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O Tarot: Arcanos Maiores - XIV - A Temperança

XIV - A Temperança

Nome do Arcano: A Temperança
Número: XIV
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta da Temperança é representada por um anjo com asas. O anjo usa um robe de azul claro com um triangulo dentro de um quadrado na frente. O anjo balança os dois pés, um em rochas e um dentro de água. Está a deitar água entre dois cálices nas suas mãos. No fundo há um caminho que vai ter a uma montanha onde se vê uma coroa dourada, por cima da montanha.*
Símbologia: No Arcano da Temperança o anjo é tanto feminino como masculino. Na sua roupa vemos um triângulo (a humanidade) dentro de um quadrado (a lei natural). Este símbolo representa que o Homem está sujeito à Terra e às suas leis, na qual ele vive. O anjo está a balançar-se entre a água e a rocha, colocando um pé em cada uma, representando o equílibrio entre manter-nos centrados na Terra mas, ao mesmo tempo, deixarmo-nos fluir como a água de um rio. Os seus dois cálices, por onde a água está a passar de um para o outro, mostram-nos a simbologia do movimento constante e a alquimia da vida. No fundo, o caminho rumo à montanha onde está a coroa de Sol, representa o caminho que traçamos e fazemos na nova vida, rumo ao nosso Eu mais elevado, mantendo-nos orientados para os nossos objectivos de vida.

Significado:

  • Posição Normal
Na sua posição original a carta da Temperança traz consigo o equílibrio, convidando-nos a abrandar o nosso ritmo e estabilizar a nossa energia, permitindo-nos sintonizar com os ritmos da Natureza e do Universo. Esta carta lembra-nos que está no momento de voltar a meter ordem na nossa vida e no nosso caminho, de respirar fundo e preparar-nos para voltar a andar no caminho que é o certo, rumo ao nosso ideal. É também uma mensagem para nos mantermos calmos em momentos em que a vida possa ser mais complicada ou atribulada e para nos mantermos imparciais em discussões. Este não é o momento para nos envolvermos em conflitos mas sim a ocasião para tomar um "caminho do meio" e manter a imparcialidade, entendendo e aceitando todos os outros caminhos e opções. A nível dos nossos objectivos e projectos, esta carta pede-nos para ter uma imagem clara do que queremos atingir na nossa cabeça e começar a traçar o caminho rumo a esse Eu ideal. Este é um momento de aprendizagem e reflexão, o qual devemos aproveitar para nos focar e iniciar o trilho rumo aos nossos objectivos. 

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta da Temperança é um convite para voltarmos a estabelecer equílibrio na nossa vida. Podemos ter passado por um momento complicado em que houve um desequílibrio (alimentar, emocional, profissional, etc) porém este é o momento para começarmos a inverter a situação e voltar a estabelecer um ponto de balanço onde possamos atingir o nosso equílibrio. Este é um esforço activo que deve ser feito, pois se permanecermos demasiado tempo neste estado desequilibrado, as consequências para o nosso ser poderão ser demasiado fortes. Esta carta alerta também para o facto de que algo não está certo na nossa vida e é preciso fazer uma reflexão profunda, para encontrar este ponto errado e corrigi-lo, para re-estabelecer a ordem natural das coisas no nosso caminho e na nossa vida. É um momento de cura profunda a nível interno, de forma a que possamos libertar-nos de tudo o que não nos serve e tudo o que é tóxico, para voltarmos ao caminho rumo ao nosso Eu ideal. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
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Bruxaria de Cozinha e Yule

Unsplash (Miroslava)
Hoje vamos começar uma série que irá estender por todo o ano 2020 e vamos abordar a Bruxaria de Cozinha durante os Festivais da Roda do Ano (seguindo a Roda do Ano do Hemisfério Norte). E qual melhor festival para começar, do que Yule? O Yule será celebrado agora em Dezembro no Hemisfério Norte e acho que é a altura ideal para dar início a esta nova jornada na Bruxaria da Cozinha aqui no nosso blogue.

Se querem saber um pouco mais sobre Yule, temos um artigo dedicado a este festival aqui com todas as informações relevantes sobre o mesmo.

Festival: Yule ou Solstício de Inverno
Datas: 21/22/23 de Dezembro (HN) ou 21/22/23 de Junho (HS)

O Solstício de Inverno é uma celebração que assinala o momento em que o Sol se aproxima mais do horizonte, tocando no "ponto" mais baixo e preparando-se para voltar a subir no céu. É a noite mais longa do ano e marca o pico do Inverno, com o começo da subida do Sol a assinalar o regresso da luz e o caminho para a Primavera. Sendo um momento escuro, dado que é a noite mais longa do ano, é um momento em que, em tempos antigos, os nossos antepassados se reuniam em casa, em torno da fogueira, e era um momento muito voltado para a família e para o convívio. Ainda nos dias de hoje isso se verifica, com celebrações de outras fés religiosas cujas datas coincidem com o Solstício de Inverno (ex. O Natal). 

Assim sendo, esta é uma época em que a comida tem um papel muito importante não só como sustento durante o Inverno duro e frio mas também como forma de união e comunhão entre as pessoas da família. Muitas famílias têm as suas receitas tradicionais para esta época do ano e recomendo vivamente que, se tiverem essa possibilidade, investiguem quais as receitas que existem na vossa família, onde originaram, questionem os vossos familiares sobre as suas origens ou o que eles costumavam comer quando eram mais novos nesta altura. Isto irá permitir ter uma melhor noção de como esta altura do ano era celebrada (mesmo que os vossos familiares não sejam pagãos) e ter uma maior conexão com a vossa história pessoal e familiar. Este conhecimento pode depois ser adaptado na vossa prática pessoal e continuado como uma tradição dentro do Paganismo. 

Alguns dos alimentos de destaque desta época são, por exemplo, frutos secos ou preservados (dado a escassez de alimentos frescos durante o inverno), maçãs, mel, sementes e grãos, carnes, vinhos, bolachas e comida confeccionada, gengibre, entre outros. Podem ser utilizados na confecção de bolos como bolos ou biscoitos de gengibre, chás, biscoitos de frutos secos ou de maçã, o famoso Bolo-Rei onde há um aproveitar das frutas cristalizadas, etc. A imaginação é o limite! Um dos alimentos recentes que tomou também um papel de destaque nas mesas desta época do ano é o nosso querido chocolate! Este pode ser utilizado numa variedade enorme de sobremesas e doces para rechear a nossa mesa e satisfazer os mais novos. 

Esta é uma excelente altura para fazer bolos ou pães que requeiram o forno, não só porque o forno pode ser uma forma de aquecimento de uma divisão mas também porque é uma forma de simbolizar o processo de recolher para o interior e crescer até estarmos prontos para sair, como é o caso dos bébés antes de nascer ou dos animais durante a hibernação, é a analogia perfeita para esta época do ano. 

Um dos principais alimentos que podem ser cozinhados nesta altura, e aproveitados para diversos usos (decorações de natal, alimentação para animais, etc) é nada mais, nada menos, do que biscoitos (ou bolachas, como preferirem chamar!). Estes podem ser feitos com recheio de frutas e produtos da época, podem ser criados em diversos formatos para representar esta altura do ano e a simbologia do Solstício, permitindo ensinar aos mais novos ou, até, introduzir de forma discreta as nossas crenças numa mesa de refeição onde, de outra forma, poderiam não ser tão bem aceites. Afinal, ninguém diz que não a um biscoito, não é? 

