• Directório Pagão

    Encontre outros pagãos e bruxos na sua localidade através do nosso Directório Pagão. Inscreva-se hoje!

  • Akelarre: Podcast em Português sobre Paganismo

    Temos encontro marcado no dia de Mercúrio e dançaremos e cantaremos em nome de poderes antigos e forças primevas.

  • Newsletter Mensal do Sob o Luar!

    Subscreva à newsletter do Sob o Luar para receber conteúdos exclusivos todos os meses na sua caixa de correio.

  • Patreon: Sob o Luar

    Apoie o nosso trabalho através do Patreon. Por apenas $1 pode ter acesso a conteúdos exclusivos e ajudar a manter o Sob o Luar a funcionar.

O Tarot: Arcanos Maiores - XIII - A Morte

XIII - A Morte

Nome do Arcano: A Morte
Número: XIII
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta da Morte é representada por um esqueleto vestido numa armadura preta em cima de um cavalo branco. Na sua mão, carrega uma bandeira preta decorada com uma rosa de cinco pétalas. Uma figura real parece estar morta no chão enquanto uma criança , uma mulher e um elemento da Igreja imploram à Morte para os poupar. No fundo, temos um rio onde está um barco. No horizonte, existem duas torres entre as quais o Sol se está a por. *
Símbologia: No Arcano da Morte temos um esqueleto vestido com uma armadura preta em cima de um cavalo branco. O esqueleto representa a parte do corpo que sobrevive mais após a morte enquanto a armadura significa a invencibilidade e que a Morte virá independentemente do que seja. A armadura é preta pois essa é a cor associada à perda da vida e o cavalo branco representa a pureza e a força. A bandeira que a Morte tem na sua mão tem nela uma rosa de cinco pétalas que presenta a beleza e a imortalidade, enquanto as cinco pétalas remonta para o significado do número cinco: a mudança. Estes dois aspectos juntos recordam-nos que a Morte não é um fim mas sim um renascimento e um momento de mudanças e transformação, pois há beleza na morte (ex: as árvores que perdem as suas folhas no Outono) e esta é uma parte essencial da vida. As pessoas aos pés da Morte a implorar por misericórdia são uma lembrança que a Morte vem a todos, sem querer saber de classe social, idade ou género. No fundo da imagem temos um barco num rio, recordando-nos o barco de Caronte no Submundo Grego que nos leva para o pós-vida. E o pôr-do-sol, no meio das duas torres, serve como lembrança que o Sol também morre e nasce todos os dias.

Significado:

  • Posição Normal
Na sua posição original a carta da Morte é uma das cartas mais temidas e incompreendidas do Tarot, porém, pode ser uma das cartas mais positivas a surgir numa leitura. Tudo na vida morre e tudo na Natureza morre, tal como a própria Natureza o faz todos os Invernos, para depois renascer na Primavera. A Morte representa o fim de um momento grande da nossa vida do qual já não necessitamos e que já não nos satisfaz e que é necessário sair do nosso caminho, de forma a que possamos abrir caminho para o futuro e para o que está para vir. É necessário estar dispostos a por o passado para trás das costas, para que possamos investir a nossa energia no futuro. A Morte alerta-nos também para a necessidade de um momento de transformação pessoal, da necessidade de fazer mudanças em nós mesmos para que possamos estar mais alinhados com o caminho que planeamos trilhar a partir daquele momento. Tal como a morte é algo inesperado na nossa vida, também esta carta representa mudanças inesperadas. Ninguém está preparado para quando a morte nos atinge e esta carta avisa-nos que podemos ser apanhados num momento de mudança repentina. Também é um sinal para cortar ligações e relações negativas que possam estar a afectar o nosso crescimento pessoal e o nosso caminho. É preciso limpar tudo o que não faz falta, livrar de tudo o que está a impedir o caminho e começar os primeiros passos, como a borboleta após sair do casulo.

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta da Morte alerta-nos que estamos num momento de mudança iminente, porém, estamos a tomar acções que estão a impedir esta mudança de se manifestar. Estamos a resistir às mudanças que são necessárias para avançar com a nossa vida e é necessário desbloquear essa parte de nós, para que a transformação possa ocorrer e auxiliar-nos a avançar no nosso caminho, saindo da estagnação que é a nossa vida neste momento. Este arcano invertido faz-nos ver que estamos a passar por momentos de transformação profunda porém estes momentos são privados e podem não ser vistos nem notados pelos outros. Estamos num momento de libertar das coisas que já não nos fazem bem. A carta que acompanhar este Arcano invertido numa leitura poderá ajudar a esclarecer o que é necessário limpar da nossa vida e entender como avançar em frente e superar os obstáculos que nos estão a impedir de seguir o rumo que devemos seguir. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
Share:

A Bruxaria de Cozinha e a Saúde

Unsplash (Jez Timms)
Voltamos à nossa série sobre Bruxaria de Cozinha e vamos falar do impacto da cozinha e da alimentação na nossa saúde e como a Bruxaria de Cozinha nos pode ajudar a nível do nosso bem-estar. A comida à muito que está associada à saúde e em ajudar ao bem-estar em geral. Todos nos recordamos das nossas avós a dizer que uma canja de galinha nos vai ajudar a recuperar de uma gripe ou que se tomarmos xarope de cenoura que ajuda com as dores de garganta, entre outras mezinhas e receitas caseiras que são intemporais na nossa história familiar. A Bruxaria de Cozinha, apesar de tudo, é uma Arte antiga e que é praticada às vezes sem repararmos que as estamos a praticar e isso é bastante visível nas nossas antepassadas, que sabiam como trabalhar com a comida para atingir certos objectivos, principalmente a nível da saúde. 

Antes de mais, é preciso referir que não existem curas mágicas. Não há feitiços nem trabalhos mágicos que vão curar milagrosamente doenças. Os médicos e a medicina são recursos fantásticos e que devem ser consultados de imediato. O que uma Bruxa pode fazer é ajudar no processo de cura e ajudar no processo de nos mantermos saudáveis. Quer através de métodos energéticos como o Reiki ou cura energética ou através de chás, tinturas, sopas, aromaterapia, etc. Estes métodos são alternativas e auxiliares à medicina convencional. Não são substitutos! Adicionalmente, se está a tomar medicação, deve consultar a bula ou o seu responsável de saúde para confirmar se há algum tipo de alimento ou alimentação que deva evitar. 

Quanto à comida, é mundialmente reconhecido que a alimentação tem um papel chave na nossa saúde e na forma como o equilíbrio da nossa vida é mantido. Uma alimentação equilibrada e saudável é a chave para manter e melhorar a nossa saúde, apostando em vegetais, comidas frescas e caseiras, poucas fast-food e aumentar o consumo de verdes, frutas, sementes, etc. Existem imensas coisas que podemos fazer no nosso dia-a-dia para melhorar a nossa alimentação e até a nossa pegada ecológica (apostar em alimentação mais local e biológica, vinda dos mercados das nossas cidades ao invés das grande superfícies, consumir frutos e produtos da época e consumir menos produtos geneticamente modificados ou cultivados em estufas, etc). 

Na preparação de alimentos e refeições cujo o objectivo seja auxiliar em processos de cura há várias coisas que podem ser feitas para fomentar a energia de cura e regeneração que pretendemos para este tipo de trabalhos: 
  • Podem ser queimadas velas de tons azuis ou roxos junto na cozinha enquanto a comida é preparada; 
  • Desenhar sigilos na comida ou nas ferramentas que vão ser utilizadas, consagrando as mesmas para trabalhos concentrados nas energias curativas; 
  • Queimar incenso relacionado com a cura como sálvia, camomila, etc.;
  • Cozinhar alimentação saudável e cujos ingredientes ajudem na cura da doença em causa (em caso de dúvida, questionar ao responsável de saúde quais aos alimentos mais propícios para ajudar na recuperação); 

Alguns dos ingredientes associados à Saúde são:

Especiarias: Alho (pode ser utilizado para substituir o sal!), Sálvia, Menta, Pimenta da Jamaica.
Vegetais: Tomate, Abóbora, Pepino, Azeite/Azeitonas (azeitonas com moderação), Couves de Bruxelas.
Frutos e Sementes: Maçãs, Limões, Ananás, Melancia, Pêssego, Amêndoas, Nozes, Mel, entre outros.

