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Sob o Luar

Unsplash (Dani Costelo)
Hoje regressamos à nossa série de Cristais para falar, levemente, sobre as formas como os cristais podem ser utilizados. Não irei aprofundar muito cada um dos métodos, por isso, aconselho vivamente a investigação mais aprofundada e detalhada dos métodos que lhes interessarem! 

  • Elixires
Este é um tema que planeio abordar mais detalhadamente aqui no Sob o Luar mas os cristais podem ser utilizados para a criação de elixires de cristais, colocando-os em água, chás, etc para energizar as bebidas. Este é uma prática que deve ser feita com extremo cuidado dado que muitos cristais têm uma má reacção à água e podem ser venenosos ou causar problemas de saúde, por isso, é necessário investigação e cuidado com esta forma de utilização. Brevemente iremos desenvolver mais esta temática! 

  • Tratamento de Plantas/Animais/Pessoas - Cristaloterapia
A utilização de cristais para cura é algo bastante conhecido e difundido. Os cristais têm diversos usos e associações medicinais e podem ser utilizados em apoio em problemas de saúde em animais ou pessoas e até em plantas. Cristais podem ser enterrados na terra de canteiros ou até mesmo ao ar livre para energizar a planta e ajudar a mesma a crescer saudável e forte. Podem ser utilizados cristais em cristaloterapia (mais info podem verificar junto da Associação Portuguesa de Cristaloterapia, por exemplo) e de diversas formas para ajudar em doenças ou problemas de saúde, seja através de sessões de cura ou de utilização de cristais em zonas do corpo, etc. O melhor para este tipo de tratamento será verificar junto de profissionais com curso de forma a aproveitar o mais possível do potencial deste método de cura. 

  • Limpeza e Energização de Locais
Os cristais podem ser utilizados para limpeza e energização de locais de variadas formas. Podem ser colocados junto à entrada de casas ou janelas para absorver as energias negativas que possam ser direcionadas aquele local. Podem também servir como forma de energizar um determinado local, servindo como condutor de energia em rituais. Alguns dos cristais bons para este tipo de trabalhos são a selenite, por exemplo, que podem ser adquiridas em formato de varinhas (condutores de energia) ou até pirâmides (como difusores de energia), etc. 

  • Amuletos
Os cristais podem ser utilizados como amuletos ou fazerem parte de amuletos para serem utilizados no dia-a-dia. Usar, por exemplo, uma turmalina negra no quotidiano ajuda a afastar as energias negativas. Existem vários usos para os diversos cristais e diversas situações em que estes cristais podem ajudar-nos no nosso quotidiano. Há cristais que podem ser utilizados para ajudar a dar mais energia, trazer harmonia interior e ajudar com a auto-estima, proteger e limpar de energias negativas, apurar a nossa intuição, aumentar a confiança, etc. Sabendo as propriedades dos cristais que temos ao nosso dispor temos a possibilidade de utilizá-los nos nossos quotidianos e aproveitar ao máximo as vantagens que estas ferramentas nos trazem. 

  • Meditação
Uma das excelentes formas de trabalhar com cristais, e até de estabelecer relação com os mesmos, é através da meditação. Meditando com cristais ou utilizando-os como apoios ou referências durante meditações, permite-nos aproveitar ao máximo da energia e propriedades destas ferramentas e, ao mesmo tempo, de inovar e melhorar as nossas rotinas de meditação. Estas meditações podem ser feitas tendo os cristais na mão, sobre uma parte específica do corpo ou até apenas olhando para os cristais. Por exemplo, há vários cristais que são moldados em formato de bolas/esferas, como bolas de cristais, e podem ser utilizados para práticas de contemplação meditativas que são muito úteis e interessantes de realizar na nossa prática. 

***

E vocês, leitores? Qual o vosso método favorito de utilizar cristais?
Imagem Pixabay (congerdesign)
Na temática de hoje vamos voltar à nossa mini-série sobre Velas e vamos falar sobre como interpretar a cera e a chama das velas que utilizamos. É importante referir que esta interpretação deverá ser feita sempre em velas consagradas ou colocadas para um determinado ritual ou, até, para piromancia ou ceromancia (métodos divinatórios através da chama da vela e cera da vela, respectivamente). Velas utilizadas para decoração do lar, iluminação, aquecimento, etc. não podem ser interpretadas com estas mensagens, dado que não foi pedido qualquer sinal ou feita nenhuma pergunta e nem está a decorrer nenhum ritual em que a vela esteja a ocupar um papel importante. As velas devem ser interpretadas em contexto ritual ou de divinação. 

