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Sob o Luar

XV - O Diabo

Nome do Arcano: O Diabo
Número: XV
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta do Diabo é representada por Baphomet, uma criatura meio homem e meio bode, como o Diabo. O Diabo tem umas asas de morcego-vampiro. Tem um olhar hipnotizante e, por cima dele, encontra-se um pentagrama invertido. Ele levanta a sua mão direita em forma da saudação "Vulcan", uma saudação judaica (mais tarde popularizada em Star Trek). Na sua mão esquerda, tem uma tocha acesa. Ao seus pés encontram-se um homem e uma mulher, ambos nus e e com pequenos chifres na sua cabeça e caudas, acorrentados ao assento do Diabo.*
Símbologia: No Arcano do Diabo temos a figura principal do Diabo em destaque. Esta figura, metade homem e metade bode, representava, antigamente, as polaridades de bom/mau e humano/animal, contudo, em tempos modernos ficou associado à negatividade e ao mal. As suas asas, de morcego-vampiro, representam a perda da energia vital, que é o que acontece quando nos entregamos aos prazeres primais. O seu olhar, quase hipnotizante, atraí-nos para si e para ficar debaixo do seu poder, tal como o homem e mulher que se encontram acorrentados à sua frente. Apesar de acorrentados, podemos verificar que as suas correntes são soltas e facilmente poderiam ser removidas, contudo, os mesmos estão junto ao Diabo pela sua própria vontade, estando já a desenvolver cornos e caudas, como símbolos que se estão a tornar como ele, quanto mais estiverem próximos e acorrentados. As suas caudas, de fogo e de uvas, representam as tendências animalescas e o prazer e luxuria, associadas a este tipo de vida, dedicado aos prazeres carnais.

Significado:

  • Posição Normal
Na sua posição original a carta do Diabo representa o nosso lado Sombra e as forças negativas que nos prendem e nos impedem de avançar no nosso caminho. O consulente poderá estar a sofrer de efeitos negativos de vícios, dependências, comportamentos ou hábitos negativos que sente que não consegue mudar ou remover da sua vida. Poderá nem notar que está sobre a influência dos mesmos e que estão estes aspectos que o impedem de avançar. Existe um conflito interior entre o lutar e trabalhar pelo que é bom a longo-prazo e é os nossos objetivos e entre o que nos dá gratificação instantânea. É necessário iniciar medidas de auto-disciplina e cuidado próprio para mudar este tipo de comportamentos. Esta carta alerta-nos para a necessidade de trabalharmos em nós mesmos e nas falhas que nos impedem e nos prendem de nos tornarmos na versão que pretendemos ser ou nos objetivos que pretendemos alcançar. Esta carta pode também representar o momento em que pensamos que não conseguimos controlar a nossa vida ou ter qualquer efeito sobre a mesma, que estamos apenas destinados a vivê-la e manter-nos num ciclo vicioso de escolher negativas. O Diabo sensibiliza-nos para tentar mudar o nosso prisma de ver o Mundo e tentar mudar os nossos comportamentos de forma a mudar também a nossa realidade. Esta carta pode também representar o período nas relações em que tudo parece perfeito e fantástico (a chamada "honeymoon phase") mas alerta-nos para estar atentos e que estes períodos podem ser passageiros e a realidade negativa ser demonstrada a longo prazo ou, também, que esta proximidade pode tornar-se numa relação co-dependente e pouco saudável.

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta do Diabo poderá representar um de dois cenários: Estamos num momento em que estamos prestes a alcançar um novo patamar no nosso caminho, contudo, é preciso enfrentar as coisas negativas e os "vícios" ou "hábitos negativos" que nos prendem e nos impedem de fazer este avanço no nosso percurso ou, em alternativa, pode ser uma necessidade de confrontar, internamente, tudo o que nos impede de avançar. Este confronto pode, ou não, ser voluntário. Poderemos querer, de vontade própria, entender melhor a forma como funcionamos e lidar com os nossos hábitos negativos, com o intuitivo de os mudar ou eliminar ou podemos estar a descer por uma espiral negativa que nos impede de avançar (nestes casos, sugerimos a consulta um terapeuta/profissional de saúde para evitar avanços neste estado negativo da mente). O Diabo invertido alerta-nos para a necessidade de ultrapassar as coisas que nos prende, aceitar a mudança e a evolução, deixando para trás tudo o que já não precisamos ou não faz falta (até as coisas que doem ao separar). 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
Unsplash (Melissa Walker Horn)
Hoje voltamos com um artigo da nossa série de Bruxaria de Cozinha e a Roda do Ano e vamos falar sobre Ostara!

Se quiserem saber mais sobre este festival temos um artigo aqui no nosso site sobre o mesmo!

Festival: Ostara / Equinócio da Primavera
Datas: 19/20/21/22 de Março (HN) ou 19/20/21/22 de Setembro (HS)

O Equinócio da Primavera, ou Ostara, é um festival que celebra o início da Primavera e o final do Inverno. É o momento em que o Dia e a Noite estão em igualdade e, a partir deste momento, o Sol continua a subir e subir mais alto no céu, tendo já passado a metade em que a noite durava mais do que o dia. As flores começam a florir, o verde surje nos campos, as folhas voltam ás árvores e até os animais sentem esta mudança ao nosso redor. Nós próprios, inconscientemente, sentimos as alterações dos ciclos da Terra. Começamos a sentir-nos mais dinâmicos e com mais força de vontade, devido à maior exposição ao Sol e a toda a energia de "renascimento" que se sente no ar.

