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O Tarot: Arcanos Maiores - XXI - O Mundo

XXI - O Mundo

Nome do Arcano: O Mundo
Número: XXI
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta do Mundo é presentada por uma mulher nua com um tecido roxo em seu redor, dançando dentro de grinalda. A mulher está olhar para trás enquanto o seu corpo está virado para a frente. Na sua mão estão dois bastões ou varinhas. Á volta da grinalda estão quatro figuras (um leão, um touro, um querubim e uma águia). *
Símbologia: No Arcano do Mundo a mulher nua está a olhar para trás, para o seu passado, enquanto o seu corpo está voltado para a frente, pronto a enfrentar o futuro que virá. Na sua mão tem, à Semelhança do Mago, dois bastões, simbolizando que aquilo que o Mago manifestou se tornou realidade e está nas mãos desta mulher. A grinalda redonda alerta-nos para o ciclo contínuo completado e o próximo que começará, pois tudo na vida são ciclos que começam e terminam. As figuras em torno da grinalda representam os quatro signos fixos do zodíaco (Leão, Touro, Aquário e Escorpião) e, à semelhança da sua presença na Roda da Fortuna, representam os quatro elementos, os quatros naipes do Tarot, os quatro pontos do compasso e as quatro estações. Estão aqui para nos guiar de uma fase para a outra do nosso ciclo constante. 

Significado:
  • Posição Normal
Na sua posição original a carta do Mundo é uma carta extremamente positiva. Representa o fim de um ciclo com sucesso e a vitória alcançada. Traz consigo uma sensação de conquista dos nossos objetivos. Seja um projecto a longo prazo, um desafio, uma fase na nossa vida ou apenas um pedaço do nosso caminho, esta carta mostra-nos que atingimos os nososs objetivos e chegamos ao fim deste pedaço da jornada com sucesso. Convida-nos a reflectir sobre o nosso passado e o que nos trouxe até este momento, a entender o que foi bom, o que foi mau, o que poderia ter sido melhorar e ajuda-nos a preparar para o novo ciclo que se inicia. Esta carta não é um fim mas sim uma celebração da conclusão de um ciclo e inicio de uma nova. 

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta do Mundo alerta para a necessidade de obter fecho numa situação em particular. É necessário fechar as pontas soltas e terminar um ciclo da nossa vida ou um projecto que esteja a decorrer. Este fecho pode estar pendente pela nossa impossibilidade de agir, por medo, por estarmos demasiado agarrados a algo. Este Arcano alerta-nos que temos de analisar a situação e conseguir libertar essas amarras, permitindo o fecho de um ciclo para começar um novo. Pode também alertar para o facto que não estão a ser tomadas todas as medidas ou passos que deveriam para atingir um determinado objetivo. É preciso reflexão interior para ver o que está em falta e conseguimos tomar os passos necessários para atingir o nosso objectivo. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
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Meditação

Unsplash (Sage Friedman)

Hoje vamos falar sobre Meditação, esta que é uma prática que tem grande impacto no nosso caminho pessoal como bruxos/as e até como pagãos. A meditação é transcendente a imensas culturas e há variadíssimas formas de a praticar e de a adaptar às nossas rotinas e à nossa forma de trabalhar. 

Antes de mais, o que é a Meditação? Segundo a definição da Wikipedia a meditação é "uma prática na qual o indivíduo utiliza técnicas para focar sua mente num objeto, pensamento ou atividade em particular, visando alcançar um estado de clareza mental e emocional". Durante a meditação podemos focar-nos em variadas coisas o que permite que esta prática seja adaptada a todo o tipo de práticas religiosas, espirituais e até apenas de mindfulness. A origem da meditação é bastante antiga e está presente em diversos caminhos religiosos e espirituais (como o Hinduismo, Budismo, etc.) e, hoje em dia, é utilizada pelo mundo fora como uma das melhores técnicas para ajudar no bem-estar pessoal e na tranquilidade interior, sendo até utilizada e recomendada por profissionais de saúde, terapeutas, entre outros. 

