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Sob o Luar

Pixabay (HNewberry)
A Carga da Deusa é um dos textos mais importantes da Wicca, foi re-escrita por Doreen Valiente (modificado do original, escrito por Gerald Gardner) em meados do século XX. Aqui apresentamo-vos a versão original em inglês escrita (conforme se encontra na página da Doreen Valiente Foundation) e fornecemos ainda um vídeo de Youtube no qual contamos com a belíssima recitação por parte da Kate West. Para saber um pouco mais da história deste texto, recomendamos este texto em inglês da Sorita d'Este: "The Charge of the Goddess – Who really wrote it?"

No final ainda tem a versão da Carga da Deusa já traduzida para português.  

Original: Charge of the Goddess © Copyright the Doreen Valiente Foundation

Listen to the words of the Great Mother, who was of old also called Artemis; Astarte; Diana; Melusine; Aphrodite; Cerridwen; Dana; Arianrhod; Isis; Bride; and by many other names.

Whenever ye have need of anything, once in a month, and better it be when the Moon be full, then ye shall assemble in some secret place and adore the spirit of me, who am Queen of all Witcheries.

There shall ye assemble, ye who are fain to learn all sorcery, yet have not yet won its deepest secrets: to these will I teach things that are yet unknown.

And ye shall be free from slavery; and as a sign that ye are really free, ye shall be naked in your rites; and ye shall dance, sing, feast, make music and love, all in my praise.

For mine is the ecstasy of the spirit and mine also is joy on earth; for my Law is Love unto all Beings.

Keep pure your highest ideal; strive ever toward it; let naught stop you or turn you aside.

For mine is the secret door which opens upon the Land of Youth; and mine is the Cup of the Wine of Life, and the Cauldron of Cerridwen, which is the Holy Grail of Immortality.

I am the Gracious Goddess, who gives the gift of joy unto the heart. Upon earth, I give the knowledge of the spirit eternal; and beyond death, I give peace, and freedom, and reunion with those who have gone before. Nor do I demand sacrifice, for behold I am the Mother of All Living, and my love is poured out upon the earth.

Hear ye the words of the Star Goddess, she in the dust of whose feet are the hosts of heaven; whose body encircleth the Universe; I, who am the beauty of the green earth, and the white Moon among the stars, and the mystery of the waters, and the heart’s desire, call unto thy soul. Arise and come unto me.

For I am the Soul of Nature, who giveth life to the universe; from me all things proceed, and unto me must all things return; and before my face, beloved of gods and mortals, thine inmost divine self shall be unfolded in the rapture of infinite joy.

Let my worship be within the heart that rejoiceth, for behold: all acts of love and pleasure are my rituals. And therefore let there be beauty and strength, power and compassion, honour and humility, mirth and reverence within you.

And thou who thinkest to seek for me, know thy seeking and yearning shall avail thee not, unless thou know this mystery: that if that which thou seekest thou findest not within thee, thou wilt never find it without thee.

For behold, I have been with thee from the beginning; and I am that which is attained at the end of desire.


Tradução em Português [Tradução Gil-Herne, 1997]: A Carga da Deusa

Ouvi as palavras da Grande Mãe, que, em tempos idos era chamada de Ártemis, Astarte, Diane, Melusina, Afrodite, Ceridwen, Dana, Arianrhod, Brígida e por muitos outros nomes:

Sempre que preciseis de algo, uma vez por mês e melhor será quando a Lua estiver cheia, então vos reunireis em algum local secreto e adorareis oespírito em Mim, eu que sou Rainha de toda a Feitiçaria.
Aí vos reunireis, vós que ansiais por aprender todos os sortilégios, porém ainda não desvendasteis seus mais profundos segredos: a esses ensinarei coisas ainda desconhecidas.
E sereis livres da escravatura, e como sinal de que sois verdadeiramente livres estareis nus em vossos ritos; e ireis dançar, cantar, festejar, fazer música e amor, tudo em minha honra.
Pois Meu é o extâse do espírito e Minha é também a alegria na terra; pois minha Lei é amor para com todos os Seres.
Mantenham puro o vosso mais elevado ideal; lutai sempre para o atingir e que nada vos detenha ou vos afaste do caminho.
Pois Minha é a porta secreta que se abre para a Terra da Juventude e Minha é a taça do vinho da vida e o Caldeirão de Cerridwen que é o Santo Graal da imortalidade.
Eu sou a Graciosa Deusa, que dá o dom da alegria ao coração. Na terra eu dou o conhecimento do eterno Espírito; e para além da morte Eu dou paz e liberdade e reencontro com os que antes se foram. Tão pouco eu exigo sacrifício, pois sabei que Eu sou a Mãe de toda a vida e o Meu amor é derramado sobre a terra.

Escutai as palavras da Deusa das Estrelas, aquela de quem a poeira dos Seus pés são as hostes dos céus, cujo corpo envolve o universo:

Eu que sou a beleza da terra verde e a branca Lua entre as estrelas e os mistérios das águas e o desejo nos corações, chamo pelo vosso espírito. Erguei-vos e vinde até Mim!
Pois Eu sou a Alma da Natureza, que dá vida ao universo; de Mim todas as coisas provêm e para Mim todas as coisas têm de retornar; e diante da Minha face, amada pelos deuses e pelos mortais, será a tua mais profunda essência arrebatada na exaltação da felicidade infinita.
Que a Minha devoção esteja no coração que rejubila, pois vêde: todos os actos de amor e prazer são Meus rituais. E assim, haja beleza e força, poder e compaixão, honra e humildade, alegria e reverência dentro de vós.

