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Sob o Luar


Apesar de já termos falado de vários métodos divinatórios aqui no blogue, ainda não abordamos ao certo o que é a Divinação. E é isso que viemos fazer hoje! Vamos falar do que é a divinação, como a mesma pode ser utilizada e vou aproveitar para deixar aqui atalhos para os principais artigos de Métodos Divinatórios que nós temos! 

Então, o que é a Divinação ou Adivinhação? Esta é uma arte de prever o futuro mais provável recorrendo a um método divinatório como o Tarot, Runas, Pêndulo, Oráculos, Amuletos, etc. Existem imensos métodos que podem ser utilizados para este propósito. 

Esta arte já é utilizada e temos registo da sua presença desde a Antiguidade, sendo que temos vários registos (tanto físicos como escritos) de métodos divinatórios utilizados na Grécia Antiga e noutros locais da Antiguidade e ao longo da História (inclusive na Idade Média e em períodos mais recentes) e do Mundo, havendo registos de práticas divinatórias na Europa, Ásia, Américas e África. É uma arte que tem vindo a acompanhar a humanidade ao longo da sua história, evoluindo e sendo aplicada de várias formas, conforme os anos vão passando. Infelizmente é também uma arte sujeita a muitos charlatões e pessoas que se aproveitam da mesma para enganar os outros, pelo que todo o cuidado é pouco e devemos sempre recorrer a profissionais que confiamos e que sabemos que são éticos (recomendo a nossa editora Eva Tavares e a minha amiga ProbablySininho)

Aqui no Sob o Luar, temos artigos sobre os seguintes métodos: 

  • Scrying: O que é?
  • Pêndulo: O que é? 
  • O que são as Runas e os seus Significados
  • Métodos Divinatórios: O Tarot

Mas existem imensos outros métodos, como por exemplo:

  • Aleuromancia - Pelos biscoitos da sorte.
  • Apantomancia - Através de encontros inesperados com animais.
  • Astromancia - Pelos astros. Não confundir com Astrologia!
  • Augúrio - Pelo voo dos pássaros.
  • Bibliomancia - Pela interpretação de palavras ou frases de um livro aberto ao acaso.
  • Buziomancia - Por meio de búzios, pequenas conchas.
  • Cafeomancia - Pela interpretação da borra do café.
  • Cleromancia - Pelo lançamento de dados.
  • Ceromancia - Pela cera derretida da vela que caiu na água.
  • Cristalomancia - Através de cristais, como a bola de cristal.
  • Oniromancia - Pelos sonhos.
  • Piromancia - Pelo fogo 
  • Quiromancia - Pelas linhas e sinais da mão do consultante/pessoa que estamos a fazer a adivinhação para.
  • Teimancia - Pelas folhas de chá.
Entre muitos outros. 

Contudo, algo importante a referir quando falamos de Adivinhação, é referente ao facto de que falamos que se pode prever o futuro. Contudo, será que isso significa que o futuro já está escrito? E que não há forma de o evitar? Claro que não! O que a divinação nos dá, é uma pequena visão do futuro próximo com base no que momento em que estamos agora. Ou seja, com base em todas as nossas decisões até ao momento, e dependendo da pergunta, qual é o resultado mais provável. Um exemplo prático é: Imaginemos que eu quero ir para a universidade mas ainda não me candidatei. E pergunto às cartas se vou entrar na faculdade que quero. As cartas dizem que sim. Mas depois eu não faço nada. Ora, se eu não fizer o trabalho para entrar na faculdade... não vou entrar, né? A divinação diz-nos o que é mais provável de acontecer e qual o futuro próximo mas não faz milagres por nós. 

Adicionalmente isto não significa que não o possamos mudar, porque podemos! Nada está escrito para a eternidade e a nossa vida, no final de contas, está nas nossas mãos e podemos fazer dela aquilo que desejamos (dentro do expectável e possível, obviamente)!

E vocês? Que métodos preferem? 

Hoje voltamos a falar de Scrying e vamos falar de como criar um espelho para fazer este método divinatório.

Hoje vamos falar de outro método divinatório e vamos falar de Scrying! Scrying é um método bastante antigo e bastante famoso entre vários praticantes de Bruxaria e pode ser bastante útil, principalmente para quem prefere métodos mais visuais e intuitivos para os seus trabalhos divinatórios ou oraculares sendo que até pode ser utilizado para contacto com divindades e outros usos. 

Scrying é, para todos os efeitos, a arte de visualizar coisas e mensagens em superficies espelhadas sendo que as mais comuns são  a bola de cristal ou o espelho negro. Contudo pode também ser feita com água, com fogo ou até com um espelho normal, dependendo do praticante e daquilo que for mais prático ou acessível. Este é um método que requer bastante concentração e prática, podendo demorar muito tempo a ser dominado e a devolver resultados, contudo, não é impossível! 

Este método é conhecido, na media em geral, como sendo o método utilizado por Bruxas famosas como as da Disney e de outros filmes e séries para descobrir coisas. Desde a bola de cristal da Bruxa Má do Oeste no Feiticeiro de Oz até ao Espelho da Rainha Má da Branca de Neve, este é dos métodos divinatórios mais famosos e mais facilmente identificáveis, contudo, não é dos mais fáceis de aprender. É muito fácil deixar-nos cair no erro de acreditar ou até de forçar imagens na nossa mente quando estamos a trabalhar com as ferramentas de scrying e a necessidade de saber distinguir o que realmente estamos a ver e o que estamos a imaginar é um dos principais talentos a desenvolver para esta prática divinatória. 

Este método pode ser utilizado tanto para previsões ou adivinhação ou, de forma ainda mais desenvolvida, pode ser utilizado para trabalho interno da nossa prática, seja para comunicação com divindades ou para sessões de auto-conhecimento. Uma boa recomendação quando estamos a trabalhar com esta ferramenta é ter um gravador ou um telemóvel a gravar áudio para que possamos falar alto o que estamos a ver e, dessa forma, ficar com um registo em formato de áudio. Este método de registar acaba por ser mais fácil porque não temos de parar de olhar para o espelho ou para a água ou bola de cristal para escrever o que estamos a visualizar. 

Como falei, Scrying pode ser feito em várias superfícies: Bolas de cristal (variados cristais mas por norma é preferencial o Quartzo Hialino ou até o Vidro), tigelas ou recipientes com água, chamas de velas ou de fontes de fogo, espelhos negros (muito tradicionalmente utilizados na Bruxaria Moderna) ou espelhos normais, entre outras. 

Em artigos futuros dentro deste método divinatório irei ensinar a criar o próprio espelho negro e como fazer scrying com o mesmo, mantenham-se atentes! 

Crédito de Imagem: Unsplash (Halanna Halila)

Hoje voltamos a falar do Pêndulo e vamos falar sobre métodos de consulta. Existem várias formas de utilizar um pêndulo e, também, vários propósitos com os quais o mesmo pode ser usado. Desde método de divinação, processos de cura e cristaloterapia, auxiliar em feitiços e direcionamento de energias a forma de contacto com divindades ou entidades, existe imensas formas de utilizar esta ferramenta na nossa prática diária. 

Um dos principais cuidados dos quais devemos falar quanto ao uso do Pêndulo, principalmente para usos divinatórios ou de comunicação cm divindades/entidades, é o facto de que o pêndulo pode ser influenciados pelas nossas mãos. Se for utilizado o pêndulo pendurado nas nossas mãos ou agarrado enquanto aguardamos uma reação, os nossos músculos podem, involuntariamente, afectar o comportamento do pêndulo. Assim sendo, para este tipo de leituras, é sempre recomendado que o pêndulo seja colocado em algum sítio, como por exemplo, pendurado num frasco, num ramo, etc. de forma a que o resultado não seja influenciado pelo nosso corpo e, dessa forma, seja errado. Claro que, este cuidado, não deixa de ser uma preferência pessoal, pelo que não se sintam obrigades a seguir esta metodologia. 