Outra coisa excelente para fazer nesta altura do ano é aproveitar as sementes e frutos secos para criar pequenos snacks para os animais de rua, principalmente os passarinhos. Podem untar maçãs com manteiga de amendoim ou de amêndoa e juntar sementes e colocar na parte de fora das casas ou nos jardins para alimentar os pequenos animais que vivem na vossa zona, para que os mesmos também possam ter abundância nesta altura do ano. Partilhar a abundância e recordar que vivemos numa comunidade e em conjunto com todas as pessoas e seres que nos rodeiam é um dos pontos fulcrais nesta celebração de Solstício. 

Por fim, as bebidas quentes como o chocolate quente, os chás (maçã e canela, gengibre, etc.) e os vinhos quentes são também excelentes escolhas para acompanharem as refeições desta altura tão especial! 

E vocês? O que gostam de incluir na mesa durante esta altura do ano? 

Referências
"Wicca in the Kitchen" de Scott Cunningham 
"Kitchen Witchcraft (Pagan Portals)" de Rachel Patterson
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O que são Runas e seus Significados

Pixabay (Alex-V)
Hoje vamos começar com um novo método divinatório e vamos falar das Runas. As Runas são um método bastante antigo e complexo, sendo que esta série de artigos não é, de todo, completa ao ponto de ser suficiente para efectuar trabalhos mágicos e divinação com as Runas. Aconselho vivamente a lerem mais recursos e informações aprofundadas sobre as Runas sendo que até há vários pagãos e professores que têm cursos sobre este alfabeto e como utilizá-lo de forma mágica. Estes artigos que vamos publicar acerca das Runas servem apenas como uma introdução base ao assunto. 

Agora que já falamos dos avisos importantes e dos pontos de introdução, vamos falar sobre o que são Runas. As Runas são originadas no período Pré-Viking e Viking e da Mitologia Nórdica sendo que são um alfabeto (na época Pré-Viking existia Elder Futhark e no período Viking existia o Younger Futhark) que pode ser utilizado de variadas formas, como divinação, magia, amuletos, alfabeto, ferramentas de auto-conhecimento, meditação, etc. Nesta série planeio abordar as Runas apenas como método divinatório

Cada runa simboliza uma letra e, ao mesmo tempo, um significado profundo que deve ser analisado nas leituras divinatórias. Cada runa tem também outros significados associados e cujos usos podem ser aplicados noutros métodos mágicos (como inscrições mágicas, amuletos, tatuagens, meditação, alfabetos de escrita no livro das sombras, etc). A nível divinatório, as Runas não são, tal como o Tarot, métodos infalíveis ou de previsão exacta do futuro. Tal como as cartas de um baralho, as Runas devem ser interpretadas face à situação em que nos encontramos (ou em que o visado da leitura se encontra), face às runas que se encontram por perto, às formas de lançamento que se está a usar, entre outros. Deve ser estabelecida uma relação entre o conjunto das runas e o praticante, de forma a que a comunicação seja fluída e de entendimento mútuo. Vejam as runas como sendo objectos vivos e como conselheiras com as quais deve ser estabelecida uma comunicação.

Noutros artigos deste série iremos falar sobre métodos de lançamento e sobre a história das runas mas, para já, vamos ver os seus significados? 

Os Significados das Runas



Nome: Fehu
Simbolismo: Gado/Rebanho
Significado: Esta é uma runa associada às finanças e à prosperidade monetária. Está associada ao poder da riqueza e bens materiais, nomeadamente obtida através de esforço ou trabalho.



Nome: Uruz
Simbolismo: Auroque/Força Bruta
Significado: Á semelhança da Fehu, esta runa está associada ao poder mas o poder que não conseguimos controlar. Pode representar sucesso em projectos pessoais ou que estamos a atingir os nossos objectivos. Representa também um amor mais familiar e patriarcal, representando a energia masculina.



Nome: Thurisaz
Simbolismo: Espinho
Significado: É uma runa de protecção e representa a nossa capacidade de nos mantermos firmes quando perante dificuldades. Alerta-nos para a possibilidade de mudanças e a necessidade de ser forte perante estas alterações. É também uma runa que nos permite ver a verdade e abrir portas para a mudança.



Nome: Ansuz
Simbolismo: Boca ou Sopro Divina
Significado: Esta runa representa a estabilidade e equilíbrio, está associada à criatividade e ao "sopro divino" da criação (artística, projectos, etc). É também um alerta para ouvir a nossa voz interior e a nossa intuição.



Nome: Raidho
Simbolismo: Roda
Significado: Esta é uma runa que nos recorda que existe um momento certo para tudo e que devemos ter atenção ao momento em que estamos e se o mesmo é apropriado para a acção que pretendemos tomar. Adicionalmente esta runa pode assinalar o começo de uma viagem ou de um novo projecto, que irá mudar a forma como vivemos a nossa vida.



Nome: Kenaz
Simbolismo: Tocha
Significado: A runa do conhecimento e da aprendizagem, ajuda-nos a ver as situações com maior claridade e o caminho de forma mais concreta (tal como uma tocha que ilumina o caminho). Ajuda-nos a obter conhecimento necessário para tomar a acção ou decisão pretendida.



Nome: Gebo
Simbolismo: Presente/Prenda
Significado: Esta runa representa as relações pessoais, quer sejam familiares, amizade, amor, etc. e representa a harmonia e união entre as pessoas.



Nome: Wunjo
Simbolismo: Alegria/Felicidade
Significado: Esta runa representa paz, felicidade, serenidade e o equilíbrio entre todas as coisas, criando harmonia. Recorda-nos também para dar valor a nós mesmos. Pode também significar a chegada de boas notícias.



Nome: Hagalaz
Simbolismo: Granizo
Significado: Esta runa representa as coisas que são mais fortes do que nós e que nos podem impedir no nosso caminho ou no nosso progresso, tal como o granizo. Porém não são dificuldades permanentes mas sim temporárias, para as quais temos ferramentas para aguentar e aprender com as mesmas. 



Nome: Naudhiz
Simbolismo: Necessidade
Significado: Esta runa alerta-nos para as restrições que podem estar a ocorrer na nossa vida e que nos estão a impedir de seguir em frente e de ultrapassar os obstáculos. É necessário reflectir sobre estas restrições e como as mesmas podem ter benefícios e como adaptar as mesmas no nosso caminho, de forma a ultrapassá-las. 



Nome: Isa
Simbolismo: Gelo
Significado: Esta runa representa uma paragem na nossa jornada e a necessidade de aguardar até que haja uma mudança que nos permita seguir em frente novamente, tal como a floresta gelada que aguarda pelo Sol de Primavera. É uma boa altura para introspecção e rever o nosso caminho e a forma de trabalho. 



Nome: Jera
Simbolismo: Ano/Estação
Significado: Esta é uma runa que representa o ciclo da vida e da natureza, como as mudanças das estações. Alerta-nos para a necessidade de entendermos a vida como um ciclo com ciclos dentro de si. Pode também representar a chegada de frutos de projectos/trabalhos feitos anteriormente e que estão na altura de chegar.



Nome: Eihwaz
Simbolismo: Teixo
Significado: Esta é uma runa de protecção e representa também a estabilidade, paciência e perseverança. Alerta-nos para a necessidade de decidir qual o caminho que desejamos tomar para conseguir atingir os nossos objectivos na nossa vida. Pode também simbolizar o fim de uma situação específica que nos vai permitir encontrar ou começar o início de uma nova situação, mais vantajosa para nós. 



Nome: Perdhro
Simbolismo: Iniciação/Conhecimento Escondido
Significado: Esta runa recorda-nos da incerteza da vida e de que nem todo o conhecimento deve ser obtido de uma vez e que por vezes é preciso ser paciente, até ser a hora certa. Tal como uma iniciação, tudo na vida tem o seu momento e esta é a runa que nos recorda que é preciso ter paciência e calma, na busca do conhecimento. 