Assim sendo, vamos falar do significado de cada um dos aspectos das velas, começando pela cera e, posteriormente, pela chama.

  • Significados da Cera 

Cera foi completamente consumida
- Este é dos melhores sinais em trabalhos mágicos, significa que o trabalho ou ritual foi realizado com sucesso e o solicitado tornar-se-à realidade.

Cera escorreu pela lateral da vela, formando pequenas "escadas" - Tal como as escadas simbolizam nesta situação, este comportamento mostra-nos que o objectivo é alcançável porém ainda há vários passos a tomar, e escadas a subir, até chegarmos ao pretendido. 

Cera não foi toda consumida e ainda restou pavio, após a vela apagar - Se após a vela se apagar ainda restar cera e a até um pouco de pavio, recomenda-se voltar a acender a vela para ela queimar toda e, no final, acender outra vela ou incensos para limpeza energética. Isto significa que é necessário mais dedicação da nossa parte para o objectivo e também que é preciso manter um cuidado na manutenção da harmonia energética do nosso local de trabalho mágico. 

Vela que deita muita cera que escorre como se "chorasse" - Quando a cera se comporta de uma forma como se a própria vela estivesse a chorar, recorda-nos que talvez tenha sido um pedido ou trabalho demasiado emocional e, como tal, poderá haver alguma instabilidade no pretendido.

  • Significados da Chama

Chama amarela - As chamas em tonalidades amarelas estão associadas à felicidade e ao sucesso. 

Chama vermelha - Em tons vermelhos, estas chamas representam sucesso para o pretendido e resposta positiva ao perguntado.

Chama em tons de azul - Quando a chama tem tonalidades azuis, esta indica que o pedido poderá acontecer, porém, irá requerer algum trabalho adicional pois existem detalhes ocultos que querem trabalhos adicionais.

Chama brilhante - Se a chama estiver bastante brilhante, é um excelente sinal, dado que representa êxito e vitória para o questionado ou realizado. 

Chama fraca - Quando a chama se mostra como estando fraca significa que há falta de energia no objectivo. É necessário realizar mais trabalho e um maior esforço para se atingir o que se quer. 

Chama com dificuldade a acender - Quando a chama está dificil de acender significa que o espaço onde estamos a realizar o ritual não está limpo devidamente e é necessário efetuar uma limpeza mais profunda, dado que estas energias negativas podem influenciar o resultado do nosso trabalho. 

Chama que treme - Uma chama que treme alerta-nos que o objetivo é possível, porém, há vários obstáculos que vão ter de ser ultrapassados e vão querer força e esforço adicional da nossa parte. 

Chama baixa - Se a chama está baixa e insiste em não levantar, ela traz consigo a mensagem de que este não é o momento ideal para este trabalho ou questão e que deveremos aguardar e investir em nós próprios, antes de tentar novamente. 

Chama que baixa e levanta repetidamente - Uma chama instável, que está constante a levantar e a baixar, mostra-nos confusão no que foi pedido ou alguma dificuldade em manifestar essas energias. É necessário parar, meditar, entender o que pretendemos e reformular de forma mais clara. 

Chama que solta fagulhas - À semelhança da chama que treme, quando a chama solta fagulhas está a representar a possibilidade de conflitos e de dificuldades em atingir o objectivo final, que vão querer força adicional da nossa parte. 

Chama que se apaga repetidamente - Quando a vela se apaga repetidamente é sinal que o pretendido, seja mágico ou questão feita, será muito dificil de alcançar e vai requerer um empenho muito maior do que calculado inicialmente.

E vocês? Já experimentam interpretar mensagens das velas?