E tu que pensas em procurar-me, fica a saber que a tua busca de nada te servirá, a menos que conheças o Mistério: que se aquilo que procuras não o encontrares dentro de ti, nunca fora de ti o encontrarás.

Pois sabe que Eu tenho estado contigo desde o princípio; e Eu sou Aquilo que é atingido no fim do desejo.
Pixabay (Amber_Avalona)
Este artigo pretende ser apenas uma base de como criar um ritual simples, seguindo a estrutura tipicamente utilizada na Wicca e que pode ser adaptada a outros caminhos. Não é para ser seguido "à risca" e sem adaptações, é apenas uma orientação para quem está a começar e não sabe ao certo como criar os seus rituais, como estruturar as suas práticas. Assim sendo com este artigo iremos abordar alguns pontos essenciais na criação e organização de um ritual.

O primeiro ponto a ser abordado é o plano do ritual. Evite ir para um ritual sem ter uma estrutura definida, assim previne situações como precisar de um incenso específico para o que quer fazer e não ter, precisar de uma oração e ter-se esquecido do papel onde a tinha escrito, etc. Planeie tudo e estruture como vai decorrer o ritual. Para que é? Qual a finalidade? Qual a duração aproximada de tempo que pode dispensar para ele? Como é o espaço? Estas são perguntas importantes a serem respondidas na fase de planeamento. As invocações e frases a serem proferidas podem, ou não, ser escritas com antecedência, isto ficará ao gosto do praticante: Há quem goste de já ter tudo organizado e escrito e que prefira deixar dar asas à imaginação do momento. Faça uma lista dos instrumentos que precisa, do que vai usar, como vai ser o ritual e tenha tudo à mão. O segundo ponto está incluído no primeiro e é a escolha das correspondências: Organize quais os incensos, velas, ervas, óleos e todos os materiais que vai utilizar com base nas suas necessidades, a fase da Lua que vai escolher para realizar o ritual, a altura do dia, etc. 

De seguida é necessário, e ainda ligado ao primeiro ponto, é escolher as divindades ou entidades que iremos contactar ou, na ausência destas, estabelecer as alternativas (elementos, elementais, etc.). Recorde-se de evitar iniciar um ritual com uma divindade ou entidade que não conhece. Investigue sempre um pouco da história e mito da divindade/entidade para estar familiarizado com o que esperar. Evite, principalmente no início, misturar panteões e também Deuses cujos mitos são opostos (ex: Evite um ritual com Cronos e Zeus, afinal de contas, nos seus mitos existem conflitos entre as suas divindades e poderá gerar uma energia desagradável no ritual).

Agora vamos para a parte prática. O primeiro passo é preparar o espaço, pode fazer uma purificação ao espaço que iremos utilizar. Pode ser feito com incenso, ervas queimadas ou até com água e sal. Também pode tomar um banho de água e sal e ervas relacionadas com o ritual que está a fazer. Arrume também o seu altar, caso tenha ou vá utilizar um, e garanta que dentro do espaço mágico estão todos os ingredientes e materiais que precisa para evitar ter de "cortar" o círculo para ir buscar algo.

Após garantir que está tudo correcto e pronto pode lançar o círculo e traçar o espaço mágico. Existem imensos métodos para tratar o círculo e isto depende de cada praticante. Depois do espaço mágico estar pronto está na altura de realizar o feitiço que pretende realizar ou celebrar o rito em questão, no caso de celebrações sazonais é nesta altura que se inicia o rito em si.

Se estiver a realizar um feitiço que envolva canalizar e elevar energia (o chamado Cone de Poder, por exemplo) é após realizar as celebrações ou feitiços que pode realizar. Não se esqueça, claro, no fim de fazer o aterramento das energias (deitando-se no chão com as palmas das mãos para baixo e sentindo a sua energia voltando à Terra e recebendo outras energias também). Tenha sempre precaução ao lidar com as energias, principalmente as suas, e garanta que faz o aterramento corretamente para garantir que evita efeitos secundários como náuseas, cansaço, nervosismo, etc. devido à falta de aterramento das energias.

Por fim faça o encerramento do ritual, fechando o círculo, agradecendo a presença de todas as divindades e entidades. Desfaça o espaço que organizou e referente às velas e incensos deixe arder até ao fim, exceptuando nas situações em que o ritual que está a organizar pede especificamente que seja dado outro fim aos materiais (queimar, enterrar, colocar num rio ou mar, etc.).

Este é um planeamento muito simples e básico de um ritual para quem está a começar e não está acostumado a realizar ritos. Resumindo:

  1. Planeamento do ritual
  2. Escolha das divindades ou entidades (ou as alternativas, dependendo da prática de cada um)
  3. Preparação do espaço
  4. Traçar o círculo e dar início ao ritual
  5. Celebração/Feitiço/Parte central do ritual
  6. Levantamento e Canalização de Energia (se aplicável)
  7. Aterramento de energias (recomendável)
  8. Encerramento do ritual
E, por fim, não se esqueça de escrever no seu Livro das Sombras ou no seu registo pessoal sobre o rito realizado. Pode aproveitar o planeamento que fez para facilitar e, no fim, adicionar os seus comentários. Como correu? Quais os resultados? Como foi a sensação? O que sentiu? O que viu? etc. O apontar e guardar as suas experiências permite não só ter registos para repetir posteriormente mas também para analisar o que já foi feito, o que funcionou, o que não funcionou, etc.