Como falei, o pêndulo é uma ferramenta bastante versátil e pode ser utilizado com vários propósitos. Ele é fantástico para questões de SIM ou NÃO ou para questões de respostas fechadas. Para isso basta colocar a pergunta ao pêndulo e focar na mesma e aguardar a resposta. A interpretação da resposta pode ser feito de várias formas: 
  • Há quem prefira efetuar uma programação antes de começar a trabalhar com o pêndulo. Programar o pêndulo é basicamente ensinar-lhe o que é o "SIM" ou que é o "NÃO". Para isto é necessário, no espaço de trabalho e no devido foco mental, mexer o pêndulo de propósito na direção que queremos que represente o SIM enquanto repetimos e focamos na intenção de que aquele movimento irá representar aquela resposta.
  • Outra alternativa é utilizar uma folha de respostas. Existem vários quadros e mesas de trabalho pendular já com respostas e correspondências na mesma e o pêndulo reage à mesma. Também podem ser criadas as próprias mesas e correspondências e programar o pêndulo para reconhecer aqueles símbolos e responder de acordo com os mesmos. 
  • Por fim, outra alternativa, é efetuar perguntas que sabemos as respostas (Ex: "Está a chover lá fora?" ou "Hoje comi cenouras" etc) e ver qual o movimento que o pêndulo faz e verificar os padrões. Anotar todas estas reações por parte do pêndulo e entender a linguagem do mesmo e, a partir daí, analisar e estabelecer o nosso método de contacto. 
Estas técnicas podem ser aplicadas a várias das formas de utilizar o pêndulo, como divinatórios ou de comunicação com Divindades. 

Para outros propósitos como cristaloterapia ou direção de energias, o método de trabalho será um pouco diferente dado que não necessitamos tanto de respostas por parte do pêndulo (excepto em situações que, durante a cristaloterapia, estamos a fazer análise do paciente) mas sim de utilizar esta ferramenta para direcionamento de energias. Aqui o pêndulo comporta-se um pouco como uma varinha, de certa forma, e a sua programação e trabalho é na mesma base, não requerendo os pontos anteriores. 

O pêndulo é uma ferramenta bastante versátil e a sua forma de trabalho pode ser muito variada. Estes são só alguns exemplos de formas de utilização dos mesmos, pelo que recomendo lerem online, por parte de outros praticantes, lerem livros ou, até, experimentarem formas de utilização e novas técnicas até encontrarem aquela que sentem que é a mais correta para o vosso caminho. O céu é o limite! 

E vocês, como gostam de usar esta ferramenta? 

Crédito de Imagem: Pixabay (Photo_Denisse)

Hoje voltamos a falar do Pêndulo e vamos falar sobre como escolher e consagrar um pêndulo, para iniciarmos a nossa jornada de trabalho pendular. 

Á semelhança do Tarot e do que falamos no artigo sobre Como Escolher um Baralho, sou da opinião que a intuição é das melhores ferramentas que podemos usar para nos ajudar a fazer esta escolha. Existem milhares e milhares de pêndulos de vários formatos, materiais, fontes, etc. A escolha é imensa e isso pode dificultar o nosso processo, levando-nos a pensar coisas como "estarei a escolher o correto?", "e se o outro fosse melhor?", entre outras questões. 

Primeiro gostava de esclarecer a ideia de que apenas podem ter um pêndulo. NÃO é verdade! Podem ter vários pêndulos, cada um com o seu propósito. Por exemplo podem ter um pêndulo para falar com divindades, um pêndulo para trabalho oracular, outro pêndulo para trabalho divinatório, um pêndulo para trabalhos de cura, etc. Não se sintam limitados e obrigados a escolher apenas UM pêndulo para usar para tudo. Não tem problema em haver vários. 

Assim sendo, e agora que já temos este ponto estabelecido, vamos falar sobre como escolher os pêndulos. O primeiro passo é definir qual o uso que o pêndulo vai ter. Isto permite-nos escolher o tipo de material que queremos que o pêndulo tenha. Por exemplo, se for um pêndulo para trabalhos devocional, é uma boa ideia termos um pêndulo feito de um material que tenha ligação às divindades com as quais vamos trabalhar com aquele pêndulo. Desta forma estamos a honrar as divindades e, ao mesmo tempo, a utilizar o nosso conhecimento das suas correspondências para o trabalho devocional. 

De seguida, temos de ter em conta o custo/materiais. Como falamos anteriormente os pêndulos podem ser várias coisas, por isso, não se sintam limitados a gastar imenso dinheiro em pêndulos de cristais raros ou coisas do género, porque não é de todo necessário! Aliás, se virem que preferem pêndulos de madeira, até podem ser vocês próprios a criar o vosso pêndulo, arranjando um pedaço de madeira e moldando o mesmo para o formato de um pêndulo. A mesma coisa com pêndulos feitos de cerâmica ou outros materiais moldáveis. 

Após escolhermos e termos obtido o nosso pêndulo temos de garantir que o limpamos e consagramos. Se, por ventura, o pêndulo tiver sido feito por nós, este passo pode ser saltado se tivermos incluído a consagração ou infusão de energias no processo de criação. Fica ao critério de cada praticante, como é óbvio. Supondo que o pêndulo foi comprado numa loja ou a terceiros, aí, necessitamos de garantir a limpeza do mesmo. Esta limpeza pode ser feita com água e sal, incensos, defumação de velas, entre outros métodos de limpeza. Já falamos anteriormente aqui no blogue sobre Métodos de Limpeza, seja para cristais ou métodos gerais, pelo que recomendo darem uma leitura nesses conteúdos.

Por fim, no que diz respeito a consagrar ou programar nosso pêndulo existem várias técnicas. Pessoalmente, independentemente do material de que é feito eu gosto de usar a mesma técnica que uso para programar Cristais e que já falei anteriormente nesta postagem. Por isso, recomendo dar uma leitura à mesma. Se quiserem, podem também consagrar utilizando um método genérico de Consagração de Instrumentos, o qual também temos disponíveis. Esta consagração/programação vai depender muito do uso que pretendemos dar a esta ferramenta e está muito dependente da prática de cada um. Sintam-se à vontade para improvisar conforme a vossa intuição vos disser. 

E vocês? Qual o vosso pêndulo favorito? 

Crédito de Imagem: Unsplash (Ralph (Ravi) Kayden)

Hoje vamos começar uma nova série de Métodos Divinatórios e vamos falar sobre o pêndulo. O pêndulo é um tipo de método divinatório ou oracular bastante usado, até antigamente pelos nossos antepassados recentes, e é utilizado para diversos tipos de questões ou trabalhos. Um exemplo que os nossos antepassados, e ainda nos dias de hoje, utilizavam uma ferramenta como pêndulo era quando se fazia a "previsão dos filhos" com uma agulha pendurada num fio. Esta prática é comum em Portugal, principalmente entre os jovens que aprendem com as suas mães ou avós, e é, na prática, a utilização de um pêndulo.

Um pêndulo pode ter variados formas e formatos e ser constituído de diversos tipos de materiais. O tipo de pêndulo mais comum que vemos nas redes sociais e nas comunidades de Bruxaria e Paganismo são pêndulos de cristais, como a imagem deste artigo mostra. Estes podem ser de cristais específicos para determinados propósitos (ex: ametista para trabalhos de intuição) ou podem ser apenas feitos de vidro ou cristal transparente, para serem facilmente programáveis. 

