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Sob o Luar

Título: The Rebirth of Witchcraft
Autor(es): Doreen Valiente
Pontuação: ★★★★★
Descrição: Uma das figuras mais conhecidas da bruxaria, Doreen Valiente era amigo próxima do falecido Gerald Gardner, geralmente considerado como o fundador da Wicca moderna. Iniciada por ele na década de 1950 e por algum tempo foi Alta-Sacerdotisa do seu Coven, Doreen ajudou-o a reescrever o seu Livro das Sombras e estabelecer a reputação internacional da Bruxaria Moderna. Nesta intrigante exposição, Doreen fornece um relato privilegiado do nascimento e evolução da Wicca contemporânea. Ela lembra-se de sua discussão com Gardner, que acabou por dividir seu coven, a controvérsia em torno de Alex Sanders, "King of the Witches" e muitas outras bruxas que ela conheceu, incluindo "Dafo", Robert Cochrane, Leslie Roberts e Sybil Leek.
Onde Comprar*: Wook (E-book) 
Crítica: Este é um dos meus livros favoritos, apesar de eu não ser Wiccana. Muitos já sabem que a Doreen Valiente é das minhas autoras pagãs favoritas e este livro é simplesmente uma obra genial. Para todos aqueles que desejam conhecer a História da Wicca, contada na primeira pessoa e por quem lá esteve, este livro é uma chave fantástica. Doreen fala-nos dos dramas, das confusões, das suas experiências e detalhadamente, e de uma forma pessoal, conta-nos como os eventos ocorreram ao longo do tempo. Apresenta-nos pessoas que foram fulcrais para o surgimento da Wicca e, acima de tudo, para que a Wicca crescesse e se tornasse o que é hoje. Fala-nos de Crowley, Cochrane, Dafo, Gardner, Maxine Sanders e Alex Sanders... E, algo que adoro, ela fala-nos como se estivessemos sentados à lareira com ela, bebericando um chá e ouvindo da sua própria boca todas estas histórias fascinantes. Na minha honesta opinião este livro é essencial para todos os praticantes de Wicca e interessados na Bruxaria Moderna pois a história de um caminho é fulcral para que o possamos percorrer. Recordo que, claro, os eventos relatados são do ponto de vista da Doreen Valiente e poderão ser lidos noutras obras, de outros autores, com outros pontos de vista e de forma diferente porém dada a importância de Doreen Valiente - como Alta-Sacerdotisa de Gardner, como autora de grande parte dos textos importantes da Wicca como partes do Livro das Sombras Gardneriano e "A Carga da Deusa" entre outros - creio que importantíssimo ter noção do seu ponto de vista no desenrolar da história da Wicca.

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Hoje iremos começar a falar de Arcanos, começando pelos Arcanos Menores. Os Arcanos Menores estão divididos em quatro naipes: Wands (Paus), Pentacles (Ouros), Cups (Copas) e Swords (Espadas). Os naipes são semelhantes aos naipes dos baralhos comuns de jogos porém, para facilitar, iremos utilizar os nomes ingleses que são os mais utilizados. Nas imagens iremos utilizar o baralho de Rider Waite, tal como já falamos anteriormente.

Dois pontos importantes:

  1. A maioria das pessoas não utiliza, por norma, as cartas invertidas. Ou seja não lhes aplica nenhum significado específico às mesmas, assumindo o significado normal das cartas na sua posição certa. Porém, e com o objectivo de ser o mais explícita possível e auxiliar independentemente do método, iremos incluir aqui a descrição da carta invertida. O seu uso depende da prática de cada um e fica ao critério do utilizador.
  2. O significado das cartas de Tarot não é algo preto no branco, X ou Y, sim ou não. É algo fluído e dependerá também do próprio leitor, da sua relação com o baralho, das imagens das cartas, da pessoa que está a ser alvo da consulta, etc. Não se guie a 100% por tudo o que lê, tente usar da sua própria intuição e ligação com o seu baralho. 