Como celebração de fertilidade e do início da Primavera, grande parte das práticas associadas a este festival estão ligadas a ritos de fertilidade como os ovos de Ostara, os coelhos, as flores, entre outros símbolos. É uma altura para festejar a Primavera e tudo o que esta estação traz consigo. É um momento em que podemos celebrar o Sol e a sua vitória sobre o Inverno e sobre a Escuridão, dando as boas-vindas à claridade e ao calor que se aproximam.

Existem vários alimentos que estão associados a esta altura do ano. Com a chegada da Primavera e do bom tempo, os nossos ancestrais, começam a deixar os gados e animais voltarem para o exterior. Os pastos encontravam-se verdes e com flores e começava-se a ver os primeiros brotos de novas plantas e as sementes a nascer. Assim sendo, esta é uma altura muito propícia para utilizar todo o tipo de sementes em pratos ou para vegetais como couves e vegetais verdes, que nos recordem da chegada da Primavera como couves de bruxelas, bróculos, etc.

Para além destes alimentos podem também ser incorporados nos pratos celebratórios de Ostara várias flores comestíveis como rosas ou flores de courgetes. É necessário garantir que estas flores (e todos os vegetais que utilizamos) não levaram com pesticidas que possam ter efeitos negativos na nossa saúde. É preciso ter a certeza que todos os produtos naturais utilizados na cozinha estão devidamente lavados e prontos para serem consumidos. 

Outro ingrediente que pode ser incluídos nos pratos primaveris associados ao Equinócio da Primavera é o ovo! O Equinócio da Primavera ocorre em altura semelhante à Páscoa e todos crescemos com os "ovos da páscoa". Esta prática é inspirada em práticas pagãs, onde o ovo estava associado à fertilidade dado que é do ovo que nasce a vida. Como tal, o ovo pode, e deve, ser utilizado quer como alimento ou parte de refeições criadas (como bolos ou outros pratos que utilizem ovos) e também como decoração de altares ou casas (através de esvaziando o interior do ovo e decorando a casca exterior).

São vários os pratos que podem ser feitos com energias da Primavera são pães doces, peixes temperados com sementes ou especiarias e ovos, bolos de mel ou de chocolate, nozes e outras sementes e frutas sazonais. Recomendamos sempre a procurar quais os alimentos e pratos típicos da área que vivem para esta altura do ano e podem incorporar os mesmos na sua prática pessoal, permitindo uma ligação ao local onde vivem e, também, a um melhor conhecimento dos alimentos que são utilizados tradicionalmente nesta altura, na zona onde vivem. Não tenham medo de inovar e sair da caixa, esta altura do ano é fantástica para novos inícios e novas aventuras, e isto pode ser também retratado a nível alimentar! 

E vocês? Que tipo de alimentos gostam de cozinhar nesta altura do ano? 

Nota: Existe um grande debate nas comunidades pagãs por detrás do uso das palavras Mabon/Ostara/Litha. Para fácil acesso por iniciantes optámos por manter a denominação neste artigo, contudo, aconselhamos a leitura deste texto e deste texto para esclarecimentos adicionais. 

Referências: 
"Wicca in the Kitchen" de Scott Cunningham 
"Kitchen Witchcraft (Pagan Portals)" de Rachel Patterson
Unsplash (Ali Inay)
A alimentação é um dos pontos principais do nosso dia-a-dia, é o que nos fornece energia para funcionarmos e fazermos as nossas tarefas e é também uma fonte de prazer e lazer, através da experiência de novos pratos e sabores. Como tal, é natural que a alimentação tenha um papel importante no nosso quotidiano e, correspondentemente, na nossa prática e caminho mágico. 

Sabem que eu tenho uma paixão muito grande por Bruxaria de Cozinha e hoje gostava de vos falar sobre como a alimentação pode ter impacto na nossa prática pagã e como podemos trabalhar com a nossa alimentação e com o que consumimos, para melhorar a nossa prática e o nosso bem-estar. O nosso bem-estar está intrinsecamente conectado à nossa prática e caminho pagão. Se não nos estivermos a sentir bem não vamos conseguir concentrar-nos no que estamos a fazer e aplicar a nossa energia naquele trabalho, seja um ritual, um feitiço ou até uma meditação. E a alimentação é uma chave para atingirmos o nosso bem-estar. 

Como Bruxos e Bruxas reconhecemos a importância que as plantas e as frutas têm na magia e na prática mágica. Sabemos que o alecrim é uma boa planta para limpeza de locais e que a maçã está associada ao amor, tal como a canela está associada à prosperidade. Usamos estes ingredientes em saquetas mágicas, incensos, banhos, oferendas e até para untar velas. Estas correspondências são partes activas de muita prática mágica e, como tal, porque não incluir as mesmas nas nossas refeições? Se organizarmos a nossa comida e refeições de forma consciente e tendo em consideração estas correspondências mágicas estamos a influenciar a nossa comida e, consequentemente, a nossa nutrição e o nosso corpo, magicamente.