No que diz respeito à Bruxaria e ao Paganismo a meditação faz parte de imensas práticas e imensos caminhos (como a Wicca ou o Paganismo Eclético) e é uma ferramenta fantástica para ajudar no nosso desenvolvimento pessoal, na nossa devoção a Divindades ou Entidades, no nosso trabalho mágico, entre outros. A meditação é uma de variadas formas de treinar a nossa mente a focar num determinado propósito e de concentrarmos a nossa energia em algo: este é um dos grandes pontos fulcrais na prática da Magia! O direccionamento de energias para um propósito pode ser desenvolvido através de práticas meditativas. Também a relação com divindades ou entidades pode ser melhorada e alcançar novos patamares através de técnicas de meditação ou de viagens astrais, entre outras. O trabalho com a nossa Sombra (Shadow work) pode ser complementado com sessões de meditação que nos permitem focar nos nossos sentimentos e pensamentos que surgem quando abrandamos a mente. 

Ao contrário do pensamento popular a meditação não é apenas esvaziar a mente! Até porque obrigar a nossa mente a ficar totalmente calada é quase impossível, principalmente numa primeira fase. E este pensamento de que a meditação é manter a nossa mente vazia é bastante tóxico porque acaba por fazer com que muita gente desista (ou nem chegue a experimentar) de meditar por achar que é uma prática muito díficil! Quando é tudo menos isso. Meditar pode ser apenas focar em algo específico: um som, uma palavra, a nossa respiração, etc. Um bom exercício para começar a meditar é fazer respiração em 4 compassos: Inspirar contando até 4. Suster a respiração contando até 4. Expirar contando até 4. E fazer isto várias vezes, focando sempre na nossa respiração até já não ser preciso contar os números e já sabermos o compasso da nossa relação. Viram como é fácil? É algo muito simples mas muito prático! 

Outro exercício para quem está a começar a trabalhar com meditação pode ser o que o Mat Auryn chama um dos exercícios mais díficeis do seu livro Psychic Witch: Respirar fundo e contar de 100 para 0, focando APENAS nos números. Sempre que falharmos ou a nossa mente se desconcentrar, voltar a começar. Podemos começar em pequenos incrementos como de 20 para 0, 30 para 0, etc. Mas este é um bom e fácil exercício para começar a ajudar a nossa mente a conseguir-se focar em algum ponto específico, o que será uma grande mais valia na nossa prática mágica. 

Para além destas meditações básicas podem, a longo prazo, começar a investigar as meditações guiadas. As meditações guiadas são, basicamente, meditações nas quais focamos em algo que outra pessoa está a contar-nos. Estas são especialmente úteis em trabalhos devocionais com divindades ou de exploração do nosso "eu interior". Um bom exercício para começar isto é o apresentado pela Tradição Caminho das Sombras nos seus métodos para entrar em Alfa (Alfa é nome dado ao estado da nossa atividade cerebral alcançado durante meditação)

A meditação é uma excelente ferramenta para a nossa prática mágica, espiritual e devocional. É apta para iniciantes e é aplicado a todos os tipos de caminhos religiosos ou espirituais dado que não está associada a nenhum tipo de crença ou prática específica. Pode ser adaptada a todos os caminhos e todas as formas de trabalhar. Deixei-vos com dois pequenos exercícios para quem quer começar (ou até para quem já sabe meditar mas quer algo mais). 

E vocês? Gostam de meditar? Quais as vossas técnicas favoritas?

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Tendas Vermelhas e o Sagrado Feminino

Unsplash (Ava Sol)
Este artigo é uma nova versão de um artigo nosso postado em 2017 sobre as Tendas Vermelhas. Achei que estava na altura de darmos uma actualização a esse artigo e cá estamos nós. Hoje vamos falar sobre as Tendas Vermelhas, Círculos de Mulheres e o Sagrado Feminino. 

