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A Conferência da Deusa 2019 (Portugal)


Pela primeira em Portugal realizou-se a Conferência da Deusa nos dias 17, 18 e 19 de Maio 2019 e foi uma experiência inesquecível que quero partilhar convosco hoje! Esta Conferência realizou-se em Sintra, perto da Natureza e conectadas com a Mãe-Terra, tornando esta experiência ainda mais transformadora. Ao longo deste artigo irei contar-vos como correu a Conferência, informações do que fizemos e referências dos palestrantes e organização para que possamos ficar a par de tudo. 

Vamos então começar? 


Na sexta-feira, primeiro dia da Conferência, começámos com um pequeno discurso de abertura da Conferência em que a Luíza Frazão, uma das principais organizadoras, nos apresentou o conceito que pretendia explorar com a Conferência e o que poderíamos esperar deste evento. De seguida, ouvimos uma excelente palestra de Katie Hoffner sobre o legado de Lydia Ruyle e os seus fantásticos estandartes da Deusa que estiveram em exposição no espaço da Conferência durante todo o evento e são simplesmente lindíssimos.

Estandartes de Lydia Ruyle
Após um pequeno intervalo e um trabalho de grupo (ao longo da Conferência fomos divididas em grupos para criar cânticos, bênçãos, etc para os rituais e celebrações ao longo do evento, lideradas pelas Melissas que estavam de serviço durante o evento), seguiu-se a hora de almoço e, da parte da tarde, começámos com uma palestra sobre Marija Gimbutas por parte da Joan Cichon. 

Logo a seguir a esta palestra tivemos um pequeno momento ritual de "Bênçãos dos Elementos" em que recebemos as bênçãos dos Elementos por parte das Melissas, ainda organizadas nos grupos referidos anteriormente. No fim deste momento ritual, foi a altura dos Workshops. Ao longo dos dois primeiros dias da Conferência foram efetuados vários Workshops no período da tarde em que os participantes poderiam escolher em quais participar. Pessoalmente, na sexta-feira, optei pelo workshop da Teresa Gabriel "A Medicina da Voz" que foi uma experiência do outro Mundo! A Teresa é muito simpática e deixa todos os participantes à vontade. Pessoalmente, tenho péssima experiência com a minha voz e alguns problemas ainda por resolver, então fui um pouco com receio mas ela rapidamente assegurou e tranquilizou-nos.
Estandarte da Deusa Donzela por Mizé Jacinto.
Estátua da Deusa Donzela por Carla Mourão.
Altares aos Elementos da Conferência.

Não quero dar muitos detalhes sobre os Workshops porque foram experiências privadas e intensas para cada praticante mas posso dizer que foi um momento transformador e que se tiverem oportunidade de participar nos workshops da Teresa que recomendo vivamente! 

Após os workshops e a hora de jantar, deu-se a Cerimónia de Abertura. Esta cerimónia ritual foi lindíssima e, à semelhança dos workshops, não irei desenvolver muito dado serem momentos intímos e intensos para cada praticante. Foi uma cerimónia linda e intensa e, sem dúvida, inesquecível para todos os presentes. 

No segundo dia da Conferência começamos o dia com uma lindíssima cerimónia ritual das Hespérides, inspirada pelo Templo da Deusa do Jardim das Hespérides. Posterimente tivemos duas palestras muito interessantes, a primeira por Fernanda Frazão acerca da presença das Mouras na tradição portuguesa e em Portugal e, logo de seguida, uma das palestras mais antecipadas a "Visão MotherWorld MãeMundo" de Kathy Jones.

Na parte da tarde, e após o almoço, tivemos três palestras começando pela exposição da Rosa Leonor Pedro acerca da "Cisão da Mulher e a Mulher Integral" e, logo de seguida, a fantástica participação da Iris Lican com o tema "Espiritual na Terra: Ecologia Profunda e Retorno a Paradigmas de Equílibrio" seguindo-se a temática do Miguel Dean acerca do Sagrado Masculino, entitulada "A Iniciação dos Rapazes".  Estas palestras, ao longo dos dois dias, foram fascinantes e fantásticas de ouvir para absorver todo este conhecimento e informações que nos é transmitido.

Após uma pequena pausa e trabalhos de grupo, seguimos para os Workshops. À semelhança do primeiro dia, existiram varios workshops sendo que apenas estive presente num deles, nomeadamente o "A Donzela Selvagem" pela Mizé Jacinto e, tal como o outro, não irei dar detalhes do que ocorreu neste workshop porém poderei descrever com duas palavras: transformador e catártico, simplesmente um renascimento da alma! Aconselho vivamente à participação em workshops da Mizé porque ela tem um talento natural para ensinar e guiar os outros.

A noite de sábado foi marcada por duas performances, começando pela "The Moira Swirl" da Companhia Matridança com balarinas incríveis e uma dança muito bonita e, logo de seguida, uma Perfomance Ritual "Luzias" de Carla Mourão, Iris Lican e Lila Nuit. Esta perfomance ritual foi simplesmente mágica e marcante, com uma enorme presença de práticas tradicionais portuguesas e de uma Bruxaria muito Ibérica e que nos levou de volta às nossas raízes. Simplesmente divinal! 

Com o final da Conferência a aproximar-se, chegamos então a domingo. O último dia da Conferência foi marcado por muito trabalho ritual e muita transformação. Sobre este dia não irei aprofundar muito dado que grande parte do dia foi passado em rituais e cerimónias mas começamos o dia com uma cerimónia para as Mulheres e uma para os Homens, focadas na sua energia interior. Não poderei opinar sobre a cerimónia masculina, porém, a feminina foi uma revolução de sensações e sentimentos. Foi lindíssima, viva e visceral com uma intensidade ancestral. Sem palavras para descrever esta manhã mágica! Da parte da tarde, tivemos uma pequena peregrinação a um lugar sagrado em Sintra onde estabelecemos contacto com a Água sagrada e com este elemento que tão importante é para nós e que, infelizmente, se encontra tão ameaçado. Foi uma tarde extremamente bem passada, no meio da Natureza, junto à nascente e em convívio e cânticos com irmãos e irmãs da Arte.

O dia terminou com um concerto fantástico da Teresa Gabriel e deixou, sem dúvida, muita saudade a todos os participantes. No geral posso dizer que a Conferência foi uma experiência transformadora, intensa e inesquecível. Mal posso esperar pela do próximo ano onde farei questão de estar presente para reencontrar estas irmãs e irmãos, vivenciar novas experiências e voltar a casa.

E vocês? Estiveram presentes na Conferência da Deusa em Sintra? O que acharam? :)

***

Nota: As fotos foram todas tiradas no decorrer da Conferência por Alexia Moon, sendo a sua utilização apenas permitida meditante pedido de autorização. 
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Cristais: Formas de Utilização

Unsplash (Dani Costelo)
Hoje regressamos à nossa série de Cristais para falar, levemente, sobre as formas como os cristais podem ser utilizados. Não irei aprofundar muito cada um dos métodos, por isso, aconselho vivamente a investigação mais aprofundada e detalhada dos métodos que lhes interessarem! 

  • Elixires
Este é um tema que planeio abordar mais detalhadamente aqui no Sob o Luar mas os cristais podem ser utilizados para a criação de elixires de cristais, colocando-os em água, chás, etc para energizar as bebidas. Este é uma prática que deve ser feita com extremo cuidado dado que muitos cristais têm uma má reacção à água e podem ser venenosos ou causar problemas de saúde, por isso, é necessário investigação e cuidado com esta forma de utilização. Brevemente iremos desenvolver mais esta temática! 

  • Tratamento de Plantas/Animais/Pessoas - Cristaloterapia
A utilização de cristais para cura é algo bastante conhecido e difundido. Os cristais têm diversos usos e associações medicinais e podem ser utilizados em apoio em problemas de saúde em animais ou pessoas e até em plantas. Cristais podem ser enterrados na terra de canteiros ou até mesmo ao ar livre para energizar a planta e ajudar a mesma a crescer saudável e forte. Podem ser utilizados cristais em cristaloterapia (mais info podem verificar junto da Associação Portuguesa de Cristaloterapia, por exemplo) e de diversas formas para ajudar em doenças ou problemas de saúde, seja através de sessões de cura ou de utilização de cristais em zonas do corpo, etc. O melhor para este tipo de tratamento será verificar junto de profissionais com curso de forma a aproveitar o mais possível do potencial deste método de cura. 