Isto pode ser aplicado em vários cenários, por exemplo:

Devoção e Conexão com Divindades: Uma das formas de nos conectarmos com uma divindade pode ser através de conexão com as suas correspondências, incluindo as alimentares. Algumas das associações da Deusa Hekate, por exemplo, são a cebola e o alho. Estes dois alimentos podem ser incorporados, conscientemente, numa alimentação diária (de forma moderada) com o intuito de aproximar a nossa prática a Hekate, através do consumo (ou até oferendas, criando pratos ou alimentos com estes produtos) de alimentos relacionados com a divindade.

Trabalhos Mágicos: Há vários trabalhos mágicos que podem ser feitos com a Magia de Cozinha. Imaginemos que queremos atrair para a nossa vida um novo amor. Uma das formas de fazer isto pode ser, por exemplo, criar uma Dieta Mágica. Uma Dieta Mágica é uma dieta alimentar (equilibrada e consciente) criada com alguns alimentos em mente. Por exemplo, no caso da atração de um novo amor, podemos fazer pratos com alimentos que estejam associados ao amor como baunilha, canela, gengibre, batata doce, maçãs, bananas, maracujás, morangos, mel, entre outros. São muitos os alimentos que estão associados ao amor o que nos permite criar refeições equilibradas, saudáveis e mágicas. Não é obrigatório utilizar todos os ingredientes, como é óbvio! Podemos fazer uma tarte de maçã para sobremesa, uma sopa com batata doce e outros vegetais para o prato principal ou bifes com molho de mel e mostarda, etc. A Bruxaria de Cozinha está totalmente aberta para a nossa imaginação. 

Cuidados Próprios: Cuidar de nós próprios é uma das nossas "obrigações" e formas de nos respeitar a nós próprios e ao nosso corpo. Podemos criar uma Dieta de Auto-Cuidado e esta pode incluir não só alimentos relacionados com amor e amor próprio mas, também, os nossos ingredientes favoritos! Se eu amo comer cenoura ou grão mas os mesmos não estão associados ao amor/amor próprio, não faz mal! O facto de serem alimentos favoritos da Bruxa/Bruxo já lhes traz o poder de trazer conforto pessoal e, como tal, contribuir para os cuidados próprios. É preciso ter também em consideração estes pequenos detalhes como comidas favoritas ou comidas conforto, dado que as mesmas já têm poder mágico associado a nós, devido ao seu impacto. Se calhar a receita de sopa de legumes da nossa avó será muito mais poderosa para nos trazer conforto e tranquilidade do que uma receita complexa tirada de um livro de bruxaria e isto é totalmente válido (e aliás, muito recomendável!). Temos de encontrar o nosso poder pessoal, até na cozinha.

A Bruxaria de Cozinha e a magia com os alimentos é um tipo de magia muito fácil e intuitiva, que pode ser integrada na nossa rotina de forma muito simples e adaptável, permitindo-nos trazer para o nosso quotidiano a Magia da nossa prática.

E vocês? Como gostam de usar a Magia na Cozinha? 
Unsplash (Danijela Prijovic)
Hoje voltamos com um artigo da nossa série de Bruxaria de Cozinha e a Roda do Ano e vamos falar sobre Imbolc!

Se quiserem saber mais sobre este festival temos um artigo aqui no nosso site sobre o mesmo!

Festival: Imbolc
Datas: 01 de Fevereiro (HN) ou 01 de Agosto (HS)

O Imbolc é um festival que assinala o regresso da Luz e dos primeiros passos rumo à Primavera. Neste altura as neves começam a derreter, os dias ficam gradualmente maiores, chegam as chuvas e o frio começa a despedir-se. É também uma altura em que, para os nossos antepassados, a comida começava a escassear com o final do Inverno e começava a ser preciso improvisar as refeições e a alimentação que se fazia. Na Europa, esta altura era marcada pelo nascimento dos cordeiros e, como tal, o leite de ovelha era abundante nesta altura, o que faz com que, tradicionalmente, o leite seja uma parte importante na celebração de Imbolc e esteja presente em muitas das receitas criadas para esta época do ano. 

Como celebração do regresso da Luz e do Sol, Imbolc é um festival solar em que nos focamos em "ajudar" o Sol a subir no céu para trazer consigo o calor da Primavera. São acendidas fogueiras, velas, candelabros e todo o tipo de luzes para iluminar a noite e trazer com a Luz para os nossos dias, incentivando, dessa forma, o Sol a regressar também. Como tal, é natural que o tipo de comidas criadas durante este festival esteja associado ao Sol, seja criando alimentos (bolachas, biscoitos, vegetais, etc) em formato de Sol e outros símbolos associados mas também através do consumo de alimentos tipicamente solares como comidas picantes (pelo "ardor" da comida, associado ao calor). 