Em cada artigo iremos falar de um Naipe de forma a não fazer as postagens serem demasiado longas. Hoje começaremos pelo Naipe de Wands (Paus).

  • Wands (Paus)
Como o próprio nome indicada este naipe está associado ao naipe de Paus no baralho comum. O elemento associado a este naipe é Fogo e representa tudo o que é relacionado ao espírito e à força interior. Representa paixão, carreiras, religião e/ou filosofia. Este naipe, numa leitura, normalmente representa uma resposta concreta como algo a fazer ou que foi feito, trabalho, batalhas mas também, ao mesmo tempo, pode representar os resultados que advém das acções.

Às de Wands
Significado: Algo importante que irá ocorrer é o principal significado de todas as cartas de Ás. No caso de Wands esta estará relacionada com eventos importantes e significativos que virão a ocorrer, relacionados com as situações materiais. Criação, Invenção, Negócios: O princípio, o nascimento, família e origem. De certa forma também a virilidade e o começo de negócios. Relacionado com dinheiro e bens materiais.
Invertida: O oposto, a queda, a decadência, ruína e perda de felicidade.



Dois de Wands
Significado: Desejo pelo Mundo e por tudo o que este tem oferecer, mesmo quando já se tem uma boa quantidade de tudo o que se deseja. Dependendo do tipo de leitura poderá indicar a impossibilidade de um casamento ou de um evento importante. Por outro lado, dependendo do contexto, poderá também representar fortuna e riqueza. Ou então sofrimento físico, doença, saudade, tristeza. A própria imagem é alusiva a isso mesmo. Este tipo de cartas deve ser analisada com base no contexto em que surge.
Invertida: Surpresa, espanto, emoções, problemas, medo.


Três de Wands
Significado: Esta carta representa quando fomos parte de um projecto importante e recompensador porém agora sentimo-nos obsoletos. Na imagem vemos um homem num penhasco com navios a passar ao fundo. O homem significa a força estabelecida, negócios, esforço, comércio e descoberta. Os navios estão a navegar no mar e levam o que ele comercializa. A carta representa a cooperação e que a colaboração irá favorecer negócios e projectos e que devemos aceitar ajudas, caso aplicável.
Invertida: O fim dos problemas, suspensão ou paragem das adversidades, desilusão.


Quatro de Wands
Significado:A celebração do retorno a casa após uma jornada de prosperidade e receber os louvores e recompensas. Voltar para o ambiente familiar e para o que consideramos ser o nosso lar.  A vida no campo e em casa, as origens, uma espécie de refúgio e de momento de colheitas, em que nos voltamos para nós mesmos. Paz, harmonia, prosperidade e a combinação perfeita entre estes aspectos.
Invertida: O significado mantém-se como sendo a prosperidade, a abundância, a beleza e a felicidade.


Cinco de Wands
Significado: Uma calamidade que pode ser revigorante. Algo que parece simples ao início mas, quando as ambições colidem, torna-se complicado. Representa uma espécie de guerra mímica em que se imitam uns aos outros. Competição, a busca incessante pela fama e fortuna. Está também ligado à batalha da vida pela prosperidade e riqueza pessoal. Alguns chamam a esta carta como a carta do ouro e do ganho. Sucesso financeiro.
Inversa: Contradição, contencioso, disputas, truques.


Seis de Wands
Significado: Sucesso e ganhos materiais que fazem com que os outros também queiram ser iguais a nós. Porém é uma carta que também nos lembra que poderão ainda vir dias chuvosos no meio de tanto Sol. Boas notícias, ganhos materiais, esperança na vitória que está para vir. Por muito más que as coisas pareçam ainda virá o tempo bom e as vitórias.
Invertida: Medo, traição, deslealdade, Atraso indefinido nos planos que existem, abertura das portas ao inimigo, etc.