E vocês, leitores? Qual o vosso método favorito para realizar rituais? Qual a estrutura que usam?

Unsplash (emcomeau)
O primeiro passo é sempre o mais díficil e o que custa é iniciar o caminho.

Para quem está a começar a aprender sobre Bruxaria e Paganismo, principalmente se estiver a iniciar o caminho de forma solitária, existem sempre muitas dificuldades e obstáculos. Não planeio com este artigo acabar com todas essas dificuldades mas quero dar uma ajuda a quem está a começar. Uma especíe de orientação inicial com base nas principais perguntas que fazemos a nós próprios quando começamos. Todos nós, tenhamos muitos anos ou não de prática, já começamos por algum lado, de alguma forma, em alguma altura. E nunca nos devemos esquecer de onde viemos e o pouco que sabíamos no início, por isso, vamos começar com as principais questões:

  • Qual caminho escolher?
Esta não é, de todo, a prioridade. Não se preocupe com rótulos, muito menos no início. Estude, medite, vivencie o que a prática e o estudo tem a lhe dar. Claro que, eventualmente, irá traçar do seu caminho e escolhê-lo: A vertente mais famosa dentro do Paganismo e da Bruxaria é a Wicca mas a Wicca não é sinónima de Bruxaria, ela é apenas uma das vertentes da Bruxaria.Mas, para além destes, existem muitos mais: Reconstrucionismos (Grego, Romano, Egípcio, Maia, Celta, etc.), Xamanismo, Druidismo, Bruxaria Tradicional, entre muitos e muitos outros! Não precisa de escolher um e ficar nesse até ao fim, nem sequer precisa de escolher um, pode apenas trilhar o seu próprio caminho ou, caso escolha um caminho, pode acabar por mudar se vir que não se identifica. Por enquanto, no início, não se preocupe com rótulos.

  • Tenha uma mente crítica
Charlatães há em todos os caminhos e o Paganismo e a Bruxaria não são isentos disso. Tenha sempre muita atenção ao que lê e ao que lhe dizem. Não acredite em tudo o que lê nem em tudo o que lhe dizem nem em tudo o que vê ser feito. Seja crítico, investigue, vá ás fontes, não desista. Tenha atenção aos "cursos"que são disponibilizados, principalmente no Brasil onde é frequente isso acontecer, e as iniciações compradas. O rito iniciático, como na Wicca, é um ritual muito intímo entre o Iniciante e o Iniciado pois estabelecerá uma ligação para a vida entre os dois e não deve ser nem realizado de ânimo leve nem como uma "compra" ou "aquisição". Requer todo um período de estudo e dedicação, por isso, não caia na conversa de todos os que prometem "mundos e fundos". Seja crítico e cuidadoso no seu caminho.

  • A família não permite
Este é um ponto importante e muito falado, principalmente por quem tem menos de 18 anos. Porém a realidade é que, se tem menos de 18 anos, e os seus pais não deixam que tenha altar, compre livros de Bruxaria, vá em eventos ou celebrações públicas, estude Bruxaria não há nada a fazer, pois eles são seus pais e deverá respeitar a sua decisão. Aproveite para ler sites e conteúdos online, se conseguir, e quando for a livrarias com amigos aproveite para folhear alguns livros e aguarde pacientemente pela chegada da maioridade. "A paciência é uma virtude" é uma frase importante nestes casos e pode ser posta em prática. Seja paciente, se o caminho para si for a Bruxaria e o Paganismo terá uma vida inteira e não serão 4 ou 5 anos que farão diferença no seu percurso.

  • Não encontro grupos nem covens
A maioria dos covens realiza o seu culto e prática em segredo e, a menos que conheça um dos momentos é que saberá que ele existe (e, às vezes, nem assim). É raríssimo covens terem grupos online ou sequer procurarem novos membros. E, como falamos, não necessita obrigatoriamente de fazer parte de um coven (nem da Wicca) e pode trilhar o seu caminho solitário. Se não gostar da ideia de estudar sozinho pode optar por criar um grupo de estudos na sua zona. Assim não envolve qualquer tipo de iniciação nem corre o risco de ser chamado de "charlatão" mas ao mesmo tempo consegue reunir um espaço e um grupo de pessoas interessadas em estudar mais sobre Bruxaria e Paganismo e podem começar a aprender juntos. Porém se quiser encontrar mais gente na sua zona pode sempre recorrer ao nosso Directório Pagão ou, no caso de ser do Brasil, o fórum da Tradição Caminho das Sombras contém uma parte para praticantes colocarem de onde são e encontrarem outros praticantes ou interessados.

  • É dificil demais!
Ninguém disse que iria ser simples. Pelo contrário, muitos Bruxos e Bruxas afirmam que Bruxaria e Paganismo são caminhos díficeis e eu concordo. A Bruxaria e o Paganismo e os seus respectivos caminhos não são práticas fáceis nem práticas para as "massas". Isto porque todos eles requerem trabalho, estudo, esforço, dedicação, investimento de tempo, sacríficios pessoais, entre outros. Trilhar os caminhos dentro da Bruxaria e até do Paganismo exige muito do praticante mas as recompensas a nível pessoal são fantásticas e, que fique claro, não me refiro a recompensas monetárias mas sim a nível da nossa vida, do nosso crescimento, ligação com o que nos rodeia e com o que praticamos. Sei que é complicado, e acima de tudo quando trilhamos sozinhos o caminho, mas devemos ser perseverantes e dedicados, principalmente se sentirmos dentro de nós que este é o caminho certo e o caminho que queremos. Se, a certa altura, acharmos que não é, tudo bem. Basta parar e seguir em frente. O destino não está escrito em pedra e, desde que a nossa prática nos permita (digo isto pois há quem faça juramentos e compromissos com Deuses ou outras entidades que não podem ser quebrados) podemos parar e mudar. O mundo está em constante mudança, porque não estaríamos nós também?

