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Sob o Luar

Unsplash (Dani Costelo)
Hoje regressamos à nossa série de Cristais para falar, levemente, sobre as formas como os cristais podem ser utilizados. Não irei aprofundar muito cada um dos métodos, por isso, aconselho vivamente a investigação mais aprofundada e detalhada dos métodos que lhes interessarem! 

  • Elixires
Este é um tema que planeio abordar mais detalhadamente aqui no Sob o Luar mas os cristais podem ser utilizados para a criação de elixires de cristais, colocando-os em água, chás, etc para energizar as bebidas. Este é uma prática que deve ser feita com extremo cuidado dado que muitos cristais têm uma má reacção à água e podem ser venenosos ou causar problemas de saúde, por isso, é necessário investigação e cuidado com esta forma de utilização. Brevemente iremos desenvolver mais esta temática! 

  • Tratamento de Plantas/Animais/Pessoas - Cristaloterapia
A utilização de cristais para cura é algo bastante conhecido e difundido. Os cristais têm diversos usos e associações medicinais e podem ser utilizados em apoio em problemas de saúde em animais ou pessoas e até em plantas. Cristais podem ser enterrados na terra de canteiros ou até mesmo ao ar livre para energizar a planta e ajudar a mesma a crescer saudável e forte. Podem ser utilizados cristais em cristaloterapia (mais info podem verificar junto da Associação Portuguesa de Cristaloterapia, por exemplo) e de diversas formas para ajudar em doenças ou problemas de saúde, seja através de sessões de cura ou de utilização de cristais em zonas do corpo, etc. O melhor para este tipo de tratamento será verificar junto de profissionais com curso de forma a aproveitar o mais possível do potencial deste método de cura. 

  • Limpeza e Energização de Locais
Os cristais podem ser utilizados para limpeza e energização de locais de variadas formas. Podem ser colocados junto à entrada de casas ou janelas para absorver as energias negativas que possam ser direcionadas aquele local. Podem também servir como forma de energizar um determinado local, servindo como condutor de energia em rituais. Alguns dos cristais bons para este tipo de trabalhos são a selenite, por exemplo, que podem ser adquiridas em formato de varinhas (condutores de energia) ou até pirâmides (como difusores de energia), etc. 

  • Amuletos
Os cristais podem ser utilizados como amuletos ou fazerem parte de amuletos para serem utilizados no dia-a-dia. Usar, por exemplo, uma turmalina negra no quotidiano ajuda a afastar as energias negativas. Existem vários usos para os diversos cristais e diversas situações em que estes cristais podem ajudar-nos no nosso quotidiano. Há cristais que podem ser utilizados para ajudar a dar mais energia, trazer harmonia interior e ajudar com a auto-estima, proteger e limpar de energias negativas, apurar a nossa intuição, aumentar a confiança, etc. Sabendo as propriedades dos cristais que temos ao nosso dispor temos a possibilidade de utilizá-los nos nossos quotidianos e aproveitar ao máximo as vantagens que estas ferramentas nos trazem. 

  • Meditação
Uma das excelentes formas de trabalhar com cristais, e até de estabelecer relação com os mesmos, é através da meditação. Meditando com cristais ou utilizando-os como apoios ou referências durante meditações, permite-nos aproveitar ao máximo da energia e propriedades destas ferramentas e, ao mesmo tempo, de inovar e melhorar as nossas rotinas de meditação. Estas meditações podem ser feitas tendo os cristais na mão, sobre uma parte específica do corpo ou até apenas olhando para os cristais. Por exemplo, há vários cristais que são moldados em formato de bolas/esferas, como bolas de cristais, e podem ser utilizados para práticas de contemplação meditativas que são muito úteis e interessantes de realizar na nossa prática. 

***

E vocês, leitores? Qual o vosso método favorito de utilizar cristais?
Imagem Pixabay (congerdesign)
Na temática de hoje vamos voltar à nossa mini-série sobre Velas e vamos falar sobre como interpretar a cera e a chama das velas que utilizamos. É importante referir que esta interpretação deverá ser feita sempre em velas consagradas ou colocadas para um determinado ritual ou, até, para piromancia ou ceromancia (métodos divinatórios através da chama da vela e cera da vela, respectivamente). Velas utilizadas para decoração do lar, iluminação, aquecimento, etc. não podem ser interpretadas com estas mensagens, dado que não foi pedido qualquer sinal ou feita nenhuma pergunta e nem está a decorrer nenhum ritual em que a vela esteja a ocupar um papel importante. As velas devem ser interpretadas em contexto ritual ou de divinação. 