Sete de Wands
Significado: Dificuldade em agarrar o que já temos e manter isso connosco. Tentativas por parte de terceiros de nos tirar o que já nos pertence. Luta pelo que é nosso e tentar derrotar o nosso inimigo. É também uma carta de coragem pois representa um homem a lutar contra seis e, mesmo estando em desvantagem, não desiste. No plano intelectual simboliza discussão verbal, negociações, competição. É também uma carta de sucesso pois existe aqui uma vitória da nossa parte.
Invertida: Perplexidade, constrangimentos, ansiedade. É também um cuidado contra a indecisão.


Oito de Wands
Significado: As nossas posses em movimento e correndo o risco de se perdem. Trabalho duro que poderá custar a ser realizado (quer a nível de esforço ou a nível monetário) mas que é necessário para ultrapassar os obstáculos existentes. Esperança, Actividade em progresso, velocidade em direcção a um fim que assegura felicidade. No geral esta carta representa movimento e, em certas tiragens, poderá também simbolizar as flechas de amor.
Invertida: Inveja, conflitos internos, problemas de consciência, problemas relacionados (como discussões) para pessoas que estejam numa relação.


Nove de Wands
Significado: Recuperação após uma batalha difícil e na qual lutamos com determinação porém contra a maré. Esta carta representa a força da oposição. A suspensão ou paragem no processo de uma batalha para recuperar forças. Pode também significar um atraso ou adiamento nos projectos a decorrer devido aos impedimentos existentes. No geral esta carta é considerada como sendo uma carta de teor negativo.
Invertida: Obstáculos, adversidade e calamidade.


Dez de Wands
Significado: Demasiado peso para carregar a nível de trabalho ou projectos. Esta carta faz-nos questionar se estaremos a ser usados para o lucro alheio? A leitura desta carta está relacionada com o contexto em que a mesma surge. Poderá estar ligada à honra e boa fé e, ao mesmo tempo, à opressão. Mas também à fama, fortuna, ganho e sucesso. É uma carta de máscaras e aparências. O sucesso será estragado caso a seguir a esta carta surja o Nove de Wands e, se for questões legais, o caso estará perdido. Se perto de uma carta positiva representa dificuldades e contradições.
Invertida: Dificuldades, intrigas e as suas analogias.


Pajem de Wands
Significado: Muitas possibilidades ao ponto de ser difícil de escolher porém todas elas terão resultados prósperos mas a escolha tem de ser feita no momento. Pode representar a chegada de um homem (um amante, um homem fiel, um enviado) que trará testemunhos favoráveis. Se esta carta for seguida pelo Pajem de Cups poderá representar um inimigo ou rival.
Invertida: Más notícias, indecisão, instabilidade no geral.



Cavaleiro de Wands
Significado: O agarrar da oportunidade e seguir em frente. Promessas de sucesso desde que nos mantenhamos no nosso caminho e agarrados aos nossos príncipios. Esta carta pode representar emigração ou viagens. Muitas vezes representa mudança de casa/residência mas voluntária e no seguimento de oportunidades que nos surgiram. Pode também simbolizar um casamento frustrado.
Invertida: Divisão, discórdia, interrupção de algo,



Rainha de Wands
Significado: Uma carta de boa colheita em vários sentidos. Existe abundância na vida da pessoa em questão e até a oportunidade de aumentar essa abundância, se forem tomados os devidos passos (dependente das cartas que se encontram em redor). Sucesso de negócios e amor ao dinheiro e às posses materiais.
Invertida: Continua a ser uma boa carta relacionada com bem-estar, economia, serviço. Dependendo das cartas que estão em redor também pode significar, em alguns casos, alguma inveja e até infidelidade.



Rei de Wands
Significado: A fortuna que é difícil de manter e a existência de alguma inveja em redor da pessoa afectada. Esta carta representa sempre a honestidade e também pode, em certas situações, ser um aviso de heranças que estarão por vir. O Rei está ligado ao Leão (símbolo no seu trono) e esta carta está relacionada às características desse animal.
Invertida: Continua a ser considerada uma carta favorável porém rígida, severa e austera. Tolerante em alguns casos. Os conselhos dados junto com esta carta devem ser devidamente seguidos. 

