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Convidado: O que é o Paganismo?


Este artigo não tem como objetivo tratar os aspectos mais profundos do Paganismo, e sim dar uma visão geral e limpa do que se trata o assunto para os leigos e até para os experientes.    
  • O significado / Etimologia
[Do lat. paganus, ‘pagão’, + -ismo.]
Substantivo masculino.
1.O conjunto dos que não foram batizados.
Dicionário Aurélio

A origem do termo pagão, propriamente dito, surgiu no final do Império Romano. Os hebreus mantinham uma nítida divisão entre o povo escolhido de Deus (os Judeus) e os gentios (Pagãos), o povo que não conhecia Yahweh e não vivia de acordo com as regras impostas pelo Torah.
  • As práticas
O Paganismo, ao contrário do que muitos pensam, não é uma religião e sim um conjunto de religiões de aspecto não judaico-cristão (principalmente as européias pré-cristãs), como foi citado acima. Exatamente pelo Paganismo abranger muitas culturas em várias épocas (remontando eras pré-históricas), fica difícil traçar um comum entre suas práticas e cultos. Entretanto, umas das características presentes na maioria dessas religiões são: O politeísmo1 (em algumas o dualismo ), o animismo2 e o panteísmo3. Vale salientar que o Paganismo de nada tem em comum com as práticas satânicas e/ou luciferianas, visto que essas práticas são advindas da judáico-cristã. O paganismo, atualmente, é dividido em duas fases:  Paleopaganismo e Neopaganismo. Segue abaixo a sua descrição de acordo com a Wikipédia:

Paleopaganismo: Incluem-se neste conceito as religiões do antigo Egito, do mundo grego-romano da Antiguidade Clássica, a antiga religião dos celtas (Druidismo), a religião Norse ou mitologia nórdica, Mitraísmo, bem como as religiões das populações Nativo-americanos, como a religião Asteca, etc.
Neopaganismo:
Crenças e práticas religiosas de grupos de pessoas que na atualidade pretendem ligar-se à Natureza através da recuperação das antigas religiões pagãs.  
  • O Neopaganismo
Neopaganismo é o nome do movimento reconstrucionista das antigas crenças pagãs nos tempos atuais. Um dos ícones mais marcantes do Neopaganismo é, sem dúvidas, Gerald Gardner que criou, na década de 50, a Wicca; que seria a reconstrução moderna da Bruxaria.
  • Mal-entendidos na rede
Existem muitos mal-entendidos acerca do Paganismo em diversos sites e blogs espalhados pela rede. Um deles é a afirmação de que o Paganismo é uma religião Matriarcal e focada na Deusa, quando na verdade não é. Foi dito acima que o Paganismo é um conjunto de religiões e culturas. Culturas que nem sempre eram Matriarcais e que nem sempre eram Patriarcais, o que torna essa generalização errônea. Precisamos entender que o Matriarcalismo e o Patriarcalismo são fatores sócio-culturais bastante voláteis numa visão ampla e histórica, portanto, muitas religiões pagãs foram tanto patriarcais quanto matriarcais. Essa confusão se deve ao fato do Neo-Paganismo e sua mais influente e difundida vertente, a Wicca, ser matriarcal e focada no aspecto feminino da Deidade; portanto, muitas informações são generalizadas na rede.