Assim sendo, vamos falar do significado de cada um dos aspectos das velas, começando pela cera e, posteriormente, pela chama.

  • Significados da Cera 

Cera foi completamente consumida
- Este é dos melhores sinais em trabalhos mágicos, significa que o trabalho ou ritual foi realizado com sucesso e o solicitado tornar-se-à realidade.

Cera escorreu pela lateral da vela, formando pequenas "escadas" - Tal como as escadas simbolizam nesta situação, este comportamento mostra-nos que o objectivo é alcançável porém ainda há vários passos a tomar, e escadas a subir, até chegarmos ao pretendido. 

Cera não foi toda consumida e ainda restou pavio, após a vela apagar - Se após a vela se apagar ainda restar cera e a até um pouco de pavio, recomenda-se voltar a acender a vela para ela queimar toda e, no final, acender outra vela ou incensos para limpeza energética. Isto significa que é necessário mais dedicação da nossa parte para o objectivo e também que é preciso manter um cuidado na manutenção da harmonia energética do nosso local de trabalho mágico. 

Vela que deita muita cera que escorre como se "chorasse" - Quando a cera se comporta de uma forma como se a própria vela estivesse a chorar, recorda-nos que talvez tenha sido um pedido ou trabalho demasiado emocional e, como tal, poderá haver alguma instabilidade no pretendido.

  • Significados da Chama

Chama amarela - As chamas em tonalidades amarelas estão associadas à felicidade e ao sucesso. 

Chama vermelha - Em tons vermelhos, estas chamas representam sucesso para o pretendido e resposta positiva ao perguntado.

Chama em tons de azul - Quando a chama tem tonalidades azuis, esta indica que o pedido poderá acontecer, porém, irá requerer algum trabalho adicional pois existem detalhes ocultos que querem trabalhos adicionais.

Chama brilhante - Se a chama estiver bastante brilhante, é um excelente sinal, dado que representa êxito e vitória para o questionado ou realizado. 

Chama fraca - Quando a chama se mostra como estando fraca significa que há falta de energia no objectivo. É necessário realizar mais trabalho e um maior esforço para se atingir o que se quer. 

Chama com dificuldade a acender - Quando a chama está dificil de acender significa que o espaço onde estamos a realizar o ritual não está limpo devidamente e é necessário efetuar uma limpeza mais profunda, dado que estas energias negativas podem influenciar o resultado do nosso trabalho. 

Chama que treme - Uma chama que treme alerta-nos que o objetivo é possível, porém, há vários obstáculos que vão ter de ser ultrapassados e vão querer força e esforço adicional da nossa parte. 

Chama baixa - Se a chama está baixa e insiste em não levantar, ela traz consigo a mensagem de que este não é o momento ideal para este trabalho ou questão e que deveremos aguardar e investir em nós próprios, antes de tentar novamente. 

Chama que baixa e levanta repetidamente - Uma chama instável, que está constante a levantar e a baixar, mostra-nos confusão no que foi pedido ou alguma dificuldade em manifestar essas energias. É necessário parar, meditar, entender o que pretendemos e reformular de forma mais clara. 

Chama que solta fagulhas - À semelhança da chama que treme, quando a chama solta fagulhas está a representar a possibilidade de conflitos e de dificuldades em atingir o objectivo final, que vão querer força adicional da nossa parte. 

Chama que se apaga repetidamente - Quando a vela se apaga repetidamente é sinal que o pretendido, seja mágico ou questão feita, será muito dificil de alcançar e vai requerer um empenho muito maior do que calculado inicialmente.

E vocês? Já experimentam interpretar mensagens das velas?