Algumas comidas a evitar (quer quando estamos doentes e até no nosso dia a dia, de forma a manter uma alimentação mais equilibrada e saudável são, por exemplo, alimentos processados, sal, fast-food, comidas com muitos conservantes, açúcar refinado, comidas com muita gordura (ex: fritas em óleo), entre outras. 

A alimentação é parte da nossa vida e bem-estar e, como tal, é parte do nosso caminho também. Brevemente irei abordar sobre a importância da alimentação no caminho pagão e como essa alimentação pode ter impacto na nossa prática e na forma como nos envolvemos no Mundo. 

Porém hoje, com este artigo, devemos reflectir sobre como a alimentação pode ser a chave e uma grande ajuda na manutenção da nossa saúde e equilíbrio interior e, ao mesmo tempo, pode ser uma ferramenta chave a ajudar na cura de alguns problemas de saúde que possamos estar a enfrentar. 

Bibliografia:
Share:

O Tarot: Arcanos Maiores - XII - O Enforcado

XII - O Enforcado

Nome do Arcano: O Enforcado
Número: XII
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta do Enforcado é representada por um homem suspenso de uma cruz em T feita de madeira viva. Ele está de cabeça para baixo e com uma expressão facial tranquila e serena. À volta da sua cabeça tem uma auréola. O pé direito encontra-se preso à cruz porém o esquerdo está livre e dobrado por detrás da perna direita. Os seus braços foram um triângulo invertido, colocados atrás das suas costas. A sua roupa é constituída por duas peças: calças vermelhas e uma camisa azul. *
Símbologia: No Enforcado temos um homem suspenso numa cruz de cabeça para baixo, representando uma visão diferente do Mundo. A sua expressão serena sugere-nos que ele se encontra nesta situação por sua livre vontade e a auréola na sua cabeça representa o conhecimento. As suas roupas possuem também um significado: as calças vermelhas representam a paixão e a camisa azul remete-nos para o conhecimento. Esta é a carta da rendição final, do martírio e do sacrifício por um bem maior.

Significado:

  • Posição Normal
Na sua posição original a carta do Enforcado é um sinal que está na altura de parar e reflectir nas nossas acções. Este Arcano fala-nos que estamos no momento de parar para analisar a nossa forma de encarar o caminho e libertar dos modelos que já não nos são necessários, de forma a que possamos ver a nossa vida e as coisas em nosso redor de outra perspectiva (de cabeça para baixo). Estas pausas podem nem sempre ser voluntárias: Se a nossa intuição estiver apurada, poderemos aperceber-nos da chegada destes momentos que requerem pausa mas, em outras situações, poderemos ser apanhados de surpresa. Nestas situações não devemos forçar o caminho e forçar as coisas a mexerem-se, dado que os resultados poderão ser negativos. É necessário, tal como o Enforcado, aceitar a situação e lidar com a mesma, tentando ver o que nos rodeia com outros olhos e entender qual o novo caminho que devemos tomar. É preciso mudar as rotinas e formas de trabalho, para que possamos embarcar na nova aventura que se avizinha.

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta do Enforcado serve como um alerta para a mensagem do Enforcado na sua posição normal. Este Arcano, nesta posição, alerta-nos que poderemos estar a evitar uma pausa necessária, ocupando o nosso tempo com tarefas fúteis de forma a evitar ver as coisas por um prisma maior. Esta carta ensina-nos a aceitar os momentos de pausa da vida e de reflexão, alertando para o facto de que não podemos insistir com a vida e devemos aceitar a necessidade de fluir como a água que desce pelo rio rumo ao mar. Caso esta carta saia numa leitura em que a vida já se encontra em pausa, pode também ser um sinal de que está na altura de voltar a entrar em movimento e iniciar a nova jornada, já com uma nova energia e perspectiva. Não empatar o arranque de um projecto ou de uma decisão mas sim arriscar e dar o primeiro passo rumo ao nosso futuro. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
Share:

Os Formatos das Velas

Unsplash (Swabdesign_official)
Hoje vamos voltar à nossa série sobre as velas e vamos falar sobre o formato das velas e como as mesmas podem ser utilizadas na nossa prática, dependendo dos seus formatos e tamanhos! Existem velas em diferentes formas e que têm várias utilizações e podemos aproveitar essas características de forma a complementar os nossos trabalhos mágicos e é exactamente disso que vamos falar.

Velas Cilíndricas: Estas são as velas mais comuns de se encontrar e estão em todo o lado. Podem ser utilizadas para os mais diversos propósitos e a sua utilização é semelhante à utilização das velas brancas, podem ser adaptadas e utilizadas em todo o tipo de trabalhos mágicos. Existem diversas variantes destas velas, dependendo da duração que as mesmas têm. 

Velas em Espiral: Este tipo de velas pode ser utilizado em trabalhos relacionados com claridade e busca de respostas. Situações em que seja preciso entender algo e distinguir o que é real e o que não é real, ajudando a trazer sabedoria para o momento de forma a serem tomadas decisões. 

Velas Quadradas: As velas em formato quadrado estão associadas ao elemento terra (quatro pontos) e, como tal, associadas à matéria e à estabilidade. Podem ser utilizadas em rituais relacionados com situações financeiras, ganhos materiais e todo o tipo de trabalho que necessita de características associadas ao elemento Terra. 

Velas em Cone/Triangulares: As velas em formatos de cone ou triângulos estão associadas à ligação com o Céu e com o Divino, sendo uma ajuda no trabalho com o equilíbrio interior e com o trabalho espiritual. Podem também representar os planos físico, emocional e espiritual, ajudando no trabalho interior em busca do equilíbrio do ser. 

Velas Redondas: As velas redondas representam a perfeição do Universo, presente no redondo/círculo. Podem ser utilizadas em trabalhos espirituais e cujo trabalho seja voltado para o Universo e para a obtenção do Equilíbrio interior. 

Velas de Chá: À semelhança das Velas Cilíndricas estas velas são extremamente comuns e podem ser utilizadas em todo o tipo de rituais, inclusive de forma "flutuante" em cima de recipientes com água. São extremamente úteis e discretas, podendo ser aplicadas em diversas formas e métodos. São das principais velas utilizadas no início da prática mágica. 

Velas de Mel: O mel está associado ao adoçar algo e à harmonia. Como tal, a utilização de velas de mel é excelente em rituais para acalmar uma situação complicada, em trazer harmonia para o lar ou para ajudar a manter a estabilidade. Adicionalmente as velas de mel são mais saudáveis e ecológicas. Podem também ser compradas localmente, ajudando o comércio e a apicultura local. 

Velas em Estrela: As velas em formato de estrelas podem ser utilizadas de diversas formas. Quer para representar o pentagrama e, dessa forma, representando o Homem e os Elementos, e a sua união e representação do Universo. Adicionalmente podem ser utilizadas em trabalhos relacionados com o Céu e com as Estrelas, em trabalhos estelares. 

Velas em Formato de Partes do Corpo: É comum encontrar nas lojas esotéricas/místicas velas em formatos de partes do corpo (pernas, braços, corações, órgãos, etc). Estas velas podem ser utilizadas em trabalhos positivos ou negativos relacionados com a parte do corpo. São principalmente utilizados em rituais de cura ou de ajuda a curar um determinado problema de saúde, relacionado com a parte do corpo que se está a usar. 

Velas em Formato de Homem/Mulher: As velas em formato de pessoas podem ser utilizadas de diversas formas: Em rituais para atrair alguém (amigos, amores, etc), em rituais negativos em que a vela representa alguém que pretendemos magoar, em rituais de cura em que a vela representa a pessoa que queremos curar, etc. Existem diversas formas de velas em formato de pessoas serem utilizadas, dependendo do propósito que pretendemos. Geralmente são associadas a pessoas específicas ou a um género específico, dependendo do trabalho em causa. 

Velas em Formato de Chave: Tal como o objecto que imitam, as velas em formato de chave são utilizadas em rituais para abrir caminhos e novas oportunidades. Podem ser utilizadas juntamente ou em rituais com divindades associadas às chaves (ex. Hekate) e em diversos trabalhos relacionados com aberturas e fechos de situações. 