Para além deste artigo recomendo também que vejam a área para Iniciantes aqui no blogue que dispõe de vários artigos que podem ajudar e, no caso de pretenderem iniciar o caminho na Wicca, recomendo também o artigo Recursos para Iniciantes (Wicca) para ajudar no estudo de cada um.

Nicepik
Quando criamos um sigilo é necessário investir energia pessoal no mesmo. Energizá-lo. Durante o processo criativo e de construção do sigilo criamos a energia referente ao mesmo, o seu significado. Agora necessitamos de libertar o mesmo para que o mesmo inicie o seu trabalho. A este passo também há quem chame de consagrar o sigilo, libertar o sigilo, carregar o sigilo, entre outros termos. O que interessa é a acção e não o nome que lhe damos.

Materiais necessários:
  • Algo com que escrever (caneta ou lápis).
  • Papel
  • Uma vela ou outro tipo de chama.
  • Um recipiente de metal ou de cerâmica no qual seja seguro queimar um pedaço de papel

Aqui será necessário novamente criar o espaço sem distrações. Se estiver a passar do estado de criação para o de activação logo de seguida, pode continuar no espaço em que estava. Este processo também não demora muito e, com a prática, tornar-se-á ainda mais rápido (tal como o processo de criação). Mantenha o seu estado de espírito limpo e sem distrações. Respire fundo algumas vezes para voltar a focar-se no intuito do seu trabalho. Assim que estiver, acenda a vela ou o fogo onde irá queimar o pedaço de papel. Garanta que faz tudo com cuidado para evitar provocar incêndios acidentais.

Agora é a parte em que iremos "invocar" o sigilo, por assim dizer. Será necessário desenhar o sigilo criado num papel (ou, caso já tenha, pode usar esse mesmo papel apenas traçar por cima do mesmo). Pode utilizar outros materiais de escrita, se preferir, tendo sempre em atenção se o mesmos não irão ter nenhuma reacção adversa ao serem queimados. Pegue no pedaço de papel e, caso o mesmo seja muito grande, pode sempre rasgar à volta até ficar apenas com o símbolo. Agora foque-se no símbolo. Olhe atentamente, recorde-se porque motivo o criou e qual o intuito para o mesmo. Para que serve? Qual o objectivo? Quais os resultados que quer? Ouça atentamente à sua intuição e energia interior, medite sobre o símbolo, como o mesmo lhe faz sentir, etc. Se achar que algo não está bem, pare. Não continue a activação de um símbolo de que não gosta ou que sente que não vibra consigo. Comece do início e crie um novo. Mais vale ter trabalho a dobrar do que ter trabalho para nada, não é?

Assim que sentir que tudo está certo e que o sigilo é exactamente aquilo que pretende, é altura de continuar e libertar a energia do sigilo. Aqui existem diversos métodos (meditação, enterrar o símbolo, deitar o símbolo em pedacinhos ao vento, carregar o símbolo através de magia sexual, etc.). Para este exemplo em específico iremos queimar o papel onde desenhamos o sigilo. Queime uma parte do papel e coloque dentro do recipiente onde irá queimar e visualize, enquanto o papel queima, toda a energia do sigilo a prolongar-se pela sua vida (passado/presente/futuro) e a manifestar-se da forma desejada. Visualize os resultados que quer que aconteçam e veja o seu símbolo a ser liberto para agir no universo. (Nota: Se o papel se apagar, não se preocupe. Volte a acender até queimar na totalidade, apenas significa que o papel tem dificuldades em queimar e não tem qualquer significado obscuro por detrás disso nem deve sequer ficar a pensar nisso ou a ter paranóias pois apenas irão prejudicar o trabalho que está a ser realizado!).

Existem outras formas de ter sigilos em acção. Seja em cadernos, em amuletos, em comidas, em ficheiros de imagens escondidos para protecção, etc. O uso dos sigilos é imenso e depende do praticante. Conforme for experimentando, usando e mexendo vai ganhar novos hábitos e formas de trabalhar. A prática leva à perfeição por isso não tenha medo de experimentar e criar novos sigilos, aplicá-los em novos locais, etc. Seja imaginativo e tudo dará certo!

E vocês, leitores? Usam sigilos? Como trabalham com eles? Usem a caixa de comentários e partilhem connosco como é o vosso trabalho com sigilos e dicas para outros praticantes!
Pixabay (Amber_Avalona)
Já por diversas vezes falamos aqui no blog sobre Sigilos e creio que está na altura de dedicarmos um artigo inteiro a esta temática. A criação de sigilos é algo fantástico e bastante útil para vários Bruxos e Bruxas. É um método prático, simples e eficaz de manifestarmos as energias desejadas e de realizar feitiços de forma discreta e, ao mesmo tempo, artística.