  • Limpeza e Energização de Locais
Os cristais podem ser utilizados para limpeza e energização de locais de variadas formas. Podem ser colocados junto à entrada de casas ou janelas para absorver as energias negativas que possam ser direcionadas aquele local. Podem também servir como forma de energizar um determinado local, servindo como condutor de energia em rituais. Alguns dos cristais bons para este tipo de trabalhos são a selenite, por exemplo, que podem ser adquiridas em formato de varinhas (condutores de energia) ou até pirâmides (como difusores de energia), etc. 

  • Amuletos
Os cristais podem ser utilizados como amuletos ou fazerem parte de amuletos para serem utilizados no dia-a-dia. Usar, por exemplo, uma turmalina negra no quotidiano ajuda a afastar as energias negativas. Existem vários usos para os diversos cristais e diversas situações em que estes cristais podem ajudar-nos no nosso quotidiano. Há cristais que podem ser utilizados para ajudar a dar mais energia, trazer harmonia interior e ajudar com a auto-estima, proteger e limpar de energias negativas, apurar a nossa intuição, aumentar a confiança, etc. Sabendo as propriedades dos cristais que temos ao nosso dispor temos a possibilidade de utilizá-los nos nossos quotidianos e aproveitar ao máximo as vantagens que estas ferramentas nos trazem. 

  • Meditação
Uma das excelentes formas de trabalhar com cristais, e até de estabelecer relação com os mesmos, é através da meditação. Meditando com cristais ou utilizando-os como apoios ou referências durante meditações, permite-nos aproveitar ao máximo da energia e propriedades destas ferramentas e, ao mesmo tempo, de inovar e melhorar as nossas rotinas de meditação. Estas meditações podem ser feitas tendo os cristais na mão, sobre uma parte específica do corpo ou até apenas olhando para os cristais. Por exemplo, há vários cristais que são moldados em formato de bolas/esferas, como bolas de cristais, e podem ser utilizados para práticas de contemplação meditativas que são muito úteis e interessantes de realizar na nossa prática. 

***

E vocês, leitores? Qual o vosso método favorito de utilizar cristais?
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Como Interpretar Velas?

Imagem Pixabay (congerdesign)
Na temática de hoje vamos voltar à nossa mini-série sobre Velas e vamos falar sobre como interpretar a cera e a chama das velas que utilizamos. É importante referir que esta interpretação deverá ser feita sempre em velas consagradas ou colocadas para um determinado ritual ou, até, para piromancia ou ceromancia (métodos divinatórios através da chama da vela e cera da vela, respectivamente). Velas utilizadas para decoração do lar, iluminação, aquecimento, etc. não podem ser interpretadas com estas mensagens, dado que não foi pedido qualquer sinal ou feita nenhuma pergunta e nem está a decorrer nenhum ritual em que a vela esteja a ocupar um papel importante. As velas devem ser interpretadas em contexto ritual ou de divinação. 

Assim sendo, vamos falar do significado de cada um dos aspectos das velas, começando pela cera e, posteriormente, pela chama.

  • Significados da Cera 

Cera foi completamente consumida
- Este é dos melhores sinais em trabalhos mágicos, significa que o trabalho ou ritual foi realizado com sucesso e o solicitado tornar-se-à realidade.

Cera escorreu pela lateral da vela, formando pequenas "escadas" - Tal como as escadas simbolizam nesta situação, este comportamento mostra-nos que o objectivo é alcançável porém ainda há vários passos a tomar, e escadas a subir, até chegarmos ao pretendido. 

Cera não foi toda consumida e ainda restou pavio, após a vela apagar - Se após a vela se apagar ainda restar cera e a até um pouco de pavio, recomenda-se voltar a acender a vela para ela queimar toda e, no final, acender outra vela ou incensos para limpeza energética. Isto significa que é necessário mais dedicação da nossa parte para o objectivo e também que é preciso manter um cuidado na manutenção da harmonia energética do nosso local de trabalho mágico. 

Vela que deita muita cera que escorre como se "chorasse" - Quando a cera se comporta de uma forma como se a própria vela estivesse a chorar, recorda-nos que talvez tenha sido um pedido ou trabalho demasiado emocional e, como tal, poderá haver alguma instabilidade no pretendido.

  • Significados da Chama

Chama amarela - As chamas em tonalidades amarelas estão associadas à felicidade e ao sucesso. 

Chama vermelha - Em tons vermelhos, estas chamas representam sucesso para o pretendido e resposta positiva ao perguntado.

Chama em tons de azul - Quando a chama tem tonalidades azuis, esta indica que o pedido poderá acontecer, porém, irá requerer algum trabalho adicional pois existem detalhes ocultos que querem trabalhos adicionais.

Chama brilhante - Se a chama estiver bastante brilhante, é um excelente sinal, dado que representa êxito e vitória para o questionado ou realizado. 

Chama fraca - Quando a chama se mostra como estando fraca significa que há falta de energia no objectivo. É necessário realizar mais trabalho e um maior esforço para se atingir o que se quer. 

Chama com dificuldade a acender - Quando a chama está dificil de acender significa que o espaço onde estamos a realizar o ritual não está limpo devidamente e é necessário efetuar uma limpeza mais profunda, dado que estas energias negativas podem influenciar o resultado do nosso trabalho. 

Chama que treme - Uma chama que treme alerta-nos que o objetivo é possível, porém, há vários obstáculos que vão ter de ser ultrapassados e vão querer força e esforço adicional da nossa parte. 

Chama baixa - Se a chama está baixa e insiste em não levantar, ela traz consigo a mensagem de que este não é o momento ideal para este trabalho ou questão e que deveremos aguardar e investir em nós próprios, antes de tentar novamente. 

Chama que baixa e levanta repetidamente - Uma chama instável, que está constante a levantar e a baixar, mostra-nos confusão no que foi pedido ou alguma dificuldade em manifestar essas energias. É necessário parar, meditar, entender o que pretendemos e reformular de forma mais clara. 

Chama que solta fagulhas - À semelhança da chama que treme, quando a chama solta fagulhas está a representar a possibilidade de conflitos e de dificuldades em atingir o objectivo final, que vão querer força adicional da nossa parte. 

Chama que se apaga repetidamente - Quando a vela se apaga repetidamente é sinal que o pretendido, seja mágico ou questão feita, será muito dificil de alcançar e vai requerer um empenho muito maior do que calculado inicialmente.

E vocês? Já experimentam interpretar mensagens das velas?

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O Tarot: Arcanos Maiores - X - A Roda da Fortuna

X - A Roda da Fortuna

Nome do Arcano: A Roda da Fortuna
Número: X
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta da Roda da Fortuna é representada por uma roda gigante com três figuras em redor e, na roda, está inscrito as letras hebraicas YHVH (Yod Heh Vau Heh) -o nome impronunciável do Deus Hebraico - juntamente com letras TORA que poderá representar "Torah" (lei) ou Tarot ou até "Rota" (roda em latim). No centro estão símbolos alquímicos de mercúrio, enxofre, água e sal. No exterior está uma cobra no lado esquerdo (Typhon) e, no lado direito, Anúbis (O Deus Egíptio dos Mortos). Em cima da Roda está uma esfinge. Nos cantos da carta estão quatro figuras com asas: um leão, um touro, uma águia e um anjo. *
Símbologia: Na Roda da Fortuna encontramos em cada ponta das cartas, quatro figuras com asas. Estas figuras (um leão, um touro, uma águia e um anjo) representam os quatro signos fixos do Zodíaco, nomeadamente o signo de Leão, Touro, Escorpião e Aquário. As suas asas representam a estabilidade perante o movimento e mudança e cada um deles tem consigo o livro "Torah", representando a sabedoria. No círculo exterior à roda estão também três entidades: Uma cobra que representa Typhon e, ao mesmo tempo, a força da vida a mergulhar no mundo material. Anubis, o Deus dos Mortos que recebe as almas no submundo. E uma Esfinge, representando o conhecimento e força. No centro da Roda, após as letras já explicadas anteriormente, temos os símbolos alquímicos de mercúrio, enxofre, água e sal que são os quatro elementos alquímicos que representam o poder da criação.