X - A Roda da Fortuna

Nome do Arcano: A Roda da Fortuna
Número: X
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta da Roda da Fortuna é representada por uma roda gigante com três figuras em redor e, na roda, está inscrito as letras hebraicas YHVH (Yod Heh Vau Heh) -o nome impronunciável do Deus Hebraico - juntamente com letras TORA que poderá representar "Torah" (lei) ou Tarot ou até "Rota" (roda em latim). No centro estão símbolos alquímicos de mercúrio, enxofre, água e sal. No exterior está uma cobra no lado esquerdo (Typhon) e, no lado direito, Anúbis (O Deus Egíptio dos Mortos). Em cima da Roda está uma esfinge. Nos cantos da carta estão quatro figuras com asas: um leão, um touro, uma águia e um anjo. *
Símbologia: Na Roda da Fortuna encontramos em cada ponta das cartas, quatro figuras com asas. Estas figuras (um leão, um touro, uma águia e um anjo) representam os quatro signos fixos do Zodíaco, nomeadamente o signo de Leão, Touro, Escorpião e Aquário. As suas asas representam a estabilidade perante o movimento e mudança e cada um deles tem consigo o livro "Torah", representando a sabedoria. No círculo exterior à roda estão também três entidades: Uma cobra que representa Typhon e, ao mesmo tempo, a força da vida a mergulhar no mundo material. Anubis, o Deus dos Mortos que recebe as almas no submundo. E uma Esfinge, representando o conhecimento e força. No centro da Roda, após as letras já explicadas anteriormente, temos os símbolos alquímicos de mercúrio, enxofre, água e sal que são os quatro elementos alquímicos que representam o poder da criação.

Significado:

  • Posição Normal
Na sua posição original a carta da Roda da Fortuna recorda-nos que a roda está sempre a girar e a vida é feita de altos e baixos, num estado constante de mudança. Se estamos em momentos maus, ela lembra-nos que o bom virá após a tempestade. Mas, se estamos em bons momentos, também nos lembra que nem tudo se mantém estável por muito tempo. A Roda recorda-nos também do karma e da lei do Retorno, se assim aplicável. Toda a acção tem uma reação e tudo o que fazemos tem consequências e esta carta alerta-nos para isso e para que as nossas acções possam espelhar as mudanças que queremos na nossa vida. Em certas tiragens, a Roda do Ano pode também estar a representar mudanças vindouras de alto impacto (novas oportunidades, mudanças a nível quotidiano, etc) para os quais temos de estar preparados. Esta carta é acima de tudo díficil para quem não gosta de mudança e alerta-nos para a necessidade de fluir com o fluxo da vida, de forma a não ser negativamente afectado pelas mudanças da mesma.

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta da Roda da Fortuna representa, num dos seus aspectos, a resistência à mudança. Existe, da parte do consulente, uma resistência à ideia da mudança na sua vida e isso tem um impacto directo na forma como as coisas se estão a desenvolver. É necessário analisar e mudar os comportamentos, aceitando e fluindo com o ritmo da vida. Adicionalmente, a carta pode também representar momentos díficeis, que nos incentivam a tomar rédeas da nossa vida e tomar controlo e, ao mesmo tempo, a aceitarmos responsabilidades pelas nossas acções, entendendo como as mesmas podem ter influenciado a nossa vida e garantir que evitamos os erros cometidos no passado. Adicionalmente, e no seu lado positivo, a carta invertida pode representar o vencer e ultrapassar de um ciclo negativo no nosso caminho.

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
Pixabay (Free-photos)
Hoje vamos falar de algo que está presente na prática de muitos praticantes que celebram a Roda do Ano: Comida! Seja uma celebração solitária ou em grupo, a comida é essencial e acaba por ser parte importante da nossa celebração. Desde algo simples como pão ou frutos da época até pratos complexos e refeições inteiras, a comida é parte do nosso quotidiano e, nas celebrações, pode assumir um papel mágico na nossa prática.  

Este papel da comida nas nossas celebrações também acaba por ajudar na conexão com os ritmos da Natureza. Ao criar pratos, refeições e até doces/snacks associados aos Sabbats/Festivais estamos, idealmente, a utilizar frutos e plantas da época o que nos permite criar uma conexão com a Natureza. Saber quais os frutos, vegetais e plantas que podem ser consumidas em cada parte do ano, permite estabelecer uma ligação e um conhecimento mais profundo dos ritmos da Natureza e dos ritmos da agricultura em nosso redor. Idealmente, estes alimentos até podem ser comprados nos mercados locais e serem alimentos da nossa área, onde vivemos, o que cria uma ligação ainda mais à intensa à terra, não só nos seus ritmos naturais como também à terra onde pertencemos e vivemos e trabalhamos magicamente.  