Existem diversas formas de lançar tarot e até podemos criar as nossas próprias formas de tiragem de cartas, dependendo do nosso baralho e do pretendido. Neste artigo irei apresentar quatro formas práticas (e simples) de lançar as cartas do Tarot. Existem muitas outras disponíveis na Internet, algumas mais complexas, outras mais simples. Para este artigo escolhi as mais simples e rápidas, não só pela sua simplicidade mas também pelo facto de serem ideais para quem está a começar a trabalhar com baralhos pela primeira vez.

  • Passado - Presente - Futuro
Dificuldade: Muito Fácil

#1 - Representa o passado.
#2 - Representa o presente.
#3 - Representa o futuro.

Esta tiragem é das minhas simples e práticas que existem. Com apenas três cartas podemos ter uma pequena visão do passado e do que aconteceu até chegarmos aqui, do actual presente e como a situação está e, com base na posição que temos actualmente e as decisões tomadas, como será o futuro. Recordamos que o futuro não é 100% certo mas sim uma estimativa muito certeira com base em como estão as coisas. Com força de vontade, tudo pode ser alterado.

  • A Decisão
Dificuldade: Fácil

#7 - Representa o consultado, a pessoa a que se refere a tiragem.
#3, #1 e #5 - Representam os eventos de ordem cronológica com que acontecerá se tomarmos a decisão.
#4, #2 e #6 - Representam os eventos de ordem cronológica com que acontecerá se não tomarmos a decisão.
Esta tiragem é simples mas muito útil para quando temos de decidir se devemos ou não tomar uma certa decisão. As perguntas ideais para esta tiragem são "O que acontece se tomar a decisão X e o que acontece se não tomar a decisão X?". É de ter em atenção que não é a tiragem ideal para decidir entre duas escolhas. Nesse caso o melhor será ou experimentar outra tiragem mais apropriada ou então fazer esta jogada para a opção X e outra para a opção Y e decidir das duas qual a mais vantajosa.

  • A Cruz
Dificuldade: Fácil
#1 - O presente ou o tema geral da leitura.
#2 - As influências do passado que ainda têm algum efeito na situação actual.
#3 - O futuro.
#4 - A razão por detrás da segunda (este ponto está directamente relacionado com o ponto #2)
#5 - Qual o potencial na situação e a solução a tomar.
Esta tiragem é uma forma clássica de lançar Tarot e é ideal para analisar as decisões que possamos ter a tomar. Ao contrário da tiragem da Decisão nesta conseguimos ver até que ponto o passado ainda nos influencia nesta decisão e como podemos livrar-nos dele e ultrapassar os obstáculos de forma a chegar ao nosso objectivo.

  • A Cruz Celta
Dificuldade: Média

#1 - O Presente.
#2 - O desafio imediato que está a ser enfrentado pelo alvo da leitura. Ter sempre atenção à carta pois mesmo sendo uma carta positiva irá representar alguma forma de desafio que tem de ser vencido.
#3 - A raiz do problema, o passado distante que deu origem à situação actual.
#4 - O passado mais recente ou uma situação actual que represente a dificuldade que está a ser passada. Por exemplo se a questão for referente a problemas de amor ou a problemas numa amizade, nesta carta irá estar uma representação de um evento recente que comprove esta dificuldade e exemplifique a origem do problema.
#5 - O melhor resultado. Esta carta não anula, por si só, a carta #10 mas completa-a. E, no caso de uma carta negativa, poderá também ser um aviso de que mais vale cortar o mal pela raiz do que continuar em dificuldades e sofrimento.
#6 - O futuro imediato, por norma, refere-se a dias ou semanas. É raríssimo esta carta e leitura se referir a períodos como meses e anos.
#7 - Os factores ou sentimentos que possam estar a influenciar a situação. Quando analisada em conjunto com a carta #1 poderá mostrar o que está por baixo de toda a situação e no seu núcleo.
#8 - Influências externas, sejam de situações ou de pessoas que influenciem diretamente o que está a ocorrer.
#9 - Os medos e esperanças da situação. Se pretender pode lançar duas cartas para clarificar o significado deste ponto.
#10 - O resultado final. Esta parte da tiragem é o que demonstra qual será o resultado final a obter após a análise. Se pretender pode tirar até três cartas para compreender melhor o que o Tarot tenta explicar neste ponto e até compreender o que poderá vir depois.