Nome: Algiz/Elhaz
Simbolismo: Cervo
Significado: Esta é a runa da protecção e defesa, sendo que representa a necessidade de garantir que estamos protegidos e que as nossas protecções (mágicas ou não-mágicas) estão no seu devido lugar. Pode também representar a necessidade de manter contacto com os nossos espíritos guias ou ancestrais e aprender com os mesmos. 



Nome: Sowilo
Simbolismo: Sol
Significado: Esta runa representa a luz solar e o sucesso. Tal como o Sol nos ilumina o caminho, também esta runa lança luz nas nossas acções e como podemos agir para completar o ciclo em que nos encontramos. É uma runa positiva e que nos recorda que há sempre luz após a escuridão. 



Nome: Teiwaz
Simbolismo: Criação
Significado: Esta é a runa do sucesso, principalmente em assuntos legais. Significa o sucesso em algum aspecto da vida, sem necessidade de sacrifício. Também representa a motivação e a busca espiritual interior.  



Nome: Berkana
Simbolismo: Bétula
Significado: Esta runa significa o nascimento de algo, seja de pessoa ou de projectos. Pode também representar a necessidade de estar atentos ao nosso redor e ao que fazemos, de forma a que as nossas acções estejam alinhadas com os nossos princípios. 



Nome: Ehwaz
Simbolismo: Cavalo
Significado: Esta runa lembra-nos do equilíbrio do Universo e que tudo tem um ritmo e um fluxo, como o rio que corre pela montanha. Temos de ter atenção ao ritmo e fluxo do nosso caminho e quais as curvas ou mudanças que possam ser necessárias fazer. Alerta-nos também para a necessidade de estarmos atentos às nossas acções e ao que nos rodeia. 



Nome: Mannaz
Simbolismo: Humanidade
Significado: Esta é a runa que representa o potencial humano e nos recorda que temos dentro de nós tudo o que é necessário para atingir e ter o que queremos. Também nos lembra que todos fazemos parte do colectivo mundial e que todas as nossas atitudes têm impacto nos outros e em nós próprios. Devemos reflecti sempre nas nossas acções para entender as suas consequências e utilizar este conhecimento para agir de acordo com a nossa ética pessoal. 



Nome: Laguz
Simbolismo: Água
Significado: Esta runa, tal como o simbolismo da Água, fala-nos da necessidade de ouvir o nosso ritmo interior e de entender e escutar as nossas emoções. À semelhança de runas anteriores, recorda-nos também para a existência de um ritmo e um fluir interior e nas nossas vidas, o qual devemos entender e sentir, de forma a sincronizar com o mesmo para que possamos aproveitar o potencial deste fluxo ao máximo. 



Nome: Inguz
Simbolismo: Fertilidade
Significado: Esta é a runa dos começos, seja começos a nível familiar com o nascimento de novos membros de família ou a nível de projectos e coisas que estejam a decorrer na nossa vida. Alerta-nos para a chegada de mudanças positivas e férteis que irão melhorar o nosso caminho. Está também associada à maternidade e à gravidez. 



Nome: Othala
Simbolismo: Ancestralidade
Significado: Esta runa representa a riqueza da família e das coisas que não se podem vender e também a importância dos nossos ancestrais e da nossa família, seja ela de sangue ou não. Simboliza também a liberdade e independência, através da libertação de coisas e ligações que nos mantém presos a algo de que já não precisamos. 



Nome: Dagaz
Simbolismo: Dia
Significado: A runa do equilíbrio entre o dia e a noite, como o que vemos ao nascer do Sol. Recorda-nos que tudo tem dois lados e que temos de os entender, inclusive dentro de nós próprios. Representa também o nascer de novas ideias e de novas perspectivas que ajudarão a trilhar novas aventuras. 

Em algumas leituras e alguns sets de runas é também utilizada uma "Runa Branca" ou "Runa de Odin" que é suposto representar a possibilidade de tudo e uma ausência de resposta. Esta runa não é original e foi adicionada em meados do final do século XX. Assim sendo, não desenvolvo a mesma neste artigo e fica à descrição do praticante se a deseja ou não incluir na sua prática. 

E vocês? Que têm a dizer sobre as runas?
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Deusas e Deuses: Persephone


Hoje vamos continuar com uma nova série de artigos que se irão espalhar ao longo dos próximos tempos em que vamos abordar várias divindades, de vários panteões. Vamos falar sobre os seus mitos, as suas associações e um pouco da sua história. Estes artigos não têm como objectivo substituir a investigação sobre as divindades mas sim despoletar interesse e, também, fornecer alguns pontos de partida para iniciar contacto com as Deusas e Deuses de que falaremos. 

As informações contidas nestes artigos não são suficientes para sustentar uma prática de culto a uma divindade e investigação adicional é sempre necessária. No fundo de cada artigo deixamos uma lista de sites e livros recomendados sobre cada divindade, de forma a que possam explorar mais sobre cada Deusa e Deus que falamos aqui. Ao longo do artigo vamos deixando também links para informações adicionais e explorações aprofundadas de certos tópicos. 

E, tal como deve ser, a Deusa que irá ser a segunda desta série de artigos será uma das Deusas à qual me dedico e me consagrei, a Senhora Persephone


***

Nome: Persephone. Περσεφονη em grego. Enquanto Deusa da Primavera, junto de sua mãe Démeter, era denominada de Kore (Donzela) mas após a sua união com Hades, no Submundo, assumiu o nome de Persephone. A origem do nome é desconhecida, porém, é habitualmente associada ao significado de "Destruição". 

Panteão: Grego


História e MitologiaA Deusa Persephone (ou Kore, como era conhecida antes do seu matrimónio com Hades) é filha de dois Deuses Olímpicos, a Deusa Démeter e o Deus Zeus. Era denominada de Kore dado a sua ligação à Natureza e à beleza e riqueza dos campos floridos. Filha de Demeter, Deusa das Colheitas e da Agricultura, a mesma passava os seus dias em campos floridos a brincar e passear com ninfas e outras Deusas virgens até que, um dia, foi raptada pelo Deus Hades e levada para o Submundo, com autorização do seu pai Zeus mas com total desconhecimento da sua mãe Demeter. A sua mãe, Deusa das Colheitas, aflita com o desaparecimento da filha decidi começar a percorrer o Mundo em sua procura, pedindo ajuda à Deusa Hekate que com as suas tochas, iluminou o caminho de Démeter. Quando soube, graças à ajuda de Hekate e Helios, que a sua filha tinha sido raptada pelo Senhor do Submundo, foi até Zeus e exigiu a filha de volta, ameaçando deixar o Mundo num eterno inverno e sem permitir que os frutos e as plantas florescessem. Confrontado com esta situação, Zeus viu-se obrigado a enviar Hermes até ao Submundo e pedir para Hades devolver a sua amada de volta a Demeter. Porém Persephone já tinha comido sementes de romã no Submundo (é ambíguo se as mesmas foram comidas de livre vontade ou oferecidas por Hades) e, como tal, estava eternamente ligada ao mundo dos Mortos. Ao chegar ao Olimpo e quando os Deuses constaram a sua ligação eterna a Hades, ficou decidido por Zeus que a Deusa Persephone teria de passar uma parte do ano com a sua mãe Demeter e outra parte do ano com o seu esposo, no Submundo. Este mito veio dar origem à explicação da passagem das estações, com o Inverno sendo quando a filha de Demeter está junto ao seu esposo e a Primavera quando a mesma está perto de sua mãe. Noutros mitos, Persephone surge também junto a Hades, já no Submundo, como sendo a Rainha e Senhora da Terra dos Mortos, sendo que foi a pedido da mesma que os Campos Elísios foram criados, para receber os heróis gregos no pós-vida. 