Velas de Mechas (7, 9, 21, etc.): As velas ou velões de mecha são utilizados em vários ramos da Magia e são associados à quebra de maldições, pragas, etc que possam estar associadas a uma pessoa ou local. As mechas (ou pavios) são para ser acendidos por dias e devem ser consumidas até ao fim, podendo dar um barulho forte quando chegam à cera principal. São utilizadas dependendo das mechas (correspondente aos dias necessários para cada ritual) e dependendo das suas cores e associações. 

Estes são apenas alguns dos formatos de velas que podem ser utilizados na Magia! 

Quais os vossos favoritos? 
Share:

Deusas e Deuses: Hekate


Hoje vamos começar com uma nova série de artigos que se irão espalhar ao longo dos próximos tempos em que vamos abordar várias divindades, de vários panteões. Vamos falar sobre os seus mitos, as suas associações e um pouco da sua história. Estes artigos não têm como objectivo substituir a investigação sobre as divindades mas sim despoletar interesse e, também, fornecer alguns pontos de partida para iniciar contacto com as Deusas e Deuses de que falaremos. 

As informações contidas nestes artigos não são suficientes para sustentar uma prática de culto a uma divindade e investigação adicional é sempre necessária. No fundo de cada artigo deixamos uma lista de sites e livros recomendados sobre cada divindade, de forma a que possam explorar mais sobre cada Deusa e Deus que falamos aqui. Ao longo do artigo vamos deixando também links para informações adicionais e explorações aprofundadas de certos tópicos. 

E, como é claro, a Deusa que irá dar abertura a este série de artigos será a Deusa à qual me dedico e honro à tantos anos, a Senhora Hekate

***

Nome: Hekate ou Hecate. Ἑκάτη em grego. Existem diversos significados atribuídos ao seu nome (não temos certeza de nenhum deles) sendo que alguns são "aquela que trabalha de longe/distante" ou "aquela que trabalha de sua vontade". 

Panteão: Grego, porém a sua origem antecede o surgimento do panteão grego como o conhecemos. A sua origem é, frequentemente, atribuída à Anatólia, onde ainda hoje existe um templo a sua honra, perto da actual cidade de Lagina na Turquia. 

História e Mitologia:
A origem do culto a Hekate é um tema bastante debatido, sendo que não temos forma concreta de traçar a sua origem a uma cultura específica. Frequentemente a sua origem é atribuída à Anatólia, sendo que, mais tarde, temos os registos da sua presença no panteão grego, começando com a Teogonia de Hesíodo, onde Hekate nos é apresentada como uma Titã, filha de Asteria e de Perses, respeitada por Zeus e por todos os Deuses Olímpicos. Hekate tem, segundo Hesíodo, domínio sobre os três reinos (Céu, Terra e Oceano), um papel de destaque para uma Deusa Titã.

"(...) Asterie conceived and bore Hekate, whom above all
Zeus Kronides honored. He granted her glorious gifts and
to have a portion of the Gaia and unplowed sea.
She has a portion also of the starry Ouranos as her province.
She is especially honored among the immortals gods (...)"
- Theogony, Hesiod (link abaixo)

Para saber detalhadamente mais aprofundamente sobre a história de Hekate eu recomendo vivamente o livro "Circle for Hekate: Volume I – History and Mythology" de Sorita d’Este (link abaixo) em que a autora nos fala sobre a história e a mitologia desta Deusa, de forma muito detalhada, clara e com todas as origens e fontes. É um trabalho fantástico e que brevemente irei analisar aqui no blogue. 

Hekate é uma Deusa com variadíssimas características e responsabilidades que lhe são atribuídas: É uma Deusa associada à Magia, à Bruxaria, à Noite, à Lua, a Fantasmas, à Necromancia, aos Caminhos, ao Oceano, às Tochas, às Encruzilhadas, aos Portões, ao Hades (submundo grego) e, claro, a um dos mais famosos mitos da Antiguidade Grega: A Descida de Perséphone ao Submundo. 

O mito de Persephone, contado no Hino Homérico a Deméter, é o mito grego que explica a passagem das estações do ano, atribuíndo-as à descida de Persephone ao Submundo, após ser levada pelo Deus Hades e tornada Rainha do Submundo. Neste mito, Hekate com as suas tochas ajuda Deméter em busca de Persephone e, após a decisão de Zeus que define o tempo que Persephone deverá passar com a sua mãe Deméter e com o seu esposo Hades, Hekate torna-se companheira de Persephone, acompanhando-a na sua viagem sazonal. Hekate desempenha também, claro, um papel relevante nos Mistérios de Elêusis, que estão intimamente ligados a este mito. 

Hekate é, ao contrário da ideia popular, uma Deusa tradicionalmente representada como sendo Deusa Virgem (à semelhança de Artémis). Recomendo ler, em inglês, um pequeno texto sobre o assunto entitulado: "Hekate’s Profanation: Maiden, Mother or Crone Goddess" do site do Covenant of Hekate. Sendo que, frequentemente, ela é identificada e até "misturada" com outras divindades como Selene e Artémis, recordando-nos da sua ligação lunar. 

A Deusa Hekate é uma divindade complexa e, como tal, recomendo vivamente um aprofundamento do estudo acerca Dela, se assim desejarem (recursos no fundo do artigo). 

Celebrações: Uma das práticas antigas de celebração a Hekate era o Deipnon, realizado no primeiro dia do ciclo lunar (Lua Nova), em que era realizada uma limpeza nas casas gregas e uma oferenda a Deusa Hekate, colocada numa encruzilhada. Recomendo vivamente o artigo "Observing Hekates Deipnon" para aprofundar o conhecimento sobre esta celebração. A nível de práticas modernas temos três celebrações a assinalar: Os Ritos dos Fogos Sagrados de Hekate (Na Lua Cheia de Maio, organizado pelo Covenant of Hekate), o Dia de Hekate (celebrado a 13 de Agosto), Noite de Hekate (celebrada a 16 de Novembro). Podem clicar nas respectivas celebrações para informações mais detalhadas sobre as mesmas. Adicionalmente recomendo o artigo "30 Days of Hekate: 11 – Festivals and Sacred Days" para conhecer um pouco mais sobre celebrações relacionadas com Hekate. 

Geneologia: Existem várias genealogias atribuídas a Hekate sendo que a mais comum é a que os seus pais são os titãs Perses e Asteria. Quanto a filhos, Hekate é habitualmente referida como uma Deusa Virgem (à semelhança de Artémis) e não teve filhos. Porém existem referências de Circe e Medeia serem suas filhas, em alguns mitos.

Epítetos: Brimo ("Assustadora"/"A Zangada"), Chthonia ("Ctónica", "da Terra") Despoina ("Senhora"), Einalian ("Do Mar"), Enodia ("Dos Caminhos", "Das Encruzilhadas"),  Kleidouchos ("Portadora das Chaves"), Nychia/Nykhia ("Nocturna", "Senhora da Noite"), Ourania ("Dos Céus", "Celestial"), Phosphoros ("A Portadora da Luz"), Potnia Theron ("Senhora dos Animais", "Senhora dos Animais Selvagens"), Soteira ("A Salvadora"), Trioditis ("A dos Três Caminhos"), entre outros

Símbolos: Encruzilhadas, Tochas, Chaves, Portões/Portas, Lua, Cães, Leões, Bois, Cavalos, Lua, Acónito, Mandrágora, Bronze, entre outros.  

Leitura Recomendada
* Os links fornecidos pertencem a 'Affiliates Programs' e geram uma pequena taxa de lucro ao Sob o Luar. Não existe qualquer despesa adicional para o comprador.
Share:

O Tarot: Arcanos Maiores - XI - A Justiça

XI - A Justiça

Nome do Arcano: A Justiça
Número: XI
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta da Justiça é representada por uma pessoa sentada com um veu púrpura atrás da sua cadeira, estando colocada entre dois pilares. Na sua mão direita tem uma espada que aponta para cima e, na mão esquerda, tem uma balança. Esta pessoa tem uma coroa na cabeça e, do seu vestido vermelho, vemos um pouco de um sapato branco. *
Símbologia: Na Justiça temos uma pessoa sentada entre dois pilares, à semelhança da Alta Sacerdotisa e do Hierofante, simbolizando o equilíbrio e a estrutura. O véu roxo que está pendurado atrás de si representa a compaixão. Na sua mão direita tem uma espada que representa o lado lógico e ordenado do pensamento necessário para a justiça, com a sua lâmina dupla que nos recorda que todas as acções têm consequências e, a sua posição, leva-nos a entender que a decisão da Justiça é final. Já a balança na mão esquerda está como representação de que a intuição deve ajudar-nos a equilibrar a lógica e o que temos ao nosso dispor, recordando-nos da necessidade da imparcialidade. A nível da sua roupa, a coroa da Justiça representa os seus pensamentos organizados sendo que o pequeno sapato que sai do seu vestido branco é um símbolo de que não devemos esquecer do impacto espiritual que as nossas escolhas têm e que as suas consequências nos dão.