Os pêndulos podem também ser feitos de madeira, rocha, agulhas, cerâmica, sementes grandes, metal e diversos outros tipos de materiais que podem ser condutores de energias. Muitos praticam preferem recomendar pêndulos feitos de materiais como madeira ou agulhas dado que os cristais, tendo energias próprias e características de correspondências mágicas associadas, podem alterar o tipo de resposta ou o tipo de leitura que é dado. Claro que isto vai depender da prática de cada praticante e do tipo de material com que cada um se sente à vontade. 

Os pêndulos são utilizados em diversos tipos de trabalhos, não só como divinatórios, mas também em processos de cura (como em cristaloterapia, caso os pêndulos sejam feitos de cristais), em processos de procura de objetos (o pêndulo pode ser utilizado para ajudar a encontrar coisas, seja a indicar qual o caminho ou direção seguir ou a responder a dúvidas sobre onde poderá estar esse objeto), em processos de contacto com divindades ou entidades (o pêndulo pode ser como veículo para obter respostas a perguntas colocadas), como amuletos (podem ser usados meramente como colares ou amuletos e, em casos de urgência, utilizados para outras das funções dadas), entre muitos outros usos que podem ser aplicados a esta ferramenta. 

Noutros artigos iremos falar sobre como escolher o próprio pêndulo e iniciar um método de trabalho com o mesmo e como efetuar consultas com o pêndulo, principalmente para questões dentro dos métodos divinatórios.

E vocês? Qual o vosso tipo de pêndulo favorito? 

Crédito de Imagem: Unsplash (Haley Owens)

Hoje vamos retornar à nossa série sobre Runas e vamos falar de tipos de lançamentos de runas para propósitos divinatórios. Vou abordar alguns tipos de lançamentos que podem ser utilizados e pode procurar online por mais ou até criar o seu próprio tipo de lanaçamento adaptado á sua prática individual ou ás divindades com as quais trabalha, se quiser que as mesmas estejam relacionadas com este método. 

Antes de fazer um lançamento de runas, como em todos os métodos divinatórios, encontre um local tranquilo onde possa se concentrar e focar no que está a fazer. Coloque um pano da cor desejada (branco ou roxo são cores ideais) e acenda uma vela ou incenso se preferir. Tenha as runas num saco ou num sitio de onde as possas tirar para as tiragens sem saber quais está a tirar (tal como faria com o Tarot ao embaralhar as cartas, por exemplo).

Tirada de uma Runa
Esta é a tiragem mais simples e pode ser utilizada para lançamentos diários, por exemplo, todas as manhãs ou noites para pedir um conselho. Tirar só uma runa e analisar o seu significado e as suas palavras chaves.


Tirada de Três Runas (Passado, Presente, Futuro)
Esta tiragem é uma tiragem apropriada para análise de situações. Vários praticantes acreditam que esta tiragem pode também estar ligada às Norms (as Deusas Nórdicas do Destino) dado que cada uma simbolizaria uma passagem do tempo (passado/presente/futuro). Para este lançamento basta retirar três runas e colocá-las, lado a lado e analisá-las com base nos seus significados e as suas posições no lançamento. 


Tirada em Cruz
Esta tiragem, como o nome indicada, é realizada em cruz. É apropriada para para ajudar no processo de tomadas de decisões ou de análises de situações que estejam a decorrer e para as quais necessitemos de conselhos. Tal como nos outros lançamentos, retiramos as runas e colocamo-las nas devidas posições, efetuando a análise conforme o seu significado vs a sua posição na leitura. 


1 - Influência do passado.
2 - Os desafios que virão.
3 - O suporte que existe.
4 - O resultado a curto prazo.
5 - O resultado final e qual a lição aprendida.

Tirada dos 9 Reinos
Esta leitura é efetuada com base nos 9 reinos ou mundos nórdicos da árvore Yggdrasil e cada um deles tem um significado/correspondência para resposta às nossas perguntas. Este tipo de leitura é principalmente útil em situações de meditações ou de análises pessoais ou anuais Tal como nos outros lançamentos, retiramos as runas e colocamo-las nas devidas posições, efetuando a análise conforme o seu significado vs a sua posição na leitura. 


1 - Asgard: Representa o "Eu", inspiração e honra.
2 - Vanaheim: Representa a fertilidade, paz, relacionamentos. 
3 - Light Alfheim: Representa a criatividade, artes e atividades mentais.
4 - Muspelheim: Representa a intuição, o fogo interior.
5 - Nifelheim: Representa a "Sombra" e as coisas escondidas. 
6 - Midgard: Representa o Ego, o mundano e as coisas do dia a dia. 
7 - Swartalfheim: Representa o trabalho e a transformação interior. 
8 -  Jotunheim: Representa o Animus, o conceito masculino e os mistérios e as coisas que não são o que parecem.
9 - Hel: Representa a Anima, o conceito feminino e o submundo, a morte e os renascimentos. 

Tirada Astrológica
Como o nome indica, esta tiragem está ligada à Astrologia e é simples de se efetuar. Cada casa astrológica tem a sua correspondência quanto ao campo ou área da nossa vida e faremos a análise com base na rua que calha em cada uma das casas e o que isso significa para nós. Este tipo de leitura é ideal para início do ano ou para previsões de determinados períodos de tempo. Tal como nos outros lançamentos, retiramos as runas e colocamo-las nas devidas posições, efetuando a análise conforme o seu significado vs a sua posição na leitura. 



Estas são apenas algumas das tiragens possíveis de efetuar com runas. Tal como os restantes métodos divinatórios, não tenham medo de usar a vossa intuição para inventar ou criar novos lançamentos ou para alterar certos significados. O trabalho com métodos divinatórios está muito assente no nosso trabalho com os utensílios, com a nossa intuição e forma de analisar e, cima de tudo, com a nossa relação com o tipo de método. 

Quais os vossos métodos favoritos? 

Crédito de Imagem: Unsplash (Ksenia Yakovlela)
Hoje vamos voltar à nossa série sobre Runas e vamos falar como podemos criar as nossas próprias runas. As runas são um método divinatório, como vimos anteriormente, e podem ser compradas em qualquer loja esotérica ou mística, estando inclusive disponível online em vários sites. Contudo, muitos praticantes optam por criar os seus próprios sets de runas. Não só é mais barato do que comprar um conjunto numa loja mas também permite ao praticante ter uma ligação directa com o seu conjunto de runas, dado que desde a criação até à sua utilização, tudo passou pelas mãos da mesma pessoa. Os conjuntos de runas podem ser feitos de vários tipos de materiais como madeira, cristais, pedra, papel, barro, cartão, metal, etc. A imaginação é, literalmente, o limite. 

Muitos praticantes optam por (tal como mostra a foto) adquirir pequenos pedaços de madeira, de tamanhos parecidos, e desenhar ou gravar os símbolos de cada runa em cada pedaço de madeira. Isto pode ser feito com madeira já cortada, comprada de uma loja, ou pode ser feito com madeira cortada pelo praticante de ramos colhidos na natureza. Recordamos que quando colherem ramos da Natureza devem garantir que têm autorização do proprietário das terras em questão e, acima de tudo, que têm de autorização da planta (caso seja madeira viva) e deixem sempre oferendas ou algum tipo de agradecimento (pode ser água ou comida para os animais locais) pela madeira que vos foi dada. A forma como pretendem posteriormente decorar os pedaços de madeira irá depender do gosto de cada um: Pintado, cravado, pirogravado, etc. 