Celebrações: Uma das principais celebrações em honra a Persephone são os Mistérios de Elêusis, celebrados em dois momentos distintos (os Mistérios Menores e os Mistérios Maiores). Eram celebrados na zona de Eleusis na Grécia Antiga e são das celebrações mais bem guardadas da História, sendo que até hoje são poucos os registos que temos desta prática. Sabemos que os mesmos eram realizados em torno do Mito do Rapto de Persephone e que tinham como foco a agricultura e os ritmos da Natureza. Adicionalmente temos também a celebração da Thesmophoria que era um festival organizado em honra a Démeter e Persephone onde apenas eram permitidas mulheres adultas e cujas práticas eram igualmente secretas. Estaria associada à colheita e tinha lugar anualmente perto da altura do Outono. Existem mais celebrações locais espalhadas pela Grécia e que até acabaram por se prolongar até ao período Romano e podem ser consultas em documentos históricos, no Theoi, entre outros.

Geneologia: Persephone é filha da Deusa Démeter e do Deus Zeus. É filha única e muito protegida por Deméter. É casada com Hades, Senhor do Submundo, e, em alguns mitos, é considerada mãe de Zagreus (com Zeus ou com Hades). Nos Hinos Órficos é também referida como sendo mãe de Melinoe (com Zeus) e das Erínias (com Hades). 

Epítetos: Chthonia ("Ctónica", "da Terra"), Despoina ("Senhora"), Kore (Donzela), Soteira ("A Salvadora"), Brimo ("Assustadora"/"A Zangada"), Enodia ("Dos Caminhos", "Das Encruzilhadas"), entre outros

Símbolos: Romã, Cavernas, Morcegos, Tocha Eleusina, Trigo, Narciso, Menta, Asfódelo, símbolos primaveris e flores, entre outros.  

Leitura Recomendada
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O Tarot: Arcanos Maiores - XIII - A Morte

XIII - A Morte

Nome do Arcano: A Morte
Número: XIII
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta da Morte é representada por um esqueleto vestido numa armadura preta em cima de um cavalo branco. Na sua mão, carrega uma bandeira preta decorada com uma rosa de cinco pétalas. Uma figura real parece estar morta no chão enquanto uma criança , uma mulher e um elemento da Igreja imploram à Morte para os poupar. No fundo, temos um rio onde está um barco. No horizonte, existem duas torres entre as quais o Sol se está a por. *
Símbologia: No Arcano da Morte temos um esqueleto vestido com uma armadura preta em cima de um cavalo branco. O esqueleto representa a parte do corpo que sobrevive mais após a morte enquanto a armadura significa a invencibilidade e que a Morte virá independentemente do que seja. A armadura é preta pois essa é a cor associada à perda da vida e o cavalo branco representa a pureza e a força. A bandeira que a Morte tem na sua mão tem nela uma rosa de cinco pétalas que presenta a beleza e a imortalidade, enquanto as cinco pétalas remonta para o significado do número cinco: a mudança. Estes dois aspectos juntos recordam-nos que a Morte não é um fim mas sim um renascimento e um momento de mudanças e transformação, pois há beleza na morte (ex: as árvores que perdem as suas folhas no Outono) e esta é uma parte essencial da vida. As pessoas aos pés da Morte a implorar por misericórdia são uma lembrança que a Morte vem a todos, sem querer saber de classe social, idade ou género. No fundo da imagem temos um barco num rio, recordando-nos o barco de Caronte no Submundo Grego que nos leva para o pós-vida. E o pôr-do-sol, no meio das duas torres, serve como lembrança que o Sol também morre e nasce todos os dias.

Significado:

  • Posição Normal
Na sua posição original a carta da Morte é uma das cartas mais temidas e incompreendidas do Tarot, porém, pode ser uma das cartas mais positivas a surgir numa leitura. Tudo na vida morre e tudo na Natureza morre, tal como a própria Natureza o faz todos os Invernos, para depois renascer na Primavera. A Morte representa o fim de um momento grande da nossa vida do qual já não necessitamos e que já não nos satisfaz e que é necessário sair do nosso caminho, de forma a que possamos abrir caminho para o futuro e para o que está para vir. É necessário estar dispostos a por o passado para trás das costas, para que possamos investir a nossa energia no futuro. A Morte alerta-nos também para a necessidade de um momento de transformação pessoal, da necessidade de fazer mudanças em nós mesmos para que possamos estar mais alinhados com o caminho que planeamos trilhar a partir daquele momento. Tal como a morte é algo inesperado na nossa vida, também esta carta representa mudanças inesperadas. Ninguém está preparado para quando a morte nos atinge e esta carta avisa-nos que podemos ser apanhados num momento de mudança repentina. Também é um sinal para cortar ligações e relações negativas que possam estar a afectar o nosso crescimento pessoal e o nosso caminho. É preciso limpar tudo o que não faz falta, livrar de tudo o que está a impedir o caminho e começar os primeiros passos, como a borboleta após sair do casulo.

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta da Morte alerta-nos que estamos num momento de mudança iminente, porém, estamos a tomar acções que estão a impedir esta mudança de se manifestar. Estamos a resistir às mudanças que são necessárias para avançar com a nossa vida e é necessário desbloquear essa parte de nós, para que a transformação possa ocorrer e auxiliar-nos a avançar no nosso caminho, saindo da estagnação que é a nossa vida neste momento. Este arcano invertido faz-nos ver que estamos a passar por momentos de transformação profunda porém estes momentos são privados e podem não ser vistos nem notados pelos outros. Estamos num momento de libertar das coisas que já não nos fazem bem. A carta que acompanhar este Arcano invertido numa leitura poderá ajudar a esclarecer o que é necessário limpar da nossa vida e entender como avançar em frente e superar os obstáculos que nos estão a impedir de seguir o rumo que devemos seguir. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
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A Bruxaria de Cozinha e a Saúde

Unsplash (Jez Timms)
Voltamos à nossa série sobre Bruxaria de Cozinha e vamos falar do impacto da cozinha e da alimentação na nossa saúde e como a Bruxaria de Cozinha nos pode ajudar a nível do nosso bem-estar. A comida à muito que está associada à saúde e em ajudar ao bem-estar em geral. Todos nos recordamos das nossas avós a dizer que uma canja de galinha nos vai ajudar a recuperar de uma gripe ou que se tomarmos xarope de cenoura que ajuda com as dores de garganta, entre outras mezinhas e receitas caseiras que são intemporais na nossa história familiar. A Bruxaria de Cozinha, apesar de tudo, é uma Arte antiga e que é praticada às vezes sem repararmos que as estamos a praticar e isso é bastante visível nas nossas antepassadas, que sabiam como trabalhar com a comida para atingir certos objectivos, principalmente a nível da saúde. 

Antes de mais, é preciso referir que não existem curas mágicas. Não há feitiços nem trabalhos mágicos que vão curar milagrosamente doenças. Os médicos e a medicina são recursos fantásticos e que devem ser consultados de imediato. O que uma Bruxa pode fazer é ajudar no processo de cura e ajudar no processo de nos mantermos saudáveis. Quer através de métodos energéticos como o Reiki ou cura energética ou através de chás, tinturas, sopas, aromaterapia, etc. Estes métodos são alternativas e auxiliares à medicina convencional. Não são substitutos! Adicionalmente, se está a tomar medicação, deve consultar a bula ou o seu responsável de saúde para confirmar se há algum tipo de alimento ou alimentação que deva evitar. 

Quanto à comida, é mundialmente reconhecido que a alimentação tem um papel chave na nossa saúde e na forma como o equilíbrio da nossa vida é mantido. Uma alimentação equilibrada e saudável é a chave para manter e melhorar a nossa saúde, apostando em vegetais, comidas frescas e caseiras, poucas fast-food e aumentar o consumo de verdes, frutas, sementes, etc. Existem imensas coisas que podemos fazer no nosso dia-a-dia para melhorar a nossa alimentação e até a nossa pegada ecológica (apostar em alimentação mais local e biológica, vinda dos mercados das nossas cidades ao invés das grande superfícies, consumir frutos e produtos da época e consumir menos produtos geneticamente modificados ou cultivados em estufas, etc). 