Esta associação da comida aos festivais está também ligada aos nossos Ancestrais e à forma como as celebrações de festivais sazonais e de eventos agrários (e, aqui, podemos afirmar que acontecia tanto nas pagãs como em cristãs, mais tarde) eram celebradas. Durante a época das colheitas ou vindimas, existia sempre reuniões de família em que se cozinha bastante e se celebrava os resultados daquele ano. Um exemplo claro disso nos dias de hoje é, no caso do Cristianismo/Catolicismo, a celebração do Natal ou da Páscoa (Solstício de Inverno e meados do Equinócio de Primavera, respetivamente) em que ambas as celebrações são acompanhadas por comidas típicas e da época. Também nas nossas celebrações pagãs, o mesmo acontece. Aliás, quem tiver família ou companheiros/as de outra religião em que os festivais coincidam perto uns dos outros (Catolicismo, etc.) e quiser manter algumas celebrações em conjunto pode aproveitar e utilizar a comida e a Bruxaria de Cozinha como método!  

Um cenário de exemplo: A família é católica e o praticante é pagão. Toda a gente aceita o caminho do outro e existe harmonia. E a celebração do Solstício de Inverno e Natal (no caso do Hemisfério Norte) coincidem em datas muito próximas. O pagão pode optar por celebrar o Solstício de Inverno na sua data, de forma ritual, e posteriormente participar no jantar de família de Natal e até incluir pratos associados ao Solstício durante esta refeição. Até em cenários em que a família não aprova o caminho pagão do praticante, ele pode optar por realizar o seu ritual em secretismo e, a parte da festa, celebrar juntamente com a família (estando, secretamente e individualmente, a celebrar o Solstício). A comida é uma das muitas formas de celebrar a Roda do Ano e, sem dúvida, é das mais discretas e simples. Ninguém vai suspeitar de comida!  

Como puderam ver a comida tem um papel importante na nossa prática. Brevemente iremos começar uma nova série sobre Bruxaria de Cozinha em que iremos abordar a Bruxaria de Cozinha associada a cada um dos festivais, com comidas típicas, alimentos associados e com algumas receitas para introduzirem nas vossas celebrações.  

E vocês? Qual o papel que a comida tem nas vossas celebrações?
Pixabay (artyangel)
A programação de cristais é uma das muitas formas com as quais se pode trabalhar com estes recursos e hoje planeio abordar este tema e ajudar com algumas técnicas que podem ser utilizadas para fazer a programação dos vossos cristais. Esta prática é, basicamente, trabalhar com cristais para objectivos específicos e, através de meditação e trabalho da mente, "programar" ou "configurar" um cristal para uma determinada tarefa.

A programação de cristais não é, de todo, obrigatória no trabalho com cristais e é apenas uma das muitas formas como este trabalho pode ser realizado. É um método fácil e rápido de determinar qual o propósito que aquele cristal ou pedra vai desempenhar na nossa prática. Os cristais são excelentes condutores de energia, principalmente os cristais da família dos Quartzos, e esta programação ajuda a estimular e direccionar as energias para o objectivo do trabalho mágico. 

Existem várias formas de programar um cristal e hoje planeio abordar duas variações. 

É de realçar que, à semelhança de muitos outros trabalhos mágicos, é sempre ideal começar com um banho de limpeza e relaxamento ou apenas algum queimar de incenso para limpar a área e ajudar na concentração no que vai ser realizado. 

Iniciar com uma pequena meditação em que colocamos os pensamentos em ordem e nos focamos naquilo que é o objectivo da programação (ajudar a passar um exame, aumentar a auto-confiança, etc). É necessário que a nossa mente entre num estado de concentração em que estejamos focados naquilo que pretendemos imbuir no cristal com o qual vamos trabalhar. 

Assim que os nossos pensamentos estiverem focados, devemos pegar no cristal (já limpo e energizado) e colocá-lo entre as nossas mãos e aqui há dois métodos que podem ser utilizados:

Método 1: Mantendo os olhos no cristal e focando no mesmo, nas suas características, formato, interior, etc repetir em voz alta ou na nossa mente as palavras "Eu programo este cristal para...." ou "Eu carrego este cristal com a intenção de..." ou até "Cristal, ajuda-me com....". Repetir este processo até sentir que o cristal está energizado com este propósito e pronto a ser utilizado.

Método 2: Tal como no método um, devemos manter os olhos no cristal e focando no seu formato e o seu interior. Tentar absorver ao máximo o cristal e como ele é por dentro, como será estar dentro do cristal e, aí, dirigir os nossos pensamentos para o pretendido com a programação, visualizando o objectivo de forma clara e concisa, mantendo este pensamento e focando no cristal ao mesmo tempo, até sentir que o cristal está energizado com este propósito e pronto a ser utilizado.

