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Sob o Luar

Imagem Pixabay (ponce_photography) 
Hoje vamos voltar à nossa série de Cristais e falar de Métodos de Limpeza! Neste caso estaremos a falar de limpeza energética mas também pode ser aplicado para limpeza física. 

Antes de mais temos de falar de um aspecto importante e que é um conhecimento essencial quando trabalhamos com cristais. Os cristais são minerais e, como tal, a sua dureza e resistência varia de um tipo de cristal para o outro. Esta dureza é medida numa escala, chamada a Escala de Mohs. Esta escala é o que estabelece qual a dureza de cada cristal e, assim sendo, o que é que cada cristal aguenta. Por exemplo, enquanto o quartzo é um cristal com dureza 7 e resiste facilmente à àgua e pode ser limpo com àgua ou outros métodos mais abrasivo, a fluorite é um cristal de dureza 4 e se for sujeita a água durante longos períodos de tempo, vai começar a perder a cor e até o formato. Também não é apropriado deixar cristais de dureza superior com cristais de dureza baixa, isto porque os que têm um grau de dureza maior (como o quartzo) irão começar a gastar os cristais mais sensíveis e acabam por danificar. 

De forma a garantir uma boa manutenção dos nossos cristais é necessário conhecer como eles funcionam e com o que podem, ou não, encontrar em contacto, quer a nível de limpeza e quer a nivel de trabalhos que possamos fazer com eles. Por isso assim que comprarem ou adquirirem um cristal novo, investiguem sobre o mesmo. Qual a sua dureza? O que é posso fazer com este cristal? Com quais outros cristais ele pode entrar em contacto? São tudo questões importantes para trabalhar com cristais. 

Assim sendo, e não esquecendo a informação anterior, vamos abordar algumas das formas de limpeza de cristais!

  • Água do Mar ou Água e Sal
Uma das formas mais comuns de limpar cristais é com água e sal ou, em alternativa, com água do mar. Este método é apenas apropriado para cristais de dureza superior a 7 (por exemplo, os quartzos) para garantir que não há dano ao mineral, como tal, não é um método muito apropriado quando não se tem 100% certeza de qual cristal temos na mão. Com a certeza do cristal, é uma questão de colocar o mesmo dentro de um copo com água salgada e deixar de uma noite para a outra.

  • Sal
Tal como o método anterior esta técnica pode ser um pouco abrasiva e é necessário algum cuidado com o tipo de cristais que são limpos com este método. Em caso de não ter a certeza da dureza do cristal, em alternativa, pode ser colocado um pequeno pano entre o sal e o cristal. Tal como com a água e o sal, é só deixar de uma noite para a outra. Este método é principalmente indicado para cristais de proteção como a ónix.

  • Drusa
Tal como falamos no artigo anterior desta série, a drusa é uma excelente forma para limpar outros cristais. É necessário garantir que o cristal (em formato drusa) é um cristal associado para limpeza, como quartzo ou citrino. É também preciso ter atenção a dureza dos cristais e garantir que não há frição entre os mesmos. Para limpar os cristais com a drusa basta colocar os cristais em cima da mesma e deixar de um dia para o outro e estarão limpos.

  • Visualização
Esta é uma técnica um pouco mais avançada e requer algum treino, sendo mais indicada para pessoas que estejam habituadas a manipulação de energias como Reiki e semelhantes. É aplicável a todos os tipos de cristais dado que não causa qualquer reacção física nos mesmos. Consiste em inspirar profundamente e soprar para o cristal, visualizando o mesmo a limpar-se de todas as energias negativas. Em alternativa também pode ser visualizada a limpeza com as mãos, brilhando em torno do cristal. Deve repetir-se até o cristal estar limpo.

  • Defumação
Este é um método seguro para qualquer tipo de cristal e consiste em segurar o cristal e expôr ao fumo do incenso, rodando para que o fumo toque em todos os lados e visualizando a limpeza. Para este método é aconselhável os incensos associados a limpeza (e preferencialmente em folha ou solto, mas, na ausência pode ser utilizado em cone ou pau) como olíbano, salva, alecrim, sândalo, mirra, etc.