A Cruz Celta é capaz de ser o método mais conhecido e mais usado para lançar Tarot. Por esse motivo é também um dos mais adaptados e cujos significados das cartas podem variar dependendo dos métodos e do cartomante. Recordamos que devem sempre ser colocadas perguntas concisas e simples, sem muitos rodeios.

***

Estas são algumas das tiragens mais simples para quem está a começar. Se quiser evoluir mais pode sempre experimentar outras tiragens como a Tiragem Astrológica. Pode sempre procurar online outras formas de lançar Tarot ou até consultar nos livros associados ao seu baralho, caso haja. E então, já experimentou algumas destas? O que achou?
Título: Hekate Liminal Rites - A Study of the Rituals, Magic and Symbols of the Torch-Bearing Triple Goddess of the Crossroads
Autor(es): Sorita d'Este e David Rankine
Pontuação: ★★★★★
Descrição: Na encruzilhada da vida, morte e renascimento encontramos a Deusa Hékate. Honrada por homens, mulheres e Deuses os vestígios do seu culto antigo prolongam-se por milénios, dando pistas sobre a sua natureza e origens. Neste livro os autores utilizam diversas fontes históricas, criando uma obra que fornece um conhecimento das práticas mágicas e religiosas associadas a esta Deusa. Ao fazê-lo os autores criam um guia indispensável para quem pretende explorar os mistérios de Hékate hoje em dia.
Onde Comprar*: Avalonia | Wook
Crítica: Terminei de ler este livro na semana passada e fiquei sem palavras. É sem dúvida um livro fora do comum, não só pela sua própria estrutura mas também pelo seu conteúdo. Este não é um típico livro de Bruxaria em que temos exemplos práticos do que fazer, receitas organizadas e todo um guia de "como-fazer". Este livro é uma compilação de investigação história dedicada à Deusa Hekate e ao seu culto. A forma como Ela era adorada na Antiguidade, as suas lendas, as formas subtis como surge nas lendas e mitos, as suas sacerdotisas, os seus símbolos, a sua acção sobre os vários domínios, os filósofos que se dedicaram a Ela, a forma como o seu culto e a sua presença se misturam com outras culturas (cultura judaica, por exemplo), etc. Todo um conjunto de fontes históricas que criam uma majestosa imagem desta Deusa intemporal, mostrando-nos que mesmo com o passar do tempo e até com o surgimento de novas religiões (Judaísmo, Cristianismo, etc.), Hekate manteve a sua presença e o seu lugar honrado.

No livro contamos também com a indicação de vários Hinos (Hymns) e até feitiços e rituais utilizados na Antiguidade para o culto a Hekate e outras divindades que estabeleciam ligação com a mesma. E, o melhor na minha opinião, é que ao longo de todo o livro é dado indicação das citações, das fontes históricas e das origens de cada passagem. Este promenor, apesar de parecer algo simples, é essencial porque permite a visão da Deusa com base no seu culto antigo, no seu culto primordial. Para prestar culto a uma divindade devemos conhecer não só a própria Divindade em si e a forma como nos ligamos a Ela mas também é essencial conhecer a sua história, os seus mitos e os cultos que foram prestados à mesma. E este livro consegue exactamente isso! Recorrendo aos Papiros Mágicos Gregos (PGM), aos "Chaldean Oracles" e outras fontes da época os autores constroem toda a imagem de Hékate que é essencial para compreendemos esta Deusa.