Significado:

  • Posição Normal
Na sua posição original a carta da Justiça representa a equidade, a justiça, a verdade e a lei. Existe uma chamada de responsabilidade e de prestar contas pelas nossas acções e ver se as mesmas estão alinhadas com os nossos objetivos e com aquilo pelo que lutamos e, caso não estejam, teremos de lidar com as consequências das nossas acções. Se procuramos justiça (por exemplo a nível legal, com alguma situação em tribunal), esta carta pode representar que esse processo está a chegar ao fim e será tomada uma decisão e que, à semelhança da simbologia da espadada  Justiça, a mesma será final e deveremos saber lidar com isso. A nível de reflexão a Justiça recorda-nos da necessidade de avaliar a nossa vida e o nosso caminho, podendo surgir em leituras em que é necessário tomar decisões. Esta carta lembra-nos que às vezes temos de parar e refletir, de nos desconectar do momento e conseguir ver a situação de forma imparcial, de forma a tomar a decisão necessária, tendo conhecimento das consequências das nossas acções. A Justiça é, no seu núcleo, uma procura pela verdade e pelo caminho certo, ajudando-nos a refletir nas decisões da nossa vida e a escolher qual o caminho a seguir e a decisão a tomar.

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta da da Justiça alerta-nos para as más decisões que possamos ter tomado e que algumas das nossas acções podem estar a ir contra o que conseguimos ser "certo" para nós próprios. Esta carta aconselha-nos a rever as nossas decisões e formas de encarar o Mundo e recorda-nos que temos de lidar as consequências do que fazemos. Porém a Justiça recorda-nos também que não devemos ser demasiado duros connosco mesmos e que devemos ter imparcialidade quando analisamos as nossas acções e decisões e nunca esquecer que a compaixão é uma característica inseparável da justiça. Pode também, em certas alturas, representar dificuldades em processos legais sendo que nos alerta para a necessidade de reforçar o nosso caso e de estar preparados para eventualidades que possam afectar negativamente o nosso processo. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
Share:

Análise Literária: Wicca in the Kitchen de Scott Cunningham

Título: Cunningham's Encyclopedia of Wicca in the Kitchen
Autor(es): Scott Cunningham 
Pontuação
Descrição: Há uma razão pela qual o caviar tem uma reputação como alimento de amor, mas um pouco de baunilha ou hortelã-pimenta também podem fazer maravilhas! Vai saborear cogumelos como nunca antes depois de experimentar os seus efeitos intuitivos, e um pouco de aipo ressoará com um novo significado, uma vez que aumenta o desejo sexual e consciência psíquica. Praticamente qualquer item na sua despensa pode ser usado para transformação pessoal. De alcachofras a feijões, a geleia de uva, a comida contém energias mágicas específicas que  pode aproveitar para obter resultados positivos. Esta enciclopédia de magia alimentar oferece vinte e sete das receitas favoritas de Scott Cunningham. Menus mágicos para mais de dez propósitos incluindo amor, proteção, saúde, dinheiro e consciência psíquica também são fornecidos.
Onde Comprar*: Amazon | Book Depository  
Análise: Se há coisa que o Scott Cunningham era excelente era com Folk Magic e este livro de Bruxaria de Cozinha vem recordar-nos exactamente disso. Como sabem, Bruxaria de Cozinha é um dos meus assuntos favoritos e uma das minhas paixões e já li vários livros sobre o assunto e, até agora, este é sem dúvida o meu favorito e mais completo. O autor não só nos dá várias receitas (de fácil execução e sem ingredientes raros, tudo coisas fáceis de arranjar!) como também nos fala sobre o poder da comida, o poder de fazer uma alimentação saudável e de cuidar do nosso corpo, as ferramentas da Bruxaria de Cozinha e como podemos fazer da nossa cozinha o nosso espaço mágico e local principal da nossa casa. Apesar do título referir a Wicca, posso dizer-vos que tem muito pouco de Wicca no livro, é acima de tudo Folk Magic e Bruxaria de Cozinha!

Cunningham aborda também um tema que achei muito interessante e vejo muito pouco desenvolvido que é o assunto das dietas. Hoje em dia, ainda mais do que na altura, existem várias dietas desde paleo, vegan, vegetariana, flexitarian, keto, etc. E cada dieta tem as suas vantagens e desvantagens. E, magicamente, também têm os seus usos! E é exactamente isso que o autor reforça e inclusive fornece vários planos alimentares e "dietas" mágicas que podem ser utilizadas para manter um ciclo de energia constante para trabalhos rituais. Dietas mágicas para prosperidade para fazer durante um determinado período de tempo, para o amor, saúde, etc. Cunningham tem até um capítulo dedicado apenas a Vegetarianismo e abordando as vantagens deste método alimentar (mas o livro inclui todo o tipo de receitas, incluindo receitas com carne e peixe).

No livro encontramos também um capítulo dedicado ao papel da comida nos festivais e celebrações que é sem dúvida um papel fulcral. A comida nos festivais e celebrações (sejam eles pagãos ou outro tipo de celebração) é uma das principais chaves desde à muitos anos e o autor mostra-nos como explorar isso e aproveitar esses momentos para fazer magia com a nossa comida e dar-lhe a importância e o valor que é preciso.

A comida é a fonte de energia do ser humano. É o que nos faz andar, mexer, pensar, que nos dá energia para fazer todas as tarefas e atingir todos os objetivos que queremos. Tendo esta importância fulcral, é claro que a mesma tem de fazer parte da nossa magia e da nossa prática. E este livro é dos melhores para aprender a explorar esta Arte e esta forma de trabalhar. Sem dúvida que recomendo!

* Os links fornecidos pertencem a 'Affiliate Programs' e geram uma taxa de lucro ao Sob o Luar. Não existe qualquer despesa adicional para o comprador. 
Share:

A Conferência da Deusa 2019 (Portugal)


Pela primeira em Portugal realizou-se a Conferência da Deusa nos dias 17, 18 e 19 de Maio 2019 e foi uma experiência inesquecível que quero partilhar convosco hoje! Esta Conferência realizou-se em Sintra, perto da Natureza e conectadas com a Mãe-Terra, tornando esta experiência ainda mais transformadora. Ao longo deste artigo irei contar-vos como correu a Conferência, informações do que fizemos e referências dos palestrantes e organização para que possamos ficar a par de tudo. 

Vamos então começar? 


Na sexta-feira, primeiro dia da Conferência, começámos com um pequeno discurso de abertura da Conferência em que a Luíza Frazão, uma das principais organizadoras, nos apresentou o conceito que pretendia explorar com a Conferência e o que poderíamos esperar deste evento. De seguida, ouvimos uma excelente palestra de Katie Hoffner sobre o legado de Lydia Ruyle e os seus fantásticos estandartes da Deusa que estiveram em exposição no espaço da Conferência durante todo o evento e são simplesmente lindíssimos.

Estandartes de Lydia Ruyle
Após um pequeno intervalo e um trabalho de grupo (ao longo da Conferência fomos divididas em grupos para criar cânticos, bênçãos, etc para os rituais e celebrações ao longo do evento, lideradas pelas Melissas que estavam de serviço durante o evento), seguiu-se a hora de almoço e, da parte da tarde, começámos com uma palestra sobre Marija Gimbutas por parte da Joan Cichon. 