No final de ambos os métodos é necessário recuperar da meditação de forma tranquila e tentar que não seja abrupta, pois poderá causar uma quebra de energia e acabar por ficarmos mal dispostos. Recomendo ter sempre comida e água próximos para o final de trabalhos deste género. 

No final do cristal ter desempenhado a sua tarefa e o objectivo ter sido concluído, poderá ser limpo e desprogramado para ser utilizado para outro fim. Em alternativa, caso não queira reutilizar o cristal, pode apenas limpar e desprogramar e devolver à Natureza enterrando-o ou colocando em um lugar na Natureza de díficil acesso. 

E vocês, costumam programar cristais? Quais os vossos métodos favoritos?


Título: Keeping Her Keys: An Introduction to Hekate's Modern Witchcraft
Autor(es): Cyndi Brannen 
Pontuação: ★★★★☆
Descrição: Nos últimos anos, a Hekate ganhou popularidade crescente em todo o mundo. Embora existam livros escritos sobre Hekate do ponto de vista histórico, há uma falta de informação para aplicar este conhecimento no desenvolvimento pessoal e prática de bruxaria. "Keeping Her Keys" combina as 'chaves' do desenvolvimento pessoal, magia e a antiga deusa, Hekate Os tópicos incluem o poder da oração, como criar o espaço sagrado e orientação sobre feitiços. No capítulo final, os leitores podem realizar uma auto-iniciação opcional para se tornarem Keeper of Her Keys.
Onde Comprar*: Wook 
Análise: Tive a oportunidade de ler este livro numa cópia avançada, fornecida pela autora, em troca de uma crítica/análise honesta. 

Este livro é, sem dúvida, um livro especial. recordou-me um pouco o livro "Magia de Hecate: Uma Roda do Ano com a Rainha das Bruxas" de Dylan Siegel e Naelyan Wyvern, com algumas diferenças. O livro "Keeping Her Keys" tem como objectivo servir de guia de iniciação para uma tradição de Bruxaria Moderna voltada em torno da Deusa Hekate. Nesta obra podemos encontrar um companheiro para um período de treinamento de um ano e um dia, no final do qual, temos um ritual de auto-iniciação para iniciarmos o caminho como "Guide" nesta tradição.

O livro está dividido em diversas lições, cada uma delas essenciais para o desenvolvimento e aprendizagem dentro desta tradição. Conta com diversos exercícios e orientações ao longo do treinamento e, no final, antes da iniciação tem uma série de perguntas para confirmar se o conhecimento e dedicação do devoto estão no ponto para dar este grande passo.

Uma coisa que eu gostei muito neste livro, e acho que é raro de ver hoje em dia, foi o foco na informação histórica. A autora não quis deixar de parte as informações históricas, as fontes e todos os recursos que temos ao nosso dispor, vindos da Antiguidade Clássica. Pelo contrário, a autora apresenta-nos essas informações e as suas fontes e origens, mostrando-nos como as mesmas eram interpretadas à época ou, em outros casos, fornecendo livros que ajudam a entender essa interpretação. Porém, a autora também não descrimina as práticas modernas, aliás, mostra como ambas as partes podem coexistir com o objectivo de criar uma tradição harmoniosa.

Uma das citações que mais gostei do livro foi "(...) we aren't attempting to reconstruct the past, but we adapt historical documents and practices for use in the 21st century". Acho que esta frase descreve bem o que a autora conseguiu com este livro e dou os meus parabéns por isso.

O livro encontra-se muito bem estruturado, de fácil compreensão e muito acessível, permitindo em diversas situações que sejam improvisadas formas de realizar os exercícios ou rituais, aceitando que as coisas e eventos possam ser adaptados à prática de cada indíviduo, porém, sem nunca descuidar da estrutura da tradição e da prática estabelecida.

Esta obra é um excelente companheiro para qualquer interessado em seguir um caminho solitário, porém previamente estruturado, de culto à Senhora Hekate e baseado nas práticas da Bruxaria Moderna.

