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O Tarot: Arcanos Maiores - XVIII - A Lua

XVIII - A Lua

Nome do Arcano: A Lua
Número: XVIII
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta da Lua é representada por uma grande Lua Cheia no céu nocturno posicionada entre duas torres e com um caminho por baixo. Na frente temos um pequeno lago com um lagostim a sair da água e, perto do lago, a relva temos um cão e um lobo a uivarem à Lua.  *
Símbologia: No Arcano da Lua temos uma Lua Cheia no céu nocturno que representa a intuição, os sonhos e o subsconsciente. A sua luz é mais ténue comparada com o Sol, mas a Lua traz-nos a luz sobre os mistérios da noite e da mente e sobre o caminho da nossa espiritualidade, representada pelo caminho no meio das torres. O pequeno lago representa a mente consciente, de onde sai o lagostim, que vem aqui representar o início da criação e o começo do nosso desenvolvimento consciente. O cão e o lobo, uivando à Lua, simbolizam os lados selvagens e domesticados da nossa mente, perante as energias lunares. 

Significado:
  • Posição Normal
Na sua posição original a carta da Lua representa os nossos medos e inseguranças. Estamos a ser influenciados por traumas ou emoções do nosso passado que estão a influenciar as nossas acções do presente. Estamos a deixar que o nosso passado interfira com as nossas acções actuais e temos e agir contra isso. Este é um momento de incerteza no qual temos de nos voltar para dentro e ouvir a nossa intuição. Temos de consegui lidar com estes medos e ansiedades, seja através de terapias ou curas naturais, mas é preciso agir e não deixar que esses aspectos mais escuros dominem a nossa vida. A Lua indica também a necessidade de ouvir a nossa intuição e de nos sintonizarmos com a verdadeira Lua no céu e que nos focarmos nos seus ritmos. Ver em que fase da Lua estamos, o que ela significa, meditar com ela, etc. Fazer trabalho lunar é aconselhado na presença desta carta. 

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta da Lua mostra-nos que estamos a conseguir lidar com as nossas ansiedades e medos de forma correcta e que estas energias negativas que nos rodeavam estão a começar a desaparecer. Contudo, a carta alerta-nos para termos noção que temos de trabalhar e manter o nosso trabalho quanto a estas emoções e não podemos apenas querer escondê-las pois tal como a Lua vai de Nova a Cheia, também as nossas emoções não ficam escondidas para sempre. É preciso enfrentá-las e saber lidar com as mesmas. Esta carta, nesta posição, pode também representar que existem mensagens que estão a ser recebidas mas não corretamente interpretadas. É preciso ouvir os Guias e meditar sobre o assunto ou até consultar métodos divinatórios alternativos. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
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Segurança na Bruxaria

Unsplash (Content Pixie)

Hoje vamos abordar alguns dos cuidados que são necessários quando praticamos Bruxaria. Poderão parecer cuidados óbvios para praticantes mais experientes, contudo, nunca é demais recordar e há sempre a necessidade de aprendê-los pela primeira vez, no caso dos iniciantes. 

Por isso, vamos lá ver como podemos tornar a nossa prática da Bruxaria uma prática mais segura, vamos?

  • Velas
Existem vários cuidados a ter com velas na nossa prática. O mais óbvio deles todos, e que somos sempre relembrados desde criança, é nunca deixar velas sem supervisão. Sei que é tentador deixar uma vela a arder no altar enquanto vamos às compras ou vamos trabalhar mas não é recomendável! Arriscamos a que haja um incêndio. As velas nunca devem ficar sem supervisão. Se precisam mesmo ou fazem questão de ter sempre uma "luz" acesa no altar, optem por velas a pilhas ou a energia. É muito mais seguro e garantem que não chegam a casa com os bombeiros à porta. Outros dos cuidados com as velas é o garantir que aparamos os pavios para que a chama não seja grande demais e fique fora de controlo. Este é um dos cuidados recomendados pelos comerciantes e criadores de velas, é garantir que aparamos sempre os pavios. Adicionalmente evitem soprar para a vela para a apagar: Ou deixem queimar até ao fim ou arranjem um apagador de velas para garantir que a chama é apagada de forma segura. 