Significado:

  • Posição Normal
Na sua posição original a carta da Roda da Fortuna recorda-nos que a roda está sempre a girar e a vida é feita de altos e baixos, num estado constante de mudança. Se estamos em momentos maus, ela lembra-nos que o bom virá após a tempestade. Mas, se estamos em bons momentos, também nos lembra que nem tudo se mantém estável por muito tempo. A Roda recorda-nos também do karma e da lei do Retorno, se assim aplicável. Toda a acção tem uma reação e tudo o que fazemos tem consequências e esta carta alerta-nos para isso e para que as nossas acções possam espelhar as mudanças que queremos na nossa vida. Em certas tiragens, a Roda do Ano pode também estar a representar mudanças vindouras de alto impacto (novas oportunidades, mudanças a nível quotidiano, etc) para os quais temos de estar preparados. Esta carta é acima de tudo díficil para quem não gosta de mudança e alerta-nos para a necessidade de fluir com o fluxo da vida, de forma a não ser negativamente afectado pelas mudanças da mesma.

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta da Roda da Fortuna representa, num dos seus aspectos, a resistência à mudança. Existe, da parte do consulente, uma resistência à ideia da mudança na sua vida e isso tem um impacto directo na forma como as coisas se estão a desenvolver. É necessário analisar e mudar os comportamentos, aceitando e fluindo com o ritmo da vida. Adicionalmente, a carta pode também representar momentos díficeis, que nos incentivam a tomar rédeas da nossa vida e tomar controlo e, ao mesmo tempo, a aceitarmos responsabilidades pelas nossas acções, entendendo como as mesmas podem ter influenciado a nossa vida e garantir que evitamos os erros cometidos no passado. Adicionalmente, e no seu lado positivo, a carta invertida pode representar o vencer e ultrapassar de um ciclo negativo no nosso caminho.

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
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Bruxaria de Cozinha e a Roda do Ano

Pixabay (Free-photos)
Hoje vamos falar de algo que está presente na prática de muitos praticantes que celebram a Roda do Ano: Comida! Seja uma celebração solitária ou em grupo, a comida é essencial e acaba por ser parte importante da nossa celebração. Desde algo simples como pão ou frutos da época até pratos complexos e refeições inteiras, a comida é parte do nosso quotidiano e, nas celebrações, pode assumir um papel mágico na nossa prática.  

Este papel da comida nas nossas celebrações também acaba por ajudar na conexão com os ritmos da Natureza. Ao criar pratos, refeições e até doces/snacks associados aos Sabbats/Festivais estamos, idealmente, a utilizar frutos e plantas da época o que nos permite criar uma conexão com a Natureza. Saber quais os frutos, vegetais e plantas que podem ser consumidas em cada parte do ano, permite estabelecer uma ligação e um conhecimento mais profundo dos ritmos da Natureza e dos ritmos da agricultura em nosso redor. Idealmente, estes alimentos até podem ser comprados nos mercados locais e serem alimentos da nossa área, onde vivemos, o que cria uma ligação ainda mais à intensa à terra, não só nos seus ritmos naturais como também à terra onde pertencemos e vivemos e trabalhamos magicamente.  

Esta associação da comida aos festivais está também ligada aos nossos Ancestrais e à forma como as celebrações de festivais sazonais e de eventos agrários (e, aqui, podemos afirmar que acontecia tanto nas pagãs como em cristãs, mais tarde) eram celebradas. Durante a época das colheitas ou vindimas, existia sempre reuniões de família em que se cozinha bastante e se celebrava os resultados daquele ano. Um exemplo claro disso nos dias de hoje é, no caso do Cristianismo/Catolicismo, a celebração do Natal ou da Páscoa (Solstício de Inverno e meados do Equinócio de Primavera, respetivamente) em que ambas as celebrações são acompanhadas por comidas típicas e da época. Também nas nossas celebrações pagãs, o mesmo acontece. Aliás, quem tiver família ou companheiros/as de outra religião em que os festivais coincidam perto uns dos outros (Catolicismo, etc.) e quiser manter algumas celebrações em conjunto pode aproveitar e utilizar a comida e a Bruxaria de Cozinha como método!  

Um cenário de exemplo: A família é católica e o praticante é pagão. Toda a gente aceita o caminho do outro e existe harmonia. E a celebração do Solstício de Inverno e Natal (no caso do Hemisfério Norte) coincidem em datas muito próximas. O pagão pode optar por celebrar o Solstício de Inverno na sua data, de forma ritual, e posteriormente participar no jantar de família de Natal e até incluir pratos associados ao Solstício durante esta refeição. Até em cenários em que a família não aprova o caminho pagão do praticante, ele pode optar por realizar o seu ritual em secretismo e, a parte da festa, celebrar juntamente com a família (estando, secretamente e individualmente, a celebrar o Solstício). A comida é uma das muitas formas de celebrar a Roda do Ano e, sem dúvida, é das mais discretas e simples. Ninguém vai suspeitar de comida!  

Como puderam ver a comida tem um papel importante na nossa prática. Brevemente iremos começar uma nova série sobre Bruxaria de Cozinha em que iremos abordar a Bruxaria de Cozinha associada a cada um dos festivais, com comidas típicas, alimentos associados e com algumas receitas para introduzirem nas vossas celebrações.  

E vocês? Qual o papel que a comida tem nas vossas celebrações?
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Cristais: Programação de Cristais

Pixabay (artyangel)
A programação de cristais é uma das muitas formas com as quais se pode trabalhar com estes recursos e hoje planeio abordar este tema e ajudar com algumas técnicas que podem ser utilizadas para fazer a programação dos vossos cristais. Esta prática é, basicamente, trabalhar com cristais para objectivos específicos e, através de meditação e trabalho da mente, "programar" ou "configurar" um cristal para uma determinada tarefa.

A programação de cristais não é, de todo, obrigatória no trabalho com cristais e é apenas uma das muitas formas como este trabalho pode ser realizado. É um método fácil e rápido de determinar qual o propósito que aquele cristal ou pedra vai desempenhar na nossa prática. Os cristais são excelentes condutores de energia, principalmente os cristais da família dos Quartzos, e esta programação ajuda a estimular e direccionar as energias para o objectivo do trabalho mágico. 

Existem várias formas de programar um cristal e hoje planeio abordar duas variações. 

É de realçar que, à semelhança de muitos outros trabalhos mágicos, é sempre ideal começar com um banho de limpeza e relaxamento ou apenas algum queimar de incenso para limpar a área e ajudar na concentração no que vai ser realizado. 

Iniciar com uma pequena meditação em que colocamos os pensamentos em ordem e nos focamos naquilo que é o objectivo da programação (ajudar a passar um exame, aumentar a auto-confiança, etc). É necessário que a nossa mente entre num estado de concentração em que estejamos focados naquilo que pretendemos imbuir no cristal com o qual vamos trabalhar. 

Assim que os nossos pensamentos estiverem focados, devemos pegar no cristal (já limpo e energizado) e colocá-lo entre as nossas mãos e aqui há dois métodos que podem ser utilizados:

Método 1: Mantendo os olhos no cristal e focando no mesmo, nas suas características, formato, interior, etc repetir em voz alta ou na nossa mente as palavras "Eu programo este cristal para...." ou "Eu carrego este cristal com a intenção de..." ou até "Cristal, ajuda-me com....". Repetir este processo até sentir que o cristal está energizado com este propósito e pronto a ser utilizado.