* Os links fornecidos pertencem a 'Affiliate Programs' e geram uma taxa de lucro ao Sob o Luar. Não existe qualquer despesa adicional para o comprador. 
IX - O Eremita

Nome do Arcano: O Eremita
Número: IX
Descrição: No baralho de Rider-Waite o Eremita é representado por um homem sozinho no topo de uma montanha com neve. Na sua mão direita tem uma lanterna com uma estrela de seis pontas no interior. Na mão esquerda tem um longo bastão de madeira. *
Símbologia: Nesta carta o Eremita no cimo da montanha com neve representa o domínio espiritual, crescimento e as conquistas no caminho escolhido pelo Eremita, para atingir um estado superior de consciência. A lanterna, na sua mão direita, contém o Selo de Salomão, um símbolo de sabedoria. Esta lanterna ilumina o caminho mas, como todas as lanternas, apenas ilumina o caminho mesmo em frente e o Eremita sabe que o resto estará para descobrir conforme vai andando. Na mão esquerda, o seu bastão, representa o seu poder e autoridade e é utilizado como guia e forma de equilíbrio.

Significado:

  • Posição Normal
Primordialmente a carta do Eremita representa a necessidade de fazer uma pausa na nossa rotina do dia-a-dia e de nos voltarmos para dentro e para nós próprios. As respostas ao que procuramos encontram-se dentro de nós e é necessário largar o mundando e fazer uma pausa, de forma a embarcar na jornada de auto-descoberta. O Eremita convida-nos a iniciar um período de introspecção, quer sozinhos ou com um grupo pequeno de pessoas de confiança, para que possamos sintonizar-nos com a nossa voz interior e crescer com essa aprendizagem.

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta do Eremita pode representar duas coisas: Se estiver a perder muito tempo do seu dia com coisas mundanas, com tarefas, contas da casa e responsabilidades o Eremita invertido pode estar a chamar atenção para a necessidade de parar e refletir e dedicar tempo a nós próprios, ouvir a nossa intuição e voz interior. Caso já haja bastante tempo dedicado à reflexão pessoal este Arcano pode estar a dizer-nos para não nos isolarmos demasiado e realçar a necessidade de contacto com outras pessoas. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
Imagem Pixabay (ponce_photography) 
Hoje vamos voltar à nossa série de Cristais e falar de Métodos de Limpeza! Neste caso estaremos a falar de limpeza energética mas também pode ser aplicado para limpeza física. 

Antes de mais temos de falar de um aspecto importante e que é um conhecimento essencial quando trabalhamos com cristais. Os cristais são minerais e, como tal, a sua dureza e resistência varia de um tipo de cristal para o outro. Esta dureza é medida numa escala, chamada a Escala de Mohs. Esta escala é o que estabelece qual a dureza de cada cristal e, assim sendo, o que é que cada cristal aguenta. Por exemplo, enquanto o quartzo é um cristal com dureza 7 e resiste facilmente à àgua e pode ser limpo com àgua ou outros métodos mais abrasivo, a fluorite é um cristal de dureza 4 e se for sujeita a água durante longos períodos de tempo, vai começar a perder a cor e até o formato. Também não é apropriado deixar cristais de dureza superior com cristais de dureza baixa, isto porque os que têm um grau de dureza maior (como o quartzo) irão começar a gastar os cristais mais sensíveis e acabam por danificar. 

De forma a garantir uma boa manutenção dos nossos cristais é necessário conhecer como eles funcionam e com o que podem, ou não, encontrar em contacto, quer a nível de limpeza e quer a nivel de trabalhos que possamos fazer com eles. Por isso assim que comprarem ou adquirirem um cristal novo, investiguem sobre o mesmo. Qual a sua dureza? O que é posso fazer com este cristal? Com quais outros cristais ele pode entrar em contacto? São tudo questões importantes para trabalhar com cristais. 

Assim sendo, e não esquecendo a informação anterior, vamos abordar algumas das formas de limpeza de cristais!

  • Água do Mar ou Água e Sal
Uma das formas mais comuns de limpar cristais é com água e sal ou, em alternativa, com água do mar. Este método é apenas apropriado para cristais de dureza superior a 7 (por exemplo, os quartzos) para garantir que não há dano ao mineral, como tal, não é um método muito apropriado quando não se tem 100% certeza de qual cristal temos na mão. Com a certeza do cristal, é uma questão de colocar o mesmo dentro de um copo com água salgada e deixar de uma noite para a outra.

  • Sal
Tal como o método anterior esta técnica pode ser um pouco abrasiva e é necessário algum cuidado com o tipo de cristais que são limpos com este método. Em caso de não ter a certeza da dureza do cristal, em alternativa, pode ser colocado um pequeno pano entre o sal e o cristal. Tal como com a água e o sal, é só deixar de uma noite para a outra. Este método é principalmente indicado para cristais de proteção como a ónix.