Na preparação de alimentos e refeições cujo o objectivo seja auxiliar em processos de cura há várias coisas que podem ser feitas para fomentar a energia de cura e regeneração que pretendemos para este tipo de trabalhos: 
  • Podem ser queimadas velas de tons azuis ou roxos junto na cozinha enquanto a comida é preparada; 
  • Desenhar sigilos na comida ou nas ferramentas que vão ser utilizadas, consagrando as mesmas para trabalhos concentrados nas energias curativas; 
  • Queimar incenso relacionado com a cura como sálvia, camomila, etc.;
  • Cozinhar alimentação saudável e cujos ingredientes ajudem na cura da doença em causa (em caso de dúvida, questionar ao responsável de saúde quais aos alimentos mais propícios para ajudar na recuperação); 

Alguns dos ingredientes associados à Saúde são:

Especiarias: Alho (pode ser utilizado para substituir o sal!), Sálvia, Menta, Pimenta da Jamaica.
Vegetais: Tomate, Abóbora, Pepino, Azeite/Azeitonas (azeitonas com moderação), Couves de Bruxelas.
Frutos e Sementes: Maçãs, Limões, Ananás, Melancia, Pêssego, Amêndoas, Nozes, Mel, entre outros.

Algumas comidas a evitar (quer quando estamos doentes e até no nosso dia a dia, de forma a manter uma alimentação mais equilibrada e saudável são, por exemplo, alimentos processados, sal, fast-food, comidas com muitos conservantes, açúcar refinado, comidas com muita gordura (ex: fritas em óleo), entre outras. 

A alimentação é parte da nossa vida e bem-estar e, como tal, é parte do nosso caminho também. Brevemente irei abordar sobre a importância da alimentação no caminho pagão e como essa alimentação pode ter impacto na nossa prática e na forma como nos envolvemos no Mundo. 

Porém hoje, com este artigo, devemos reflectir sobre como a alimentação pode ser a chave e uma grande ajuda na manutenção da nossa saúde e equilíbrio interior e, ao mesmo tempo, pode ser uma ferramenta chave a ajudar na cura de alguns problemas de saúde que possamos estar a enfrentar. 

Bibliografia:
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O Tarot: Arcanos Maiores - XII - O Enforcado

XII - O Enforcado

Nome do Arcano: O Enforcado
Número: XII
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta do Enforcado é representada por um homem suspenso de uma cruz em T feita de madeira viva. Ele está de cabeça para baixo e com uma expressão facial tranquila e serena. À volta da sua cabeça tem uma auréola. O pé direito encontra-se preso à cruz porém o esquerdo está livre e dobrado por detrás da perna direita. Os seus braços foram um triângulo invertido, colocados atrás das suas costas. A sua roupa é constituída por duas peças: calças vermelhas e uma camisa azul. *
Símbologia: No Enforcado temos um homem suspenso numa cruz de cabeça para baixo, representando uma visão diferente do Mundo. A sua expressão serena sugere-nos que ele se encontra nesta situação por sua livre vontade e a auréola na sua cabeça representa o conhecimento. As suas roupas possuem também um significado: as calças vermelhas representam a paixão e a camisa azul remete-nos para o conhecimento. Esta é a carta da rendição final, do martírio e do sacrifício por um bem maior.

Significado:

  • Posição Normal
Na sua posição original a carta do Enforcado é um sinal que está na altura de parar e reflectir nas nossas acções. Este Arcano fala-nos que estamos no momento de parar para analisar a nossa forma de encarar o caminho e libertar dos modelos que já não nos são necessários, de forma a que possamos ver a nossa vida e as coisas em nosso redor de outra perspectiva (de cabeça para baixo). Estas pausas podem nem sempre ser voluntárias: Se a nossa intuição estiver apurada, poderemos aperceber-nos da chegada destes momentos que requerem pausa mas, em outras situações, poderemos ser apanhados de surpresa. Nestas situações não devemos forçar o caminho e forçar as coisas a mexerem-se, dado que os resultados poderão ser negativos. É necessário, tal como o Enforcado, aceitar a situação e lidar com a mesma, tentando ver o que nos rodeia com outros olhos e entender qual o novo caminho que devemos tomar. É preciso mudar as rotinas e formas de trabalho, para que possamos embarcar na nova aventura que se avizinha.

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta do Enforcado serve como um alerta para a mensagem do Enforcado na sua posição normal. Este Arcano, nesta posição, alerta-nos que poderemos estar a evitar uma pausa necessária, ocupando o nosso tempo com tarefas fúteis de forma a evitar ver as coisas por um prisma maior. Esta carta ensina-nos a aceitar os momentos de pausa da vida e de reflexão, alertando para o facto de que não podemos insistir com a vida e devemos aceitar a necessidade de fluir como a água que desce pelo rio rumo ao mar. Caso esta carta saia numa leitura em que a vida já se encontra em pausa, pode também ser um sinal de que está na altura de voltar a entrar em movimento e iniciar a nova jornada, já com uma nova energia e perspectiva. Não empatar o arranque de um projecto ou de uma decisão mas sim arriscar e dar o primeiro passo rumo ao nosso futuro. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
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Os Formatos das Velas

Unsplash (Swabdesign_official)
Hoje vamos voltar à nossa série sobre as velas e vamos falar sobre o formato das velas e como as mesmas podem ser utilizadas na nossa prática, dependendo dos seus formatos e tamanhos! Existem velas em diferentes formas e que têm várias utilizações e podemos aproveitar essas características de forma a complementar os nossos trabalhos mágicos e é exactamente disso que vamos falar.

Velas Cilíndricas: Estas são as velas mais comuns de se encontrar e estão em todo o lado. Podem ser utilizadas para os mais diversos propósitos e a sua utilização é semelhante à utilização das velas brancas, podem ser adaptadas e utilizadas em todo o tipo de trabalhos mágicos. Existem diversas variantes destas velas, dependendo da duração que as mesmas têm. 

Velas em Espiral: Este tipo de velas pode ser utilizado em trabalhos relacionados com claridade e busca de respostas. Situações em que seja preciso entender algo e distinguir o que é real e o que não é real, ajudando a trazer sabedoria para o momento de forma a serem tomadas decisões. 

Velas Quadradas: As velas em formato quadrado estão associadas ao elemento terra (quatro pontos) e, como tal, associadas à matéria e à estabilidade. Podem ser utilizadas em rituais relacionados com situações financeiras, ganhos materiais e todo o tipo de trabalho que necessita de características associadas ao elemento Terra. 

Velas em Cone/Triangulares: As velas em formatos de cone ou triângulos estão associadas à ligação com o Céu e com o Divino, sendo uma ajuda no trabalho com o equilíbrio interior e com o trabalho espiritual. Podem também representar os planos físico, emocional e espiritual, ajudando no trabalho interior em busca do equilíbrio do ser. 

Velas Redondas: As velas redondas representam a perfeição do Universo, presente no redondo/círculo. Podem ser utilizadas em trabalhos espirituais e cujo trabalho seja voltado para o Universo e para a obtenção do Equilíbrio interior. 

Velas de Chá: À semelhança das Velas Cilíndricas estas velas são extremamente comuns e podem ser utilizadas em todo o tipo de rituais, inclusive de forma "flutuante" em cima de recipientes com água. São extremamente úteis e discretas, podendo ser aplicadas em diversas formas e métodos. São das principais velas utilizadas no início da prática mágica. 