  • Terra
Este é um método um pouco abrasivo, principalmente dependendo da humidade ou consistência da terra utilizada. É também um pouco complicado dado que nem toda a gente tem acesso a jardins ou hortas onde possa deixar o cristal e, na floresta, por vezes acaba por ser esquecido ou encontrado por outras pessoas, como tal, é um método a ter cuidado. Para este tipo de limpeza deve enterrar-se o cristal, podendo sincronizar este processo com uma fase da Lua à escolha. Deixar-se durante uma noite e, no dia a seguir, é só passar por água ou um pano para remover os restos de terra e o cristal encontra-se limpo.

  • Água (Natural, Chuva, etc)
Existem várias formas de limpeza de cristais com água, já falamos anteriormente do método com água salgada mas também é possível limpar com água da chuva, água de nascente, água consagrada à luz da Lua ou Sol, etc. É preciso ter atenção à dureza dos cristais dado que nem todos reagem bem ao contacto durante longos períodos de tempo com água. Em alternativa é também possível após deixar o cristal na água de o expôr à luz da Lua ou Sol, tendo cuidado com a exposição ao Sol dado que o calor pode causar reacções em alguns cristais (ex: ametista).

  • Som
Este método, à semelhança da defumação, é uma forma segura de limpar qualquer tipo de cristal dado que não é um método abrasivo. Para este tipo de limpeza podem ser utilizados sinos, gongos ou taças tibetanas e através das vibrações de som é feita a limpeza energética dos cristais. Para quem tenha treino de canto pode também tentar fazê-lo com a voz, mantendo uma nota semelhante aos instrumentos ou com mantras.

  • Esquemas de Cristais (Cristaloterapia)
Este é um método mais apropriado para profissionais ou pessoas experiências com cristaloterapia. Consiste em fazer uma esquema de cristais, de cristaloterapia, de forma a limpar o cristal com o auxílio dos outros cristais (por norma utilizam-se pontas em bruto durante um determinado espaço de tempo). É um método muito específico e, como tal, requer algum estudo e trabalho adicional.


***

Estes são alguns dos métodos de limpeza de cristais disponíveis e que aconselhamos, relembrando sempre o cuidado com a dureza e constituição de cada cristal. 

E vocês, qual o vosso método favorito? 
Imagem Unsplash (Dan Farrell)
Hoje vamos começar uma pequena série sobre Cristais! Os cristais são uma excelente ferramenta para qualquer Bruxa ou Bruxo, são formas de ligação imediata com o elemento Terra e, ao mesmo tempo, são ferramentas muito diversificadas e com imensas forma de utilização. E é por serem partes são versáteis e importantes da prática diária é que vamos falar sobre cristais hoje. Vamos começar por fazer a distinção entre os vários formatos e tamanhos em que podemos adquirir cristais.

Os cristais podem ser adquiridos em dois formatos: Em bruto (ou seja, serem terem sido moldados pelo homem) ou em formato polido (tendo sido polidos para um determinado aspecto). Vamos aprofundar um pouco mais sobre algumas das formas mais comuns em que encontramos cristais. 

Pedras/Cristais em Formato Bruto
  • Biterminados
Imagem Wikipedia
Os cristais biterminados são cristais que possuem naturalmente duas pontas polidas. É comum encontrar cristais que tenham sido lapidadas para parecerem ter este aspecto, sem ser realmente o natural. Os cristais com este formato são bastante utilizados para trabalhos com chakras como limpezas e alinhamentos e também para centrar energias. 
  • Drusa
Imagem Unsplash (Carole Smile)
A drusa é, em termos geológicos, uma camada de cristais finos numa superfície rochosa. Por norma, em termos mágicos, são utilizadas como método de limpeza de outros cristais ou objectos e também para programação de energia de ambientes. 
  • Geodo
Imagem Wikipedia
Geodo (ou geode/geodes) são cristais provenientes de rochas vulcânicas ou sedimentares. Basicamente são cavidades nas rochas que estão revestidas por pontas de cristais. O exterior é, por norma, calcário. Em termos mágicos podem ser utilizados para amplificar energias e também como fontes de energia, para rituais ou trabalhos mágicos. 
  • Ponta
Imagem Wikipedia