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[1]Politeísmo: (do grego: Poli, muitos, Théos, deus: muitos deuses) consiste na crença em mais do que uma divindade de gênero masculino, feminino ou indefinido, sendo que cada uma é considerada uma entidade individual e independente com uma personalidade e vontade próprias, governando sobre diversas atividades, áreas, objetos, instituições, elementos naturais e mesmo relações humanas. Ainda em relação às suas esferas de influência, de notar que nem sempre estas se encontram claramente diferenciadas, podendo naturalmente haver uma sobreposição de funções de várias divindades.
[2]Animismo: (...) a manifestação religiosa imanente a todos os elementos do cosmos (Sol, Lua, estrelas), a todos os elementos da natureza (rio, oceano, montanha, floresta, rocha), a todos os seres vivos (animais, árvores, plantas) e a todos os fenômenos naturais (chuva, vento, dia, noite); é um princípio vital e pessoal, chamado de "ânima" (...)
[3]Panteísmo: “É uma doutrina que identifica o universo (em grego: pan,tudo) com Deus (em grego: theos).”  
  • Links relacionados
Academia Brasileira de Wicca: HTTP://www.abrawicca.com.br
Druidismo Brasil: HTTP://www.druidismo.com.br
Asatru Vanatru Forn Sed Brasil: HTTP://www.fornsed-brasil.org
Mitologia Geral: HTTP://www.rosanevolpatto.trd.br

Wicca – Wikipédia: HTTP://pt.wikipedia.org/wiki/Wicca
Gerald Gardner – Wikipédia: HTTP://pt.wikipedia.org/wiki/Gerald_Gardner
Neopaganismo – Wikipédia: HTTP://pt.wikipedia.org/wiki/Neopaganismo
  • Fontes
Paganismo – Wikipédia: HTTP://pt.wikipedia.org/wiki/Paganismo
Enciclopédia Britânica Dicionário Aurélio
Politeísmo – Wikipédia: HTTP://pt.wikipedia.org/wiki/Politeísmo
Animismo – Wikipédia: HTTP://pt.wikipedia.org/wiki/Animismo
Panteísmo – Wikipédia: HTTP://pt.wikipedia.org/wiki/Panteísmo

Artigo escrito por Marcos Aiala
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A Roda do Ano: Norte, Sul e Mista


A Roda do Ano é o conjunto das celebrações Wiccanas sendo constituída por oito festivais: dois solstícios (Yule e Litha), dois equinócios (Mabon e Ostara) e quatro Sabbats maiores (Samhain, Imbolc, Beltane, Lughnassadh). A Roda do Ano está directamente relacionada com as passagens das estações e, dado que as estações são diferentes do Hemisfério Sul para o Norte, surgiu a necessidade aos praticantes do Hemisfério Sul de adaptarem a Roda do Ano.

Este artigo irá abordar exactamente isso, as diferenças entre a Roda do Ano do Sul, a Roda do Ano do Norte e até a Roda do Ano Mista. Vamos primeiro conceito a conceito.

O que é a Roda do Ano do Norte? A Roda do Ano do Norte é a Roda do Ano original e conta com oito festivais começando em Samhain:

Samhain: 31 de Outubro
Yule: 21/22/23 de Dezembro (Solstício de Inverno)
Imbolc: 1 de Fevereiro
Ostara: 21/22/23 de Março (Equinócio de Primavera)
Beltane: 1 de Maio
Litha: 21/22/23 de Junho (Solstício de Verão)
Lughnassadh: 1 de Agosto
Mabon: 21/22/23 de Setembro (Equinócio de Outono)

Quando chega a Mabon, a Roda recomeça. Esta é a Roda do Ano original e praticada no Hemisfério Norte.

Porém o Equinócio de Primavera não é em Março no Hemisfério Sul, em Março é sim o Equinócio de Outono, o que faz com que não seja pratico estar a celebrar o começo da Primavera e a vinda da vivacidade e da fertilidade quando as folhas estão a cair lá fora. Um dos objectivos da Roda do Ano é, também, sincronizar-nos com a Natureza e com a passagem das estações.
Assim sendo houve a necessidade de adaptar a Roda do Ano para o Hemisfério Sul, tendo nascido a Roda do Ano do Sul:

Samhain: 1 de Maio
Yule: 21/22/23 de Junho (Solstício de Inverno)
Imbolc: 1 de Agosto
Ostara: 21/22/23 de Setembro (Equinócio de Primavera)
Beltane: 31 de Outubro
Litha: 21/22/23 de Dezembro (Solstício de Verão)
Lughnassadh: 1 de Fevereiro
Mabon: 21/22/23 de Março (Equinócio de Outono)

Esta Roda do Ano possui exactamente os mesmos festivais que a Roda do Ano do Norte porém as datas foram alteradas para que coincidam com as alterações da Natureza no Hemisfério Sul. E, tal como a Roda do Ano do Norte, ao chegar a Mabon a Roda volta a começar em Samhain, sem parar.
Este é um dos modelos praticados por vários Wiccanos no Brasil e noutros países que pertençam ao Hemisfério Sul.

