções, receitas, etc. Este livro é muito pessoal e privado para uma Bruxa, pois é aqui que esta coloca todas as informações sobre a Arte. Todos os covens e Wiccanos devem ter o seu Livro das Sombras, de forma a puder anotar as informações da sua prática. Chama-se "Livro das Sombras" porque a magia, por definição, trabalha fora do espaço e do tempo - entre a luz e a escuridão, entre sons e silêncio. As sombras estão num espaço intermediário. Ao contrário do pensamento popular e do título de alguns livros, não existe UM Livro das Sombras que contém toda a informação sobre Bruxaria e tudo mais. O Livro das Sombras é o "diário" de cada Bruxa, e cada uma tem o seu. O BOS (Book of Shadows = Livro das Sombras) pode ter o aspecto que você quiser, pois ele é seu. Tradicionalmente possui uma capa preta e é enfeitado ao gosto do praticante. Muitos praticantes colam penas, folhas, pedras, recortes e muito mais.

Bolline: A Bolline é uma faca (ou foice, conforme preferir) tipicamente de cabo branco. Ao contrário do Athame, esta faca tem a função de cortar objectos materiais. As funções mais conhecidas da Bolline são talhar varinhas, cortar ervas/flores e afins para rituais, gravar símbolos em velas, varinhas e outros locais. A Bolline é usado para cortar tais objectos, tanto dentro como fora do círculo. Está relacionada com o elemento Terra e pode ser obtida muito facilmente.

Vassoura: A Vassoura é símbolo do magistério feminino e das forças purificadoras da natureza. A sua função é a de limpar energias negativas de um local. É utilizada antes dos ritos (e por vezes após estes) para a limpeza do local em termos energéticos.