  • Cristais
Há vários cuidados que devemos ter no manuseamento de cristais. Um dos primeiros cuidados com cristais é garantir que temos os devidos cuidados dependendo de cristais. Como já falamos anteriormente, cada cristal é um cristal e há diferenças entre os mesmos, principalmente a nível da dureza. Como tal, é preciso ter cuidado com os nossos cristais e garantir que não usamos cristais de baixa dureza em ambientes que os vão estragar (água, sal, luz solar, etc). Isto está ligado também ao uso que damos aos cristais. Um dos pontos principais é Elixires. Evitem usar cristais em água que vão consumir! Nem todos os cristais são apropriados para estar junto de água que vai ser ingerida, alguns são tóxicos, outros são perigosos, etc. Garantam que sabem o que estão a fazer antes de o fazer (principalmente com fontes de geólogos e profissionais de saúde). Outro ponto especial no que diz respeito aos Cristais, e que está a virar "moda" em algumas redes sociais como o TikTok, é o partir ou triturar cristais em casa. NÃO O FAÇAM. Os cristais são pedras e ao partir as mesmas estamos a libertar para o ar pequenas partículas de pedras e pó das pedras que é tóxico para os nossos pulmões. Estas pequenas partículas podem também causar cortes no nosso corpo e até nos nossos pulmões. Não o façam! 

  • Ervas e Óleos
Outro cuidado importante na nossa prática é referente às ervas e plantas que utilizamos. Nem todas as plantas são boas para consumo, como tal, evitem ingerir plantas sem saberem as suas características e se podem ser ingeridas ou não. Algumas plantas podem ser ingeridas mas têm contra indicações dependendo do estado da pessoa (gravidez, medicação, etc). Pelo que tenham atenção a isso e, se necessário, falem com um profissional de saúde ou o vosso médico de família. Se não têm a certeza, não bebam/comam. Mais vale prevenir do que remediar. E isto aplica-se também a nível das defumações. Nunca queimem ervas de portas e janelas fechadas! Sempre que forem queimar alguma coisa é preciso manter uma área ventilada para garantir que o ar circula, principalmente se vocês estiverem no local ou houver animais no local. Isto ajuda também nas limpezas dado que ter as janelas e portas abertas ajuda ao circular das energias. Também no que diz respeito aos óleos é preciso ter cuidado porque podemos ter reações alérgicas aos mesmos. Os óleos nunca devem ser ingeridos, são exclusivamente para uso exterior. Garantam sempre cuidado no uso de ervas e óleos principalmente a nível das alergias e consumo dos mesmos. 

  • Águas do Sol & Lua
Pode parecer um tópico estranho para abordar num artigo de segurança mas é importante falar. Uma das primeiras coisas que temos tendência a fazer quando começamos a lidar com Magia é fazer Água da Lua ou Água do Sol porque são coisas extremamente fáceis de fazer e práticas. Contudo um dos principais cuidados com estas águas é que as mesmas não devem ser consumidas, a menos que tenham sido expostas por um curto espaço de tempo e tapadas. Isto porque uma água destapada, parada e exposta durante muito tempo torna-se uma casa fantástica para todo o tipo de bactérias e bichos. Já imaginaram o que é beber água que esteve exposta e parada durante 10 ou 12 horas, com moscas e outros bichos a passar-lhe por cima? Não parece muito saboroso pois não? Então é preciso ter vários cuidados com a forma como colocamos estas águas a carregar e evitar a ingestão das mesmas. Podem usar para banhos e outras práticas mas evitem beber. 