Método 2: Tal como no método um, devemos manter os olhos no cristal e focando no seu formato e o seu interior. Tentar absorver ao máximo o cristal e como ele é por dentro, como será estar dentro do cristal e, aí, dirigir os nossos pensamentos para o pretendido com a programação, visualizando o objectivo de forma clara e concisa, mantendo este pensamento e focando no cristal ao mesmo tempo, até sentir que o cristal está energizado com este propósito e pronto a ser utilizado.

No final de ambos os métodos é necessário recuperar da meditação de forma tranquila e tentar que não seja abrupta, pois poderá causar uma quebra de energia e acabar por ficarmos mal dispostos. Recomendo ter sempre comida e água próximos para o final de trabalhos deste género. 

No final do cristal ter desempenhado a sua tarefa e o objectivo ter sido concluído, poderá ser limpo e desprogramado para ser utilizado para outro fim. Em alternativa, caso não queira reutilizar o cristal, pode apenas limpar e desprogramar e devolver à Natureza enterrando-o ou colocando em um lugar na Natureza de díficil acesso. 

E vocês, costumam programar cristais? Quais os vossos métodos favoritos?


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Análise Literária: "Keeping Her Keys" de Cyndi Brannen

Título: Keeping Her Keys: An Introduction to Hekate's Modern Witchcraft
Autor(es): Cyndi Brannen 
Pontuação
Descrição: Nos últimos anos, a Hekate ganhou popularidade crescente em todo o mundo. Embora existam livros escritos sobre Hekate do ponto de vista histórico, há uma falta de informação para aplicar este conhecimento no desenvolvimento pessoal e prática de bruxaria. "Keeping Her Keys" combina as 'chaves' do desenvolvimento pessoal, magia e a antiga deusa, Hekate Os tópicos incluem o poder da oração, como criar o espaço sagrado e orientação sobre feitiços. No capítulo final, os leitores podem realizar uma auto-iniciação opcional para se tornarem Keeper of Her Keys.
Onde Comprar: Amazon | Book Depository 
Análise: Tive a oportunidade de ler este livro numa cópia avançada, fornecida pela autora, em troca de uma crítica/análise honesta. 

Este livro é, sem dúvida, um livro especial. recordou-me um pouco o livro "Magia de Hecate: Uma Roda do Ano com a Rainha das Bruxas" de Dylan Siegel e Naelyan Wyvern, com algumas diferenças. O livro "Keeping Her Keys" tem como objectivo servir de guia de iniciação para uma tradição de Bruxaria Moderna voltada em torno da Deusa Hekate. Nesta obra podemos encontrar um companheiro para um período de treinamento de um ano e um dia, no final do qual, temos um ritual de auto-iniciação para iniciarmos o caminho como "Guide" nesta tradição.

O livro está dividido em diversas lições, cada uma delas essenciais para o desenvolvimento e aprendizagem dentro desta tradição. Conta com diversos exercícios e orientações ao longo do treinamento e, no final, antes da iniciação tem uma série de perguntas para confirmar se o conhecimento e dedicação do devoto estão no ponto para dar este grande passo.

Uma coisa que eu gostei muito neste livro, e acho que é raro de ver hoje em dia, foi o foco na informação histórica. A autora não quis deixar de parte as informações históricas, as fontes e todos os recursos que temos ao nosso dispor, vindos da Antiguidade Clássica. Pelo contrário, a autora apresenta-nos essas informações e as suas fontes e origens, mostrando-nos como as mesmas eram interpretadas à época ou, em outros casos, fornecendo livros que ajudam a entender essa interpretação. Porém, a autora também não descrimina as práticas modernas, aliás, mostra como ambas as partes podem coexistir com o objectivo de criar uma tradição harmoniosa.

Uma das citações que mais gostei do livro foi "(...) we aren't attempting to reconstruct the past, but we adapt historical documents and practices for use in the 21st century". Acho que esta frase descreve bem o que a autora conseguiu com este livro e dou os meus parabéns por isso.

O livro encontra-se muito bem estruturado, de fácil compreensão e muito acessível, permitindo em diversas situações que sejam improvisadas formas de realizar os exercícios ou rituais, aceitando que as coisas e eventos possam ser adaptados à prática de cada indíviduo, porém, sem nunca descuidar da estrutura da tradição e da prática estabelecida.

Esta obra é um excelente companheiro para qualquer interessado em seguir um caminho solitário, porém previamente estruturado, de culto à Senhora Hekate e baseado nas práticas da Bruxaria Moderna. 
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As Velas e as Cores

Pixabay (Winsker)
Hoje vamos falar de velas e como as cores das velas que utilizamos podem influenciar o trabalho mágico e a forma como as utilizamos. Este é o primeiro artigo numa pequena série sobre Velas para ajudar a trabalhar com esta ferramenta que está tão presente no nosso dia a dia.

Velas Brancas
O branco é uma das cores que pode ser utilizada em qualquer ritual ou trabalho. Representa a luz e, por conter todas as cores dentro de si, pode substituir qualquer cor e é muito adaptável. Pode ser utilizada, enquanto especificamente cor branca, em rituais relacionados com limpezas, meditações, práticas divinatórias, curas e trabalhos lunares. 

Velas Pretas
O preto, ao contrário do branco, tem também as cores todas em si mas com uma energia mais caótica e mais negativa. É uma vela excelente para rituais de limpeza, banimento e de exorcismo de enegias negativas. Podem ser utilizadas para representar a Sombra, a Noite e o nosso interior escondido. São excelentes para meditações em diferentes graus de consciência e semelhantes. 

Velas Douradas
As velas douradas estão associados ao Sol e, como tal, também estão associadas ao Deus no seu aspecto de Deus Solar. Podem ser utilizadas para trabalhos como Princípio Masculino e para rituais em que a energia do Sol é necessária, como atrair dinheiro ou sorte. Pode também ser utilizadas para ajudar em meditações e trabalhos com o desenvolvimento da consciência.

Velas Prateadas
As velas prateadas estão associadas à Lua e à Deusa no seu aspecto lunar. São excelentes para utilizar em rituais relacionados com a Lua Cheia, Crescente ou Minguante e para conectar com o aspecto feminino da Divindade, principalmente em aspectos relacionados com a Lua. Podem também ser utilizadas para remoção de energias negativas e para desenvolvimento das capacidades psiquicas e meditativas.

Velas Amarelas
As velas amarelas estão associadas ao elemento Ar e, como tal, associadas à aprendizagem e ao pensamento. É uma boa cor para comerciantes e para estudantes, sendo que pode ser utilizada em rituais e trabalhos mágicos relacionados com os estudos ou com o comércio. É apropriada para usos referentes à inteligência, confiança e manifestação de projectos. 

Velas Laranjas
Sendo a mistura entre duas cores, o laranja acaba por adoptar características tanto do vermelho como do amarelo. Está relacionada com a energia e a vitalidade mas também com a educação e a estimulação, seja corporal ou mental. É uma cor propícia para trabalhos relacionados com ultrapassar depressão ou letargia e para promover a vitalidade e saúde do corpo. 

Velas Vermelhas
O vermelho é uma cor associada ao sangue, amor e à sexualidade. Como tal esta cor é utilizado e acima de tudo associada com rituais relacionados com fertilidade, sensualidade, amor, força física, coragem e vitalidade. Pode ser utilizada para combater medos, para estimular e chamar coragem para um determinado momento ou ponto da nossa vida ou para trazer vitalidade de novo para o nosso quotidiano. É também associada ao amor, porém, de forma carnal e sexual, nomeadamente o aspecto da paixão.

Velas Rosa
A cor rosa está associada ao amor próprio, à amizade e ao amor familiar. Pode ser utilizada em rituais para trabalhar com o amor próprio e com a harmonia interior. Pode também ser parte de rituais ou celebrações familiares e de paz e união. É uma cor bastante suave e pode ser adaptada para vários rituais relacionados com a amizade e com o amor, neste aspecto já com a sua conotação de fraterno ao invés de passional. 

Velas Roxas
O roxo é uma cor muito associada à espiritualidade e à medinuinidade. É a cor do chakral frontal e está intimamente ligada ao desenvolvimento espiritual, à projecção astral e ao contacto com outras entidades e outros planos. Pode ser utilizada em rituais para cura, aumento de poder pessoal ou de sabedoria interna e trabalhos com outros planos. 