Mas existe ainda outra variante da Roda do Ano Sul, em que os Sabbats Maiores mantêm as suas datas originais devido à sua égregora, ficando algo assim:

Samhain: 31 de Outubro
Imbolc: 1 de Fevereiro
Beltane: 1 de Maio
Lughnassadh: 1 de Agosto
e
Yule: 21/22/23 de Junho (Solstício de Inverno)
Ostara: 21/22/23 de Setembro (Equinócio de Primavera)
Litha: 21/22/23 de Dezembro (Solstício de Verão)
Mabon: 21/22/23 de Março (Equinócio de Outono)

Este formato da Roda do Ano pode ser um pouco mais complicado de trabalhar pois estaremos saltando do Equinócio da Primavera em que, na Wicca, o Deus está crescendo para Samhain em que Deus está morto. Porém existem muitos praticantes que, devido às egrégoras associadas aos Sabbats Maiores, preferem manter as datas originais dos festivais maiores e moldar apenas os festivais menores às estações do Hemisfério Sul.

Para além destas datas ainda temos as datas astrológicas de cada Sabbat, aquele momento e que o pico de energia do próprio Sabbat se encontra mais forte, sendo essas as datas (para o Hemisfério Norte):

Samhain: Sol a 15º de Escorpião
Yule: Sol a 0º de Capricórnio
Imbolc: Sol a 15º de Aquário
Ostara: Sol a 0º de Áries/Carneiro
Beltane: Sol a 0º de Touro
Litha: Sol a 0º de Câncer/Caranguejo
Lughnassadh: Sol a 15º de Leão
Mabon: Sol a 0º de Libra/Balança

Existem várias formas de praticar a Roda do Ano e existem defensores de todas elas. Qual você deve usar? Ora a que preferir, achar que se enquadra mais com a sua prática e com o local onde se encontra. Deverá também respeitar as práticas do seu grupo ou coven (caso tenha). A Roda do Ano é o conjunto das principais celebrações wiccanas e é muito importante. Deverá ser sempre vista e tratada com muito respeito e, sempre que possível, cumprida da melhor forma.

Outro conselho que posso dar, principalmente para quem vive em locais que não têm as estações definidas e é solitário (pois quando em grupo deverá sempre respeitar e cumprir as práticas do seu grupo) será a adaptação da Roda e da sua prática para o local de residência. Imaginemos, por exemplo, que na sua cidade não neva. Não fará sentido estar a celebrar, em Imbolc, o derretimento das neves. Mas pode celebrar outros factores do tempo na sua residência como a chuva, o nascer dos rebentos das plantas, etc. Tenha atenção ao tempo e às mudanças naturais do clima e da natureza em seu redor, no local onde mora. Foque-se nessas alterações ao celebrar a sua Roda para garantir que existe uma sincronização entre si e a Natureza. Aproveite ao máximo o que a Natureza lhe dá!

Ao longo da Roda do Ano, aqui no blogue, será sempre publicado um artigo sobre o próprio festival e desenvolvendo o mesmo. O blogue segue a Roda do Ano do Norte, dado estar sediado em Portugal mas pode sempre ir ao menu e seleccionar festivais e encontra todos os artigos relacionados com a Roda do Ano e outras celebrações.
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A Natureza

Pixabay (FrankWinkler)
A Natureza é uma parte fulcral da maioria dos caminhos pagãos e, também, da nossa vida em geral. A maioria dos pagãos presta culto à Natureza e escolhe conectar-se com ela através de meditação, andar descalço na praia ou na floresta, trabalho com ervas e cristais e incensos, entre muitas outras formas.