  • Sigilos da Internet
Uma coisa bastante comum de ser partilhadas nas comunidades, principalmente no Tumblr e Pinterest, são sigilos para utilização comum. Enquanto pode parecer uma excelente ideia ter um sigilo já feito e poupar trabalho na sua criação, não é aconselhável. Apesar de a pessoa que o criou dizer que o seu propósito é X não quer dizer que o seja. E um sigilo tem muito mais poder se for criado por nós próprios, por isso, criem sempre os vossos sigilos e dediquem tempo à vossa prática. Nós temos artigos de como Criar Sigilos que podem ser úteis para iniciantes. 

  • Invocações/Espíritos & Entidades
Outro ponto a referir é que devemos sempre ter cuidado quanto trabalhamos com entidades. Estejamos a falar de espíritos, divindades, elementais, seres místicos, etc. É preciso ter cuidado e respeito pelo que estamos a fazer. Não chamem algo que não conseguem banir e não tentem lidar com entidades que estejam fora das vossas competências. Sei que pode parecer interessante iniciar um trabalho com fadas ou com demónios dentro da Magia mas estas aproximações a entidades deve ser feita de forma cuidadosa e com o devido conhecimento, caso contrário, arriscamos a chamar algo com o qual não estamos preparados para lidar. Não tenham medo de saber os vossos limites e de trabalhar com base neles, garantindo sempre que estudam e se informam do que estão a fazer. 

Estes são alguns dos cuidados que tenho a recomendar, sendo que poderei fazer uma segunda parte deste artigo se me lembrar de mais pontos que sejam importantes a referir. A Bruxaria não é um caminho fácil mas também não é impossível, apenas temos de ter os pés bem assentes na terra e saber aquilo que estamos a lidar e como lidar com as coisas, sejam ervas, velas ou entidades. 

E vocês, quais os cuidados que recomendam para iniciantes? 

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Bruxaria e Cozinha e Mabon

Unsplash (Joanna Kosinska)

Hoje voltamos a falar sobre a Bruxaria de Cozinha e os Sabbats e vamos falar de Mabon ou Equinócio de Outono! 

Se quiserem saber mais sobre este festival temos um artigo aqui no nosso site sobre o mesmo!

Festival: Equinócio de Outono ou Mabon
Datas: 20/21/22/23 de Setembro (HN) ou 20/21/22/23 de Março (HS)

Mabon (pronuncia-se “mêibon”), também denominado de Sabbat de Outono ou Equinócio de Outono é o Segundo Festival das Colheitas. Tem lugar quando o Sol está a 0º de Libra (no Hemisfério Norte) e 0º de Áries (no Hemisfério Sul), ou seja, ocorre por volta de 21/22/23 de Setembro (no HN) e Março (HS). Os Equinócios são pontos de equilíbrio, onde a Luz e a Escuridão estão iguais. A partir desta data, o período escuro do ano começa e a escuridão vence uma vez mais. Relembro que escuridão não significa algo mau, é somente uma referência à falta da intensidade do Sol e o começo e vitória do Inverno. As noites tornar-se-ão mais longas e os dias mais curtos até chegar o Inverno.

Um dos principais símbolos deste segundo festival das Colheitas é o Milho. Esta é a altura da colheita do milho e em Portugal temos uma grande cultura, que já se está a perder, à volta do milho e da desfolhada do milho. Este é um momento ideal para procurar mais sobre estas tradições e como as mesmas podem ser aplicadas à nossa actualidade pagã. O milho pode ser utilizado em diversos pratos como maçaroca assada, milho com arroz, salada de milho, milho no forno, etc. Existem mil e uma formas de utilizar o milho na cozinha e de lhe dar um lugar de destaque à mesa. 

Outro alimento que tem também um grande papel durante o Equinócio de Outono são as maçãs! Com o mês de Setembro vem o período da apanha da maçã e podemos utilizar esta fruta nos nossos pratos e cozinhados, seja no forno, cozinhada, assada, em tartes, em compotas e doces, etc. Em termos mágicos a maçã tem uma grande simbologia, não só pela associação cristã do "fruto proibido do Jardim do Éden" mas também pelo facto que se cortarmos uma maçã ao meio, as suas sementes irão formar um pentagrama. É um dos frutos associados à Bruxaria e, como tal, esta é a época perfeita para lhe dar um lugar privilegiado à mesa. No caso de ter um jardim ou quinta onde tenha uma macieira pode aproveitar para apanhar as maçãs e conservar as mesmas através de doces e compotas que podem ser usadas ao longo do Inverno que virá. 