Actualmente vivemos em sociedades em que facilmente temos acesso a um variado tipo de comidas, temperos, vegetais, etc. Como tal, podemos livremente utilizar produtos que não estariam disponíveis aos nossos antepassados mais longínquos como caril ou pimenta. Podemos também incluir nas nossas refeições todo o tipo de lacticínios (devido à ligação com a lactação das ovelhas, que abordamos no início), alho, cebolas, vinhos com especiarias, canela, alecrim, entre outros. 

São vários os pratos que podem ser feitos com energias solares para ajudar a trazer o Sol e a alegria de volta às nossas vidas, afastando o frio do Inverno. Esta é uma boa altura para fazer jantares com amigos e família e partilhar momentos de alegria. Podemos fazer refeições de Imbolc e partilhar o espírito e a energia Solar com aqueles que nos são próximos, sugerindo deixar para trás tudo o que já não é preciso nos nossos caminhos e recebendo o Sol como energia purificadora. Isto pode ser reflectido na comida, com os alimentos picantes a assumir um papel de purificação e limpeza e o leite como energia maternal e nutridora das coisas que pretendemos manter na nossa vida. É uma excelente altura para nos focar no renascimento e na transformação pessoal. 

E vocês? Que tipo de alimentos gostam de cozinhar nesta altura do ano? 

Referências: 
"Wicca in the Kitchen" de Scott Cunningham 
"Kitchen Witchcraft (Pagan Portals)" de Rachel Patterson
Título: A Practical Guide to Pagan Priesthood
Autor(es): Lora O'Brien
Pontuação: ★★★★★
Descrição: Junte-se à Reverenda Lora O'Brien enquanto ela explora os deveres, responsabilidades, desafios e benefícios de se tornar uma sacerdotisa ou sacerdote. Se está actualmente em uma posição de liderança, está a pensar em assumir esse papel ou gostaria de ser mais informado sobre o sacerdócio pagão, este livro é uma ajuda para aprender sobre as habilidades práticas necessárias e fornece ideias sobre como pode melhorar o seu próprio sacerdócio. Há uma necessidade na comunidade pagã de líderes fortes, conscientes e responsáveis​. Este livro fornece uma avaliação de habilidades para que possa ter uma noção dos seus pontos fortes e áreas em que trabalhar. Também descobrirá sobre as duas categorias principais de deveres sacerdotais - pastoral e sacerdotal - bem como sobre liderança de grupo, ensino, aconselhamento para crises, comunicação com divindade, devoção, cura, ritos de vida e celebração comunitária. À medida que o paganismo continua a crescer e as novas gerações se tornam líderes, este guia compartilha uma imagem prática do que o sacerdócio pagão pode ser.
Onde Comprar*: Wook
Análise: Tive a oportunidade de ler este livro numa cópia avançada, fornecida via NetGalley, em troca de uma crítica/análise honesta. 

Este livro é um dos melhores livros que tive a oportunidade de ler ultimamente. Não estou a exagerar, este livro é tão fantástico que quando o terminei, fui de imediato encomendar uma versão em formato físico porque sinto que é essencial para a minha biblioteca pessoal. E é um dos livros que vou vivamente recomendar a todos aqueles a quem treinar no Iseum do Caminho da Terra.

A autora, a Reverenda Lora O'Brien, tem uma extensa experiências nas comunidades pagãs, principalmente na Irlanda e traz, neste livro, diversos conselhos e ideias de como melhorar o nosso sacerdócio ou, para quem não se consagrou ainda ou está na dúvida se o quer fazer, explica o que é um sacerdócio, os deveres de um Sacerdote e como o nosso trabalho se pode desenrolar, abrangendo as diversas áreas do trabalho sacerdotal e pastoral, indicando alternativas, formas de trabalho, etc.

O livro está dividido em três secções: Os Deveres de um Sacerdote, Ferramentas Pastorais e Desenvolvimento e Ferramentas Sacerdotais e Desenvolvimento. Ao longo destas secções a autora aborda diversos temas, dividindo-os nas suas devidas secções. Alguns exemplos dos temas abordados são, por exemplo: Técnicas rituais, actos mágicos, ordenações e iniciações, dinâmicas de grupos, gestão e organização de covens/grupos, comunicação com divindades, lidar com situações pessoais dos nossos membros, etc.

Ser Sacerdote é uma tarefa complicada e que requer muito de nós. A comunidade requer de nós, a Divindade requer de nós e o próprio cargo, requer de nós. É um título que vem com uma bagagem e um conjunto de tarefas e deveres e, ao longo deste livro, a autora explora todos estes pontos, inspirando-nos no trabalho sacerdotal com as suas palavras e, ao mesmo tempo, alertando-nos para a dificuldade e complexidade deste caminho.

Algo que gostei muito no livro é que, no final, a autora reúne com um conjunto de praticantes de vários caminhos pagãos e coloca algumas questões sobre sacerdócio. Estas questões são fantásticas não só porque podem ser aplicadas a nós mesmos e permitindo-nos ter uma estrutura do nosso trabalho e da forma como vemos o nosso trabalho, as comunidades e nós próprios mas também porque é fascinante ver os pontos de vista de outras pessoas. Estamos a falar de cerca de 17 pessoas, todas de caminhos diferentes, a responder às mesmas perguntas, cada um à sua maneira. É simplesmente fantástico ver todos estes primas e pontos-de-vista e aprender com os mesmos, inspirando-nos e dando-nos uma imagem abrangente das várias formas de lidar e ver o sacerdócio.