Outra forma de criar as próprias runas é, por exemplo, com pedras de um riacho ou da praia. Isto é principalmente bom para quem tem uma prática com muita influência marítima e gosta de trabalhar junto do mar ou com as energias do mar (ou do rio!). Para isso basta recolher algumas pedras, preferencialmente que tenham estado recentemente ou estejam em contacto com a água do corpo de água onde estamos a recolher, e tentar garantir que as mesmas são sensivelmente do mesmo tamanho/forma e polidas ou, pelo menos, com espaço onde possa ser feito o desenho da runa. Depois é necessário limpar as pedras e desenhar o símbolo. Nas pedras o símbolo pode ser pintado com tinta e envernizado ou pode ser apenas pintado directamente com tinta permanente. Podem também ser gravado, se tiverem experiência e os equipamentos necessários, para efetuar gravação em rocha (este tipo de gravação NÃO deve ser feito sem as necessárias precauções e conhecimentos técnicos dado que é bastante perigoso). 

Também o barro é uma forma bastante interessante de criar runas! Existe barro que necessita de ir ao forno e existe barro que não precisa, ambos podem ser utilizados para criar runas. Para isso basta apenas moldar o barro em formato das peças de runa, do tamanho que preferirem. Depois ou marcam o símbolo da runa antes de levar ao forno/deixar repousar ou, se quiserem, podem posteriormente pintar o símbolo na runa. Fica verdadeiramente ao critério de cada praticante como preferem fazer a parte da decoração das runas. Quanto á cor, fica também à preferência de cada um. Podem usar barro normal, barro colorido, combinações de cores, etc. Aconselho, neste método, a estudar um pouco sobre cada runa e se quiserem tentar personalizar cada uma às características e cores associadas, poderá dar um aspecto diferente ao conjunto. 

Como falei no início existem mil e uma formas de criar os próprios conjuntos de runas e, infelizmente, não temos espaço para falar de todas elas. Estas três são as formas mais fáceis e acessíveis para criar os vossos próprios sets mas a liberdade é toda vossa e não tenham medo de adaptar e criar aquilo que vos chama mais ou que vos parece mais prático para a vossa prática pessoal. Existe, inclusive, sets de runas em formatos de cartas (de baralho), por isso, não tenham medo de inovar. Se funcionar para vocês e permitir-vos trabalhar com as runas de uma forma eficaz, é o que interessa.

E vocês? Já criaram as vossas próprias runas? Contem como correu. 

Crédito de Imagem: Pixabay (shubina_e)
XXI - O Mundo

Nome do Arcano: O Mundo
Número: XXI
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta do Mundo é presentada por uma mulher nua com um tecido roxo em seu redor, dançando dentro de grinalda. A mulher está olhar para trás enquanto o seu corpo está virado para a frente. Na sua mão estão dois bastões ou varinhas. Á volta da grinalda estão quatro figuras (um leão, um touro, um querubim e uma águia). *
Símbologia: No Arcano do Mundo a mulher nua está a olhar para trás, para o seu passado, enquanto o seu corpo está voltado para a frente, pronto a enfrentar o futuro que virá. Na sua mão tem, à Semelhança do Mago, dois bastões, simbolizando que aquilo que o Mago manifestou se tornou realidade e está nas mãos desta mulher. A grinalda redonda alerta-nos para o ciclo contínuo completado e o próximo que começará, pois tudo na vida são ciclos que começam e terminam. As figuras em torno da grinalda representam os quatro signos fixos do zodíaco (Leão, Touro, Aquário e Escorpião) e, à semelhança da sua presença na Roda da Fortuna, representam os quatro elementos, os quatros naipes do Tarot, os quatro pontos do compasso e as quatro estações. Estão aqui para nos guiar de uma fase para a outra do nosso ciclo constante. 

Significado:
  • Posição Normal
Na sua posição original a carta do Mundo é uma carta extremamente positiva. Representa o fim de um ciclo com sucesso e a vitória alcançada. Traz consigo uma sensação de conquista dos nossos objetivos. Seja um projecto a longo prazo, um desafio, uma fase na nossa vida ou apenas um pedaço do nosso caminho, esta carta mostra-nos que atingimos os nososs objetivos e chegamos ao fim deste pedaço da jornada com sucesso. Convida-nos a reflectir sobre o nosso passado e o que nos trouxe até este momento, a entender o que foi bom, o que foi mau, o que poderia ter sido melhorar e ajuda-nos a preparar para o novo ciclo que se inicia. Esta carta não é um fim mas sim uma celebração da conclusão de um ciclo e inicio de uma nova. 

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta do Mundo alerta para a necessidade de obter fecho numa situação em particular. É necessário fechar as pontas soltas e terminar um ciclo da nossa vida ou um projecto que esteja a decorrer. Este fecho pode estar pendente pela nossa impossibilidade de agir, por medo, por estarmos demasiado agarrados a algo. Este Arcano alerta-nos que temos de analisar a situação e conseguir libertar essas amarras, permitindo o fecho de um ciclo para começar um novo. Pode também alertar para o facto que não estão a ser tomadas todas as medidas ou passos que deveriam para atingir um determinado objetivo. É preciso reflexão interior para ver o que está em falta e conseguimos tomar os passos necessários para atingir o nosso objectivo. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
XX - O Julgamento

Nome do Arcano: O Julgamento
Número: XX
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta do Julgamento apresenta-nos homens, mulheres e crianças nús nas suas campas com os braços alçados para o céu. Acima o Arcanjo Gabriel, messangeiro do Deus monoteísta, toca o seu trompete. No fundo está um conjunto de montanhas que se extende no horizonte. *
Símbologia: No Arcano do Julgamento vemos a humanidade nua e nas suas campas perante ao Arcanjo, aguardando a sua chamada aos céus para serem julgados e saberem que vão ser aceites no Paraíso ou não. As montanhas no fundo da carta representam os obstáculos que a humanidade enfrenta na sua vida e o quanto inevitável é o julgamento das nossas acções. 

Significado:
  • Posição Normal
Na sua posição original a carta do Julgamento está a alertar-nos para a necessidade de tomar uma decisão que irá alterar o rumo da nossa vida e pede para que usemos a nossa intuição no processo da tomada de decisão, através da análise de decisões passadas e daquilo que já vivemos e do que a nossa intuição nos ensina e aprendeu ao longo do nosso trajecto. Este Arcano chama-nos a ouvir o nosso Eu interior e trabalharmos para atingir o nosso estado mais elevado e mais único. Este é um momento de limpeza das nossas feridas mais profundas, libertação da culpa e do sentimento de arrependimento interno. É o momento para nos limparmos desta carga negativa que trazemos às costas e nos elevarmos, tomando a decisão para atingir uma nova plataforma no nosso crescimento pessoal. 