Velas Índigo/Azul Escuro
O azul escuro, ou índigo como também é chamado, é uma tonalidade entre o azul e o roxo. Está também associado à espiritualidade, tal como o roxo. Pode ser utilizado em trabalhos ou rituais relacionados com a sabedoria interna e trabalhos espirituais. Adicionalmente pode também ser usada para trabalhar com situações kármicas, neutralizar trabalhos ou maldições externas e mentiras. 

Velas Azuis
As cores azuis estão associadas a diversas coisas como a meditação, a cura, inspiração e, também, associada à comunicação. Podem ser utilizadas em diversos rituais e trabalhos mágicos tais como verbalizar sentimentos ou situações complicadas, protecção durante os sonhos, trabalhos em plano astral, trabalhos relacionados com a honra, lealdade e perdão. 

Velas Verdes
Esta cor, como se imagina, está intimamente conectada com a Terra e com tudo o que lhe é associado. Por isso, esta cor é excelente para rituais e trabalhos relacionados com questões monetárias ou de posses materiais, abundância, sucesso, prosperidade e fertilidade. Podem também ser utilizadas para saúde, porém, não é recomendado utilizar em situações referente a doenças crónicas, cancro ou terminais. É a cor relacionada com estabilidade e equílibrio. 

Velas Verdes Escuras
Esta cor é associada a Vénus e são utilizadas para rituais relacionados com a abundância, fertilidade e amor. No oposto, pode também ser atribuída para rituais relacionados com a inveja, com o cíume, o controlo numa relaçaão amorosa e a ambição.

Velas Castanhas
A cor castanha, nas velas, pode ser utilizada em trabalhos ou feitiços relacionados com encontrar objectos perdidos, questões judiciais, manifestações de projectos ou planos no plano físico, para protecção de animais e também para promoção do equílibrio, dado a sua ligação com o elemento Terra também, em conjunto com a conexão com o planeta Saturno.


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O Tarot: Arcanos Maiores - IX - O Eremita

IX - O Eremita

Nome do Arcano: O Eremita
Número: IX
Descrição: No baralho de Rider-Waite o Eremita é representado por um homem sozinho no topo de uma montanha com neve. Na sua mão direita tem uma lanterna com uma estrela de seis pontas no interior. Na mão esquerda tem um longo bastão de madeira. *
Símbologia: Nesta carta o Eremita no cimo da montanha com neve representa o domínio espiritual, crescimento e as conquistas no caminho escolhido pelo Eremita, para atingir um estado superior de consciência. A lanterna, na sua mão direita, contém o Selo de Salomão, um símbolo de sabedoria. Esta lanterna ilumina o caminho mas, como todas as lanternas, apenas ilumina o caminho mesmo em frente e o Eremita sabe que o resto estará para descobrir conforme vai andando. Na mão esquerda, o seu bastão, representa o seu poder e autoridade e é utilizado como guia e forma de equilíbrio.

Significado:

  • Posição Normal
Primordialmente a carta do Eremita representa a necessidade de fazer uma pausa na nossa rotina do dia-a-dia e de nos voltarmos para dentro e para nós próprios. As respostas ao que procuramos encontram-se dentro de nós e é necessário largar o mundando e fazer uma pausa, de forma a embarcar na jornada de auto-descoberta. O Eremita convida-nos a iniciar um período de introspecção, quer sozinhos ou com um grupo pequeno de pessoas de confiança, para que possamos sintonizar-nos com a nossa voz interior e crescer com essa aprendizagem.

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta do Eremita pode representar duas coisas: Se estiver a perder muito tempo do seu dia com coisas mundanas, com tarefas, contas da casa e responsabilidades o Eremita invertido pode estar a chamar atenção para a necessidade de parar e refletir e dedicar tempo a nós próprios, ouvir a nossa intuição e voz interior. Caso já haja bastante tempo dedicado à reflexão pessoal este Arcano pode estar a dizer-nos para não nos isolarmos demasiado e realçar a necessidade de contacto com outras pessoas. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
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Cristais: Métodos de Limpeza

Imagem Pixabay (ponce_photography) 
Hoje vamos voltar à nossa série de Cristais e falar de Métodos de Limpeza! Neste caso estaremos a falar de limpeza energética mas também pode ser aplicado para limpeza física. 

Antes de mais temos de falar de um aspecto importante e que é um conhecimento essencial quando trabalhamos com cristais. Os cristais são minerais e, como tal, a sua dureza e resistência varia de um tipo de cristal para o outro. Esta dureza é medida numa escala, chamada a Escala de Mohs. Esta escala é o que estabelece qual a dureza de cada cristal e, assim sendo, o que é que cada cristal aguenta. Por exemplo, enquanto o quartzo é um cristal com dureza 7 e resiste facilmente à àgua e pode ser limpo com àgua ou outros métodos mais abrasivo, a fluorite é um cristal de dureza 4 e se for sujeita a água durante longos períodos de tempo, vai começar a perder a cor e até o formato. Também não é apropriado deixar cristais de dureza superior com cristais de dureza baixa, isto porque os que têm um grau de dureza maior (como o quartzo) irão começar a gastar os cristais mais sensíveis e acabam por danificar. 

De forma a garantir uma boa manutenção dos nossos cristais é necessário conhecer como eles funcionam e com o que podem, ou não, encontrar em contacto, quer a nível de limpeza e quer a nivel de trabalhos que possamos fazer com eles. Por isso assim que comprarem ou adquirirem um cristal novo, investiguem sobre o mesmo. Qual a sua dureza? O que é posso fazer com este cristal? Com quais outros cristais ele pode entrar em contacto? São tudo questões importantes para trabalhar com cristais. 

Assim sendo, e não esquecendo a informação anterior, vamos abordar algumas das formas de limpeza de cristais!

  • Água do Mar ou Água e Sal
Uma das formas mais comuns de limpar cristais é com água e sal ou, em alternativa, com água do mar. Este método é apenas apropriado para cristais de dureza superior a 7 (por exemplo, os quartzos) para garantir que não há dano ao mineral, como tal, não é um método muito apropriado quando não se tem 100% certeza de qual cristal temos na mão. Com a certeza do cristal, é uma questão de colocar o mesmo dentro de um copo com água salgada e deixar de uma noite para a outra.

  • Sal
Tal como o método anterior esta técnica pode ser um pouco abrasiva e é necessário algum cuidado com o tipo de cristais que são limpos com este método. Em caso de não ter a certeza da dureza do cristal, em alternativa, pode ser colocado um pequeno pano entre o sal e o cristal. Tal como com a água e o sal, é só deixar de uma noite para a outra. Este método é principalmente indicado para cristais de proteção como a ónix.

  • Drusa
Tal como falamos no artigo anterior desta série, a drusa é uma excelente forma para limpar outros cristais. É necessário garantir que o cristal (em formato drusa) é um cristal associado para limpeza, como quartzo ou citrino. É também preciso ter atenção a dureza dos cristais e garantir que não há frição entre os mesmos. Para limpar os cristais com a drusa basta colocar os cristais em cima da mesma e deixar de um dia para o outro e estarão limpos.

  • Visualização
Esta é uma técnica um pouco mais avançada e requer algum treino, sendo mais indicada para pessoas que estejam habituadas a manipulação de energias como Reiki e semelhantes. É aplicável a todos os tipos de cristais dado que não causa qualquer reacção física nos mesmos. Consiste em inspirar profundamente e soprar para o cristal, visualizando o mesmo a limpar-se de todas as energias negativas. Em alternativa também pode ser visualizada a limpeza com as mãos, brilhando em torno do cristal. Deve repetir-se até o cristal estar limpo.

  • Defumação
Este é um método seguro para qualquer tipo de cristal e consiste em segurar o cristal e expôr ao fumo do incenso, rodando para que o fumo toque em todos os lados e visualizando a limpeza. Para este método é aconselhável os incensos associados a limpeza (e preferencialmente em folha ou solto, mas, na ausência pode ser utilizado em cone ou pau) como olíbano, salva, alecrim, sândalo, mirra, etc.