Começando pelas Tendas Vermelhas, este é um conceito antigo, apesar de nem sempre ter tido este nome, em que as mulheres das tribos se reuniam durante a sua menstruação e se recolhiam em si mesmas, partilhando conhecimentos, experiências e ensinamentos. Hoje em dia a tradição de dedicar atenção e cuidado à nossa menstruação é algo do passado. As vidas atarefadas da cidade, os empregos, as tarefas e até as redes sociais e a necessidade de estar sempre contactável e em movimento afastam-nos dos momentos intímos e reclusão interior. Existem várias mulheres, em todo o Mundo, a impulsionar este movimento tal como DeAnna L’am e ALisa Starkweather. Estas Tendas Vermelhas são encontros entre mulheres com o objectivo de ajudar a estabelecer uma comunidade de mulheres, como irmãs, e também com o objectivo de ajudar cada mulher, individualmente, a desenvolver-se a si mesma, a aprender sobre os seus ciclos e aprender a conviver com eles. O que acontece em cada reunião da Tenda Vermelha depende não só da organização mas também dos membros, do momento em que é realizada, do local onde é realizada e de imensos factores. Nenhuma reunião é igual a outra e são todas únicas. xistem Tendas Vermelhas em todo o mundo, aliás, a DeAnna L'am tem o projecto "Uma Tenda Vermelha em Cada Bairro" com o objectivo de que as Tendas Vermelhas cheguem a todos os bairros e todas mulheres do Mundo. No site indicado podem consultar quais as Tendas que existem perto de onde moram e como funcionam.

Para além das Tendas Vermelhas temos também os Círculos de Mulheres. Estes círculos são mais livres na sua organização mas são semelhantes ao conceito da Tenda Vermelha em que o objetivo é a união e reunião de um grupo de mulheres com o objetivo de trabalharem nelas próprias e na irmandade que é ali estabelecida. Contudo, os Círculos de Mulheres acabam por existir mais dentro de comunidades pagãs ou de bruxaria, no sentido em que são grupos de mulheres que se reunem para trabalhar a sua espiritualidade, trabalhar o Sagrado Feminino e trabalhar com o seu "eu interior", numa irmandade onde até podem ser realizados trabalhos mágicos, trabalhos oraculares ou, em certos casos, até trabalhos com divindades. Acaba por ter um espaço mais amplo de trabalho. Os Círculos de Mulheres acabam também por ser mais livres e não estão limitados pela formação dada nos conceitos das Tendas Vermelhas (onde há o ensinamento e a obtenção de um Grau para puder iniciar uma Tenda Vermelha). Existe uma maior liberdade na prática e na reunião das mulheres neste tipo de eventos. 

Tanto as Tendas Vermelhas como os Círculos de Mulheres acabam por se focar no trabalho com o Sagrado Feminino, ou seja, o lado feminino do Sagrado. Com isto não quer dizer necessariamente o trabalho com Divindades femininas mas com o conceito do Feminino como um todo. O Sagrado Feminino inclui o trabalho com o feminino interior, com o curar as feridas de séculos de opressão ao sexo feminino, curar as feridas de traumas*, desmistificar mitos relacionados com a sexualidade feminina, trabalhar com Divindades femininas, trabalhar com o nosso lado feminino da nossa polaridade (tanto homens como mulheres e não-binários, o Sagrado Feminino está aberto a toda a gente). Nem todos os grupos vão abordar todas estas temáticas e nem todos vão abordá-las da mesma forma. Há várias formas de fazer este trabalho e cabe a nós, praticantes, ver quais as que nos identificamos e com as quais (e de que forma) pretendemos trabalhá-las. As Tendas Vermelhas e os Círculos de Mulheres são apenas duas de muitas formas de realizar este tipo de trabalho interior. 

E vocês? O que acham deste tipo de trabalho? Conhecem? Participam?

* No caso de traumas derivados de situações traumáticas ou violentas, aconselhamos sempre o acompanhamento médico por parte de um psiquiatra ou psicológo de forma a lidar com estes traumas da forma mais adequada possível!