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta do Julgamento pede por um período de reflexão e de mergulho interior. É necessário tirar tempo do nosso dia para meditarmos connosco próprios e fazermos trabalho interior com a nossa intuição e com o nosso Eu interior. Há imensas coisa que temos vindo a evitar na vida e temos de as enfrentar de cabeça erguida e entender como as mesmas nos afectam e o impacto que elas têm. Temos de trabalhar estas memórias e entender como as mesmas servem de lições na vida. Este Arcano invertido traz-nos a mensagem que o Universo quer que nos foquemos em algo maior, em algo interior, mas que nós não estamos dispostos a isso (ou por medo ou por distração). É necessário focar, libertar dos medos e aceitar o desafio que o Universo nos dá. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
XIX - O Sol

Nome do Arcano: O Sol
Número: XIX
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta do Sol é caracterizada por um Sol radiante no fundo da carta. Por baixo do Sol estão quatro girassóis em flor. Na parte principal temos uma jovem criança sentada no topo de um cavalo branco. *
Símbologia: No Arcano do Sol temos um Sol radiante no fundo da carta que representa o optimismo e a positividade. Representa a força da vida que nos alimenta. Os quatro girassóis representam, cada um deles, os quatro elementos e os quatro naipes dos Arcanos Menores. A criança, na parte da frente da carta, representa a tranquilidade de estarmos unidos à nossa criança interior e em harmonia connosco próprios. A sua nudez mostra-nos que a criança não tem nada a esconder e está equilibrada consigo mesma. O cavalo branco, tranquilo enquanto a criança anda em cima dele, representa a força e a pureza. 

Significado:
  • Posição Normal
Na sua posição original a carta do Sol é uma das cartas mais positivas do baralho de Tarot. Representa o sucesso, a felicidade e a abundância. Traz-nos força para enfrentar os momentos díficeis da vida e recorda-nos que dentro de nós há um Sol a brilhar e que nos guiará pelos tempos mais escuros do nosso caminho. O Sol mostra-nos também que os outros conseguem ver este Sol dentro de nós e que por isso atraímos outras pessoas para junto de nós e podemos cuidar e amá-las. Esta é uma carta de esperança que as coisas vão melhorar ou estão a melhorar e que as dificuldades que possam estar a ser atravessadas estão a ser resolvidas ou serão resolvidas muito em breve. O Sol conecta-nos com o nosso ser interior e incentiva-nos a atingir o equílibrio interior, tal como a criança na imagem do Arcano. Esta é uma carta energética, positiva e de boas notícias. 

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta do Sol alerta-nos que podemos estar a ser optimistas demais e impedir-nos de ver a realidade a nossa volta. Recorda-nos que em tudo temos de ter moderação e temos de ver as coisas com os olhos atentos e não ignorar aquilo que nos magoa. Apesar da nossa confiança interior, temos de saber olhar para os desafios e entendê-los. O Sol nunca é uma carta negativa, contudo, ele alerta-nos para a necessidade de vermos as coisas como elas são. Noutro cenário, a carta do Sol invertida pode também recordar-nos que temos de ver o bom nas coisas e não focar apenas no mau. Precisamos de equílibrio e apesar de ser díficil ver no escuro, temos de encontrar uma luz dentro de nós, a nossa criança interior cheia de esperança, e permitir que a mesma nos ilumine o caminho e permita ver o positivo no meio da tempestade. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
XVIII - A Lua

Nome do Arcano: A Lua
Número: XVIII
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta da Lua é representada por uma grande Lua Cheia no céu nocturno posicionada entre duas torres e com um caminho por baixo. Na frente temos um pequeno lago com um lagostim a sair da água e, perto do lago, a relva temos um cão e um lobo a uivarem à Lua.  *
Símbologia: No Arcano da Lua temos uma Lua Cheia no céu nocturno que representa a intuição, os sonhos e o subsconsciente. A sua luz é mais ténue comparada com o Sol, mas a Lua traz-nos a luz sobre os mistérios da noite e da mente e sobre o caminho da nossa espiritualidade, representada pelo caminho no meio das torres. O pequeno lago representa a mente consciente, de onde sai o lagostim, que vem aqui representar o início da criação e o começo do nosso desenvolvimento consciente. O cão e o lobo, uivando à Lua, simbolizam os lados selvagens e domesticados da nossa mente, perante as energias lunares. 

Significado:
  • Posição Normal
Na sua posição original a carta da Lua representa os nossos medos e inseguranças. Estamos a ser influenciados por traumas ou emoções do nosso passado que estão a influenciar as nossas acções do presente. Estamos a deixar que o nosso passado interfira com as nossas acções actuais e temos e agir contra isso. Este é um momento de incerteza no qual temos de nos voltar para dentro e ouvir a nossa intuição. Temos de consegui lidar com estes medos e ansiedades, seja através de terapias ou curas naturais, mas é preciso agir e não deixar que esses aspectos mais escuros dominem a nossa vida. A Lua indica também a necessidade de ouvir a nossa intuição e de nos sintonizarmos com a verdadeira Lua no céu e que nos focarmos nos seus ritmos. Ver em que fase da Lua estamos, o que ela significa, meditar com ela, etc. Fazer trabalho lunar é aconselhado na presença desta carta. 

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta da Lua mostra-nos que estamos a conseguir lidar com as nossas ansiedades e medos de forma correcta e que estas energias negativas que nos rodeavam estão a começar a desaparecer. Contudo, a carta alerta-nos para termos noção que temos de trabalhar e manter o nosso trabalho quanto a estas emoções e não podemos apenas querer escondê-las pois tal como a Lua vai de Nova a Cheia, também as nossas emoções não ficam escondidas para sempre. É preciso enfrentá-las e saber lidar com as mesmas. Esta carta, nesta posição, pode também representar que existem mensagens que estão a ser recebidas mas não corretamente interpretadas. É preciso ouvir os Guias e meditar sobre o assunto ou até consultar métodos divinatórios alternativos. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
XVII - A Estrela

Nome do Arcano: A Estrela
Número: XVII
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta da Estrela é representada por uma mulher nua de joelhos perto de um pequeno lago/poça. Ela tem na mão dois recipientes, um de onde coloca água no pequeno poço e outro onde coloca para a terra, divindindo em em três pequenos rios. Ela tem um pé no chão e um pé na água e está nua. Atrás dela, brilha uma estrela grande em tons amarelos e sete estrelas pequenas brancas. *
Símbologia: No Arcano da Estrela temos uma mulher nua ajoelhada junto a um pequeno lago. A sua nudez representa a sua vulnerabilidade e a sua pureza debaixo do céu estrelado. Um dos seus pés está na terra, mostrando-nos o seu equílibrio interior e ligação à terra enquanto o pé na água representa a intuição e a voz interior, e a sua capacidade de estar ligada ao que o seu interior diz e orienta. Os dois recipientes na sua mão representam o consciente (o da mão direita) e o subsconsciente (o da mão esquerda) sendo que o que está a ser deitado para o lago representa a nutrição da terra e a continuidade do círculo da fertlidade (vista nos campos verdes em redor do pequeno lago) e o que está a ser deitado para a terra, e dividido em cinco rios, representa os cincos sentidos que são alimentados por esta acção. 

Significado:
  • Posição Normal
Na sua posição original a carta da Estrela vem representar a tranquilidade e as melhorias após um momento díficil (na ordem dos Arcanos, vem logo a seguir à Torre). Esta carta vem representar uma sensação de esperança e fé renovada, nomeadamente uma maior ligação ao Divino e ao Espiritual, quer dentro de nós quer em nosso redor. É um momento de maior equílibrio interior, de maior satisfação e conhecimento pessoal e espiritual e de estabilidade a nível emocional e psicológico. É uma carta de recuperação e de redescoberta pessoal, seja a nível das nossas sensações internas, pensamentos, crenças e pontos de vista mas também da vida em nosso redor. Podem estar a ser feitas mudanças importantes na nossa vida e estamos cheios de esperança e optimismo para estas mudanças e a Estrela vem fomentar esse optimismo. Este arcano é uma excelente representação do ditado "ano novo, vida nova", ou seja, que devemos apostar nas mudanças positivas que queremos implementar na nossa vida para estar em maior equílibrio connosco mesmos. 