Para além do milho e das maçãs, também outros alimentos costumam estar presentes à mesa durante esta altura do ano como as castanhas, as abobóras (que terão um papel de destaque ainda maior em Samhain!), feijões, nozes e o pão, que continua a ter o seu lugar à mesma após Lughnassadh. Aliás, se quiserem juntar o pão e o milho podem fazer pão de milho ou broa de milho que são pães bastante tipicos em Portugal. 

Esta é uma celebração rica em diversas actividades e a segunda de três celebrações relacionadas com as Colheitas, por isso, não tenham medo de inovar e experimentar coisas novas. 

E vocês? Que tipo de alimentos gostam de cozinhar nesta altura do ano? 

Nota: Existe um grande debate nas comunidades pagãs por detrás do uso das palavras Mabon/Ostara/Litha. Para fácil acesso por iniciantes optámos por manter a denominação neste artigo, contudo, aconselhamos a leitura deste texto e deste texto para esclarecimentos adicionais. 

Referências
"Wicca in the Kitchen" de Scott Cunningham 
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Análise Literária: "Wicca" de Harmony Nice

Capas dos Livros
Título: Wicca: A Modern Guide to Witchcraft & Magick
Autor(es): Harmony Nice
Pontuação
DescriçãoHarmony Nice, uma estrela do YouTube e do Instagram, está no centro de uma comunidade cada vez maior de jovens wiccanos que praticam a magia para enriquecer as suas vidas e o mundo à sua volta. Uma magia que nada tem a ver com maldições assustadoras ou adorações maléficas, mas que é uma ferramenta para superar obstáculos e encontrar a felicidade. Neste livro, Harmony encoraja-nos a explorar o impacto positivo que o ritual, a meditação e o abraçar da natureza podem ter sobre a nossa criatividade, confiança, resiliência e sentido de autovalorização.
Aprenda a lançar feitiços, a usar o poder dos cristais, das runas, a fazer altares em casa e a utilizar utensílios mágicos. Descubra ainda o poder das cores e das plantas. Comece o seu Livro das Sombras para documentar tudo o que aprender e descobrir ao longo da sua jornada. Sozinha ou numa assembleia sinta-se confiante para seguir um caminho que seja confortável e verdadeiro para si. 
Onde Comprar*: Book Depository | Wook (PT)
Análise: Bem... nem sei por onde começar. Tenho a dizer que este foi o pior livro que li nos últimos anos, relacionado com Paganismo e Bruxaria. Sim, leram bem: O pior. Por algum motivo lhe dei zero estrelas. 

Vamos analisar o que me faz achar que este livro é o pior? Vamos lá, por prós e contras:

Prós:
  • A capa é bonita.
  • Tem alguns pontos sobre magia urbana e magia discreta para adolescentes que são interessantes, contudo, isto são conteúdos que rapidamente são encontrados online (até no Sob o Luar temos artigos sobre o assunto) e em vários outros livros. 
Contras:
  • A autora apresenta a Wicca, neste livro, como se fosse um produto de wellness a vender. Está constantemente a falar dos "benefícios" da Wicca e tem inclusive um capítulo inteiro dedicado a "Porque Explorar a Wicca" onde se foca em pontos como meditação é boa para a saúde, a Wicca permite ter actos de self-care e muitas outras razões que em nada estão relacionadas com a Wicca ou com a Bruxaria. 
  • A organização dos capítulos está terrível. A autora começa por dar uma introdução de Bruxaria, Wicca e Paganismo (sendo que é uma introdução extremamente pequena e sem grande conteúdo por onde se pegue) e salta automaticamente para Divinação e "Natureza". A Divinação nem está relacionada com a Wicca diretamente, é apenas uma prática que os praticantes podem fazer se assim desejarem. Só após falar destes tópicos é que começa por abordar a Ética na Wicca (falando da Lei Tríplice e da Rede Wiccana), o que vamos abordar já de seguida. 
  • No capítulo em que a autora fala sobre a Lei Tríplice e a Rede Wiccana a mesma comete imensas falácias! É dos piores capítulos do livro. A autora começa por dizer que a "Wicca é uma religião super-livre" e que apenas quem quer segue a Rede Wiccana e a Lei Tríplice! Isto é terrível. A Rede Wiccana e a Lei Tríplice são bases da Wicca Moderna e transcendentes a quase todos os caminhos da Wicca. A forma como a autora apresenta a religião é como se fosse um puzzle em que se pode pegar em várias peças e montar como for a nossa vontade, sem qualquer respeito pela estrutura e práticas típicas da Wicca. Adicionalmente a autora fala que "ninguém sabe" quem escreveu a Rede Wiccana. Isto é, novamente, uma falácia. Basta uma rápida pesquisa online para entender mais sobre a Rede Wiccana e as origens da Wicca e dos seus textos sagrados. Temos vários livros focados na História da Wicca e dos principais responsáveis pelo seu surgimento (inclusive auto-biografias) que nos ajudam a entender a História desta religião. Não são propriamente segredos mas requerem estudo e leitura de conteúdos fora das redes sociais que creio ser uma das dificuldades da autora. 
  • No capítulo em que a autora explica os vários caminhos dentro da Wicca, para além de fazer uma grande mistura nos vários caminhos e incluir algumas práticas fechadas como cultos africanos como tradições Wiccanas, ainda refere que "ninguém sabe muito sobre a Wicca Gardneriana" quando, novamente, uma breve pesquisa no Google lhe iria mostrar vários autores e membros de covens Gardnerianos que falam abertamente sobre a Tradição (obviamente, não divulgando os mistérios e segredos inerentes à mesma). Inclusive, planeio brevemente analisar o livro da Thorn Mooney sobre Wicca Tradicional, uma autora que recomendo imenso. 
  • No capítulo da "Magia" a autora refere sobre "Regras da Magia" mas em nenhum momento apresenta fonte para as mesmas. Aliás, ao longo de todo o livro, nunca são apresentadas fontes, recursos, autores, etc. E isto nota-se acima de tudo na secção de "Recursos" onde a autora refere apenas DOIS autores (Skye Alexander e Scott Cunningham). A mesma consegue referir mais Youtubers e Instagrammers do que autores e membros das comunidades pagãs! Não quero, de todo, desmorecer o trabalho dos pagãos que passam o conhecimento através de métodos online, afinal de contas, eu sou uma delas! Mas sou a primeira a dizer que os conteúdos online não são suficientes. O meu blogue não é suficiente, um instagram não é suficiente, um tumblr não é suficiente. Há que entender estas questões e saber fornecer bons recursos (por falar isso, recordamos que temos uma secção de Recursos!)
  • Por fim, a autora até apresenta algumas informações correctas na parte prática como as correspondências, cuidados com cristais, etc. Mas isto são informações que são facilmente obtidas em autores de confiança e em livros dedicados ao assunto, como tal, não devem ser enaltecidos num livro cujo enfoque seria a Wicca. 
Na minha opinião, a autora vende este livro e a Wicca como se fossem estéticas de Instagram e terapias de Self-Care e Self-Help, sem qualquer noção pela religião e espiritualidade. Inclusive, tirei o tempo de ir ver um ou dois vídeos dela no Youtube a mesma refere que criou toda uma estética em volta da sua pessoa, dando ainda mais razão a este argumento. 

A meu ver, há muitos fantásticos recursos em livros que podem ser úteis para iniciantes mas este não é um deles. 

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Quarto Minguante: 28 de Outubro
 
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