É sem dúvida um livro que recomendo vivamente e acredito ser essencial, nos dias de hoje, para qualquer pessoa interessada em seguir um caminho sacerdotal ou, em alternativa, que já seja sacerdote e queira aumentar o seu conhecimento e ver pontos de vista diferentes!

* Os links fornecidos pertencem a 'Affiliate Programs' e geram uma taxa de lucro ao Sob o Luar. Não existe qualquer despesa adicional para o comprador. 
XIV - A Temperança

Nome do Arcano: A Temperança
Número: XIV
Descrição: No baralho de Rider-Waite a carta da Temperança é representada por um anjo com asas. O anjo usa um robe de azul claro com um triangulo dentro de um quadrado na frente. O anjo balança os dois pés, um em rochas e um dentro de água. Está a deitar água entre dois cálices nas suas mãos. No fundo há um caminho que vai ter a uma montanha onde se vê uma coroa dourada, por cima da montanha.*
Símbologia: No Arcano da Temperança o anjo é tanto feminino como masculino. Na sua roupa vemos um triângulo (a humanidade) dentro de um quadrado (a lei natural). Este símbolo representa que o Homem está sujeito à Terra e às suas leis, na qual ele vive. O anjo está a balançar-se entre a água e a rocha, colocando um pé em cada uma, representando o equílibrio entre manter-nos centrados na Terra mas, ao mesmo tempo, deixarmo-nos fluir como a água de um rio. Os seus dois cálices, por onde a água está a passar de um para o outro, mostram-nos a simbologia do movimento constante e a alquimia da vida. No fundo, o caminho rumo à montanha onde está a coroa de Sol, representa o caminho que traçamos e fazemos na nova vida, rumo ao nosso Eu mais elevado, mantendo-nos orientados para os nossos objectivos de vida.

Significado:

  • Posição Normal
Na sua posição original a carta da Temperança traz consigo o equílibrio, convidando-nos a abrandar o nosso ritmo e estabilizar a nossa energia, permitindo-nos sintonizar com os ritmos da Natureza e do Universo. Esta carta lembra-nos que está no momento de voltar a meter ordem na nossa vida e no nosso caminho, de respirar fundo e preparar-nos para voltar a andar no caminho que é o certo, rumo ao nosso ideal. É também uma mensagem para nos mantermos calmos em momentos em que a vida possa ser mais complicada ou atribulada e para nos mantermos imparciais em discussões. Este não é o momento para nos envolvermos em conflitos mas sim a ocasião para tomar um "caminho do meio" e manter a imparcialidade, entendendo e aceitando todos os outros caminhos e opções. A nível dos nossos objectivos e projectos, esta carta pede-nos para ter uma imagem clara do que queremos atingir na nossa cabeça e começar a traçar o caminho rumo a esse Eu ideal. Este é um momento de aprendizagem e reflexão, o qual devemos aproveitar para nos focar e iniciar o trilho rumo aos nossos objectivos. 

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta da Temperança é um convite para voltarmos a estabelecer equílibrio na nossa vida. Podemos ter passado por um momento complicado em que houve um desequílibrio (alimentar, emocional, profissional, etc) porém este é o momento para começarmos a inverter a situação e voltar a estabelecer um ponto de balanço onde possamos atingir o nosso equílibrio. Este é um esforço activo que deve ser feito, pois se permanecermos demasiado tempo neste estado desequilibrado, as consequências para o nosso ser poderão ser demasiado fortes. Esta carta alerta também para o facto de que algo não está certo na nossa vida e é preciso fazer uma reflexão profunda, para encontrar este ponto errado e corrigi-lo, para re-estabelecer a ordem natural das coisas no nosso caminho e na nossa vida. É um momento de cura profunda a nível interno, de forma a que possamos libertar-nos de tudo o que não nos serve e tudo o que é tóxico, para voltarmos ao caminho rumo ao nosso Eu ideal. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
Unsplash (Miroslava)
Hoje vamos começar uma série que irá estender por todo o ano 2020 e vamos abordar a Bruxaria de Cozinha durante os Festivais da Roda do Ano (seguindo a Roda do Ano do Hemisfério Norte). E qual melhor festival para começar, do que Yule? O Yule será celebrado agora em Dezembro no Hemisfério Norte e acho que é a altura ideal para dar início a esta nova jornada na Bruxaria da Cozinha aqui no nosso blogue.

Se querem saber um pouco mais sobre Yule, temos um artigo dedicado a este festival aqui com todas as informações relevantes sobre o mesmo.