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta da Estrela significa exactamente o oposto da sua posição normal. Nesta posição, ao invés do encontrar de um equílibrio e de uma melhoria interior, falamos da perda de esperança e de conexão com o Universo e com o Divino. Sentimo-nos perdidos e sem saber para onde nos virar e para onde recorrer. Estamos desligados da nossa vida, da nossa rotina e daquilo que nos é importante e que nos faz bem. Esta carta, nesta posição, urge-nos a parar, focar em nós mesmos e tratar de nós ("self-care") para que possamos voltar a encontrar o ponto de equílibrio necessário para seguir em frente na nossa jornada da vida. É necessário parar, recalibrar e conseguir chamar para nós os pontos positivos da carta da Estrela. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
XVI - A Torre

Nome do Arcano: A Torre
Número: XVI
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta da Torre é caracterizada por uma torre alta no topo de uma montanha rochosa. No topo da torre, atinge-lhe um raio que incendia o edíficio e faz duas pessoas saltarem dda torre com os braços esticados. Em volta da torre existem 22 chamas, representando os doze signos do zodíaco e os dez pontos da árvore da vida. *
Símbologia: No Arcano da Torre temos uma torre alta no topo de uma montanha rochosa. A torre aqui representa uma estrutura sólida que, infelizmente, foi construída num terreno instável e, como tal, apenas um raio faz a torre cair. Este raio representa uma energia súbita de revelação e que cria uma mudança drástica, aqui representada pela torre que cai. Esta é uma cena de caos, com as pessoas a saltarem da torre sem saberem o que as espera. Em redor existem 22 chamas, representando os doze signos do zodíaco e os dez pontos da árvore da vida, mostrando que até nos desastes da vida, as divindades estão perto de nós. 

Significado:
  • Posição Normal
Na sua posição original a carta da Torre representa uma mudança drástica e inesperada. Pode ser um divórcio, morte de alguém próximos, problemas de saúde, problemas financeiros ou qualquer outro evento que vá abanar a nossa vida e estado actual. É um evento de grande impacto que vai gerar uma onda de mudanças na nossa vida. Não há forma de escapar a esta mudança, é preciso aceitar a mesma e aprender a lidar com ela, de forma a que mesma possa gerar resultados positivos, a longo prazo. Também a nível das nossas crenças e opiniões podem sofrer um abanão com esta carta, que nos irá tirar do sítio e obrigar a construir de novo uma nova estrutura. A Torre não está apenas relacionada com eventos no plano físico mas também no nosso plano interno e espiritual, podendo representar uma nova revelação ou conhecimentos que nos obrigarão a rever a nossa forma de ser e enfrentar o mundo. No momento pode parecer uma tragédia, contudo, a longo prazo, iremos ver os impactos que este evento realmente teve na nossa vida. Após a Torre haverá crescimento mais forte, mais determinado e mais sábio, com as aprendizagens desta carta na nossa vida.

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta da Torre traz consigo também mudanças drásticas contudo, enquanto na sua posição normal estas mudanças surgem por influências externas, na posição invertida as mesmas surgem por circunstâncias internas, ou seja, causadas por nós. Podemos estar numa fase de descobrimento interno que nos está a levar a uma reconstrução da nossa vida e da forma de enfrentar as coisas. Estamos a ver que os modelos antigos pelos quais guiávamos o nosso caminho já não nos servem e é preciso refazer os nossos métodos para crescer. Esta mudança poderá ser díficil, contudo, é impossível evitá-la. A destruição que a carta da Torre traz é, quase sempre, inevitável. É preciso abraçar a mudança e entender como a mesma tem impacto na nossa vida e aprender e crescer com este impacto. Não podemos resistir à Torre, mas sim aprender com ela. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
XV - O Diabo

Nome do Arcano: O Diabo
Número: XV
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta do Diabo é representada por Baphomet, uma criatura meio homem e meio bode, como o Diabo. O Diabo tem umas asas de morcego-vampiro. Tem um olhar hipnotizante e, por cima dele, encontra-se um pentagrama invertido. Ele levanta a sua mão direita em forma da saudação "Vulcan", uma saudação judaica (mais tarde popularizada em Star Trek). Na sua mão esquerda, tem uma tocha acesa. Ao seus pés encontram-se um homem e uma mulher, ambos nus e e com pequenos chifres na sua cabeça e caudas, acorrentados ao assento do Diabo.*
Símbologia: No Arcano do Diabo temos a figura principal do Diabo em destaque. Esta figura, metade homem e metade bode, representava, antigamente, as polaridades de bom/mau e humano/animal, contudo, em tempos modernos ficou associado à negatividade e ao mal. As suas asas, de morcego-vampiro, representam a perda da energia vital, que é o que acontece quando nos entregamos aos prazeres primais. O seu olhar, quase hipnotizante, atraí-nos para si e para ficar debaixo do seu poder, tal como o homem e mulher que se encontram acorrentados à sua frente. Apesar de acorrentados, podemos verificar que as suas correntes são soltas e facilmente poderiam ser removidas, contudo, os mesmos estão junto ao Diabo pela sua própria vontade, estando já a desenvolver cornos e caudas, como símbolos que se estão a tornar como ele, quanto mais estiverem próximos e acorrentados. As suas caudas, de fogo e de uvas, representam as tendências animalescas e o prazer e luxuria, associadas a este tipo de vida, dedicado aos prazeres carnais.

Significado:

  • Posição Normal
Na sua posição original a carta do Diabo representa o nosso lado Sombra e as forças negativas que nos prendem e nos impedem de avançar no nosso caminho. O consulente poderá estar a sofrer de efeitos negativos de vícios, dependências, comportamentos ou hábitos negativos que sente que não consegue mudar ou remover da sua vida. Poderá nem notar que está sobre a influência dos mesmos e que estão estes aspectos que o impedem de avançar. Existe um conflito interior entre o lutar e trabalhar pelo que é bom a longo-prazo e é os nossos objetivos e entre o que nos dá gratificação instantânea. É necessário iniciar medidas de auto-disciplina e cuidado próprio para mudar este tipo de comportamentos. Esta carta alerta-nos para a necessidade de trabalharmos em nós mesmos e nas falhas que nos impedem e nos prendem de nos tornarmos na versão que pretendemos ser ou nos objetivos que pretendemos alcançar. Esta carta pode também representar o momento em que pensamos que não conseguimos controlar a nossa vida ou ter qualquer efeito sobre a mesma, que estamos apenas destinados a vivê-la e manter-nos num ciclo vicioso de escolher negativas. O Diabo sensibiliza-nos para tentar mudar o nosso prisma de ver o Mundo e tentar mudar os nossos comportamentos de forma a mudar também a nossa realidade. Esta carta pode também representar o período nas relações em que tudo parece perfeito e fantástico (a chamada "honeymoon phase") mas alerta-nos para estar atentos e que estes períodos podem ser passageiros e a realidade negativa ser demonstrada a longo prazo ou, também, que esta proximidade pode tornar-se numa relação co-dependente e pouco saudável.