Logo a seguir a esta palestra tivemos um pequeno momento ritual de "Bênçãos dos Elementos" em que recebemos as bênçãos dos Elementos por parte das Melissas, ainda organizadas nos grupos referidos anteriormente. No fim deste momento ritual, foi a altura dos Workshops. Ao longo dos dois primeiros dias da Conferência foram efetuados vários Workshops no período da tarde em que os participantes poderiam escolher em quais participar. Pessoalmente, na sexta-feira, optei pelo workshop da Teresa Gabriel "A Medicina da Voz" que foi uma experiência do outro Mundo! A Teresa é muito simpática e deixa todos os participantes à vontade. Pessoalmente, tenho péssima experiência com a minha voz e alguns problemas ainda por resolver, então fui um pouco com receio mas ela rapidamente assegurou e tranquilizou-nos.
Estandarte da Deusa Donzela por Mizé Jacinto.
Estátua da Deusa Donzela por Carla Mourão.
Altares aos Elementos da Conferência.

Não quero dar muitos detalhes sobre os Workshops porque foram experiências privadas e intensas para cada praticante mas posso dizer que foi um momento transformador e que se tiverem oportunidade de participar nos workshops da Teresa que recomendo vivamente! 

Após os workshops e a hora de jantar, deu-se a Cerimónia de Abertura. Esta cerimónia ritual foi lindíssima e, à semelhança dos workshops, não irei desenvolver muito dado serem momentos intímos e intensos para cada praticante. Foi uma cerimónia linda e intensa e, sem dúvida, inesquecível para todos os presentes. 

No segundo dia da Conferência começamos o dia com uma lindíssima cerimónia ritual das Hespérides, inspirada pelo Templo da Deusa do Jardim das Hespérides. Posterimente tivemos duas palestras muito interessantes, a primeira por Fernanda Frazão acerca da presença das Mouras na tradição portuguesa e em Portugal e, logo de seguida, uma das palestras mais antecipadas a "Visão MotherWorld MãeMundo" de Kathy Jones.

Na parte da tarde, e após o almoço, tivemos três palestras começando pela exposição da Rosa Leonor Pedro acerca da "Cisão da Mulher e a Mulher Integral" e, logo de seguida, a fantástica participação da Iris Lican com o tema "Espiritual na Terra: Ecologia Profunda e Retorno a Paradigmas de Equílibrio" seguindo-se a temática do Miguel Dean acerca do Sagrado Masculino, entitulada "A Iniciação dos Rapazes".  Estas palestras, ao longo dos dois dias, foram fascinantes e fantásticas de ouvir para absorver todo este conhecimento e informações que nos é transmitido.

Após uma pequena pausa e trabalhos de grupo, seguimos para os Workshops. À semelhança do primeiro dia, existiram varios workshops sendo que apenas estive presente num deles, nomeadamente o "A Donzela Selvagem" pela Mizé Jacinto e, tal como o outro, não irei dar detalhes do que ocorreu neste workshop porém poderei descrever com duas palavras: transformador e catártico, simplesmente um renascimento da alma! Aconselho vivamente à participação em workshops da Mizé porque ela tem um talento natural para ensinar e guiar os outros.

A noite de sábado foi marcada por duas performances, começando pela "The Moira Swirl" da Companhia Matridança com balarinas incríveis e uma dança muito bonita e, logo de seguida, uma Perfomance Ritual "Luzias" de Carla Mourão, Iris Lican e Lila Nuit. Esta perfomance ritual foi simplesmente mágica e marcante, com uma enorme presença de práticas tradicionais portuguesas e de uma Bruxaria muito Ibérica e que nos levou de volta às nossas raízes. Simplesmente divinal! 

Com o final da Conferência a aproximar-se, chegamos então a domingo. O último dia da Conferência foi marcado por muito trabalho ritual e muita transformação. Sobre este dia não irei aprofundar muito dado que grande parte do dia foi passado em rituais e cerimónias mas começamos o dia com uma cerimónia para as Mulheres e uma para os Homens, focadas na sua energia interior. Não poderei opinar sobre a cerimónia masculina, porém, a feminina foi uma revolução de sensações e sentimentos. Foi lindíssima, viva e visceral com uma intensidade ancestral. Sem palavras para descrever esta manhã mágica! Da parte da tarde, tivemos uma pequena peregrinação a um lugar sagrado em Sintra onde estabelecemos contacto com a Água sagrada e com este elemento que tão importante é para nós e que, infelizmente, se encontra tão ameaçado. Foi uma tarde extremamente bem passada, no meio da Natureza, junto à nascente e em convívio e cânticos com irmãos e irmãs da Arte.

O dia terminou com um concerto fantástico da Teresa Gabriel e deixou, sem dúvida, muita saudade a todos os participantes. No geral posso dizer que a Conferência foi uma experiência transformadora, intensa e inesquecível. Mal posso esperar pela do próximo ano onde farei questão de estar presente para reencontrar estas irmãs e irmãos, vivenciar novas experiências e voltar a casa.

E vocês? Estiveram presentes na Conferência da Deusa em Sintra? O que acharam? :)

***

Nota: As fotos foram todas tiradas no decorrer da Conferência por Alexia Moon, sendo a sua utilização apenas permitida meditante pedido de autorização. 
Share:

Cristais: Formas de Utilização

Unsplash (Dani Costelo)
Hoje regressamos à nossa série de Cristais para falar, levemente, sobre as formas como os cristais podem ser utilizados. Não irei aprofundar muito cada um dos métodos, por isso, aconselho vivamente a investigação mais aprofundada e detalhada dos métodos que lhes interessarem! 

  • Elixires
Este é um tema que planeio abordar mais detalhadamente aqui no Sob o Luar mas os cristais podem ser utilizados para a criação de elixires de cristais, colocando-os em água, chás, etc para energizar as bebidas. Este é uma prática que deve ser feita com extremo cuidado dado que muitos cristais têm uma má reacção à água e podem ser venenosos ou causar problemas de saúde, por isso, é necessário investigação e cuidado com esta forma de utilização. Brevemente iremos desenvolver mais esta temática! 

  • Tratamento de Plantas/Animais/Pessoas - Cristaloterapia
A utilização de cristais para cura é algo bastante conhecido e difundido. Os cristais têm diversos usos e associações medicinais e podem ser utilizados em apoio em problemas de saúde em animais ou pessoas e até em plantas. Cristais podem ser enterrados na terra de canteiros ou até mesmo ao ar livre para energizar a planta e ajudar a mesma a crescer saudável e forte. Podem ser utilizados cristais em cristaloterapia (mais info podem verificar junto da Associação Portuguesa de Cristaloterapia, por exemplo) e de diversas formas para ajudar em doenças ou problemas de saúde, seja através de sessões de cura ou de utilização de cristais em zonas do corpo, etc. O melhor para este tipo de tratamento será verificar junto de profissionais com curso de forma a aproveitar o mais possível do potencial deste método de cura. 

  • Limpeza e Energização de Locais
Os cristais podem ser utilizados para limpeza e energização de locais de variadas formas. Podem ser colocados junto à entrada de casas ou janelas para absorver as energias negativas que possam ser direcionadas aquele local. Podem também servir como forma de energizar um determinado local, servindo como condutor de energia em rituais. Alguns dos cristais bons para este tipo de trabalhos são a selenite, por exemplo, que podem ser adquiridas em formato de varinhas (condutores de energia) ou até pirâmides (como difusores de energia), etc. 

  • Amuletos
Os cristais podem ser utilizados como amuletos ou fazerem parte de amuletos para serem utilizados no dia-a-dia. Usar, por exemplo, uma turmalina negra no quotidiano ajuda a afastar as energias negativas. Existem vários usos para os diversos cristais e diversas situações em que estes cristais podem ajudar-nos no nosso quotidiano. Há cristais que podem ser utilizados para ajudar a dar mais energia, trazer harmonia interior e ajudar com a auto-estima, proteger e limpar de energias negativas, apurar a nossa intuição, aumentar a confiança, etc. Sabendo as propriedades dos cristais que temos ao nosso dispor temos a possibilidade de utilizá-los nos nossos quotidianos e aproveitar ao máximo as vantagens que estas ferramentas nos trazem. 

  • Meditação
Uma das excelentes formas de trabalhar com cristais, e até de estabelecer relação com os mesmos, é através da meditação. Meditando com cristais ou utilizando-os como apoios ou referências durante meditações, permite-nos aproveitar ao máximo da energia e propriedades destas ferramentas e, ao mesmo tempo, de inovar e melhorar as nossas rotinas de meditação. Estas meditações podem ser feitas tendo os cristais na mão, sobre uma parte específica do corpo ou até apenas olhando para os cristais. Por exemplo, há vários cristais que são moldados em formato de bolas/esferas, como bolas de cristais, e podem ser utilizados para práticas de contemplação meditativas que são muito úteis e interessantes de realizar na nossa prática. 