Sigilos são parte de um sistema mágico chamado "Magia do Caos" e são uma excelente introdução a este tipo de Magia porém, é de relembrar, que não é necessário praticar a Magia do Caos no geral e na sua totalidade para utilizar sigilos (tal como não é preciso ser Bruxo de Cozinha para fazer magia com cozinhados, Bruxo Natural para usar elementos, etc.). A criação e activação de sigilos é um processo fácil e prático e é um método com um vasto registo de que funciona. Se procurarem online pelo tema irão encontrar diversas situações em que os praticantes indicam que o método funcionou de forma excelente e fantástica. Outro motivo porque os sigilos são tão famosos e utilizados é porque não requerem nenhuma divindade nem entidade o que se torna extremamente prático e acessíveis para quem trabalha com Bruxaria ou Magia mas não presta culto a divindades/entidades (ver Bruxaria sem Deuses).

Agora, o que é um sigilo? Um sigilo é um símbolo. É um símbolo que representa um determinado objectivo ou desejo e que o Bruxo pretende que este desejo ou objectivo se manifeste na sua vida e na sua realidade.

Como se cria um sigilo? Há várias formas. Podemos criar nós mesmos o sigilo ou podemos comprar ou encomendar a outros praticantes ou até podemos utilizar sigilos já criados e disponibilizados na Internet. Se optarmos por sermos nós próprios a criar o sigilo podemos fazê-lo da forma tradicional ou recorrer a aplicações informáticas (recomendo, por exemplo, o site Sigilscribe que cria o sigilo por nós com base na frase que introduzirmos). O processo de criação de um sigilo é constituído por duas fases. Criação e Activação.

Neste artigo iremos ensinar a criar um sigilo básico.

Materiais necessários:
  • Algo com que escrever. Um lápis ou caneta.
  • Papel em branco (algumas folhas)
Encontre um local calmo onde possa trabalhar sem qualquer distracção. Desligue a TV, o telemóvel, as luzes fortes e todos os sons exteriores que possam prejudicar a sua concentração. Se pretender coloque alguma música ambiente ou sons da Natureza de fundo para evitar que ouça os sons do exterior. Se pretender e se sentir mais confortável pode também lançar um círculo mágico ou criar uma zona de conforto, dependendo do método utilizado na sua prática pessoal. O objectivo principal é que consiga um local sem distracções, calmo e que seja propício aos trabalhos mágicos. Assim que tiver o seu local encontrado e preparado tire alguns minutos para meditar e limpar a sua mente. Limpe a sua mente de todas as distracções exteriores e foque-se no que está a fazer. Se não estiver familiarizado com meditação ou não gostar da prática pode apenas respirar fundos algumas vezes e relaxar o corpo.

Agora que está no mindset correcto iremos começar a trabalhar. Escreva uma frase com o seu desejo ou objectivo. Seja extremamente claro na suas palavras, específico e o mais sucinto possível. Utilize sempre as frases no presente como coisas que já estão a ser manifestadas no actual como "Eu tenho sucesso no meu emprego", "Eu encontro o amor e mereço ser amado". Evite frases longas como "Eu quero que o José se apaixone por mim e fique comigo" troque, por exemplo, por "Quero ser amado por um homem/mulher que me trate bem". Vamos usar uma frase como exemplo:


Comecemos por tirar as vogais da frase. Isto porque as vogais são as formas mais fáceis de distinguirmos palavras. Já notaram que quando jogam os jogos de Palavras Cruzadas ou Forca que as vogais são sempre as primeiras a serem usadas por serem mais fáceis de adivinhar as palavras? Então, comecemos por tirar as vogais.


Já nem parece uma frase, pois não? Agora vamos remover todas as consoantes repetidas pois elas não terão grande uso no sigilo final e apenas estão a incomodar. E, também, quanto mais simples o símbolo for, melhor.


Agora sim parece algo confuso e nem parece uma frase. Excelente, é exactamente esse o nosso objectivo. Agora vem a parte mais intuitiva. É necessário pegar nas letras e formar um símbolo, uma imagem. Conforme for olhando vai notar-se atraído por certas letras ao invés de outras. Algumas vão chamar mais a sua atenção. Brinque com as letras, forme símbolos. Corte pedaços, misture, mexa. O sigilo é seu e é aqui que a sua intuição é a chave.

Aqui deixo o exemplo de como ficaria o sigilo desta frase usando, por exemplo, o Sigilscribe:

Nem parece o mesmo, não é?


E pronto, a criação de um sigilo está feita. Porém, como indicado, o processo não será apenas isso. É necessário proceder posteriomente à activação (ou invocação, consagração, etc. Existem vários termos) do sigilo. E esse será o tópico que iremos falar sobre no próximo artigo: a Activação do Sigilo.