  • Terra
Este é um método um pouco abrasivo, principalmente dependendo da humidade ou consistência da terra utilizada. É também um pouco complicado dado que nem toda a gente tem acesso a jardins ou hortas onde possa deixar o cristal e, na floresta, por vezes acaba por ser esquecido ou encontrado por outras pessoas, como tal, é um método a ter cuidado. Para este tipo de limpeza deve enterrar-se o cristal, podendo sincronizar este processo com uma fase da Lua à escolha. Deixar-se durante uma noite e, no dia a seguir, é só passar por água ou um pano para remover os restos de terra e o cristal encontra-se limpo.

  • Água (Natural, Chuva, etc)
Existem várias formas de limpeza de cristais com água, já falamos anteriormente do método com água salgada mas também é possível limpar com água da chuva, água de nascente, água consagrada à luz da Lua ou Sol, etc. É preciso ter atenção à dureza dos cristais dado que nem todos reagem bem ao contacto durante longos períodos de tempo com água. Em alternativa é também possível após deixar o cristal na água de o expôr à luz da Lua ou Sol, tendo cuidado com a exposição ao Sol dado que o calor pode causar reacções em alguns cristais (ex: ametista).

  • Som
Este método, à semelhança da defumação, é uma forma segura de limpar qualquer tipo de cristal dado que não é um método abrasivo. Para este tipo de limpeza podem ser utilizados sinos, gongos ou taças tibetanas e através das vibrações de som é feita a limpeza energética dos cristais. Para quem tenha treino de canto pode também tentar fazê-lo com a voz, mantendo uma nota semelhante aos instrumentos ou com mantras.

  • Esquemas de Cristais (Cristaloterapia)
Este é um método mais apropriado para profissionais ou pessoas experiências com cristaloterapia. Consiste em fazer uma esquema de cristais, de cristaloterapia, de forma a limpar o cristal com o auxílio dos outros cristais (por norma utilizam-se pontas em bruto durante um determinado espaço de tempo). É um método muito específico e, como tal, requer algum estudo e trabalho adicional.


***

Estes são alguns dos métodos de limpeza de cristais disponíveis e que aconselhamos, relembrando sempre o cuidado com a dureza e constituição de cada cristal. 

E vocês, qual o vosso método favorito? 
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Bruxaria de Cozinha e a Prosperidade

Imagem Pixabay (Daria-Yakovleva)
Hoje vamos falar novamente de Bruxaria de Cozinha mas abordando um tema que nos preocupa e nos interessa a todos: Prosperidade! Todos queremos ter uma vida financeira e material equilibrada e sem preocupações. Grande parte das preocupações modernas estão ligadas a dinheiro e à necessidade de obter dinheiro e estabilidade financeira, por isso, hoje vamos falar um pouco sobre como podemos ajudar-nos a nós próprios e a outros com a Bruxaria de Cozinha. 

Tal como todo o tipo de Magia, a Bruxaria de Cozinha também requer um mindset específico e necessita que nós próprios arranjemos espaço na nossa vida para aquilo que queremos. De nada vale fazer uma dieta em torno da prosperidade e magia para prosperidade mas não abrir espaço na nossa vida para que essa prosperidade venha ou não nos esforcemos para ir ao encontro dessa fonte de prosperidade. É como fazer um ritual para conseguir um emprego mas não procurar empregos... É necessário que alteremos a nossa forma de estar e pensar, de forma a atrair a prosperidade que queremos. 

Para isso, seguem algumas dicas: 

  • Faça uma gestão apropriada do dinheiro: Faça uma lista com os gastos mensais que tem (compras, contas, comida, etc) e entenda para o onde o dinheiro vai. Ter noção de onde estão a ser feitos os gastos é uma boa forma de saber o que pode, ou não, cortar e assim poupar. 
  • Mude a forma de pensar: Deixe de ter pensamentos como "estou tão pobre", "nunca tenho dinheiro" e substitua por pensamentos positivos. Abra espaço na sua mente para que a prosperidade ganhe raízes. Se achar necessário, faça algumas afirmações diárias em frente do espelho para ajudar a manifestar esses pensamentos. 
  • Entenda qual o propósito de ter dinheiro: O dinheiro não vai resolver todos os seus problemas e é preciso entender que apesar do dinheiro sem útil e resolver muita coisa, poderá ainda haver problemas que não serão resolvidos por ter mais dinheiro. 
  • Crie objectivos realistas: Não pense que por fazer magia para atrair dinheiro que vai ganhar o euromilhões ou a lotaria de um dia para o outro ou encontrar dinheiro perdido no chão. Tenha objectivos realistas de como esse dinheiro pode entrar na sua vida (melhor emprego, promoção no trabalho onde está, vendas na sua loja, etc). 
  • Esteja preparado para se esforçar: O dinheiro não vai cair do céu, nem com magia. A magia é a ajuda, não a solução. Vai ser necessário esforço e trabalho. Não pode apenas fazer os rituais ou as refeições e esperar que as coisas surjam sem acção sua.
  • Dê algo em troca: Quando vir que existe um aumento estável dos rendimentos, não se esqueça de devolver como agradecimento, contribuindo para alguma associação ou organização. Se estiver a fazer o trabalho com alguma divindade, até pode fazer a doação em nome da divindade e fazer como oferenda e agradecimento pela ajuda. 

A nível da alimentação, e da Bruxaria de Cozinha, pode fazer alguma dieta voltada para a Prosperidade, por exemplo, uma semana por mês. Durante uma semana faz uma alimentação com alimentos associados à prosperidade e ao dinheiro e focas as suas energias nessas mudanças que pretende ver na sua vida. Associando este trabalho com as dicas anteriores, acredito que terá excelentes resultados!

Ao cozinhar não se esqueçam também da parte mais importante da Magia: Visualizar! Enquanto mexem a comida (preferencialmente no sentido dos ponteiros do relógio) visualizem o objetivo, enquanto partem os legumes ou enquanto estão a adicionar as especiarias no tacho. E, também, quando estão a comer! A visualização é a chave para o sucesso de uma Bruxa ou Bruxo!

Alguns dos ingredientes associados à Prosperidade são:

Especiarias: Pimenta da jamaica, manjericão, canela, gengibre, cravinho-da-índia, salsa e endro.
Vegetais: Feijão, feijão-frade, alface, abóbora, espinhafre, tomate, couve, beringela, sementes de alfafa.
Frutos e Sementes: Banana, amoras, figos, pêras, kumquat, ananás, uvas, romãs, millet, arroz, aveia, farelo, cevada, trigo sarraceno, amêndoas, castanha do brasil, amendoins, sementes de sésamo, caju, macadâmia, pinhão e noz-pecã.

Algumas sobremesas que também estão ligadas à Prosperidade são chocolates, bananas cobertas com chocolate, chantilli, doces, tartes de banana ou de frutos vermelhos, pão de gengibre, maçapão, gelados com os frutos secos indicados anteriores. E também temos outros alimentos como brandy de frutos vermelhos, leite de chocolate ou de cacau, leite, bolos de aveia, sal, chás, etc. 

Quando estiverem a cozinhar para Prosperidade tentem que os alimentos tenham formatos quadrados. Façam tartes quadradas ou fruta partida em pedaços em formatos de quadrados ou cubos, dado que este formato é associado ao elemento Terra e, como tal, associado à posse material. Como repararam em cima uma das coisas mais associadas à prosperidade são sementes e frutos secos, como tal, aproveitem para colocar um pouco em várias refeições diferentes! Sementes de sésamo são excelentes para colocar em pratos vegetarianos e dão todo um novo aspecto, façam sobremesas à base de fruta e não tem medo de comer gelado (porém é necessário recordar que o objectivo é sempre ter dietas equilibradas, sem abusos!). Se possível, tentem usar grãos, pães, massas e arrozes integrais. Ultimamente com a expansão da alimentação vegetariana e vegan, os ingredientes integrais estão a tornar-se cada vez mais comum e a preços acessíveis. Não só são saudáveis como também são ideias para refeições voltadas para a Prosperidade. 