Festival: Yule ou Solstício de Inverno
Datas: 21/22/23 de Dezembro (HN) ou 21/22/23 de Junho (HS)

O Solstício de Inverno é uma celebração que assinala o momento em que o Sol se aproxima mais do horizonte, tocando no "ponto" mais baixo e preparando-se para voltar a subir no céu. É a noite mais longa do ano e marca o pico do Inverno, com o começo da subida do Sol a assinalar o regresso da luz e o caminho para a Primavera. Sendo um momento escuro, dado que é a noite mais longa do ano, é um momento em que, em tempos antigos, os nossos antepassados se reuniam em casa, em torno da fogueira, e era um momento muito voltado para a família e para o convívio. Ainda nos dias de hoje isso se verifica, com celebrações de outras fés religiosas cujas datas coincidem com o Solstício de Inverno (ex. O Natal). 

Assim sendo, esta é uma época em que a comida tem um papel muito importante não só como sustento durante o Inverno duro e frio mas também como forma de união e comunhão entre as pessoas da família. Muitas famílias têm as suas receitas tradicionais para esta época do ano e recomendo vivamente que, se tiverem essa possibilidade, investiguem quais as receitas que existem na vossa família, onde originaram, questionem os vossos familiares sobre as suas origens ou o que eles costumavam comer quando eram mais novos nesta altura. Isto irá permitir ter uma melhor noção de como esta altura do ano era celebrada (mesmo que os vossos familiares não sejam pagãos) e ter uma maior conexão com a vossa história pessoal e familiar. Este conhecimento pode depois ser adaptado na vossa prática pessoal e continuado como uma tradição dentro do Paganismo. 

Alguns dos alimentos de destaque desta época são, por exemplo, frutos secos ou preservados (dado a escassez de alimentos frescos durante o inverno), maçãs, mel, sementes e grãos, carnes, vinhos, bolachas e comida confeccionada, gengibre, entre outros. Podem ser utilizados na confecção de bolos como bolos ou biscoitos de gengibre, chás, biscoitos de frutos secos ou de maçã, o famoso Bolo-Rei onde há um aproveitar das frutas cristalizadas, etc. A imaginação é o limite! Um dos alimentos recentes que tomou também um papel de destaque nas mesas desta época do ano é o nosso querido chocolate! Este pode ser utilizado numa variedade enorme de sobremesas e doces para rechear a nossa mesa e satisfazer os mais novos. 

Esta é uma excelente altura para fazer bolos ou pães que requeiram o forno, não só porque o forno pode ser uma forma de aquecimento de uma divisão mas também porque é uma forma de simbolizar o processo de recolher para o interior e crescer até estarmos prontos para sair, como é o caso dos bébés antes de nascer ou dos animais durante a hibernação, é a analogia perfeita para esta época do ano. 

Um dos principais alimentos que podem ser cozinhados nesta altura, e aproveitados para diversos usos (decorações de natal, alimentação para animais, etc) é nada mais, nada menos, do que biscoitos (ou bolachas, como preferirem chamar!). Estes podem ser feitos com recheio de frutas e produtos da época, podem ser criados em diversos formatos para representar esta altura do ano e a simbologia do Solstício, permitindo ensinar aos mais novos ou, até, introduzir de forma discreta as nossas crenças numa mesa de refeição onde, de outra forma, poderiam não ser tão bem aceites. Afinal, ninguém diz que não a um biscoito, não é? 

Outra coisa excelente para fazer nesta altura do ano é aproveitar as sementes e frutos secos para criar pequenos snacks para os animais de rua, principalmente os passarinhos. Podem untar maçãs com manteiga de amendoim ou de amêndoa e juntar sementes e colocar na parte de fora das casas ou nos jardins para alimentar os pequenos animais que vivem na vossa zona, para que os mesmos também possam ter abundância nesta altura do ano. Partilhar a abundância e recordar que vivemos numa comunidade e em conjunto com todas as pessoas e seres que nos rodeiam é um dos pontos fulcrais nesta celebração de Solstício. 

Por fim, as bebidas quentes como o chocolate quente, os chás (maçã e canela, gengibre, etc.) e os vinhos quentes são também excelentes escolhas para acompanharem as refeições desta altura tão especial! 

E vocês? O que gostam de incluir na mesa durante esta altura do ano? 

Referências: 
"Wicca in the Kitchen" de Scott Cunningham 
"Kitchen Witchcraft (Pagan Portals)" de Rachel Patterson
Pixabay (Alex-V)
Hoje vamos começar com um novo método divinatório e vamos falar das Runas. As Runas são um método bastante antigo e complexo, sendo que esta série de artigos não é, de todo, completa ao ponto de ser suficiente para efectuar trabalhos mágicos e divinação com as Runas. Aconselho vivamente a lerem mais recursos e informações aprofundadas sobre as Runas sendo que até há vários pagãos e professores que têm cursos sobre este alfabeto e como utilizá-lo de forma mágica. Estes artigos que vamos publicar acerca das Runas servem apenas como uma introdução base ao assunto. 

Agora que já falamos dos avisos importantes e dos pontos de introdução, vamos falar sobre o que são Runas. As Runas são originadas no período Pré-Viking e Viking e da Mitologia Nórdica sendo que são um alfabeto (na época Pré-Viking existia Elder Futhark e no período Viking existia o Younger Futhark) que pode ser utilizado de variadas formas, como divinação, magia, amuletos, alfabeto, ferramentas de auto-conhecimento, meditação, etc. Nesta série planeio abordar as Runas apenas como método divinatório. 