Cristais em formato de ponta são cristais que, naturalmente, ficam num formato pontiagudo. Podem haver várias variações deste formato (ex: laser, etc). Podem ser de tamanho pequeno ou grande, dependendo do tipo de cristal sendo que os formatos de "laser" costumam ser do tamanho de uma mão ou pouco maiores, por serem mais sensíveis. Os cristais neste formato são utilizados para direccionamento de energias, ativação de outras pedras ou cristais e para processos de cura. 
  • Sem Formato/Amorfo

Imagem Pixabay (TessaMannonen)
Temos também os cristais em bruto e sem formatos definidos e que não se encaixam nos referidos acima. São cristais ou pedras que acabam por necessitar de uma manutenção mais constante e também atenção especial para garantir que não se quebram ou lascam, dado estarem num estado mais bruto. Estes são os mais comuns de ser ver à venda (para além das pedras polidas) e são bastante adaptáveis na prática diária. Possuem as características das respectivas pedras e cristais e podem ser utilizados da mesma forma que se utilizariam cristais polidos, para os diversos usos que cada pedra ou cristal tenha para oferecer. 


Pedras/Cristais Polidas
  • Rolada
Imagem Wikipedia
À semalhança das pedras brutas amorfas estes cristais rolados são dos mais comuns de encontrar à venda e, também, possuem imensas formas de uso. Em contrapartida com os seus pares em formato bruto, não requerem uma manutenção tão frequente dado que não correm o risco de lascar, por estarem devidamente moldadas. São de grande utilização em amuletos, saquetas, elixires e em qualquer trabalho mágico, as possibilidade são infinitas com estes cristais. 
  • Pirâmide
Imagem Wikipedia
Inspiradas nas grandes pirâmides presentes em tantas civilizações antigas, os cristais em forma de pirâmide são excelentes conductores de energia. Podem ser utilizados para controlar ou modificar o ambiente energético de um local ou para direccionar energia para um determinado propósito. 
  • Esfera
Imagem DeviantART - Rae134 
Cristais em forma de esfera são dos mais conhecidos e são muitas vezes associados às bolas de cristais. Se forem de um tamanho apropriado e um cristal que seja compatível com a prática, é possível utilizá-los como método divinatório de bola de cristal ou scrying. Como não têm lados, os cristais em formato de esfera conseguem emitir energia de forma suave, tal como o seu formato, em todas as direções. São excelente para utilizar em trabalhos sensíveis e para meditação, podendo brincar com o cristal enquanto medita. 
  • Ovo
Imagem MaxPixel 
Os cristais em formato de ovo são mais raro de encontrar mas possuem diversas utilizações. São comuns em práticas principais asiáticas e utilizados como métodos de relaxamento e anti-stress. Podem também ser utilizados em massagens, sessões de reiki ou de alinhamento de energias. 
  • Obelisco
Imagem Wikipedia
De formato semelhante à pirâmide e presente também no Mundo Antigo e na Arquitectura Moderna, o formato de cristais em obelisco pode ser utilizado para direccionamento de energias e para manipulação de energias em espaços. Os usos deste formato são muito semelhantes aos da pirâmide, apesar de que o obelisco, por ser mais vertical, acaba por ter uma energia um pouco mais activa e dinâmica. 

***

Estes são apenas alguns dos formatos mais populares nos quais podemos encontrar cristais. As características de cada cristal podem ser ampliadas pelo tipo de formato que lhe é dado. Uma drusa de citrino, por exemplo, é uma forma excelente para limpar outros cristais e objectos e uma pirâmide de quartzo rosa é uma forma fantástica para promover amor e harmonia um determinado espaço da casa. Os cristais têm formas variadas de ser utilizados e são uma ferramenta quase que indispensável! 