Velas de Mel: O mel está associado ao adoçar algo e à harmonia. Como tal, a utilização de velas de mel é excelente em rituais para acalmar uma situação complicada, em trazer harmonia para o lar ou para ajudar a manter a estabilidade. Adicionalmente as velas de mel são mais saudáveis e ecológicas. Podem também ser compradas localmente, ajudando o comércio e a apicultura local. 

Velas em Estrela: As velas em formato de estrelas podem ser utilizadas de diversas formas. Quer para representar o pentagrama e, dessa forma, representando o Homem e os Elementos, e a sua união e representação do Universo. Adicionalmente podem ser utilizadas em trabalhos relacionados com o Céu e com as Estrelas, em trabalhos estelares. 

Velas em Formato de Partes do Corpo: É comum encontrar nas lojas esotéricas/místicas velas em formatos de partes do corpo (pernas, braços, corações, órgãos, etc). Estas velas podem ser utilizadas em trabalhos positivos ou negativos relacionados com a parte do corpo. São principalmente utilizados em rituais de cura ou de ajuda a curar um determinado problema de saúde, relacionado com a parte do corpo que se está a usar. 

Velas em Formato de Homem/Mulher: As velas em formato de pessoas podem ser utilizadas de diversas formas: Em rituais para atrair alguém (amigos, amores, etc), em rituais negativos em que a vela representa alguém que pretendemos magoar, em rituais de cura em que a vela representa a pessoa que queremos curar, etc. Existem diversas formas de velas em formato de pessoas serem utilizadas, dependendo do propósito que pretendemos. Geralmente são associadas a pessoas específicas ou a um género específico, dependendo do trabalho em causa. 

Velas em Formato de Chave: Tal como o objecto que imitam, as velas em formato de chave são utilizadas em rituais para abrir caminhos e novas oportunidades. Podem ser utilizadas juntamente ou em rituais com divindades associadas às chaves (ex. Hekate) e em diversos trabalhos relacionados com aberturas e fechos de situações. 

Velas de Mechas (7, 9, 21, etc.): As velas ou velões de mecha são utilizados em vários ramos da Magia e são associados à quebra de maldições, pragas, etc que possam estar associadas a uma pessoa ou local. As mechas (ou pavios) são para ser acendidos por dias e devem ser consumidas até ao fim, podendo dar um barulho forte quando chegam à cera principal. São utilizadas dependendo das mechas (correspondente aos dias necessários para cada ritual) e dependendo das suas cores e associações. 

Estes são apenas alguns dos formatos de velas que podem ser utilizados na Magia! 

Quais os vossos favoritos? 
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Deusas e Deuses: Hekate


Hoje vamos começar com uma nova série de artigos que se irão espalhar ao longo dos próximos tempos em que vamos abordar várias divindades, de vários panteões. Vamos falar sobre os seus mitos, as suas associações e um pouco da sua história. Estes artigos não têm como objectivo substituir a investigação sobre as divindades mas sim despoletar interesse e, também, fornecer alguns pontos de partida para iniciar contacto com as Deusas e Deuses de que falaremos. 

As informações contidas nestes artigos não são suficientes para sustentar uma prática de culto a uma divindade e investigação adicional é sempre necessária. No fundo de cada artigo deixamos uma lista de sites e livros recomendados sobre cada divindade, de forma a que possam explorar mais sobre cada Deusa e Deus que falamos aqui. Ao longo do artigo vamos deixando também links para informações adicionais e explorações aprofundadas de certos tópicos. 

E, como é claro, a Deusa que irá dar abertura a este série de artigos será a Deusa à qual me dedico e honro à tantos anos, a Senhora Hekate

***

Nome: Hekate ou Hecate. Ἑκάτη em grego. Existem diversos significados atribuídos ao seu nome (não temos certeza de nenhum deles) sendo que alguns são "aquela que trabalha de longe/distante" ou "aquela que trabalha de sua vontade". 

Panteão: Grego, porém a sua origem antecede o surgimento do panteão grego como o conhecemos. A sua origem é, frequentemente, atribuída à Anatólia, onde ainda hoje existe um templo a sua honra, perto da actual cidade de Lagina na Turquia. 

História e Mitologia:
A origem do culto a Hekate é um tema bastante debatido, sendo que não temos forma concreta de traçar a sua origem a uma cultura específica. Frequentemente a sua origem é atribuída à Anatólia, sendo que, mais tarde, temos os registos da sua presença no panteão grego, começando com a Teogonia de Hesíodo, onde Hekate nos é apresentada como uma Titã, filha de Asteria e de Perses, respeitada por Zeus e por todos os Deuses Olímpicos. Hekate tem, segundo Hesíodo, domínio sobre os três reinos (Céu, Terra e Oceano), um papel de destaque para uma Deusa Titã.

"(...) Asterie conceived and bore Hekate, whom above all
Zeus Kronides honored. He granted her glorious gifts and
to have a portion of the Gaia and unplowed sea.
She has a portion also of the starry Ouranos as her province.
She is especially honored among the immortals gods (...)"
- Theogony, Hesiod (link abaixo)

Para saber detalhadamente mais aprofundamente sobre a história de Hekate eu recomendo vivamente o livro "Circle for Hekate: Volume I – History and Mythology" de Sorita d’Este (link abaixo) em que a autora nos fala sobre a história e a mitologia desta Deusa, de forma muito detalhada, clara e com todas as origens e fontes. É um trabalho fantástico e que brevemente irei analisar aqui no blogue. 

Hekate é uma Deusa com variadíssimas características e responsabilidades que lhe são atribuídas: É uma Deusa associada à Magia, à Bruxaria, à Noite, à Lua, a Fantasmas, à Necromancia, aos Caminhos, ao Oceano, às Tochas, às Encruzilhadas, aos Portões, ao Hades (submundo grego) e, claro, a um dos mais famosos mitos da Antiguidade Grega: A Descida de Perséphone ao Submundo. 

O mito de Persephone, contado no Hino Homérico a Deméter, é o mito grego que explica a passagem das estações do ano, atribuíndo-as à descida de Persephone ao Submundo, após ser levada pelo Deus Hades e tornada Rainha do Submundo. Neste mito, Hekate com as suas tochas ajuda Deméter em busca de Persephone e, após a decisão de Zeus que define o tempo que Persephone deverá passar com a sua mãe Deméter e com o seu esposo Hades, Hekate torna-se companheira de Persephone, acompanhando-a na sua viagem sazonal. Hekate desempenha também, claro, um papel relevante nos Mistérios de Elêusis, que estão intimamente ligados a este mito. 

Hekate é, ao contrário da ideia popular, uma Deusa tradicionalmente representada como sendo Deusa Virgem (à semelhança de Artémis). Recomendo ler, em inglês, um pequeno texto sobre o assunto entitulado: "Hekate’s Profanation: Maiden, Mother or Crone Goddess" do site do Covenant of Hekate. Sendo que, frequentemente, ela é identificada e até "misturada" com outras divindades como Selene e Artémis, recordando-nos da sua ligação lunar. 

A Deusa Hekate é uma divindade complexa e, como tal, recomendo vivamente um aprofundamento do estudo acerca Dela, se assim desejarem (recursos no fundo do artigo). 

Celebrações: Uma das práticas antigas de celebração a Hekate era o Deipnon, realizado no primeiro dia do ciclo lunar (Lua Nova), em que era realizada uma limpeza nas casas gregas e uma oferenda a Deusa Hekate, colocada numa encruzilhada. Recomendo vivamente o artigo "Observing Hekates Deipnon" para aprofundar o conhecimento sobre esta celebração. A nível de práticas modernas temos três celebrações a assinalar: Os Ritos dos Fogos Sagrados de Hekate (Na Lua Cheia de Maio, organizado pelo Covenant of Hekate), o Dia de Hekate (celebrado a 13 de Agosto), Noite de Hekate (celebrada a 16 de Novembro). Podem clicar nas respectivas celebrações para informações mais detalhadas sobre as mesmas. Adicionalmente recomendo o artigo "30 Days of Hekate: 11 – Festivals and Sacred Days" para conhecer um pouco mais sobre celebrações relacionadas com Hekate. 