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta do Diabo poderá representar um de dois cenários: Estamos num momento em que estamos prestes a alcançar um novo patamar no nosso caminho, contudo, é preciso enfrentar as coisas negativas e os "vícios" ou "hábitos negativos" que nos prendem e nos impedem de fazer este avanço no nosso percurso ou, em alternativa, pode ser uma necessidade de confrontar, internamente, tudo o que nos impede de avançar. Este confronto pode, ou não, ser voluntário. Poderemos querer, de vontade própria, entender melhor a forma como funcionamos e lidar com os nossos hábitos negativos, com o intuitivo de os mudar ou eliminar ou podemos estar a descer por uma espiral negativa que nos impede de avançar (nestes casos, sugerimos a consulta um terapeuta/profissional de saúde para evitar avanços neste estado negativo da mente). O Diabo invertido alerta-nos para a necessidade de ultrapassar as coisas que nos prende, aceitar a mudança e a evolução, deixando para trás tudo o que já não precisamos ou não faz falta (até as coisas que doem ao separar). 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
XIV - A Temperança

Nome do Arcano: A Temperança
Número: XIV
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta da Temperança é representada por um anjo com asas. O anjo usa um robe de azul claro com um triangulo dentro de um quadrado na frente. O anjo balança os dois pés, um em rochas e um dentro de água. Está a deitar água entre dois cálices nas suas mãos. No fundo há um caminho que vai ter a uma montanha onde se vê uma coroa dourada, por cima da montanha.*
Símbologia: No Arcano da Temperança o anjo é tanto feminino como masculino. Na sua roupa vemos um triângulo (a humanidade) dentro de um quadrado (a lei natural). Este símbolo representa que o Homem está sujeito à Terra e às suas leis, na qual ele vive. O anjo está a balançar-se entre a água e a rocha, colocando um pé em cada uma, representando o equílibrio entre manter-nos centrados na Terra mas, ao mesmo tempo, deixarmo-nos fluir como a água de um rio. Os seus dois cálices, por onde a água está a passar de um para o outro, mostram-nos a simbologia do movimento constante e a alquimia da vida. No fundo, o caminho rumo à montanha onde está a coroa de Sol, representa o caminho que traçamos e fazemos na nova vida, rumo ao nosso Eu mais elevado, mantendo-nos orientados para os nossos objectivos de vida.

Significado:

  • Posição Normal
Na sua posição original a carta da Temperança traz consigo o equílibrio, convidando-nos a abrandar o nosso ritmo e estabilizar a nossa energia, permitindo-nos sintonizar com os ritmos da Natureza e do Universo. Esta carta lembra-nos que está no momento de voltar a meter ordem na nossa vida e no nosso caminho, de respirar fundo e preparar-nos para voltar a andar no caminho que é o certo, rumo ao nosso ideal. É também uma mensagem para nos mantermos calmos em momentos em que a vida possa ser mais complicada ou atribulada e para nos mantermos imparciais em discussões. Este não é o momento para nos envolvermos em conflitos mas sim a ocasião para tomar um "caminho do meio" e manter a imparcialidade, entendendo e aceitando todos os outros caminhos e opções. A nível dos nossos objectivos e projectos, esta carta pede-nos para ter uma imagem clara do que queremos atingir na nossa cabeça e começar a traçar o caminho rumo a esse Eu ideal. Este é um momento de aprendizagem e reflexão, o qual devemos aproveitar para nos focar e iniciar o trilho rumo aos nossos objectivos. 

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta da Temperança é um convite para voltarmos a estabelecer equílibrio na nossa vida. Podemos ter passado por um momento complicado em que houve um desequílibrio (alimentar, emocional, profissional, etc) porém este é o momento para começarmos a inverter a situação e voltar a estabelecer um ponto de balanço onde possamos atingir o nosso equílibrio. Este é um esforço activo que deve ser feito, pois se permanecermos demasiado tempo neste estado desequilibrado, as consequências para o nosso ser poderão ser demasiado fortes. Esta carta alerta também para o facto de que algo não está certo na nossa vida e é preciso fazer uma reflexão profunda, para encontrar este ponto errado e corrigi-lo, para re-estabelecer a ordem natural das coisas no nosso caminho e na nossa vida. É um momento de cura profunda a nível interno, de forma a que possamos libertar-nos de tudo o que não nos serve e tudo o que é tóxico, para voltarmos ao caminho rumo ao nosso Eu ideal. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
Pixabay (Alex-V)
Hoje vamos começar com um novo método divinatório e vamos falar das Runas. As Runas são um método bastante antigo e complexo, sendo que esta série de artigos não é, de todo, completa ao ponto de ser suficiente para efectuar trabalhos mágicos e divinação com as Runas. Aconselho vivamente a lerem mais recursos e informações aprofundadas sobre as Runas sendo que até há vários pagãos e professores que têm cursos sobre este alfabeto e como utilizá-lo de forma mágica. Estes artigos que vamos publicar acerca das Runas servem apenas como uma introdução base ao assunto. 

Agora que já falamos dos avisos importantes e dos pontos de introdução, vamos falar sobre o que são Runas. As Runas são originadas no período Pré-Viking e Viking e da Mitologia Nórdica sendo que são um alfabeto (na época Pré-Viking existia Elder Futhark e no período Viking existia o Younger Futhark) que pode ser utilizado de variadas formas, como divinação, magia, amuletos, alfabeto, ferramentas de auto-conhecimento, meditação, etc. Nesta série planeio abordar as Runas apenas como método divinatório. 

Cada runa simboliza uma letra e, ao mesmo tempo, um significado profundo que deve ser analisado nas leituras divinatórias. Cada runa tem também outros significados associados e cujos usos podem ser aplicados noutros métodos mágicos (como inscrições mágicas, amuletos, tatuagens, meditação, alfabetos de escrita no livro das sombras, etc). A nível divinatório, as Runas não são, tal como o Tarot, métodos infalíveis ou de previsão exacta do futuro. Tal como as cartas de um baralho, as Runas devem ser interpretadas face à situação em que nos encontramos (ou em que o visado da leitura se encontra), face às runas que se encontram por perto, às formas de lançamento que se está a usar, entre outros. Deve ser estabelecida uma relação entre o conjunto das runas e o praticante, de forma a que a comunicação seja fluída e de entendimento mútuo. Vejam as runas como sendo objectos vivos e como conselheiras com as quais deve ser estabelecida uma comunicação.

Noutros artigos deste série iremos falar sobre métodos de lançamento e sobre a história das runas mas, para já, vamos ver os seus significados? 

Os Significados das Runas



Nome: Fehu
Simbolismo: Gado/Rebanho
Significado: Esta é uma runa associada às finanças e à prosperidade monetária. Está associada ao poder da riqueza e bens materiais, nomeadamente obtida através de esforço ou trabalho.



Nome: Uruz
Simbolismo: Auroque/Força Bruta
Significado: Á semelhança da Fehu, esta runa está associada ao poder mas o poder que não conseguimos controlar. Pode representar sucesso em projectos pessoais ou que estamos a atingir os nossos objectivos. Representa também um amor mais familiar e patriarcal, representando a energia masculina.



Nome: Thurisaz
Simbolismo: Espinho
Significado: É uma runa de protecção e representa a nossa capacidade de nos mantermos firmes quando perante dificuldades. Alerta-nos para a possibilidade de mudanças e a necessidade de ser forte perante estas alterações. É também uma runa que nos permite ver a verdade e abrir portas para a mudança.



Nome: Ansuz
Simbolismo: Boca ou Sopro Divina
Significado: Esta runa representa a estabilidade e equilíbrio, está associada à criatividade e ao "sopro divino" da criação (artística, projectos, etc). É também um alerta para ouvir a nossa voz interior e a nossa intuição.



Nome: Raidho
Simbolismo: Roda
Significado: Esta é uma runa que nos recorda que existe um momento certo para tudo e que devemos ter atenção ao momento em que estamos e se o mesmo é apropriado para a acção que pretendemos tomar. Adicionalmente esta runa pode assinalar o começo de uma viagem ou de um novo projecto, que irá mudar a forma como vivemos a nossa vida.