E vocês? Quais os vossos formatos favoritos de cristais?

VIII - A Força

Nome do Arcano: A Força
Número: VIII
Descrição: No baralho de Rider-Waite a Força é representada por uma mulher a gentilmente acariar um leão na sua cabeça e queixo. A mulher usa um robe branco e um cinto e coroa de flores. Acima da sua cabeça encontra-se o símbolo do infinito. *
Símbologia: Nesta carta leão representa as paixões primais e desejos e, ao domar o leão, a mulher, com a sua energia calma e carinhosa, demonstra que o instinto animal e a paixão primal podem ser expressadas de forma positiva. Se verificamos, ela não usa força física mas sim a sua força interior e determinação. A mulher usa um robe branco que demonstra a sua pureza e as flores na sua cabeça e cinto, representam as expressões puras da Natureza. O infinito, por cima da sua cabeça, fala-nos do potencial e sabedoria infinita da mulher.

Significado:

  • Posição Normal
Primordialmente a carta da Força representa a força interior e a capacidade de ultrapassar os obstáculos. Tal como a mulher da carta doma a fera que é o leão, também o consulente tem em si as ferramentas necessárias para ultrapassar e domar os obstáculos da vida. Há um compromisso para com um objectivo e a Força demonstra que o consulente tem todas as ferramentas necessárias para atingir o pretendido. Este Arcano ensina-nos que a força nem sempre vem de fora, mas de dentro e da nossa capacidade de liderar e de controlar-nos a nós mesmos e às nossas vontades e desejos primais e crus. A Força leva-nos a controlar a nossa "besta interior" de forma a que esta energia possa ser canalizada de forma produtiva e de forma a que nos ajude no nosso objectivo. Mesmo com medo, esta carta recorda-nos que devemos aceitar o medo e reconhecê-lo mas manter a nossa coragem e enfrentá-lo na mesma. É uma altura de ser consciente das nossas capacidades e reunir a nossa energia e moldar as nossas vontades primais para atingir a harmonia necessária para lidar com a situação em mãos.

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta da Força alerta-nos para a necessidade de parar e de cuidar de nós próprios. Será que temos energia e auto-confiança a mais ou estaremos esgotados e cansados? Esta carta recorda-nos a necessidade de parar para analisar a situação e voltar a atingir o equilíbrio. É preciso refletir e pensar em eventos passados, entender a nossa força e os nossos pontos fortes e nas nossas conquistas, porém, não devemos agir sem pensar nem tornar-nos explosivos. Seja em que posição estiver a Força, ela alerta-nos sempre para a necessidade da harmonia. É preciso rever os níveis de energia do consulente e entender qual o plano de acção a tomar, seja ele um foco nos cuidados próprios ou um foco na própria saúde, de forma a atingir o ponto de equilíbrio necessário. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
Título: Paganism 101: An Introduction to Paganism by 101 Pagans
Editor(es): Trevor Greenfield 
Pontuação: ★★★★☆
Descrição: "Paganism 101: An Introduction to Paganism by 101 Pagans" é uma introdução ao Paganismo escrita por 101 pagãos. Agrupados em três seções principais: "Quem somos", "O que acreditamos" e "O que fazemos" e com um total de vinte tópicos fundamentais para a compreensão das principais tradições pagãs. Estes tópicos têm uma introdução e são depois elaborados por outros seguidores e praticantes, dando ao leitor uma melhor visão da variedade e diversidade que o Paganismo oferece. 
Onde Comprar*: Wook 
Análise: Este é um livro que me é próximo dado que tive o prazer de participar nele e contribuir com um tópico porém não deixarei que isso influencie a minha opinião ou análise do livro. Considero que seja uma pena que o livro não esteja disponível em Português e apenas em Inglês porque uma das coisas que gosto acima de tudo é a diversidade de pontos de vista. 
 