Título: The Rebirth of Witchcraft
Autor(es): Doreen Valiente
Pontuação: ★★★★★
Descrição: Uma das figuras mais conhecidas da bruxaria, Doreen Valiente era amigo próxima do falecido Gerald Gardner, geralmente considerado como o fundador da Wicca moderna. Iniciada por ele na década de 1950 e por algum tempo foi Alta-Sacerdotisa do seu Coven, Doreen ajudou-o a reescrever o seu Livro das Sombras e estabelecer a reputação internacional da Bruxaria Moderna. Nesta intrigante exposição, Doreen fornece um relato privilegiado do nascimento e evolução da Wicca contemporânea. Ela lembra-se de sua discussão com Gardner, que acabou por dividir seu coven, a controvérsia em torno de Alex Sanders, "King of the Witches" e muitas outras bruxas que ela conheceu, incluindo "Dafo", Robert Cochrane, Leslie Roberts e Sybil Leek.
Onde Comprar*: Wook (E-book) 
Crítica: Este é um dos meus livros favoritos, apesar de eu não ser Wiccana. Muitos já sabem que a Doreen Valiente é das minhas autoras pagãs favoritas e este livro é simplesmente uma obra genial. Para todos aqueles que desejam conhecer a História da Wicca, contada na primeira pessoa e por quem lá esteve, este livro é uma chave fantástica. Doreen fala-nos dos dramas, das confusões, das suas experiências e detalhadamente, e de uma forma pessoal, conta-nos como os eventos ocorreram ao longo do tempo. Apresenta-nos pessoas que foram fulcrais para o surgimento da Wicca e, acima de tudo, para que a Wicca crescesse e se tornasse o que é hoje. Fala-nos de Crowley, Cochrane, Dafo, Gardner, Maxine Sanders e Alex Sanders... E, algo que adoro, ela fala-nos como se estivessemos sentados à lareira com ela, bebericando um chá e ouvindo da sua própria boca todas estas histórias fascinantes. Na minha honesta opinião este livro é essencial para todos os praticantes de Wicca e interessados na Bruxaria Moderna pois a história de um caminho é fulcral para que o possamos percorrer. Recordo que, claro, os eventos relatados são do ponto de vista da Doreen Valiente e poderão ser lidos noutras obras, de outros autores, com outros pontos de vista e de forma diferente porém dada a importância de Doreen Valiente - como Alta-Sacerdotisa de Gardner, como autora de grande parte dos textos importantes da Wicca como partes do Livro das Sombras Gardneriano e "A Carga da Deusa" entre outros - creio que importantíssimo ter noção do seu ponto de vista no desenrolar da história da Wicca.

* Os links fornecidos pertencem a 'Affiliate Programs' e geram uma taxa de lucro ao Sob o Luar. Não existe qualquer despesa adicional para o comprador. 

Hoje iremos começar a falar de Arcanos, começando pelos Arcanos Menores. Os Arcanos Menores estão divididos em quatro naipes: Wands (Paus), Pentacles (Ouros), Cups (Copas) e Swords (Espadas). Os naipes são semelhantes aos naipes dos baralhos comuns de jogos porém, para facilitar, iremos utilizar os nomes ingleses que são os mais utilizados. Nas imagens iremos utilizar o baralho de Rider Waite, tal como já falamos anteriormente.

Dois pontos importantes:

  1. A maioria das pessoas não utiliza, por norma, as cartas invertidas. Ou seja não lhes aplica nenhum significado específico às mesmas, assumindo o significado normal das cartas na sua posição certa. Porém, e com o objectivo de ser o mais explícita possível e auxiliar independentemente do método, iremos incluir aqui a descrição da carta invertida. O seu uso depende da prática de cada um e fica ao critério do utilizador.
  2. O significado das cartas de Tarot não é algo preto no branco, X ou Y, sim ou não. É algo fluído e dependerá também do próprio leitor, da sua relação com o baralho, das imagens das cartas, da pessoa que está a ser alvo da consulta, etc. Não se guie a 100% por tudo o que lê, tente usar da sua própria intuição e ligação com o seu baralho. 

Em cada artigo iremos falar de um Naipe de forma a não fazer as postagens serem demasiado longas. Hoje começaremos pelo Naipe de Wands (Paus).

  • Wands (Paus)
Como o próprio nome indicada este naipe está associado ao naipe de Paus no baralho comum. O elemento associado a este naipe é Fogo e representa tudo o que é relacionado ao espírito e à força interior. Representa paixão, carreiras, religião e/ou filosofia. Este naipe, numa leitura, normalmente representa uma resposta concreta como algo a fazer ou que foi feito, trabalho, batalhas mas também, ao mesmo tempo, pode representar os resultados que advém das acções.

Às de Wands
Significado: Algo importante que irá ocorrer é o principal significado de todas as cartas de Ás. No caso de Wands esta estará relacionada com eventos importantes e significativos que virão a ocorrer, relacionados com as situações materiais. Criação, Invenção, Negócios: O princípio, o nascimento, família e origem. De certa forma também a virilidade e o começo de negócios. Relacionado com dinheiro e bens materiais.
Invertida: O oposto, a queda, a decadência, ruína e perda de felicidade.



Dois de Wands
Significado: Desejo pelo Mundo e por tudo o que este tem oferecer, mesmo quando já se tem uma boa quantidade de tudo o que se deseja. Dependendo do tipo de leitura poderá indicar a impossibilidade de um casamento ou de um evento importante. Por outro lado, dependendo do contexto, poderá também representar fortuna e riqueza. Ou então sofrimento físico, doença, saudade, tristeza. A própria imagem é alusiva a isso mesmo. Este tipo de cartas deve ser analisada com base no contexto em que surge.
Invertida: Surpresa, espanto, emoções, problemas, medo.


Três de Wands
Significado: Esta carta representa quando fomos parte de um projecto importante e recompensador porém agora sentimo-nos obsoletos. Na imagem vemos um homem num penhasco com navios a passar ao fundo. O homem significa a força estabelecida, negócios, esforço, comércio e descoberta. Os navios estão a navegar no mar e levam o que ele comercializa. A carta representa a cooperação e que a colaboração irá favorecer negócios e projectos e que devemos aceitar ajudas, caso aplicável.
Invertida: O fim dos problemas, suspensão ou paragem das adversidades, desilusão.