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Análise Literária: "Modern Guide to Witchcraft" de Skye Alexander

Capa do Livro
Título: The Modern Guide to Witchcraft
Autor(es): Skye Alexander
Pontuação★☆☆
Descrição: A especialista do mundo dos feitiços Skye Alexander vai ajudá-la a explorar a magia que existe dentro de si para que possa criar poções, altares, amuletos, talismãs e outros encantamentos. Mais do que um manual de artes mágicas, este é um livro que a fará descobrir o seu poder interior e a importância da conexão com a Natureza. Com a ajuda das plantas, dos cristais e das pedras preciosas, desbloqueie aquilo que a está a impedir de alcançar os seus desejos mais profundos. Tire partido deste talento natural e atraia o bem e a felicidade para si e o mundo à sua volta.
Onde Comprar*: Book Depository | Wook | Wook (Em Português) 
Análise: Hoje volto com mais um livro de iniciantes que está a ser bastante famoso ultimamente e faz grande parte das estantes das Bruxas e Bruxos que estão agora a iniciar o seu caminho. Por ter tanto impacto nos praticantes que estão a começar, acho importante deixar aqui a minha opinião sobre o mesmo para que possa ajudar na escolha se compram (ou não) este livro para adicionar á vossa estante. 

Este livro não é tão mau como alguns que eu tenho lido ultimamente (como o da Harmony Nice...) mas também deixa um pouco a desejar em várias coisas. Apesar disso não é um livro mau para iniciantes, apenas tem em falta várias coisas que, para mim, considero essencial no livro de iniciantes (como uma bibliografia!). 

Comecemos por abordar os pontos que eu gostei no livro: 

- Adoro o fato da autora abordar a Ética Pessoal e o conceito de um Código Pessoal de trabalho mágico. São poucos os livros falam sobre estas temáticas e é uma parte tão importante da nossa prática o saber com o que estamos confortáveis e não confortáveis.
- Oferece ótimos conselhos para práticas solitárias e para o caminho individual.
- Dá conselhos muito bons para procurar e encontrar um coven. O último capítulo é fantástico.
- Fornece informações simples e não muito complexas sobre vários temas.
- Oferece uma ampla gama de feitiços e trabalhos mágicos que podem ser usados na prática pessoal.

Quanto aos pontos que não gostei

- É um livro focado um pouco demais na Wicca. Mesmo que a autora tente separar a Wicca da Bruxaria ela está sempre a voltar à Wicca seja na Ética ou nos Festivais.
- Tem um foco muito grande em "auto-ajuda" e fala sobre o livro d'"O Segredo", Lei da Atração e outras técnicas de coaching que acho que não seriam necessárias neste tipo de livro. Afinal de contas é suposto ser um livro de Bruxaria e não um livro de coaching. 
- No capítulo "Presságios" a autora deveria ter dito que nem tudo é um sinal divino. Às vezes a vida é uma porcaria ou as coisas simplesmente acontecem, não significa que seja um sinal divino de algo. A autora dá a entender que tudo em nosso redor é um sinal e isso é um erro. 
- A autora indica que a Magia é uma forma de evitar problemas e trazer bênçãos para as nossas vidas, como se fosse algo que resolvesse todos os nossos problemas com pós mágicos. Nós não podemos evitar todos os problemas que a vida nos apresenta, temos de os enfrentar.. A magia pode ajudar, mas não é uma solução divina.
- Há uma certa passagem em que a autora indica que "toda a gente já fez magia" porque já teve pensamentos. Magia não é apenas pensamentos. A magia não é apenas intenção! Nós não pensamos apenas que queremos ser ricos e de repente temos um camião de dinheiro à porta (se bem que até nem era má ideia...). Magia é intenção e ação voltada para essa intenção. Não é só pensar nisso.
- Não gostei da forma como ela abordou as divindades. A autora aborda as divindades como tendo sido "imaginadas por pessoas de antigamente". Acho que é estar a tirar valor às Divindades. Entendo o que a autora quis dizer, mas é preciso explicar mais do que apenas dizer que as divindades são imaginações. 
- Este ponto é algo pessoal e sei que poderá não incomodar toda a gente, contudo quero deixá-lo aqui: A autora fala MUITO sobre Anjos. Desde o lançamento do círculo aos elementais, aos pontos cardeais, a mulher fala incessantemente sobre Anjos e Arcanjos. Odeio ver entidades abrâamicas misturadas com feitiçaria, especialmente um livro tão focado em práticas similares à Wicca. 
- A autora fala sobre os caminhos pagãos como se fossem um buffet mágico onde qualquer pessoa pode ir pode simplesmente ver e escolher. Não menciona práticas fechadas, embora mencione Hoodoo e Santeria.
- Não dá informações sobre como cuidar dos cristais. Alguns cristais não podem ser submetidos a água ou sal ou mesmo luz / calor solar devido à sua composição química e dureza e as pessoas precisam saber disso, a autora não menciona e apenas diz às pessoas para "passarem na água corrente" ou "colocarem no sol". Isto é a receita ideal para estragar um cristal (ex: A selenite desfaz-se na água). 
- Nenhuma bibliografia ou recomendações e fontes adicionais.