Porém há muito, tanto nas comunidades pagãs como fora delas, uma espécie de romanticização da Natureza: A ideia de que a Natureza é sempre amorosa, linda (no sentido positivo), que todos os animais vivem em harmonia e que existem sempre Sol e alegria. A ideia de que a Natureza também inclui a morte é algo que muitos não aceitam e nem pensam. Ou a ideia de que o leão a matar e comer a gazela é parte da Natureza também.

A Natureza é tudo o que nos rodeia. Ela é equilibrada, tanto bom como mau. E muitos pagãos e Bruxos que lidam com a Natureza, principalmente os que estão a começar a trilhar o caminho, não se apercebem que também a Morte, o apodrecimento dos animais ou das plantas e das árvores, as pestes, as secas, etc são parte da Natureza. A Natureza tem a sua própria forma de se equilibrar, de se gerir. Claro que, principalmente na nossa época e actualidade, muita coisa que acontece devido ao aquecimento global e às más escolhas do ser humano mas, no geral, a Natureza é auto-suficiente e consegue organizar-se e gerir-se.

Com isto quero dizer que a Morte é parte da Natureza. Vou dar um exemplo prático: Este fim de semana fui passear à beira-rio. Descalcei-me na relva e caminhei junto ao rio, toquei nas árvores, senti o vento, vi a água do rio a fluir. Foi fantástico. Mas, a certa altura, quando me cheguei perto de um salgueiro notei que na sua base tinha um gato morto. Isto foi, claramente, um choque. Algo que não estava à espera. Mas também foi uma forma de me recordar que a Natureza não é apenas o bom e o bonito mas também o mau e o desagradável. Morrer é natural. Apodrecer à natural. Por muito que doa pensar nisto, é a realidade. E um Bruxo deve ser lidar com a realidade e deve estar pronto para entender e confrontar-se com estas situações pois as mesmas surgem, quer no dia-a-dia, quer nos mitos dos Deuses, quer no trabalho mágico. A morte e a transformação são factores chave de todo o trabalho de um Bruxo.

Nascemos, crescemos, vivemos, morremos, apodrecemos e damos lugar a outras vidas, fertilizamos outras vidas.

Tudo se transforma na Natureza. Esse é um principio mágico pois a própria Magia é uma fonte de transformação. Entender a Morte é fulcral para o crescimento pessoal pois todos os ritos iniciáticos são uma morte e um renascimento. Qual a melhor forma de entender a Morte se não através do próprio entendimento da Natureza como ela é: Crua e Bela.

Sei que este artigo se está a tornar um pouco "pesado" mas é importante falar disto e importante entender todas as faces da moeda. Da próxima vez que for passear pelo rio, pela floresta ou na praia esteja atento a tudo o que rodeia. Seja o chilrear dos pássaros, o som das ondas, o vento nas folhas das árvores ou até um pássaro a caçar uma minhoca ou o pobre gatinho junto à árvore. Pois tudo isso é parte da Natureza e é necessário, na sua prática, encontrar uma forma de lidar com isso. 

Pessoalmente, por exemplo, opto por dizer uma pequena prece quando vejo uma árvore caída ou um animal morto. Devemos encontrar, nos nossos caminhos pessoais, as formas de lidar com a morte e com os lados mais "escuros" da Natureza mas sem os ignorar ou sem fingir que eles não existem, pois eles estão lá. Eles existem e fazem parte de todo o equilíbrio e toda a beleza que é a Natureza e cabe a nós, como Bruxos e/ou Pagãos, saber entender todo este equilíbrio e beleza e beneficiar o máximo dele para que possamos compreender a Natureza e, consequentemente, compreendermos a nós próprios e ao nosso redor. 
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