Quatro de Wands
Significado:A celebração do retorno a casa após uma jornada de prosperidade e receber os louvores e recompensas. Voltar para o ambiente familiar e para o que consideramos ser o nosso lar.  A vida no campo e em casa, as origens, uma espécie de refúgio e de momento de colheitas, em que nos voltamos para nós mesmos. Paz, harmonia, prosperidade e a combinação perfeita entre estes aspectos.
Invertida: O significado mantém-se como sendo a prosperidade, a abundância, a beleza e a felicidade.


Cinco de Wands
Significado: Uma calamidade que pode ser revigorante. Algo que parece simples ao início mas, quando as ambições colidem, torna-se complicado. Representa uma espécie de guerra mímica em que se imitam uns aos outros. Competição, a busca incessante pela fama e fortuna. Está também ligado à batalha da vida pela prosperidade e riqueza pessoal. Alguns chamam a esta carta como a carta do ouro e do ganho. Sucesso financeiro.
Inversa: Contradição, contencioso, disputas, truques.


Seis de Wands
Significado: Sucesso e ganhos materiais que fazem com que os outros também queiram ser iguais a nós. Porém é uma carta que também nos lembra que poderão ainda vir dias chuvosos no meio de tanto Sol. Boas notícias, ganhos materiais, esperança na vitória que está para vir. Por muito más que as coisas pareçam ainda virá o tempo bom e as vitórias.
Invertida: Medo, traição, deslealdade, Atraso indefinido nos planos que existem, abertura das portas ao inimigo, etc.


Sete de Wands
Significado: Dificuldade em agarrar o que já temos e manter isso connosco. Tentativas por parte de terceiros de nos tirar o que já nos pertence. Luta pelo que é nosso e tentar derrotar o nosso inimigo. É também uma carta de coragem pois representa um homem a lutar contra seis e, mesmo estando em desvantagem, não desiste. No plano intelectual simboliza discussão verbal, negociações, competição. É também uma carta de sucesso pois existe aqui uma vitória da nossa parte.
Invertida: Perplexidade, constrangimentos, ansiedade. É também um cuidado contra a indecisão.


Oito de Wands
Significado: As nossas posses em movimento e correndo o risco de se perdem. Trabalho duro que poderá custar a ser realizado (quer a nível de esforço ou a nível monetário) mas que é necessário para ultrapassar os obstáculos existentes. Esperança, Actividade em progresso, velocidade em direcção a um fim que assegura felicidade. No geral esta carta representa movimento e, em certas tiragens, poderá também simbolizar as flechas de amor.
Invertida: Inveja, conflitos internos, problemas de consciência, problemas relacionados (como discussões) para pessoas que estejam numa relação.


Nove de Wands
Significado: Recuperação após uma batalha difícil e na qual lutamos com determinação porém contra a maré. Esta carta representa a força da oposição. A suspensão ou paragem no processo de uma batalha para recuperar forças. Pode também significar um atraso ou adiamento nos projectos a decorrer devido aos impedimentos existentes. No geral esta carta é considerada como sendo uma carta de teor negativo.
Invertida: Obstáculos, adversidade e calamidade.


Dez de Wands
Significado: Demasiado peso para carregar a nível de trabalho ou projectos. Esta carta faz-nos questionar se estaremos a ser usados para o lucro alheio? A leitura desta carta está relacionada com o contexto em que a mesma surge. Poderá estar ligada à honra e boa fé e, ao mesmo tempo, à opressão. Mas também à fama, fortuna, ganho e sucesso. É uma carta de máscaras e aparências. O sucesso será estragado caso a seguir a esta carta surja o Nove de Wands e, se for questões legais, o caso estará perdido. Se perto de uma carta positiva representa dificuldades e contradições.
Invertida: Dificuldades, intrigas e as suas analogias.


Pajem de Wands
Significado: Muitas possibilidades ao ponto de ser difícil de escolher porém todas elas terão resultados prósperos mas a escolha tem de ser feita no momento. Pode representar a chegada de um homem (um amante, um homem fiel, um enviado) que trará testemunhos favoráveis. Se esta carta for seguida pelo Pajem de Cups poderá representar um inimigo ou rival.
Invertida: Más notícias, indecisão, instabilidade no geral.



Cavaleiro de Wands
Significado: O agarrar da oportunidade e seguir em frente. Promessas de sucesso desde que nos mantenhamos no nosso caminho e agarrados aos nossos príncipios. Esta carta pode representar emigração ou viagens. Muitas vezes representa mudança de casa/residência mas voluntária e no seguimento de oportunidades que nos surgiram. Pode também simbolizar um casamento frustrado.
Invertida: Divisão, discórdia, interrupção de algo,



Rainha de Wands
Significado: Uma carta de boa colheita em vários sentidos. Existe abundância na vida da pessoa em questão e até a oportunidade de aumentar essa abundância, se forem tomados os devidos passos (dependente das cartas que se encontram em redor). Sucesso de negócios e amor ao dinheiro e às posses materiais.
Invertida: Continua a ser uma boa carta relacionada com bem-estar, economia, serviço. Dependendo das cartas que estão em redor também pode significar, em alguns casos, alguma inveja e até infidelidade.