X - A Roda da Fortuna

Nome do Arcano: A Roda da Fortuna
Número: X
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta da Roda da Fortuna é representada por uma roda gigante com três figuras em redor e, na roda, está inscrito as letras hebraicas YHVH (Yod Heh Vau Heh) -o nome impronunciável do Deus Hebraico - juntamente com letras TORA que poderá representar "Torah" (lei) ou Tarot ou até "Rota" (roda em latim). No centro estão símbolos alquímicos de mercúrio, enxofre, água e sal. No exterior está uma cobra no lado esquerdo (Typhon) e, no lado direito, Anúbis (O Deus Egíptio dos Mortos). Em cima da Roda está uma esfinge. Nos cantos da carta estão quatro figuras com asas: um leão, um touro, uma águia e um anjo. *
Símbologia: Na Roda da Fortuna encontramos em cada ponta das cartas, quatro figuras com asas. Estas figuras (um leão, um touro, uma águia e um anjo) representam os quatro signos fixos do Zodíaco, nomeadamente o signo de Leão, Touro, Escorpião e Aquário. As suas asas representam a estabilidade perante o movimento e mudança e cada um deles tem consigo o livro "Torah", representando a sabedoria. No círculo exterior à roda estão também três entidades: Uma cobra que representa Typhon e, ao mesmo tempo, a força da vida a mergulhar no mundo material. Anubis, o Deus dos Mortos que recebe as almas no submundo. E uma Esfinge, representando o conhecimento e força. No centro da Roda, após as letras já explicadas anteriormente, temos os símbolos alquímicos de mercúrio, enxofre, água e sal que são os quatro elementos alquímicos que representam o poder da criação.

Significado:

  • Posição Normal
Na sua posição original a carta da Roda da Fortuna recorda-nos que a roda está sempre a girar e a vida é feita de altos e baixos, num estado constante de mudança. Se estamos em momentos maus, ela lembra-nos que o bom virá após a tempestade. Mas, se estamos em bons momentos, também nos lembra que nem tudo se mantém estável por muito tempo. A Roda recorda-nos também do karma e da lei do Retorno, se assim aplicável. Toda a acção tem uma reação e tudo o que fazemos tem consequências e esta carta alerta-nos para isso e para que as nossas acções possam espelhar as mudanças que queremos na nossa vida. Em certas tiragens, a Roda do Ano pode também estar a representar mudanças vindouras de alto impacto (novas oportunidades, mudanças a nível quotidiano, etc) para os quais temos de estar preparados. Esta carta é acima de tudo díficil para quem não gosta de mudança e alerta-nos para a necessidade de fluir com o fluxo da vida, de forma a não ser negativamente afectado pelas mudanças da mesma.

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta da Roda da Fortuna representa, num dos seus aspectos, a resistência à mudança. Existe, da parte do consulente, uma resistência à ideia da mudança na sua vida e isso tem um impacto directo na forma como as coisas se estão a desenvolver. É necessário analisar e mudar os comportamentos, aceitando e fluindo com o ritmo da vida. Adicionalmente, a carta pode também representar momentos díficeis, que nos incentivam a tomar rédeas da nossa vida e tomar controlo e, ao mesmo tempo, a aceitarmos responsabilidades pelas nossas acções, entendendo como as mesmas podem ter influenciado a nossa vida e garantir que evitamos os erros cometidos no passado. Adicionalmente, e no seu lado positivo, a carta invertida pode representar o vencer e ultrapassar de um ciclo negativo no nosso caminho.

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
Pixabay (Free-photos)
Hoje vamos falar de algo que está presente na prática de muitos praticantes que celebram a Roda do Ano: Comida! Seja uma celebração solitária ou em grupo, a comida é essencial e acaba por ser parte importante da nossa celebração. Desde algo simples como pão ou frutos da época até pratos complexos e refeições inteiras, a comida é parte do nosso quotidiano e, nas celebrações, pode assumir um papel mágico na nossa prática.  

Este papel da comida nas nossas celebrações também acaba por ajudar na conexão com os ritmos da Natureza. Ao criar pratos, refeições e até doces/snacks associados aos Sabbats/Festivais estamos, idealmente, a utilizar frutos e plantas da época o que nos permite criar uma conexão com a Natureza. Saber quais os frutos, vegetais e plantas que podem ser consumidas em cada parte do ano, permite estabelecer uma ligação e um conhecimento mais profundo dos ritmos da Natureza e dos ritmos da agricultura em nosso redor. Idealmente, estes alimentos até podem ser comprados nos mercados locais e serem alimentos da nossa área, onde vivemos, o que cria uma ligação ainda mais à intensa à terra, não só nos seus ritmos naturais como também à terra onde pertencemos e vivemos e trabalhamos magicamente.  