Este livro é a prova da famosa frase "Faz uma pergunta a 10 pagãos e terás 11 respostas diferentes". Diversos pagãos contribuiram para a criação deste livro e isto é fantástico porque dá-nos toda uma perspectiva sobre cada um dos tópicos abordados seja Druidismo, Wicca, Bruxaria, etc. É uma forma de ver além da teoria que os livros normais nos ensinam e ouvir directamente dos praticantes como é que fazem as suas práticas, como são os seus caminhos e quais as diferenças. Conseguimos ver vários Wiccanos que, apesar de partilharem o título de Wiccanos, praticam caminhos significativamente diferentes e até têm pontos de vista diferentes sobre alguns assuntos e isso é importante, porque nos mostra e comprova, uma vez mais, a diversidade existente nas comunidades pagãs. 
 
O livro está muito bem organizado e separado em secções correspondente a diferentes caminhos dentro do Paganismo e cada secção é introduzida por um autor ou figura importante daquela comunidade sendo que depois conta com diversos contributos (de várias temáticas) de pagãos praticantes das respectivas tradições, traçando aqui a diferente entre os praticantes e também entre os praticantes e a figura ou autor que está a fazer a introdução ao tópico. Acho que o livro é um excelente trabalho e representação das comunidades pagãs, creio que a Editora (Moon Books) estava a pensar em fazer mais livros deste género mas não sei se acabou por fazer ou não porém é uma editora com bastantes bons recursos e também recomendo que dêem uma olhadela. 
 
No geral, espero que esta obra seja um dia traduzida para português para estar mais ao alcance das nossas comunidades!

* Os links fornecidos pertencem a 'Affiliate Programs' e geram uma taxa de lucro ao Sob o Luar. Não existe qualquer despesa adicional para o comprador. 
VII - O Carro/Carruagem

Nome do Arcano: O Carro/Carruagem
Número: VII
Descrição: No baralho de Rider-Waite o Carro/Carruagem é representado por um guerreiro dentro de uma carruagem. Ele veste armaduras decoradas com luas crescentes e uma tunica com um quadrado e outros símbolos alquímicos e, na cabeça, tem uma coroa de louros e com uma estrela. Ele encontra-se de pé e não tem rédeas na mão. Acima da sua cabeça está um toldo com estrelas de seis pontas. À frente da carruagem estão duas esfinges, uma branca e uma negra, cada uma para lados opostos. Atrás da carruagem corre um rio e uma vila ao longo. *
Símbologia: Nesta carta o Guerreiro demonstra a ser corajoso mantendo-se em pé e determinado com a sua armadura, decorada com luas crescentes (representando aquilo que está a nascer e a surgir) e a túnica decoradas com quadrados e símbolos alquímicos, representando a vontade e a transformação espiritual. Apesar de parecer que está a guiar a carruagem, se verificarem com atenção, notam que não há rédeas e que apenas a sua vontade e determinação controlam o carro. O toldo, por cima do Guerreiro, representa a conexão com o divino e o Mundo celestial e, à sua frente, as esfinges de cores diferentes representam a dualidade e forças opostas (inclusive cada uma delas está a puxar para um lado oposto e apenas a determinação do Guerreiro controla o caminho). O rio, na parte de trás do guerreiro e da Carruagem, representam a necessidade de estar em sintonia com o ritmo e o fluir da vida e, ao mesmo tempo, de seguir como a corrente rumo aos objectivos.

Significado:

  • Posição Normal
Primordialmente a carta da Carruagem representa a Vontade, Determinação e Força. Quando esta carta surge ela traz consigo a mensagem de encorajamento e de que o alvo da leitura tem aquilo que necessita para atingir os seus objectivos, sendo que necessita apenas de confiar em si mesmo e ser determinado nos seus objectivos. A Carruagem alerta também de que haverá pessoas e obstáculos no caminho e testes que serão colocados porém o consulente tem consigo as ferramentas necessárias para ultrapassar estas situações e atingir os objectivos que pretende. Esta carta recorda-nos que não é altura de estar passivamente a aguardar que as coisas ocorram mas sim altura de por mãos à obra pois a Carruagem confirma que a nossa jornada será bem sucedida, desde que tenhamos certeza e confiança nas nossas capacidades. Pode também representar, em termos práticos, uma viagem ou deslocação positiva.