Nome: Kenaz
Simbolismo: Tocha
Significado: A runa do conhecimento e da aprendizagem, ajuda-nos a ver as situações com maior claridade e o caminho de forma mais concreta (tal como uma tocha que ilumina o caminho). Ajuda-nos a obter conhecimento necessário para tomar a acção ou decisão pretendida.



Nome: Gebo
Simbolismo: Presente/Prenda
Significado: Esta runa representa as relações pessoais, quer sejam familiares, amizade, amor, etc. e representa a harmonia e união entre as pessoas.



Nome: Wunjo
Simbolismo: Alegria/Felicidade
Significado: Esta runa representa paz, felicidade, serenidade e o equilíbrio entre todas as coisas, criando harmonia. Recorda-nos também para dar valor a nós mesmos. Pode também significar a chegada de boas notícias.



Nome: Hagalaz
Simbolismo: Granizo
Significado: Esta runa representa as coisas que são mais fortes do que nós e que nos podem impedir no nosso caminho ou no nosso progresso, tal como o granizo. Porém não são dificuldades permanentes mas sim temporárias, para as quais temos ferramentas para aguentar e aprender com as mesmas. 



Nome: Naudhiz
Simbolismo: Necessidade
Significado: Esta runa alerta-nos para as restrições que podem estar a ocorrer na nossa vida e que nos estão a impedir de seguir em frente e de ultrapassar os obstáculos. É necessário reflectir sobre estas restrições e como as mesmas podem ter benefícios e como adaptar as mesmas no nosso caminho, de forma a ultrapassá-las. 



Nome: Isa
Simbolismo: Gelo
Significado: Esta runa representa uma paragem na nossa jornada e a necessidade de aguardar até que haja uma mudança que nos permita seguir em frente novamente, tal como a floresta gelada que aguarda pelo Sol de Primavera. É uma boa altura para introspecção e rever o nosso caminho e a forma de trabalho. 



Nome: Jera
Simbolismo: Ano/Estação
Significado: Esta é uma runa que representa o ciclo da vida e da natureza, como as mudanças das estações. Alerta-nos para a necessidade de entendermos a vida como um ciclo com ciclos dentro de si. Pode também representar a chegada de frutos de projectos/trabalhos feitos anteriormente e que estão na altura de chegar.



Nome: Eihwaz
Simbolismo: Teixo
Significado: Esta é uma runa de protecção e representa também a estabilidade, paciência e perseverança. Alerta-nos para a necessidade de decidir qual o caminho que desejamos tomar para conseguir atingir os nossos objectivos na nossa vida. Pode também simbolizar o fim de uma situação específica que nos vai permitir encontrar ou começar o início de uma nova situação, mais vantajosa para nós. 



Nome: Perdhro
Simbolismo: Iniciação/Conhecimento Escondido
Significado: Esta runa recorda-nos da incerteza da vida e de que nem todo o conhecimento deve ser obtido de uma vez e que por vezes é preciso ser paciente, até ser a hora certa. Tal como uma iniciação, tudo na vida tem o seu momento e esta é a runa que nos recorda que é preciso ter paciência e calma, na busca do conhecimento. 



Nome: Algiz/Elhaz
Simbolismo: Cervo
Significado: Esta é a runa da protecção e defesa, sendo que representa a necessidade de garantir que estamos protegidos e que as nossas protecções (mágicas ou não-mágicas) estão no seu devido lugar. Pode também representar a necessidade de manter contacto com os nossos espíritos guias ou ancestrais e aprender com os mesmos. 



Nome: Sowilo
Simbolismo: Sol
Significado: Esta runa representa a luz solar e o sucesso. Tal como o Sol nos ilumina o caminho, também esta runa lança luz nas nossas acções e como podemos agir para completar o ciclo em que nos encontramos. É uma runa positiva e que nos recorda que há sempre luz após a escuridão. 



Nome: Teiwaz
Simbolismo: Criação
Significado: Esta é a runa do sucesso, principalmente em assuntos legais. Significa o sucesso em algum aspecto da vida, sem necessidade de sacrifício. Também representa a motivação e a busca espiritual interior.  



Nome: Berkana
Simbolismo: Bétula
Significado: Esta runa significa o nascimento de algo, seja de pessoa ou de projectos. Pode também representar a necessidade de estar atentos ao nosso redor e ao que fazemos, de forma a que as nossas acções estejam alinhadas com os nossos princípios. 



Nome: Ehwaz
Simbolismo: Cavalo
Significado: Esta runa lembra-nos do equilíbrio do Universo e que tudo tem um ritmo e um fluxo, como o rio que corre pela montanha. Temos de ter atenção ao ritmo e fluxo do nosso caminho e quais as curvas ou mudanças que possam ser necessárias fazer. Alerta-nos também para a necessidade de estarmos atentos às nossas acções e ao que nos rodeia. 



Nome: Mannaz
Simbolismo: Humanidade
Significado: Esta é a runa que representa o potencial humano e nos recorda que temos dentro de nós tudo o que é necessário para atingir e ter o que queremos. Também nos lembra que todos fazemos parte do colectivo mundial e que todas as nossas atitudes têm impacto nos outros e em nós próprios. Devemos reflecti sempre nas nossas acções para entender as suas consequências e utilizar este conhecimento para agir de acordo com a nossa ética pessoal. 



Nome: Laguz
Simbolismo: Água
Significado: Esta runa, tal como o simbolismo da Água, fala-nos da necessidade de ouvir o nosso ritmo interior e de entender e escutar as nossas emoções. À semelhança de runas anteriores, recorda-nos também para a existência de um ritmo e um fluir interior e nas nossas vidas, o qual devemos entender e sentir, de forma a sincronizar com o mesmo para que possamos aproveitar o potencial deste fluxo ao máximo. 



Nome: Inguz
Simbolismo: Fertilidade
Significado: Esta é a runa dos começos, seja começos a nível familiar com o nascimento de novos membros de família ou a nível de projectos e coisas que estejam a decorrer na nossa vida. Alerta-nos para a chegada de mudanças positivas e férteis que irão melhorar o nosso caminho. Está também associada à maternidade e à gravidez. 



Nome: Othala
Simbolismo: Ancestralidade
Significado: Esta runa representa a riqueza da família e das coisas que não se podem vender e também a importância dos nossos ancestrais e da nossa família, seja ela de sangue ou não. Simboliza também a liberdade e independência, através da libertação de coisas e ligações que nos mantém presos a algo de que já não precisamos. 



Nome: Dagaz
Simbolismo: Dia
Significado: A runa do equilíbrio entre o dia e a noite, como o que vemos ao nascer do Sol. Recorda-nos que tudo tem dois lados e que temos de os entender, inclusive dentro de nós próprios. Representa também o nascer de novas ideias e de novas perspectivas que ajudarão a trilhar novas aventuras. 

Em algumas leituras e alguns sets de runas é também utilizada uma "Runa Branca" ou "Runa de Odin" que é suposto representar a possibilidade de tudo e uma ausência de resposta. Esta runa não é original e foi adicionada em meados do final do século XX. Assim sendo, não desenvolvo a mesma neste artigo e fica à descrição do praticante se a deseja ou não incluir na sua prática. 

E vocês? Que têm a dizer sobre as runas?
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Este trabalho é dedicado às Senhoras Ἑκάτη (Hekate) e Περσεφόνη (Persephone)

Sob o Luar by Alexia Moon/Mónica Ferreira is licensed under CC BY-NC-ND 4.0