Estas são algumas dicas e informações para Bruxaria de Cozinha e Prosperidade. Brevemente irei adicionar também receitas individuais para várias temáticas como Amor, Amizade, Prosperidade, Saúde, etc. Que tipo de receitas gostariam de ver?

Bibliografia:
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As Redes Sociais e as Comunidades Pagãs

Imagem Pixabay (Pixelkult)
Hoje em dia as redes sociais são uma parte quase que obrigatória no nosso quotidiano. Quase toda a gente tem Facebook, Instagram, Twitter, Snapchat, WhatsApp e muitas outras redes sociais. Esta possibilidade de contacto instantâneo entre pessoas permitiu o desenvolvimento de imensas comunidades e permitiu alargar os horizontes e as formas de comunicação, deixando de estar restritos a cartas escritas e a correio. Hoje em dia se alguém quiser saber mais sobre Paganismo e Bruxaria basta abrir o Google e começar a ler, procurar no Facebook e encontrar comunidades, ir ao Tumblr e encontrar referências e ir ver dicas e coisas artísticas para o Pinterest. As comunidades pagãs expandiram-se e hoje são muito comuns e de fácil acesso. E isto é fantástico! 

A tecnologia moderna permite-nos ter o conhecimento na ponta dos dedos e, para um Bruxo ou Bruxa, isso é uma ferramenta incrível. Há aplicações para saber informações astrológicas, fases da Lua e do Sol, correspondências mágicas e até para fazer de Livros das Sombras. Permitiu que pagãos de Portugal e do Brasil possam se conhecer, trocar ideias, opiniões e formas de viver. Conhecer culturas, práticas e métodos de trabalho. Existe todo um fantástico mundo por detrás das comunidades pagãs na Internet e também todo um novo tipo de Magia chamado "Tecnomagia" (recomendamos este video sobre Tecnomagia e Pop Magick da TCS) que veio abrir novos horizontes. 

Porém, outra coisa que a tecnologia moderna também trouxe, foi a possibilidade de debates e discussões em tempo real. E é aqui que as coisas complicam... Recordo-me de estar a ler um livro sobre como eram as comunidades pagãs na altura do surgimento da Wicca, por volta dos anos 50/60 e na altura não havia as formas de contacto que temos hoje. As comunicações eram feitas por cartas enviadas no correio, telefonemas (mas eram muito caros e a maioria optava por apenas escrever) e também por participações em revistas que eram lançadas para diversos grupos de pessoas, podendo através das mesmas haver discussões e respostas uns aos outros. O facto de que a comunicação era feita por carta, fazia com que houvesse um maior periodo de intervalo entre a nossa resposta e a resposta da outra pessoa. Isto não só acalmava os ânimos se fosse uma conversa mais acesa mas também dava uma maior janela de reflexão. Hoje em dia não temos isso. Se estivermos a discutir no Facebook e alguém discordar de nós, a nossa primeira acção é responder de imediato e chegamos a perder horas em discussões para trás e para a frente. 

Quando comecei nas comunidades, ainda na altura do MSN, eu passava horas (literalmente, horas) a discutir, a debater, a conversar e tentar ver o ponto de vista dos outros e mostrar o meu ponto de vista. E muitas vezes perdi energia desnecessária em discussões porque queria sempre ter a palavra e responder na hora, sem esperar. E, se há algo que a idade me ensinou, é que é bom esperar. É bom receber uma resposta e parar. Não começar logo a responder mas parar, reflectir e até ir fazer outras coisas enquanto deixamos que os ânimos dentro de nós acalmem. Era isto que nos nossos antepassados faziam, de forma involuntária, e isso permitia-lhes uma melhor visão da situação. Por vezes, as coisas por escrito, podem parecer ter uma conotação diferente daquela que o autor quer dar. Se eu escrever "Não concordo contigo!" posso parecer agressiva. Mas também posso apenas estar a exprimir que não concordo, sem agressividade. E fazer esta distinção com apenas uma frase escrita é complicado, porque não há entoação. E, no calor do momento, coisas podem ser mal interpretadas e ser apenas mais fogo para a fogueira. Todos já vimos discussões no Facebook que acabam acesas apenas por mal entendimentos. 

Não estou, de todo, a dizer que não devemos participar em debates, pelo contrário! Debates e convívios nas comunidades pagãs, a meu ver, são das melhores formas para alargar no nosso conhecimento e entender como os outros celebram as suas práticas, vêem o Mundo e os Deuses e permitem-nos alargar os nossos horizontes e até ajudam na reflexão própria do nosso caminho. Eu cresci, e continuo a crescer, imenso graças as comunidades em meu redor. Porém aprendi também a abrandar. Nem tudo tem de ser respondido no imediato, nem tudo tem de ser feito no "agora". Há uma necessidade actual pelo "abrandar". A sociedade moderna, graças à tecnologia, está a andar a 120km/h. É esperado de nós que estejamos 24/7h online, sempre disponível, sempre prontos a responder, a debater, a argumentar, a defender o nosso ponto de vista e a criticar o outro, atento a tudo e todos e isso nem sempre é bom... Pelo contrário, a necessidade de estar sempre alerta e sempre pronto a responder e a falar acaba por ser, a longo prazo, algo tóxico e que causa ansiedade. Um dos maiores problemas da nossa sociedade contemporânea é o elevado número de pessoas que sofrem de ansiedade e depressão, auxiliadas por estas redes sociais que esperam uma presença permanente da nossa parte. 

Parar, reflectir, dar um tempo às coisas é algo por vezes necessário e que ajuda a reflectir e, até, a ver as coisas de outra forma. Tal como regressamos a práticas antigas, cultuando os Velhos Deuses e a Natureza, podemos também incorporar na nossa vida aspectos da antiguidade e dos velhos tempos que nos sejam úteis e, um deles, é o abrandar o nosso ritmo. Não ter medo de ver uma resposta a um debate e dizer "Não, respondo mais logo" e fechar a aplicação e ir à nossa vida, pensando no assunto, reflectindo e só depois é que respondemos. Não é algo fácil, porque estamos condicionados ao modo de vida rápido mas, com o tempo, adaptamo-nos e vemos que acaba por trazer muitos benefícios. Não só a nível de saúde, dado que começamos a encarar as coisas com uma atitude mais serena, mas também a nível das nossas discussões que serão mais proveitosas. Isto porque com tempo para reflectir, podemos aprender mais sobre o debate que estamos a tentar e não ser uma coisa passageira. Quantas vezes já pensaram "Bolas, devia ter dito X ou Y naquela discussão"? Bem, tendo esta pausa entre respostas temos tempo para lembrar de tudo o que achamos que queremos dizer e porque queremos dizer e, desse modo, desenvolvemos respostas mais completas. 

E quem fala em abrandar, fala também em ignorar. Quantas discussões participamos que na realidade não nos trazem nada de novo? Em quantos debates participamos que em nada nos beneficiam? Outro convite que vos faço com este artigo é: Sempre que virem uma discussão numa rede social e queiram participar, parem e pensem "Que benefício me traz esta discussão? O que posso tirar esta conversa?" e vejam se é algo que vos beneficie e que tenha resultados positivos para a vossa vida. Para quê perder energia em coisas que têm impacto negativo e que apenas vos fazem mal? 

Não tenham medo de abrandar, de parar, não tenham medo de se abster ou de saltar discussões. Não existe obrigação de participação em tudo o que existe nem obrigação de estar sempre disponível. O tempo que temos é precioso e devemos usá-lo em coisas que nos são proveitosas e positivas. Aproveitem o vosso tempo e saibam geri-lo. 
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Cristais: Formatos e Tamanhos

Imagem Unsplash (Dan Farrell)
Hoje vamos começar uma pequena série sobre Cristais! Os cristais são uma excelente ferramenta para qualquer Bruxa ou Bruxo, são formas de ligação imediata com o elemento Terra e, ao mesmo tempo, são ferramentas muito diversificadas e com imensas forma de utilização. E é por serem partes são versáteis e importantes da prática diária é que vamos falar sobre cristais hoje. Vamos começar por fazer a distinção entre os vários formatos e tamanhos em que podemos adquirir cristais.