Geneologia: Existem várias genealogias atribuídas a Hekate sendo que a mais comum é a que os seus pais são os titãs Perses e Asteria. Quanto a filhos, Hekate é habitualmente referida como uma Deusa Virgem (à semelhança de Artémis) e não teve filhos. Porém existem referências de Circe e Medeia serem suas filhas, em alguns mitos.

Epítetos: Brimo ("Assustadora"/"A Zangada"), Chthonia ("Ctónica", "da Terra") Despoina ("Senhora"), Einalian ("Do Mar"), Enodia ("Dos Caminhos", "Das Encruzilhadas"),  Kleidouchos ("Portadora das Chaves"), Nychia/Nykhia ("Nocturna", "Senhora da Noite"), Ourania ("Dos Céus", "Celestial"), Phosphoros ("A Portadora da Luz"), Potnia Theron ("Senhora dos Animais", "Senhora dos Animais Selvagens"), Soteira ("A Salvadora"), Trioditis ("A dos Três Caminhos"), entre outros

Símbolos: Encruzilhadas, Tochas, Chaves, Portões/Portas, Lua, Cães, Leões, Bois, Cavalos, Lua, Acónito, Mandrágora, Bronze, entre outros.  

Leitura Recomendada
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O Tarot: Arcanos Maiores - XI - A Justiça

XI - A Justiça

Nome do Arcano: A Justiça
Número: XI
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta da Justiça é representada por uma pessoa sentada com um veu púrpura atrás da sua cadeira, estando colocada entre dois pilares. Na sua mão direita tem uma espada que aponta para cima e, na mão esquerda, tem uma balança. Esta pessoa tem uma coroa na cabeça e, do seu vestido vermelho, vemos um pouco de um sapato branco. *
Símbologia: Na Justiça temos uma pessoa sentada entre dois pilares, à semelhança da Alta Sacerdotisa e do Hierofante, simbolizando o equilíbrio e a estrutura. O véu roxo que está pendurado atrás de si representa a compaixão. Na sua mão direita tem uma espada que representa o lado lógico e ordenado do pensamento necessário para a justiça, com a sua lâmina dupla que nos recorda que todas as acções têm consequências e, a sua posição, leva-nos a entender que a decisão da Justiça é final. Já a balança na mão esquerda está como representação de que a intuição deve ajudar-nos a equilibrar a lógica e o que temos ao nosso dispor, recordando-nos da necessidade da imparcialidade. A nível da sua roupa, a coroa da Justiça representa os seus pensamentos organizados sendo que o pequeno sapato que sai do seu vestido branco é um símbolo de que não devemos esquecer do impacto espiritual que as nossas escolhas têm e que as suas consequências nos dão.

Significado:

  • Posição Normal
Na sua posição original a carta da Justiça representa a equidade, a justiça, a verdade e a lei. Existe uma chamada de responsabilidade e de prestar contas pelas nossas acções e ver se as mesmas estão alinhadas com os nossos objetivos e com aquilo pelo que lutamos e, caso não estejam, teremos de lidar com as consequências das nossas acções. Se procuramos justiça (por exemplo a nível legal, com alguma situação em tribunal), esta carta pode representar que esse processo está a chegar ao fim e será tomada uma decisão e que, à semelhança da simbologia da espadada  Justiça, a mesma será final e deveremos saber lidar com isso. A nível de reflexão a Justiça recorda-nos da necessidade de avaliar a nossa vida e o nosso caminho, podendo surgir em leituras em que é necessário tomar decisões. Esta carta lembra-nos que às vezes temos de parar e refletir, de nos desconectar do momento e conseguir ver a situação de forma imparcial, de forma a tomar a decisão necessária, tendo conhecimento das consequências das nossas acções. A Justiça é, no seu núcleo, uma procura pela verdade e pelo caminho certo, ajudando-nos a refletir nas decisões da nossa vida e a escolher qual o caminho a seguir e a decisão a tomar.

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta da da Justiça alerta-nos para as más decisões que possamos ter tomado e que algumas das nossas acções podem estar a ir contra o que conseguimos ser "certo" para nós próprios. Esta carta aconselha-nos a rever as nossas decisões e formas de encarar o Mundo e recorda-nos que temos de lidar as consequências do que fazemos. Porém a Justiça recorda-nos também que não devemos ser demasiado duros connosco mesmos e que devemos ter imparcialidade quando analisamos as nossas acções e decisões e nunca esquecer que a compaixão é uma característica inseparável da justiça. Pode também, em certas alturas, representar dificuldades em processos legais sendo que nos alerta para a necessidade de reforçar o nosso caso e de estar preparados para eventualidades que possam afectar negativamente o nosso processo. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
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Análise Literária: Wicca in the Kitchen de Scott Cunningham

Título: Cunningham's Encyclopedia of Wicca in the Kitchen
Autor(es): Scott Cunningham 
Pontuação
Descrição: Há uma razão pela qual o caviar tem uma reputação como alimento de amor, mas um pouco de baunilha ou hortelã-pimenta também podem fazer maravilhas! Vai saborear cogumelos como nunca antes depois de experimentar os seus efeitos intuitivos, e um pouco de aipo ressoará com um novo significado, uma vez que aumenta o desejo sexual e consciência psíquica. Praticamente qualquer item na sua despensa pode ser usado para transformação pessoal. De alcachofras a feijões, a geleia de uva, a comida contém energias mágicas específicas que  pode aproveitar para obter resultados positivos. Esta enciclopédia de magia alimentar oferece vinte e sete das receitas favoritas de Scott Cunningham. Menus mágicos para mais de dez propósitos incluindo amor, proteção, saúde, dinheiro e consciência psíquica também são fornecidos.
Onde Comprar*: Amazon | Book Depository  
Análise: Se há coisa que o Scott Cunningham era excelente era com Folk Magic e este livro de Bruxaria de Cozinha vem recordar-nos exactamente disso. Como sabem, Bruxaria de Cozinha é um dos meus assuntos favoritos e uma das minhas paixões e já li vários livros sobre o assunto e, até agora, este é sem dúvida o meu favorito e mais completo. O autor não só nos dá várias receitas (de fácil execução e sem ingredientes raros, tudo coisas fáceis de arranjar!) como também nos fala sobre o poder da comida, o poder de fazer uma alimentação saudável e de cuidar do nosso corpo, as ferramentas da Bruxaria de Cozinha e como podemos fazer da nossa cozinha o nosso espaço mágico e local principal da nossa casa. Apesar do título referir a Wicca, posso dizer-vos que tem muito pouco de Wicca no livro, é acima de tudo Folk Magic e Bruxaria de Cozinha!

Cunningham aborda também um tema que achei muito interessante e vejo muito pouco desenvolvido que é o assunto das dietas. Hoje em dia, ainda mais do que na altura, existem várias dietas desde paleo, vegan, vegetariana, flexitarian, keto, etc. E cada dieta tem as suas vantagens e desvantagens. E, magicamente, também têm os seus usos! E é exactamente isso que o autor reforça e inclusive fornece vários planos alimentares e "dietas" mágicas que podem ser utilizadas para manter um ciclo de energia constante para trabalhos rituais. Dietas mágicas para prosperidade para fazer durante um determinado período de tempo, para o amor, saúde, etc. Cunningham tem até um capítulo dedicado apenas a Vegetarianismo e abordando as vantagens deste método alimentar (mas o livro inclui todo o tipo de receitas, incluindo receitas com carne e peixe).