Esta associação da comida aos festivais está também ligada aos nossos Ancestrais e à forma como as celebrações de festivais sazonais e de eventos agrários (e, aqui, podemos afirmar que acontecia tanto nas pagãs como em cristãs, mais tarde) eram celebradas. Durante a época das colheitas ou vindimas, existia sempre reuniões de família em que se cozinha bastante e se celebrava os resultados daquele ano. Um exemplo claro disso nos dias de hoje é, no caso do Cristianismo/Catolicismo, a celebração do Natal ou da Páscoa (Solstício de Inverno e meados do Equinócio de Primavera, respetivamente) em que ambas as celebrações são acompanhadas por comidas típicas e da época. Também nas nossas celebrações pagãs, o mesmo acontece. Aliás, quem tiver família ou companheiros/as de outra religião em que os festivais coincidam perto uns dos outros (Catolicismo, etc.) e quiser manter algumas celebrações em conjunto pode aproveitar e utilizar a comida e a Bruxaria de Cozinha como método!  

Um cenário de exemplo: A família é católica e o praticante é pagão. Toda a gente aceita o caminho do outro e existe harmonia. E a celebração do Solstício de Inverno e Natal (no caso do Hemisfério Norte) coincidem em datas muito próximas. O pagão pode optar por celebrar o Solstício de Inverno na sua data, de forma ritual, e posteriormente participar no jantar de família de Natal e até incluir pratos associados ao Solstício durante esta refeição. Até em cenários em que a família não aprova o caminho pagão do praticante, ele pode optar por realizar o seu ritual em secretismo e, a parte da festa, celebrar juntamente com a família (estando, secretamente e individualmente, a celebrar o Solstício). A comida é uma das muitas formas de celebrar a Roda do Ano e, sem dúvida, é das mais discretas e simples. Ninguém vai suspeitar de comida!  

Como puderam ver a comida tem um papel importante na nossa prática. Brevemente iremos começar uma nova série sobre Bruxaria de Cozinha em que iremos abordar a Bruxaria de Cozinha associada a cada um dos festivais, com comidas típicas, alimentos associados e com algumas receitas para introduzirem nas vossas celebrações.  

E vocês? Qual o papel que a comida tem nas vossas celebrações?
Pixabay (artyangel)
A programação de cristais é uma das muitas formas com as quais se pode trabalhar com estes recursos e hoje planeio abordar este tema e ajudar com algumas técnicas que podem ser utilizadas para fazer a programação dos vossos cristais. Esta prática é, basicamente, trabalhar com cristais para objectivos específicos e, através de meditação e trabalho da mente, "programar" ou "configurar" um cristal para uma determinada tarefa.

A programação de cristais não é, de todo, obrigatória no trabalho com cristais e é apenas uma das muitas formas como este trabalho pode ser realizado. É um método fácil e rápido de determinar qual o propósito que aquele cristal ou pedra vai desempenhar na nossa prática. Os cristais são excelentes condutores de energia, principalmente os cristais da família dos Quartzos, e esta programação ajuda a estimular e direccionar as energias para o objectivo do trabalho mágico. 

Existem várias formas de programar um cristal e hoje planeio abordar duas variações. 

É de realçar que, à semelhança de muitos outros trabalhos mágicos, é sempre ideal começar com um banho de limpeza e relaxamento ou apenas algum queimar de incenso para limpar a área e ajudar na concentração no que vai ser realizado. 

Iniciar com uma pequena meditação em que colocamos os pensamentos em ordem e nos focamos naquilo que é o objectivo da programação (ajudar a passar um exame, aumentar a auto-confiança, etc). É necessário que a nossa mente entre num estado de concentração em que estejamos focados naquilo que pretendemos imbuir no cristal com o qual vamos trabalhar. 

Assim que os nossos pensamentos estiverem focados, devemos pegar no cristal (já limpo e energizado) e colocá-lo entre as nossas mãos e aqui há dois métodos que podem ser utilizados:

Método 1: Mantendo os olhos no cristal e focando no mesmo, nas suas características, formato, interior, etc repetir em voz alta ou na nossa mente as palavras "Eu programo este cristal para...." ou "Eu carrego este cristal com a intenção de..." ou até "Cristal, ajuda-me com....". Repetir este processo até sentir que o cristal está energizado com este propósito e pronto a ser utilizado.

Método 2: Tal como no método um, devemos manter os olhos no cristal e focando no seu formato e o seu interior. Tentar absorver ao máximo o cristal e como ele é por dentro, como será estar dentro do cristal e, aí, dirigir os nossos pensamentos para o pretendido com a programação, visualizando o objectivo de forma clara e concisa, mantendo este pensamento e focando no cristal ao mesmo tempo, até sentir que o cristal está energizado com este propósito e pronto a ser utilizado.