***

E vocês, leitores? Qual o vosso método favorito de utilizar cristais?
Share:

Como Interpretar Velas?

Imagem Pixabay (congerdesign)
Na temática de hoje vamos voltar à nossa mini-série sobre Velas e vamos falar sobre como interpretar a cera e a chama das velas que utilizamos. É importante referir que esta interpretação deverá ser feita sempre em velas consagradas ou colocadas para um determinado ritual ou, até, para piromancia ou ceromancia (métodos divinatórios através da chama da vela e cera da vela, respectivamente). Velas utilizadas para decoração do lar, iluminação, aquecimento, etc. não podem ser interpretadas com estas mensagens, dado que não foi pedido qualquer sinal ou feita nenhuma pergunta e nem está a decorrer nenhum ritual em que a vela esteja a ocupar um papel importante. As velas devem ser interpretadas em contexto ritual ou de divinação. 

Assim sendo, vamos falar do significado de cada um dos aspectos das velas, começando pela cera e, posteriormente, pela chama.

  • Significados da Cera 

Cera foi completamente consumida
- Este é dos melhores sinais em trabalhos mágicos, significa que o trabalho ou ritual foi realizado com sucesso e o solicitado tornar-se-à realidade.

Cera escorreu pela lateral da vela, formando pequenas "escadas" - Tal como as escadas simbolizam nesta situação, este comportamento mostra-nos que o objectivo é alcançável porém ainda há vários passos a tomar, e escadas a subir, até chegarmos ao pretendido. 

Cera não foi toda consumida e ainda restou pavio, após a vela apagar - Se após a vela se apagar ainda restar cera e a até um pouco de pavio, recomenda-se voltar a acender a vela para ela queimar toda e, no final, acender outra vela ou incensos para limpeza energética. Isto significa que é necessário mais dedicação da nossa parte para o objectivo e também que é preciso manter um cuidado na manutenção da harmonia energética do nosso local de trabalho mágico. 

Vela que deita muita cera que escorre como se "chorasse" - Quando a cera se comporta de uma forma como se a própria vela estivesse a chorar, recorda-nos que talvez tenha sido um pedido ou trabalho demasiado emocional e, como tal, poderá haver alguma instabilidade no pretendido.

  • Significados da Chama

Chama amarela - As chamas em tonalidades amarelas estão associadas à felicidade e ao sucesso. 

Chama vermelha - Em tons vermelhos, estas chamas representam sucesso para o pretendido e resposta positiva ao perguntado.

Chama em tons de azul - Quando a chama tem tonalidades azuis, esta indica que o pedido poderá acontecer, porém, irá requerer algum trabalho adicional pois existem detalhes ocultos que querem trabalhos adicionais.

Chama brilhante - Se a chama estiver bastante brilhante, é um excelente sinal, dado que representa êxito e vitória para o questionado ou realizado. 

Chama fraca - Quando a chama se mostra como estando fraca significa que há falta de energia no objectivo. É necessário realizar mais trabalho e um maior esforço para se atingir o que se quer. 

Chama com dificuldade a acender - Quando a chama está dificil de acender significa que o espaço onde estamos a realizar o ritual não está limpo devidamente e é necessário efetuar uma limpeza mais profunda, dado que estas energias negativas podem influenciar o resultado do nosso trabalho. 

Chama que treme - Uma chama que treme alerta-nos que o objetivo é possível, porém, há vários obstáculos que vão ter de ser ultrapassados e vão querer força e esforço adicional da nossa parte. 

Chama baixa - Se a chama está baixa e insiste em não levantar, ela traz consigo a mensagem de que este não é o momento ideal para este trabalho ou questão e que deveremos aguardar e investir em nós próprios, antes de tentar novamente. 

Chama que baixa e levanta repetidamente - Uma chama instável, que está constante a levantar e a baixar, mostra-nos confusão no que foi pedido ou alguma dificuldade em manifestar essas energias. É necessário parar, meditar, entender o que pretendemos e reformular de forma mais clara. 

Chama que solta fagulhas - À semelhança da chama que treme, quando a chama solta fagulhas está a representar a possibilidade de conflitos e de dificuldades em atingir o objectivo final, que vão querer força adicional da nossa parte. 

Chama que se apaga repetidamente - Quando a vela se apaga repetidamente é sinal que o pretendido, seja mágico ou questão feita, será muito dificil de alcançar e vai requerer um empenho muito maior do que calculado inicialmente.

E vocês? Já experimentam interpretar mensagens das velas?

Share:

O Tarot: Arcanos Maiores - X - A Roda da Fortuna

X - A Roda da Fortuna

Nome do Arcano: A Roda da Fortuna
Número: X
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta da Roda da Fortuna é representada por uma roda gigante com três figuras em redor e, na roda, está inscrito as letras hebraicas YHVH (Yod Heh Vau Heh) -o nome impronunciável do Deus Hebraico - juntamente com letras TORA que poderá representar "Torah" (lei) ou Tarot ou até "Rota" (roda em latim). No centro estão símbolos alquímicos de mercúrio, enxofre, água e sal. No exterior está uma cobra no lado esquerdo (Typhon) e, no lado direito, Anúbis (O Deus Egíptio dos Mortos). Em cima da Roda está uma esfinge. Nos cantos da carta estão quatro figuras com asas: um leão, um touro, uma águia e um anjo. *
Símbologia: Na Roda da Fortuna encontramos em cada ponta das cartas, quatro figuras com asas. Estas figuras (um leão, um touro, uma águia e um anjo) representam os quatro signos fixos do Zodíaco, nomeadamente o signo de Leão, Touro, Escorpião e Aquário. As suas asas representam a estabilidade perante o movimento e mudança e cada um deles tem consigo o livro "Torah", representando a sabedoria. No círculo exterior à roda estão também três entidades: Uma cobra que representa Typhon e, ao mesmo tempo, a força da vida a mergulhar no mundo material. Anubis, o Deus dos Mortos que recebe as almas no submundo. E uma Esfinge, representando o conhecimento e força. No centro da Roda, após as letras já explicadas anteriormente, temos os símbolos alquímicos de mercúrio, enxofre, água e sal que são os quatro elementos alquímicos que representam o poder da criação.

Significado:

  • Posição Normal
Na sua posição original a carta da Roda da Fortuna recorda-nos que a roda está sempre a girar e a vida é feita de altos e baixos, num estado constante de mudança. Se estamos em momentos maus, ela lembra-nos que o bom virá após a tempestade. Mas, se estamos em bons momentos, também nos lembra que nem tudo se mantém estável por muito tempo. A Roda recorda-nos também do karma e da lei do Retorno, se assim aplicável. Toda a acção tem uma reação e tudo o que fazemos tem consequências e esta carta alerta-nos para isso e para que as nossas acções possam espelhar as mudanças que queremos na nossa vida. Em certas tiragens, a Roda do Ano pode também estar a representar mudanças vindouras de alto impacto (novas oportunidades, mudanças a nível quotidiano, etc) para os quais temos de estar preparados. Esta carta é acima de tudo díficil para quem não gosta de mudança e alerta-nos para a necessidade de fluir com o fluxo da vida, de forma a não ser negativamente afectado pelas mudanças da mesma.

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta da Roda da Fortuna representa, num dos seus aspectos, a resistência à mudança. Existe, da parte do consulente, uma resistência à ideia da mudança na sua vida e isso tem um impacto directo na forma como as coisas se estão a desenvolver. É necessário analisar e mudar os comportamentos, aceitando e fluindo com o ritmo da vida. Adicionalmente, a carta pode também representar momentos díficeis, que nos incentivam a tomar rédeas da nossa vida e tomar controlo e, ao mesmo tempo, a aceitarmos responsabilidades pelas nossas acções, entendendo como as mesmas podem ter influenciado a nossa vida e garantir que evitamos os erros cometidos no passado. Adicionalmente, e no seu lado positivo, a carta invertida pode representar o vencer e ultrapassar de um ciclo negativo no nosso caminho.