Rei de Wands
Significado: A fortuna que é difícil de manter e a existência de alguma inveja em redor da pessoa afectada. Esta carta representa sempre a honestidade e também pode, em certas situações, ser um aviso de heranças que estarão por vir. O Rei está ligado ao Leão (símbolo no seu trono) e esta carta está relacionada às características desse animal.
Invertida: Continua a ser considerada uma carta favorável porém rígida, severa e austera. Tolerante em alguns casos. Os conselhos dados junto com esta carta devem ser devidamente seguidos. 

Existem diversas formas de lançar tarot e até podemos criar as nossas próprias formas de tiragem de cartas, dependendo do nosso baralho e do pretendido. Neste artigo irei apresentar quatro formas práticas (e simples) de lançar as cartas do Tarot. Existem muitas outras disponíveis na Internet, algumas mais complexas, outras mais simples. Para este artigo escolhi as mais simples e rápidas, não só pela sua simplicidade mas também pelo facto de serem ideais para quem está a começar a trabalhar com baralhos pela primeira vez.

  • Passado - Presente - Futuro
Dificuldade: Muito Fácil

#1 - Representa o passado.
#2 - Representa o presente.
#3 - Representa o futuro.

Esta tiragem é das minhas simples e práticas que existem. Com apenas três cartas podemos ter uma pequena visão do passado e do que aconteceu até chegarmos aqui, do actual presente e como a situação está e, com base na posição que temos actualmente e as decisões tomadas, como será o futuro. Recordamos que o futuro não é 100% certo mas sim uma estimativa muito certeira com base em como estão as coisas. Com força de vontade, tudo pode ser alterado.

  • A Decisão
Dificuldade: Fácil

#7 - Representa o consultado, a pessoa a que se refere a tiragem.
#3, #1 e #5 - Representam os eventos de ordem cronológica com que acontecerá se tomarmos a decisão.
#4, #2 e #6 - Representam os eventos de ordem cronológica com que acontecerá se não tomarmos a decisão.
Esta tiragem é simples mas muito útil para quando temos de decidir se devemos ou não tomar uma certa decisão. As perguntas ideais para esta tiragem são "O que acontece se tomar a decisão X e o que acontece se não tomar a decisão X?". É de ter em atenção que não é a tiragem ideal para decidir entre duas escolhas. Nesse caso o melhor será ou experimentar outra tiragem mais apropriada ou então fazer esta jogada para a opção X e outra para a opção Y e decidir das duas qual a mais vantajosa.

  • A Cruz
Dificuldade: Fácil
#1 - O presente ou o tema geral da leitura.
#2 - As influências do passado que ainda têm algum efeito na situação actual.
#3 - O futuro.
#4 - A razão por detrás da segunda (este ponto está directamente relacionado com o ponto #2)
#5 - Qual o potencial na situação e a solução a tomar.
Esta tiragem é uma forma clássica de lançar Tarot e é ideal para analisar as decisões que possamos ter a tomar. Ao contrário da tiragem da Decisão nesta conseguimos ver até que ponto o passado ainda nos influencia nesta decisão e como podemos livrar-nos dele e ultrapassar os obstáculos de forma a chegar ao nosso objectivo.

  • A Cruz Celta
Dificuldade: Média

#1 - O Presente.
#2 - O desafio imediato que está a ser enfrentado pelo alvo da leitura. Ter sempre atenção à carta pois mesmo sendo uma carta positiva irá representar alguma forma de desafio que tem de ser vencido.
#3 - A raiz do problema, o passado distante que deu origem à situação actual.
#4 - O passado mais recente ou uma situação actual que represente a dificuldade que está a ser passada. Por exemplo se a questão for referente a problemas de amor ou a problemas numa amizade, nesta carta irá estar uma representação de um evento recente que comprove esta dificuldade e exemplifique a origem do problema.
#5 - O melhor resultado. Esta carta não anula, por si só, a carta #10 mas completa-a. E, no caso de uma carta negativa, poderá também ser um aviso de que mais vale cortar o mal pela raiz do que continuar em dificuldades e sofrimento.
#6 - O futuro imediato, por norma, refere-se a dias ou semanas. É raríssimo esta carta e leitura se referir a períodos como meses e anos.
#7 - Os factores ou sentimentos que possam estar a influenciar a situação. Quando analisada em conjunto com a carta #1 poderá mostrar o que está por baixo de toda a situação e no seu núcleo.
#8 - Influências externas, sejam de situações ou de pessoas que influenciem diretamente o que está a ocorrer.
#9 - Os medos e esperanças da situação. Se pretender pode lançar duas cartas para clarificar o significado deste ponto.
#10 - O resultado final. Esta parte da tiragem é o que demonstra qual será o resultado final a obter após a análise. Se pretender pode tirar até três cartas para compreender melhor o que o Tarot tenta explicar neste ponto e até compreender o que poderá vir depois.

A Cruz Celta é capaz de ser o método mais conhecido e mais usado para lançar Tarot. Por esse motivo é também um dos mais adaptados e cujos significados das cartas podem variar dependendo dos métodos e do cartomante. Recordamos que devem sempre ser colocadas perguntas concisas e simples, sem muitos rodeios.

***

Estas são algumas das tiragens mais simples para quem está a começar. Se quiser evoluir mais pode sempre experimentar outras tiragens como a Tiragem Astrológica. Pode sempre procurar online outras formas de lançar Tarot ou até consultar nos livros associados ao seu baralho, caso haja. E então, já experimentou algumas destas? O que achou?
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O blogue está abandonado? Não vejo posts novos!
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