Cada runa simboliza uma letra e, ao mesmo tempo, um significado profundo que deve ser analisado nas leituras divinatórias. Cada runa tem também outros significados associados e cujos usos podem ser aplicados noutros métodos mágicos (como inscrições mágicas, amuletos, tatuagens, meditação, alfabetos de escrita no livro das sombras, etc). A nível divinatório, as Runas não são, tal como o Tarot, métodos infalíveis ou de previsão exacta do futuro. Tal como as cartas de um baralho, as Runas devem ser interpretadas face à situação em que nos encontramos (ou em que o visado da leitura se encontra), face às runas que se encontram por perto, às formas de lançamento que se está a usar, entre outros. Deve ser estabelecida uma relação entre o conjunto das runas e o praticante, de forma a que a comunicação seja fluída e de entendimento mútuo. Vejam as runas como sendo objectos vivos e como conselheiras com as quais deve ser estabelecida uma comunicação.

Noutros artigos deste série iremos falar sobre métodos de lançamento e sobre a história das runas mas, para já, vamos ver os seus significados? 

Os Significados das Runas



Nome: Fehu
Simbolismo: Gado/Rebanho
Significado: Esta é uma runa associada às finanças e à prosperidade monetária. Está associada ao poder da riqueza e bens materiais, nomeadamente obtida através de esforço ou trabalho.



Nome: Uruz
Simbolismo: Auroque/Força Bruta
Significado: Á semelhança da Fehu, esta runa está associada ao poder mas o poder que não conseguimos controlar. Pode representar sucesso em projectos pessoais ou que estamos a atingir os nossos objectivos. Representa também um amor mais familiar e patriarcal, representando a energia masculina.



Nome: Thurisaz
Simbolismo: Espinho
Significado: É uma runa de protecção e representa a nossa capacidade de nos mantermos firmes quando perante dificuldades. Alerta-nos para a possibilidade de mudanças e a necessidade de ser forte perante estas alterações. É também uma runa que nos permite ver a verdade e abrir portas para a mudança.



Nome: Ansuz
Simbolismo: Boca ou Sopro Divina
Significado: Esta runa representa a estabilidade e equilíbrio, está associada à criatividade e ao "sopro divino" da criação (artística, projectos, etc). É também um alerta para ouvir a nossa voz interior e a nossa intuição.



Nome: Raidho
Simbolismo: Roda
Significado: Esta é uma runa que nos recorda que existe um momento certo para tudo e que devemos ter atenção ao momento em que estamos e se o mesmo é apropriado para a acção que pretendemos tomar. Adicionalmente esta runa pode assinalar o começo de uma viagem ou de um novo projecto, que irá mudar a forma como vivemos a nossa vida.



Nome: Kenaz
Simbolismo: Tocha
Significado: A runa do conhecimento e da aprendizagem, ajuda-nos a ver as situações com maior claridade e o caminho de forma mais concreta (tal como uma tocha que ilumina o caminho). Ajuda-nos a obter conhecimento necessário para tomar a acção ou decisão pretendida.



Nome: Gebo
Simbolismo: Presente/Prenda
Significado: Esta runa representa as relações pessoais, quer sejam familiares, amizade, amor, etc. e representa a harmonia e união entre as pessoas.



Nome: Wunjo
Simbolismo: Alegria/Felicidade
Significado: Esta runa representa paz, felicidade, serenidade e o equilíbrio entre todas as coisas, criando harmonia. Recorda-nos também para dar valor a nós mesmos. Pode também significar a chegada de boas notícias.



Nome: Hagalaz
Simbolismo: Granizo
Significado: Esta runa representa as coisas que são mais fortes do que nós e que nos podem impedir no nosso caminho ou no nosso progresso, tal como o granizo. Porém não são dificuldades permanentes mas sim temporárias, para as quais temos ferramentas para aguentar e aprender com as mesmas. 



Nome: Naudhiz
Simbolismo: Necessidade
Significado: Esta runa alerta-nos para as restrições que podem estar a ocorrer na nossa vida e que nos estão a impedir de seguir em frente e de ultrapassar os obstáculos. É necessário reflectir sobre estas restrições e como as mesmas podem ter benefícios e como adaptar as mesmas no nosso caminho, de forma a ultrapassá-las. 



Nome: Isa
Simbolismo: Gelo
Significado: Esta runa representa uma paragem na nossa jornada e a necessidade de aguardar até que haja uma mudança que nos permita seguir em frente novamente, tal como a floresta gelada que aguarda pelo Sol de Primavera. É uma boa altura para introspecção e rever o nosso caminho e a forma de trabalho. 



Nome: Jera
Simbolismo: Ano/Estação
Significado: Esta é uma runa que representa o ciclo da vida e da natureza, como as mudanças das estações. Alerta-nos para a necessidade de entendermos a vida como um ciclo com ciclos dentro de si. Pode também representar a chegada de frutos de projectos/trabalhos feitos anteriormente e que estão na altura de chegar.