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta da Carruagem representa a necessidade de fazer uma pausa e analisar a situação. Enquanto na posição normal esta carta nos incentiva a avançar rumo aos objectivos, quando invertida ela alerta-nos para a necessidade de parar e reavaliar a situação e questionar se existe algum motivo específico pela qual as coisas estão a ser díficeis. A Carruagem urge-nos a entender quais são os obstáculos e porque razão estão lá e, ao mesmo tempo, fazer-nos entender que não podemos querer ter controlo de tudo ao nosso redor que há certas coisas sobre as quais não temos qualquer tipo de controlo. E isso é normal! Este arcano ensina-nos a entender que há coisas que devem fluir e cabe a nós entender o motivo porque isso acontece e analisar o momento, permitindo criar o espaço necessário para ultrapassar as dificuldades e começar então a rumar em direcção ao que é pretendido. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
Unsplash (Tyson Dudley)
As Ondinas são, na maioria das vezes, associadas como sendo do sexo feminino devido à forte ligação entre o Elemento Água e a Mulher e o aspecto feminino. Porém, este elemental também tem a sua versão masculina. São responsáveis por diversas tarefas associadas ao elemento água, tanto a nível da água doce (rios, riachos, etc.) como também a nível da água salgada (oceanos e mares). Há quem faça a distinção de que as Ondinas pertencem à água doce e as Sereias pertencem à água salgada, existem ambos os pontos de vista, sendo que deixo isso ao critério do praticante e da sua conexão com estes elementais.

As Ondinas podem habitar em cascatas, riachos, pântanos, charcos, margem dos rios e praias, cavernas subterrâneas, etc. São os espíritos da Água e, como tal, estão presentes em locais onde haja água em abundância.

São elementais acima de tudo associado com as emoções e são, por norma, relativamente amigáveis e de contacto mais fácil do que as Salamandras. Porém é sempre necessário manter o nível de respeito e a noção de que estamos a lidar com entidades diferentes de seres humanos.

As Ondinas (tal como as Sereias) são um dos principais elementais a ser retratado nas mitologias e histórias de folclore, desde a Antiguidade (ex: A Odisseia). São, maioritariamente, representadas como sendo antropomórficas, muito bonitas e graciosas e estão bastante presentes na Arte e Escultura.

Tal como os elementares anteriores, também as Ondinas têm o seu Rei, denominado de Necksa (Ou Nicksa) e, à semelhança dos casos anteriores, é necessário cuidado e respeito ao lidar com esta entidade dado que a mesma é, para todos os efeitos, Rei de um conjunto de elementais e de um Elemento.

O trabalho com as Ondinas tem diversos efeitos nos seres humanos, quando bem estabelecido. O elemento Água está associado aos sentimentos e sensações e, como tal, o trabalho com estes elementais despoleta um maior equilíbrio e entendimento da nossa intuição, dos nossos sentimentos e sensações e do campo emocional. E o oposto se verifica, no caso de um trabalho inexistente ou incorretamente feito.

As formas de contactar estes Elementais será no seu habitat natural, através de meditações junto de riachos, praias, rios, nascentes, etc. Uma excelente forma é através da limpeza e manutenção destes espaços e oferendas alimentares ou benéficas para aqueles locais. A melhor forma de estabelecer uma conexão com as Ondinas é através de honrar os seus espaços. Caso não tenha espaços destes próximos, pode também recorrer a fontes de interiores (fontes de água alimentadas por baterias ou energia elétrica) e utilizar essa fonte como ponto de conexão com o Elemento Água. Se possível, garanta que a água é retirada de um nascente ou de uma fonte.

Terminamos assim a nossa série e esperamos que tenham gostado de aprender mais sobre os Elementais de cada elemento!

E vocês, leitores? Já estabeleceram contacto com estes elementais?
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