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
Share:

Bruxaria de Cozinha e a Roda do Ano

Pixabay (Free-photos)
Hoje vamos falar de algo que está presente na prática de muitos praticantes que celebram a Roda do Ano: Comida! Seja uma celebração solitária ou em grupo, a comida é essencial e acaba por ser parte importante da nossa celebração. Desde algo simples como pão ou frutos da época até pratos complexos e refeições inteiras, a comida é parte do nosso quotidiano e, nas celebrações, pode assumir um papel mágico na nossa prática.  

Este papel da comida nas nossas celebrações também acaba por ajudar na conexão com os ritmos da Natureza. Ao criar pratos, refeições e até doces/snacks associados aos Sabbats/Festivais estamos, idealmente, a utilizar frutos e plantas da época o que nos permite criar uma conexão com a Natureza. Saber quais os frutos, vegetais e plantas que podem ser consumidas em cada parte do ano, permite estabelecer uma ligação e um conhecimento mais profundo dos ritmos da Natureza e dos ritmos da agricultura em nosso redor. Idealmente, estes alimentos até podem ser comprados nos mercados locais e serem alimentos da nossa área, onde vivemos, o que cria uma ligação ainda mais à intensa à terra, não só nos seus ritmos naturais como também à terra onde pertencemos e vivemos e trabalhamos magicamente.  

Esta associação da comida aos festivais está também ligada aos nossos Ancestrais e à forma como as celebrações de festivais sazonais e de eventos agrários (e, aqui, podemos afirmar que acontecia tanto nas pagãs como em cristãs, mais tarde) eram celebradas. Durante a época das colheitas ou vindimas, existia sempre reuniões de família em que se cozinha bastante e se celebrava os resultados daquele ano. Um exemplo claro disso nos dias de hoje é, no caso do Cristianismo/Catolicismo, a celebração do Natal ou da Páscoa (Solstício de Inverno e meados do Equinócio de Primavera, respetivamente) em que ambas as celebrações são acompanhadas por comidas típicas e da época. Também nas nossas celebrações pagãs, o mesmo acontece. Aliás, quem tiver família ou companheiros/as de outra religião em que os festivais coincidam perto uns dos outros (Catolicismo, etc.) e quiser manter algumas celebrações em conjunto pode aproveitar e utilizar a comida e a Bruxaria de Cozinha como método!  

Um cenário de exemplo: A família é católica e o praticante é pagão. Toda a gente aceita o caminho do outro e existe harmonia. E a celebração do Solstício de Inverno e Natal (no caso do Hemisfério Norte) coincidem em datas muito próximas. O pagão pode optar por celebrar o Solstício de Inverno na sua data, de forma ritual, e posteriormente participar no jantar de família de Natal e até incluir pratos associados ao Solstício durante esta refeição. Até em cenários em que a família não aprova o caminho pagão do praticante, ele pode optar por realizar o seu ritual em secretismo e, a parte da festa, celebrar juntamente com a família (estando, secretamente e individualmente, a celebrar o Solstício). A comida é uma das muitas formas de celebrar a Roda do Ano e, sem dúvida, é das mais discretas e simples. Ninguém vai suspeitar de comida!  

Como puderam ver a comida tem um papel importante na nossa prática. Brevemente iremos começar uma nova série sobre Bruxaria de Cozinha em que iremos abordar a Bruxaria de Cozinha associada a cada um dos festivais, com comidas típicas, alimentos associados e com algumas receitas para introduzirem nas vossas celebrações.  

E vocês? Qual o papel que a comida tem nas vossas celebrações?
Share:

Cristais: Programação de Cristais

Pixabay (artyangel)
A programação de cristais é uma das muitas formas com as quais se pode trabalhar com estes recursos e hoje planeio abordar este tema e ajudar com algumas técnicas que podem ser utilizadas para fazer a programação dos vossos cristais. Esta prática é, basicamente, trabalhar com cristais para objectivos específicos e, através de meditação e trabalho da mente, "programar" ou "configurar" um cristal para uma determinada tarefa.

A programação de cristais não é, de todo, obrigatória no trabalho com cristais e é apenas uma das muitas formas como este trabalho pode ser realizado. É um método fácil e rápido de determinar qual o propósito que aquele cristal ou pedra vai desempenhar na nossa prática. Os cristais são excelentes condutores de energia, principalmente os cristais da família dos Quartzos, e esta programação ajuda a estimular e direccionar as energias para o objectivo do trabalho mágico. 

Existem várias formas de programar um cristal e hoje planeio abordar duas variações. 

É de realçar que, à semelhança de muitos outros trabalhos mágicos, é sempre ideal começar com um banho de limpeza e relaxamento ou apenas algum queimar de incenso para limpar a área e ajudar na concentração no que vai ser realizado. 

Iniciar com uma pequena meditação em que colocamos os pensamentos em ordem e nos focamos naquilo que é o objectivo da programação (ajudar a passar um exame, aumentar a auto-confiança, etc). É necessário que a nossa mente entre num estado de concentração em que estejamos focados naquilo que pretendemos imbuir no cristal com o qual vamos trabalhar. 

Assim que os nossos pensamentos estiverem focados, devemos pegar no cristal (já limpo e energizado) e colocá-lo entre as nossas mãos e aqui há dois métodos que podem ser utilizados:

Método 1: Mantendo os olhos no cristal e focando no mesmo, nas suas características, formato, interior, etc repetir em voz alta ou na nossa mente as palavras "Eu programo este cristal para...." ou "Eu carrego este cristal com a intenção de..." ou até "Cristal, ajuda-me com....". Repetir este processo até sentir que o cristal está energizado com este propósito e pronto a ser utilizado.

Método 2: Tal como no método um, devemos manter os olhos no cristal e focando no seu formato e o seu interior. Tentar absorver ao máximo o cristal e como ele é por dentro, como será estar dentro do cristal e, aí, dirigir os nossos pensamentos para o pretendido com a programação, visualizando o objectivo de forma clara e concisa, mantendo este pensamento e focando no cristal ao mesmo tempo, até sentir que o cristal está energizado com este propósito e pronto a ser utilizado.

No final de ambos os métodos é necessário recuperar da meditação de forma tranquila e tentar que não seja abrupta, pois poderá causar uma quebra de energia e acabar por ficarmos mal dispostos. Recomendo ter sempre comida e água próximos para o final de trabalhos deste género. 

No final do cristal ter desempenhado a sua tarefa e o objectivo ter sido concluído, poderá ser limpo e desprogramado para ser utilizado para outro fim. Em alternativa, caso não queira reutilizar o cristal, pode apenas limpar e desprogramar e devolver à Natureza enterrando-o ou colocando em um lugar na Natureza de díficil acesso. 

E vocês, costumam programar cristais? Quais os vossos métodos favoritos?


Share:

Análise Literária: "Keeping Her Keys" de Cyndi Brannen

Título: Keeping Her Keys: An Introduction to Hekate's Modern Witchcraft
Autor(es): Cyndi Brannen 
Pontuação
Descrição: Nos últimos anos, a Hekate ganhou popularidade crescente em todo o mundo. Embora existam livros escritos sobre Hekate do ponto de vista histórico, há uma falta de informação para aplicar este conhecimento no desenvolvimento pessoal e prática de bruxaria. "Keeping Her Keys" combina as 'chaves' do desenvolvimento pessoal, magia e a antiga deusa, Hekate Os tópicos incluem o poder da oração, como criar o espaço sagrado e orientação sobre feitiços. No capítulo final, os leitores podem realizar uma auto-iniciação opcional para se tornarem Keeper of Her Keys.
Onde Comprar*: Amazon | Book Depository 
Análise: Tive a oportunidade de ler este livro numa cópia avançada, fornecida pela autora, em troca de uma crítica/análise honesta. 

Este livro é, sem dúvida, um livro especial. recordou-me um pouco o livro "Magia de Hecate: Uma Roda do Ano com a Rainha das Bruxas" de Dylan Siegel e Naelyan Wyvern, com algumas diferenças. O livro "Keeping Her Keys" tem como objectivo servir de guia de iniciação para uma tradição de Bruxaria Moderna voltada em torno da Deusa Hekate. Nesta obra podemos encontrar um companheiro para um período de treinamento de um ano e um dia, no final do qual, temos um ritual de auto-iniciação para iniciarmos o caminho como "Guide" nesta tradição.