No final de ambos os métodos é necessário recuperar da meditação de forma tranquila e tentar que não seja abrupta, pois poderá causar uma quebra de energia e acabar por ficarmos mal dispostos. Recomendo ter sempre comida e água próximos para o final de trabalhos deste género. 

No final do cristal ter desempenhado a sua tarefa e o objectivo ter sido concluído, poderá ser limpo e desprogramado para ser utilizado para outro fim. Em alternativa, caso não queira reutilizar o cristal, pode apenas limpar e desprogramar e devolver à Natureza enterrando-o ou colocando em um lugar na Natureza de díficil acesso. 

E vocês, costumam programar cristais? Quais os vossos métodos favoritos?


Título: Keeping Her Keys: An Introduction to Hekate's Modern Witchcraft
Autor(es): Cyndi Brannen 
Pontuação: ★★★★☆
Descrição: Nos últimos anos, a Hekate ganhou popularidade crescente em todo o mundo. Embora existam livros escritos sobre Hekate do ponto de vista histórico, há uma falta de informação para aplicar este conhecimento no desenvolvimento pessoal e prática de bruxaria. "Keeping Her Keys" combina as 'chaves' do desenvolvimento pessoal, magia e a antiga deusa, Hekate Os tópicos incluem o poder da oração, como criar o espaço sagrado e orientação sobre feitiços. No capítulo final, os leitores podem realizar uma auto-iniciação opcional para se tornarem Keeper of Her Keys.
Onde Comprar*: Wook 
Análise: Tive a oportunidade de ler este livro numa cópia avançada, fornecida pela autora, em troca de uma crítica/análise honesta. 

Este livro é, sem dúvida, um livro especial. recordou-me um pouco o livro "Magia de Hecate: Uma Roda do Ano com a Rainha das Bruxas" de Dylan Siegel e Naelyan Wyvern, com algumas diferenças. O livro "Keeping Her Keys" tem como objectivo servir de guia de iniciação para uma tradição de Bruxaria Moderna voltada em torno da Deusa Hekate. Nesta obra podemos encontrar um companheiro para um período de treinamento de um ano e um dia, no final do qual, temos um ritual de auto-iniciação para iniciarmos o caminho como "Guide" nesta tradição.

O livro está dividido em diversas lições, cada uma delas essenciais para o desenvolvimento e aprendizagem dentro desta tradição. Conta com diversos exercícios e orientações ao longo do treinamento e, no final, antes da iniciação tem uma série de perguntas para confirmar se o conhecimento e dedicação do devoto estão no ponto para dar este grande passo.

Uma coisa que eu gostei muito neste livro, e acho que é raro de ver hoje em dia, foi o foco na informação histórica. A autora não quis deixar de parte as informações históricas, as fontes e todos os recursos que temos ao nosso dispor, vindos da Antiguidade Clássica. Pelo contrário, a autora apresenta-nos essas informações e as suas fontes e origens, mostrando-nos como as mesmas eram interpretadas à época ou, em outros casos, fornecendo livros que ajudam a entender essa interpretação. Porém, a autora também não descrimina as práticas modernas, aliás, mostra como ambas as partes podem coexistir com o objectivo de criar uma tradição harmoniosa.

Uma das citações que mais gostei do livro foi "(...) we aren't attempting to reconstruct the past, but we adapt historical documents and practices for use in the 21st century". Acho que esta frase descreve bem o que a autora conseguiu com este livro e dou os meus parabéns por isso.

O livro encontra-se muito bem estruturado, de fácil compreensão e muito acessível, permitindo em diversas situações que sejam improvisadas formas de realizar os exercícios ou rituais, aceitando que as coisas e eventos possam ser adaptados à prática de cada indíviduo, porém, sem nunca descuidar da estrutura da tradição e da prática estabelecida.

Esta obra é um excelente companheiro para qualquer interessado em seguir um caminho solitário, porém previamente estruturado, de culto à Senhora Hekate e baseado nas práticas da Bruxaria Moderna.

* Os links fornecidos pertencem a 'Affiliate Programs' e geram uma taxa de lucro ao Sob o Luar. Não existe qualquer despesa adicional para o comprador. 
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Sob o Luar by Alexia Moon/Mónica Ferreira is licensed under CC BY-NC-ND 4.0