No livro encontramos também um capítulo dedicado ao papel da comida nos festivais e celebrações que é sem dúvida um papel fulcral. A comida nos festivais e celebrações (sejam eles pagãos ou outro tipo de celebração) é uma das principais chaves desde à muitos anos e o autor mostra-nos como explorar isso e aproveitar esses momentos para fazer magia com a nossa comida e dar-lhe a importância e o valor que é preciso.

A comida é a fonte de energia do ser humano. É o que nos faz andar, mexer, pensar, que nos dá energia para fazer todas as tarefas e atingir todos os objetivos que queremos. Tendo esta importância fulcral, é claro que a mesma tem de fazer parte da nossa magia e da nossa prática. E este livro é dos melhores para aprender a explorar esta Arte e esta forma de trabalhar. Sem dúvida que recomendo!

* Os links fornecidos pertencem a 'Affiliate Programs' e geram uma taxa de lucro ao Sob o Luar. Não existe qualquer despesa adicional para o comprador. 
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A Conferência da Deusa 2019 (Portugal)


Pela primeira em Portugal realizou-se a Conferência da Deusa nos dias 17, 18 e 19 de Maio 2019 e foi uma experiência inesquecível que quero partilhar convosco hoje! Esta Conferência realizou-se em Sintra, perto da Natureza e conectadas com a Mãe-Terra, tornando esta experiência ainda mais transformadora. Ao longo deste artigo irei contar-vos como correu a Conferência, informações do que fizemos e referências dos palestrantes e organização para que possamos ficar a par de tudo. 

Vamos então começar? 


Na sexta-feira, primeiro dia da Conferência, começámos com um pequeno discurso de abertura da Conferência em que a Luíza Frazão, uma das principais organizadoras, nos apresentou o conceito que pretendia explorar com a Conferência e o que poderíamos esperar deste evento. De seguida, ouvimos uma excelente palestra de Katie Hoffner sobre o legado de Lydia Ruyle e os seus fantásticos estandartes da Deusa que estiveram em exposição no espaço da Conferência durante todo o evento e são simplesmente lindíssimos.

Estandartes de Lydia Ruyle
Após um pequeno intervalo e um trabalho de grupo (ao longo da Conferência fomos divididas em grupos para criar cânticos, bênçãos, etc para os rituais e celebrações ao longo do evento, lideradas pelas Melissas que estavam de serviço durante o evento), seguiu-se a hora de almoço e, da parte da tarde, começámos com uma palestra sobre Marija Gimbutas por parte da Joan Cichon. 

Logo a seguir a esta palestra tivemos um pequeno momento ritual de "Bênçãos dos Elementos" em que recebemos as bênçãos dos Elementos por parte das Melissas, ainda organizadas nos grupos referidos anteriormente. No fim deste momento ritual, foi a altura dos Workshops. Ao longo dos dois primeiros dias da Conferência foram efetuados vários Workshops no período da tarde em que os participantes poderiam escolher em quais participar. Pessoalmente, na sexta-feira, optei pelo workshop da Teresa Gabriel "A Medicina da Voz" que foi uma experiência do outro Mundo! A Teresa é muito simpática e deixa todos os participantes à vontade. Pessoalmente, tenho péssima experiência com a minha voz e alguns problemas ainda por resolver, então fui um pouco com receio mas ela rapidamente assegurou e tranquilizou-nos.
Estandarte da Deusa Donzela por Mizé Jacinto.
Estátua da Deusa Donzela por Carla Mourão.
Altares aos Elementos da Conferência.

Não quero dar muitos detalhes sobre os Workshops porque foram experiências privadas e intensas para cada praticante mas posso dizer que foi um momento transformador e que se tiverem oportunidade de participar nos workshops da Teresa que recomendo vivamente! 

Após os workshops e a hora de jantar, deu-se a Cerimónia de Abertura. Esta cerimónia ritual foi lindíssima e, à semelhança dos workshops, não irei desenvolver muito dado serem momentos intímos e intensos para cada praticante. Foi uma cerimónia linda e intensa e, sem dúvida, inesquecível para todos os presentes. 

No segundo dia da Conferência começamos o dia com uma lindíssima cerimónia ritual das Hespérides, inspirada pelo Templo da Deusa do Jardim das Hespérides. Posterimente tivemos duas palestras muito interessantes, a primeira por Fernanda Frazão acerca da presença das Mouras na tradição portuguesa e em Portugal e, logo de seguida, uma das palestras mais antecipadas a "Visão MotherWorld MãeMundo" de Kathy Jones.

Na parte da tarde, e após o almoço, tivemos três palestras começando pela exposição da Rosa Leonor Pedro acerca da "Cisão da Mulher e a Mulher Integral" e, logo de seguida, a fantástica participação da Iris Lican com o tema "Espiritual na Terra: Ecologia Profunda e Retorno a Paradigmas de Equílibrio" seguindo-se a temática do Miguel Dean acerca do Sagrado Masculino, entitulada "A Iniciação dos Rapazes".  Estas palestras, ao longo dos dois dias, foram fascinantes e fantásticas de ouvir para absorver todo este conhecimento e informações que nos é transmitido.

Após uma pequena pausa e trabalhos de grupo, seguimos para os Workshops. À semelhança do primeiro dia, existiram varios workshops sendo que apenas estive presente num deles, nomeadamente o "A Donzela Selvagem" pela Mizé Jacinto e, tal como o outro, não irei dar detalhes do que ocorreu neste workshop porém poderei descrever com duas palavras: transformador e catártico, simplesmente um renascimento da alma! Aconselho vivamente à participação em workshops da Mizé porque ela tem um talento natural para ensinar e guiar os outros.

A noite de sábado foi marcada por duas performances, começando pela "The Moira Swirl" da Companhia Matridança com balarinas incríveis e uma dança muito bonita e, logo de seguida, uma Perfomance Ritual "Luzias" de Carla Mourão, Iris Lican e Lila Nuit. Esta perfomance ritual foi simplesmente mágica e marcante, com uma enorme presença de práticas tradicionais portuguesas e de uma Bruxaria muito Ibérica e que nos levou de volta às nossas raízes. Simplesmente divinal! 

Com o final da Conferência a aproximar-se, chegamos então a domingo. O último dia da Conferência foi marcado por muito trabalho ritual e muita transformação. Sobre este dia não irei aprofundar muito dado que grande parte do dia foi passado em rituais e cerimónias mas começamos o dia com uma cerimónia para as Mulheres e uma para os Homens, focadas na sua energia interior. Não poderei opinar sobre a cerimónia masculina, porém, a feminina foi uma revolução de sensações e sentimentos. Foi lindíssima, viva e visceral com uma intensidade ancestral. Sem palavras para descrever esta manhã mágica! Da parte da tarde, tivemos uma pequena peregrinação a um lugar sagrado em Sintra onde estabelecemos contacto com a Água sagrada e com este elemento que tão importante é para nós e que, infelizmente, se encontra tão ameaçado. Foi uma tarde extremamente bem passada, no meio da Natureza, junto à nascente e em convívio e cânticos com irmãos e irmãs da Arte.

O dia terminou com um concerto fantástico da Teresa Gabriel e deixou, sem dúvida, muita saudade a todos os participantes. No geral posso dizer que a Conferência foi uma experiência transformadora, intensa e inesquecível. Mal posso esperar pela do próximo ano onde farei questão de estar presente para reencontrar estas irmãs e irmãos, vivenciar novas experiências e voltar a casa.

E vocês? Estiveram presentes na Conferência da Deusa em Sintra? O que acharam? :)

***

Nota: As fotos foram todas tiradas no decorrer da Conferência por Alexia Moon, sendo a sua utilização apenas permitida meditante pedido de autorização. 
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