O livro está dividido em diversas lições, cada uma delas essenciais para o desenvolvimento e aprendizagem dentro desta tradição. Conta com diversos exercícios e orientações ao longo do treinamento e, no final, antes da iniciação tem uma série de perguntas para confirmar se o conhecimento e dedicação do devoto estão no ponto para dar este grande passo.

Uma coisa que eu gostei muito neste livro, e acho que é raro de ver hoje em dia, foi o foco na informação histórica. A autora não quis deixar de parte as informações históricas, as fontes e todos os recursos que temos ao nosso dispor, vindos da Antiguidade Clássica. Pelo contrário, a autora apresenta-nos essas informações e as suas fontes e origens, mostrando-nos como as mesmas eram interpretadas à época ou, em outros casos, fornecendo livros que ajudam a entender essa interpretação. Porém, a autora também não descrimina as práticas modernas, aliás, mostra como ambas as partes podem coexistir com o objectivo de criar uma tradição harmoniosa.

Uma das citações que mais gostei do livro foi "(...) we aren't attempting to reconstruct the past, but we adapt historical documents and practices for use in the 21st century". Acho que esta frase descreve bem o que a autora conseguiu com este livro e dou os meus parabéns por isso.

O livro encontra-se muito bem estruturado, de fácil compreensão e muito acessível, permitindo em diversas situações que sejam improvisadas formas de realizar os exercícios ou rituais, aceitando que as coisas e eventos possam ser adaptados à prática de cada indíviduo, porém, sem nunca descuidar da estrutura da tradição e da prática estabelecida.

Esta obra é um excelente companheiro para qualquer interessado em seguir um caminho solitário, porém previamente estruturado, de culto à Senhora Hekate e baseado nas práticas da Bruxaria Moderna.

* Os links fornecidos pertencem a 'Affiliate Programs' e geram uma taxa de lucro ao Sob o Luar. Não existe qualquer despesa adicional para o comprador. 
Share:

As Velas e as Cores

Pixabay (Winsker)
Hoje vamos falar de velas e como as cores das velas que utilizamos podem influenciar o trabalho mágico e a forma como as utilizamos. Este é o primeiro artigo numa pequena série sobre Velas para ajudar a trabalhar com esta ferramenta que está tão presente no nosso dia a dia.

Velas Brancas
O branco é uma das cores que pode ser utilizada em qualquer ritual ou trabalho. Representa a luz e, por conter todas as cores dentro de si, pode substituir qualquer cor e é muito adaptável. Pode ser utilizada, enquanto especificamente cor branca, em rituais relacionados com limpezas, meditações, práticas divinatórias, curas e trabalhos lunares. 

Velas Pretas
O preto, ao contrário do branco, tem também as cores todas em si mas com uma energia mais caótica e mais negativa. É uma vela excelente para rituais de limpeza, banimento e de exorcismo de enegias negativas. Podem ser utilizadas para representar a Sombra, a Noite e o nosso interior escondido. São excelentes para meditações em diferentes graus de consciência e semelhantes. 

Velas Douradas
As velas douradas estão associados ao Sol e, como tal, também estão associadas ao Deus no seu aspecto de Deus Solar. Podem ser utilizadas para trabalhos como Princípio Masculino e para rituais em que a energia do Sol é necessária, como atrair dinheiro ou sorte. Pode também ser utilizadas para ajudar em meditações e trabalhos com o desenvolvimento da consciência.

Velas Prateadas
As velas prateadas estão associadas à Lua e à Deusa no seu aspecto lunar. São excelentes para utilizar em rituais relacionados com a Lua Cheia, Crescente ou Minguante e para conectar com o aspecto feminino da Divindade, principalmente em aspectos relacionados com a Lua. Podem também ser utilizadas para remoção de energias negativas e para desenvolvimento das capacidades psiquicas e meditativas.

Velas Amarelas
As velas amarelas estão associadas ao elemento Ar e, como tal, associadas à aprendizagem e ao pensamento. É uma boa cor para comerciantes e para estudantes, sendo que pode ser utilizada em rituais e trabalhos mágicos relacionados com os estudos ou com o comércio. É apropriada para usos referentes à inteligência, confiança e manifestação de projectos. 

Velas Laranjas
Sendo a mistura entre duas cores, o laranja acaba por adoptar características tanto do vermelho como do amarelo. Está relacionada com a energia e a vitalidade mas também com a educação e a estimulação, seja corporal ou mental. É uma cor propícia para trabalhos relacionados com ultrapassar depressão ou letargia e para promover a vitalidade e saúde do corpo. 

Velas Vermelhas
O vermelho é uma cor associada ao sangue, amor e à sexualidade. Como tal esta cor é utilizado e acima de tudo associada com rituais relacionados com fertilidade, sensualidade, amor, força física, coragem e vitalidade. Pode ser utilizada para combater medos, para estimular e chamar coragem para um determinado momento ou ponto da nossa vida ou para trazer vitalidade de novo para o nosso quotidiano. É também associada ao amor, porém, de forma carnal e sexual, nomeadamente o aspecto da paixão.

Velas Rosa
A cor rosa está associada ao amor próprio, à amizade e ao amor familiar. Pode ser utilizada em rituais para trabalhar com o amor próprio e com a harmonia interior. Pode também ser parte de rituais ou celebrações familiares e de paz e união. É uma cor bastante suave e pode ser adaptada para vários rituais relacionados com a amizade e com o amor, neste aspecto já com a sua conotação de fraterno ao invés de passional. 

Velas Roxas
O roxo é uma cor muito associada à espiritualidade e à medinuinidade. É a cor do chakral frontal e está intimamente ligada ao desenvolvimento espiritual, à projecção astral e ao contacto com outras entidades e outros planos. Pode ser utilizada em rituais para cura, aumento de poder pessoal ou de sabedoria interna e trabalhos com outros planos. 

Velas Índigo/Azul Escuro
O azul escuro, ou índigo como também é chamado, é uma tonalidade entre o azul e o roxo. Está também associado à espiritualidade, tal como o roxo. Pode ser utilizado em trabalhos ou rituais relacionados com a sabedoria interna e trabalhos espirituais. Adicionalmente pode também ser usada para trabalhar com situações kármicas, neutralizar trabalhos ou maldições externas e mentiras. 

Velas Azuis
As cores azuis estão associadas a diversas coisas como a meditação, a cura, inspiração e, também, associada à comunicação. Podem ser utilizadas em diversos rituais e trabalhos mágicos tais como verbalizar sentimentos ou situações complicadas, protecção durante os sonhos, trabalhos em plano astral, trabalhos relacionados com a honra, lealdade e perdão. 

Velas Verdes
Esta cor, como se imagina, está intimamente conectada com a Terra e com tudo o que lhe é associado. Por isso, esta cor é excelente para rituais e trabalhos relacionados com questões monetárias ou de posses materiais, abundância, sucesso, prosperidade e fertilidade. Podem também ser utilizadas para saúde, porém, não é recomendado utilizar em situações referente a doenças crónicas, cancro ou terminais. É a cor relacionada com estabilidade e equílibrio. 

Velas Verdes Escuras
Esta cor é associada a Vénus e são utilizadas para rituais relacionados com a abundância, fertilidade e amor. No oposto, pode também ser atribuída para rituais relacionados com a inveja, com o cíume, o controlo numa relaçaão amorosa e a ambição.

Velas Castanhas
A cor castanha, nas velas, pode ser utilizada em trabalhos ou feitiços relacionados com encontrar objectos perdidos, questões judiciais, manifestações de projectos ou planos no plano físico, para protecção de animais e também para promoção do equílibrio, dado a sua ligação com o elemento Terra também, em conjunto com a conexão com o planeta Saturno.


Share:

Apoia o Sob o Luar

Queres apoiar o trabalho do Sob o Luar?
Apoia-nos no Ko-fi!


Ou junta-te ao nosso Patreon!

Informações Mensais


☽ Fases da Lua para Novembro de 2019 ☾

Quarto Crescente: 04 de Novembro de 2019
Lua Cheia: 23 de Novembro de 2019
Quarto Minguante: 19 de Novembro de 2019
Lua Nova: 26 de Novembro de 2019
 
☼ Para informações detalhadas para cada país, selecione a bandeira desejada! ☼

Artigos Populares

Parceiros


Se quiser ser parceiro, contacte através de Facebook ou por e-mail!