Os cristais podem ser adquiridos em dois formatos: Em bruto (ou seja, serem terem sido moldados pelo homem) ou em formato polido (tendo sido polidos para um determinado aspecto). Vamos aprofundar um pouco mais sobre algumas das formas mais comuns em que encontramos cristais. 

Pedras/Cristais em Formato Bruto
  • Biterminados
Imagem Wikipedia
Os cristais biterminados são cristais que possuem naturalmente duas pontas polidas. É comum encontrar cristais que tenham sido lapidadas para parecerem ter este aspecto, sem ser realmente o natural. Os cristais com este formato são bastante utilizados para trabalhos com chakras como limpezas e alinhamentos e também para centrar energias. 
  • Drusa
Imagem Unsplash (Carole Smile)
A drusa é, em termos geológicos, uma camada de cristais finos numa superfície rochosa. Por norma, em termos mágicos, são utilizadas como método de limpeza de outros cristais ou objectos e também para programação de energia de ambientes. 
  • Geodo
Imagem Wikipedia
Geodo (ou geode/geodes) são cristais provenientes de rochas vulcânicas ou sedimentares. Basicamente são cavidades nas rochas que estão revestidas por pontas de cristais. O exterior é, por norma, calcário. Em termos mágicos podem ser utilizados para amplificar energias e também como fontes de energia, para rituais ou trabalhos mágicos. 
  • Ponta
Imagem Wikipedia

Cristais em formato de ponta são cristais que, naturalmente, ficam num formato pontiagudo. Podem haver várias variações deste formato (ex: laser, etc). Podem ser de tamanho pequeno ou grande, dependendo do tipo de cristal sendo que os formatos de "laser" costumam ser do tamanho de uma mão ou pouco maiores, por serem mais sensíveis. Os cristais neste formato são utilizados para direccionamento de energias, ativação de outras pedras ou cristais e para processos de cura. 
  • Sem Formato/Amorfo

Imagem Pixabay (TessaMannonen)
Temos também os cristais em bruto e sem formatos definidos e que não se encaixam nos referidos acima. São cristais ou pedras que acabam por necessitar de uma manutenção mais constante e também atenção especial para garantir que não se quebram ou lascam, dado estarem num estado mais bruto. Estes são os mais comuns de ser ver à venda (para além das pedras polidas) e são bastante adaptáveis na prática diária. Possuem as características das respectivas pedras e cristais e podem ser utilizados da mesma forma que se utilizariam cristais polidos, para os diversos usos que cada pedra ou cristal tenha para oferecer. 


Pedras/Cristais Polidas
  • Rolada
Imagem Wikipedia
À semalhança das pedras brutas amorfas estes cristais rolados são dos mais comuns de encontrar à venda e, também, possuem imensas formas de uso. Em contrapartida com os seus pares em formato bruto, não requerem uma manutenção tão frequente dado que não correm o risco de lascar, por estarem devidamente moldadas. São de grande utilização em amuletos, saquetas, elixires e em qualquer trabalho mágico, as possibilidade são infinitas com estes cristais. 
  • Pirâmide
Imagem Wikipedia
Inspiradas nas grandes pirâmides presentes em tantas civilizações antigas, os cristais em forma de pirâmide são excelentes conductores de energia. Podem ser utilizados para controlar ou modificar o ambiente energético de um local ou para direccionar energia para um determinado propósito. 
  • Esfera
Imagem DeviantART - Rae134 
Cristais em forma de esfera são dos mais conhecidos e são muitas vezes associados às bolas de cristais. Se forem de um tamanho apropriado e um cristal que seja compatível com a prática, é possível utilizá-los como método divinatório de bola de cristal ou scrying. Como não têm lados, os cristais em formato de esfera conseguem emitir energia de forma suave, tal como o seu formato, em todas as direções. São excelente para utilizar em trabalhos sensíveis e para meditação, podendo brincar com o cristal enquanto medita. 
  • Ovo
Imagem MaxPixel 
Os cristais em formato de ovo são mais raro de encontrar mas possuem diversas utilizações. São comuns em práticas principais asiáticas e utilizados como métodos de relaxamento e anti-stress. Podem também ser utilizados em massagens, sessões de reiki ou de alinhamento de energias. 
  • Obelisco
Imagem Wikipedia
De formato semelhante à pirâmide e presente também no Mundo Antigo e na Arquitectura Moderna, o formato de cristais em obelisco pode ser utilizado para direccionamento de energias e para manipulação de energias em espaços. Os usos deste formato são muito semelhantes aos da pirâmide, apesar de que o obelisco, por ser mais vertical, acaba por ter uma energia um pouco mais activa e dinâmica. 

***

Estes são apenas alguns dos formatos mais populares nos quais podemos encontrar cristais. As características de cada cristal podem ser ampliadas pelo tipo de formato que lhe é dado. Uma drusa de citrino, por exemplo, é uma forma excelente para limpar outros cristais e objectos e uma pirâmide de quartzo rosa é uma forma fantástica para promover amor e harmonia um determinado espaço da casa. Os cristais têm formas variadas de ser utilizados e são uma ferramenta quase que indispensável! 

E vocês? Quais os vossos formatos favoritos de cristais?

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O Tarot: Arcanos Maiores - VIII - A Força

VIII - A Força

Nome do Arcano: A Força
Número: VIII
Descrição: No baralho de Rider-Waite a Força é representada por uma mulher a gentilmente acariar um leão na sua cabeça e queixo. A mulher usa um robe branco e um cinto e coroa de flores. Acima da sua cabeça encontra-se o símbolo do infinito. *
Símbologia: Nesta carta leão representa as paixões primais e desejos e, ao domar o leão, a mulher, com a sua energia calma e carinhosa, demonstra que o instinto animal e a paixão primal podem ser expressadas de forma positiva. Se verificamos, ela não usa força física mas sim a sua força interior e determinação. A mulher usa um robe branco que demonstra a sua pureza e as flores na sua cabeça e cinto, representam as expressões puras da Natureza. O infinito, por cima da sua cabeça, fala-nos do potencial e sabedoria infinita da mulher.

Significado:

  • Posição Normal
Primordialmente a carta da Força representa a força interior e a capacidade de ultrapassar os obstáculos. Tal como a mulher da carta doma a fera que é o leão, também o consulente tem em si as ferramentas necessárias para ultrapassar e domar os obstáculos da vida. Há um compromisso para com um objectivo e a Força demonstra que o consulente tem todas as ferramentas necessárias para atingir o pretendido. Este Arcano ensina-nos que a força nem sempre vem de fora, mas de dentro e da nossa capacidade de liderar e de controlar-nos a nós mesmos e às nossas vontades e desejos primais e crus. A Força leva-nos a controlar a nossa "besta interior" de forma a que esta energia possa ser canalizada de forma produtiva e de forma a que nos ajude no nosso objectivo. Mesmo com medo, esta carta recorda-nos que devemos aceitar o medo e reconhecê-lo mas manter a nossa coragem e enfrentá-lo na mesma. É uma altura de ser consciente das nossas capacidades e reunir a nossa energia e moldar as nossas vontades primais para atingir a harmonia necessária para lidar com a situação em mãos.

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta da Força alerta-nos para a necessidade de parar e de cuidar de nós próprios. Será que temos energia e auto-confiança a mais ou estaremos esgotados e cansados? Esta carta recorda-nos a necessidade de parar para analisar a situação e voltar a atingir o equilíbrio. É preciso refletir e pensar em eventos passados, entender a nossa força e os nossos pontos fortes e nas nossas conquistas, porém, não devemos agir sem pensar nem tornar-nos explosivos. Seja em que posição estiver a Força, ela alerta-nos sempre para a necessidade da harmonia. É preciso rever os níveis de energia do consulente e entender qual o plano de acção a tomar, seja ele um foco nos cuidados próprios ou um foco na própria saúde, de forma a atingir o ponto de equilíbrio necessário. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
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