Nome: Eihwaz
Simbolismo: Teixo
Significado: Esta é uma runa de protecção e representa também a estabilidade, paciência e perseverança. Alerta-nos para a necessidade de decidir qual o caminho que desejamos tomar para conseguir atingir os nossos objectivos na nossa vida. Pode também simbolizar o fim de uma situação específica que nos vai permitir encontrar ou começar o início de uma nova situação, mais vantajosa para nós. 



Nome: Perdhro
Simbolismo: Iniciação/Conhecimento Escondido
Significado: Esta runa recorda-nos da incerteza da vida e de que nem todo o conhecimento deve ser obtido de uma vez e que por vezes é preciso ser paciente, até ser a hora certa. Tal como uma iniciação, tudo na vida tem o seu momento e esta é a runa que nos recorda que é preciso ter paciência e calma, na busca do conhecimento. 



Nome: Algiz/Elhaz
Simbolismo: Cervo
Significado: Esta é a runa da protecção e defesa, sendo que representa a necessidade de garantir que estamos protegidos e que as nossas protecções (mágicas ou não-mágicas) estão no seu devido lugar. Pode também representar a necessidade de manter contacto com os nossos espíritos guias ou ancestrais e aprender com os mesmos. 



Nome: Sowilo
Simbolismo: Sol
Significado: Esta runa representa a luz solar e o sucesso. Tal como o Sol nos ilumina o caminho, também esta runa lança luz nas nossas acções e como podemos agir para completar o ciclo em que nos encontramos. É uma runa positiva e que nos recorda que há sempre luz após a escuridão. 



Nome: Teiwaz
Simbolismo: Criação
Significado: Esta é a runa do sucesso, principalmente em assuntos legais. Significa o sucesso em algum aspecto da vida, sem necessidade de sacrifício. Também representa a motivação e a busca espiritual interior.  



Nome: Berkana
Simbolismo: Bétula
Significado: Esta runa significa o nascimento de algo, seja de pessoa ou de projectos. Pode também representar a necessidade de estar atentos ao nosso redor e ao que fazemos, de forma a que as nossas acções estejam alinhadas com os nossos princípios. 



Nome: Ehwaz
Simbolismo: Cavalo
Significado: Esta runa lembra-nos do equilíbrio do Universo e que tudo tem um ritmo e um fluxo, como o rio que corre pela montanha. Temos de ter atenção ao ritmo e fluxo do nosso caminho e quais as curvas ou mudanças que possam ser necessárias fazer. Alerta-nos também para a necessidade de estarmos atentos às nossas acções e ao que nos rodeia. 



Nome: Mannaz
Simbolismo: Humanidade
Significado: Esta é a runa que representa o potencial humano e nos recorda que temos dentro de nós tudo o que é necessário para atingir e ter o que queremos. Também nos lembra que todos fazemos parte do colectivo mundial e que todas as nossas atitudes têm impacto nos outros e em nós próprios. Devemos reflecti sempre nas nossas acções para entender as suas consequências e utilizar este conhecimento para agir de acordo com a nossa ética pessoal. 



Nome: Laguz
Simbolismo: Água
Significado: Esta runa, tal como o simbolismo da Água, fala-nos da necessidade de ouvir o nosso ritmo interior e de entender e escutar as nossas emoções. À semelhança de runas anteriores, recorda-nos também para a existência de um ritmo e um fluir interior e nas nossas vidas, o qual devemos entender e sentir, de forma a sincronizar com o mesmo para que possamos aproveitar o potencial deste fluxo ao máximo. 



Nome: Inguz
Simbolismo: Fertilidade
Significado: Esta é a runa dos começos, seja começos a nível familiar com o nascimento de novos membros de família ou a nível de projectos e coisas que estejam a decorrer na nossa vida. Alerta-nos para a chegada de mudanças positivas e férteis que irão melhorar o nosso caminho. Está também associada à maternidade e à gravidez. 



Nome: Othala
Simbolismo: Ancestralidade
Significado: Esta runa representa a riqueza da família e das coisas que não se podem vender e também a importância dos nossos ancestrais e da nossa família, seja ela de sangue ou não. Simboliza também a liberdade e independência, através da libertação de coisas e ligações que nos mantém presos a algo de que já não precisamos. 



Nome: Dagaz
Simbolismo: Dia
Significado: A runa do equilíbrio entre o dia e a noite, como o que vemos ao nascer do Sol. Recorda-nos que tudo tem dois lados e que temos de os entender, inclusive dentro de nós próprios. Representa também o nascer de novas ideias e de novas perspectivas que ajudarão a trilhar novas aventuras. 

Em algumas leituras e alguns sets de runas é também utilizada uma "Runa Branca" ou "Runa de Odin" que é suposto representar a possibilidade de tudo e uma ausência de resposta. Esta runa não é original e foi adicionada em meados do final do século XX. Assim sendo, não desenvolvo a mesma neste artigo e fica à descrição do praticante se a deseja ou não incluir na sua prática. 

E vocês? Que têm a dizer sobre as runas?
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O blogue está abandonado? Não vejo posts novos!
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Sob o Luar by Alexia Moon/Mónica Ferreira is licensed under CC BY-NC-ND 4.0