  • Drusa
Tal como falamos no artigo anterior desta série, a drusa é uma excelente forma para limpar outros cristais. É necessário garantir que o cristal (em formato drusa) é um cristal associado para limpeza, como quartzo ou citrino. É também preciso ter atenção a dureza dos cristais e garantir que não há frição entre os mesmos. Para limpar os cristais com a drusa basta colocar os cristais em cima da mesma e deixar de um dia para o outro e estarão limpos.

  • Visualização
Esta é uma técnica um pouco mais avançada e requer algum treino, sendo mais indicada para pessoas que estejam habituadas a manipulação de energias como Reiki e semelhantes. É aplicável a todos os tipos de cristais dado que não causa qualquer reacção física nos mesmos. Consiste em inspirar profundamente e soprar para o cristal, visualizando o mesmo a limpar-se de todas as energias negativas. Em alternativa também pode ser visualizada a limpeza com as mãos, brilhando em torno do cristal. Deve repetir-se até o cristal estar limpo.

  • Defumação
Este é um método seguro para qualquer tipo de cristal e consiste em segurar o cristal e expôr ao fumo do incenso, rodando para que o fumo toque em todos os lados e visualizando a limpeza. Para este método é aconselhável os incensos associados a limpeza (e preferencialmente em folha ou solto, mas, na ausência pode ser utilizado em cone ou pau) como olíbano, salva, alecrim, sândalo, mirra, etc.

  • Terra
Este é um método um pouco abrasivo, principalmente dependendo da humidade ou consistência da terra utilizada. É também um pouco complicado dado que nem toda a gente tem acesso a jardins ou hortas onde possa deixar o cristal e, na floresta, por vezes acaba por ser esquecido ou encontrado por outras pessoas, como tal, é um método a ter cuidado. Para este tipo de limpeza deve enterrar-se o cristal, podendo sincronizar este processo com uma fase da Lua à escolha. Deixar-se durante uma noite e, no dia a seguir, é só passar por água ou um pano para remover os restos de terra e o cristal encontra-se limpo.

  • Água (Natural, Chuva, etc)
Existem várias formas de limpeza de cristais com água, já falamos anteriormente do método com água salgada mas também é possível limpar com água da chuva, água de nascente, água consagrada à luz da Lua ou Sol, etc. É preciso ter atenção à dureza dos cristais dado que nem todos reagem bem ao contacto durante longos períodos de tempo com água. Em alternativa é também possível após deixar o cristal na água de o expôr à luz da Lua ou Sol, tendo cuidado com a exposição ao Sol dado que o calor pode causar reacções em alguns cristais (ex: ametista).

  • Som
Este método, à semelhança da defumação, é uma forma segura de limpar qualquer tipo de cristal dado que não é um método abrasivo. Para este tipo de limpeza podem ser utilizados sinos, gongos ou taças tibetanas e através das vibrações de som é feita a limpeza energética dos cristais. Para quem tenha treino de canto pode também tentar fazê-lo com a voz, mantendo uma nota semelhante aos instrumentos ou com mantras.

  • Esquemas de Cristais (Cristaloterapia)
Este é um método mais apropriado para profissionais ou pessoas experiências com cristaloterapia. Consiste em fazer uma esquema de cristais, de cristaloterapia, de forma a limpar o cristal com o auxílio dos outros cristais (por norma utilizam-se pontas em bruto durante um determinado espaço de tempo). É um método muito específico e, como tal, requer algum estudo e trabalho adicional.


***

Estes são alguns dos métodos de limpeza de cristais disponíveis e que aconselhamos, relembrando sempre o cuidado com a dureza e constituição de cada cristal. 

E vocês, qual o vosso método favorito? 
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O blogue está abandonado? Não vejo posts novos!
Nope! 😅 Mas a Alexia tem uma vida bastante ocupada, principalmente agora com o Mestrado e nem sempre consegue manter o blogue atualizado. Quando ela tiver tempo, ela escreve algo mas entretanto, têm imensos recursos (+10 anos!) para ler. As informações mensais são atualizadas todos os meses. 💖

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Este trabalho é dedicado às Senhoras Ἑκάτη (Hekate) e Περσεφόνη (Persephone)

Sob o Luar by Alexia Moon/Mónica Ferreira is licensed under CC BY-NC-ND 4.0