A minha conclusão é que o livro não é própriamente mau mas deixa muito a desejar. Pessoalmente há outros livros que recomendo para iniciantes (podem ver a nossa lista de Recursos!) que considero estarem muito mais completos. Contudo, à falta de outro e dado que este está facilmente acessível no mercado português, não é um mau ponto de partida. 

E vocês? Já leram? Que acharam? 

* Os links fornecidos pertencem a 'Affiliate Programs' e geram uma taxa de lucro ao Sob o Luar. Não existe qualquer despesa adicional para o comprador. 
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O Tarot: Arcanos Maiores - XX - O Julgamento

XX - O Julgamento

Nome do Arcano: O Julgamento
Número: XX
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta do Julgamento apresenta-nos homens, mulheres e crianças nús nas suas campas com os braços alçados para o céu. Acima o Arcanjo Gabriel, messangeiro do Deus monoteísta, toca o seu trompete. No fundo está um conjunto de montanhas que se extende no horizonte. *
Símbologia: No Arcano do Julgamento vemos a humanidade nua e nas suas campas perante ao Arcanjo, aguardando a sua chamada aos céus para serem julgados e saberem que vão ser aceites no Paraíso ou não. As montanhas no fundo da carta representam os obstáculos que a humanidade enfrenta na sua vida e o quanto inevitável é o julgamento das nossas acções. 

Significado:
  • Posição Normal
Na sua posição original a carta do Julgamento está a alertar-nos para a necessidade de tomar uma decisão que irá alterar o rumo da nossa vida e pede para que usemos a nossa intuição no processo da tomada de decisão, através da análise de decisões passadas e daquilo que já vivemos e do que a nossa intuição nos ensina e aprendeu ao longo do nosso trajecto. Este Arcano chama-nos a ouvir o nosso Eu interior e trabalharmos para atingir o nosso estado mais elevado e mais único. Este é um momento de limpeza das nossas feridas mais profundas, libertação da culpa e do sentimento de arrependimento interno. É o momento para nos limparmos desta carga negativa que trazemos às costas e nos elevarmos, tomando a decisão para atingir uma nova plataforma no nosso crescimento pessoal. 

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta do Julgamento pede por um período de reflexão e de mergulho interior. É necessário tirar tempo do nosso dia para meditarmos connosco próprios e fazermos trabalho interior com a nossa intuição e com o nosso Eu interior. Há imensas coisa que temos vindo a evitar na vida e temos de as enfrentar de cabeça erguida e entender como as mesmas nos afectam e o impacto que elas têm. Temos de trabalhar estas memórias e entender como as mesmas servem de lições na vida. Este Arcano invertido traz-nos a mensagem que o Universo quer que nos foquemos em algo maior, em algo interior, mas que nós não estamos dispostos a isso (ou por medo ou por distração). É necessário focar, libertar dos medos e aceitar o desafio que o Universo nos dá. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
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