Para todos os que prestam culto a Hekate, para os que a querem conhecer e para os interessados no culto das divindades gregas, este livro é um livro a não perder!

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Pixabay (Witchgarden)
O Paganismo tem como ritos as Celebrações Sazonais. Estas mudam de aspecto, de nome e de costumes conforme as tradições pagãs a que nos referimos mas o objectivo é o mesmo: Ligar-nos e festejar os ciclos e mudanças da Natureza.

E é disso que vou falar e neste artigo específico irei restringir-me à Roda do Ano Wiccana, com as suas 8 Celebrações.

A Roda do Ano é algo essencial e bastante presente na vida de um Wiccano. Festejamos os seus rituais e as suas mudanças, dançamos, rimos, acendemos fogueiras e fazemos bonecas de milho. Oito vezes por ano reunimo-nos com os nossos amigos e companheiros ou então sozinhos na presença dos Deuses e realizamos mais um rito em honra de um festival sazonal.

 Mas quantos de nós já pararam para pensar a importância e a influência que esses ritos têm nas nossas vidas? A Roda do Ano não é somente oito vezes por Ano, mas sim a todo o instante. Sentimos as mudanças em nós mesmos, sem precisar de olhar para o calendário. Em nosso redor vemos a Natureza mudar e tomar outras formas. Vemos as flores florescerem e crescerem, os pássaros a chilrear, o tempo a aquecer e o Sol a erguer-se mais alto no Céu… E depois, vemos as árvores a deixarem cair as suas folhas, o o chão coloridos de folhas de todas as cores outonais, o vento a soprar mais forte e a chuva a cair fortemente nos vidros das janelas enquanto nós estamos enrolados nos lençóis com uma boa caneca de chocolate quente.

 A Roda do Ano faz parte do nosso quotidiano e não somente de oito ocasiões. É assim que nos ligamos à Natureza, vendo as suas mudanças na nossa vida.

O Homem moderno acostumou-se à rotina. Acorda, toma banho, toma café da manhã, sai de casa, mete-se no carro, vai trabalhar, sai do trabalho, mete-se no carro, vai para casa, senta-se no sofá a ver TV e depois vai dormir. Todos os dias repete o processo. E para ele todos os dias são iguais, todos os dias são a mesma coisa.

Não devemos ser assim. Devemos ver como os dias são diferentes e sente essas mudanças. Quando saímos de casa olha para o céu e vê a Lua a esconder-se e o Sol a nascer. Vemos os pássaros nas árvores e reparamos nos seus ramos nus ou nas suas folhas verdes. Quando vamos no carro, não focar apenas somente no rádio ou no carro da frente e tenta ver ao mesmo as paisagens e tudo o que encontra pelo caminho até ao trabalho. E mesmo quando estamos a trabalhar, repara em pormenores que lhe mostram como a Natureza está a mudar, como o facto do colega de trabalho ter deixado as luvas em casa porque já não está frio ou a companheira de carteira ter trazido gorro porque o frio começou a apertar.

São pequenas coisas como estas, que no nosso dia-a-dia podem ser consideradas tão insignificantes mas que na verdade importam. Mostram como a Natureza tem influência em nós e permite-nos ver o quanto a nossa vida muda conforme Ela muda.

Portanto, veja. Olhe em seu redor, pense fora da caixa e da sua rotina e veja os pequenos detalhes da sua vida. Tire uma tarde e dê um passeio pela cidade ou pelo campo, se tiver perto de casa. E veja as mudanças. Repare nos animais. Nos passarinhos e nos animais selvagens. Que fazem eles? Estão a sair agora das suas tocas em busca de alimento e socializando com outros? Ou estão a recolher mantimentos para o Inverno rigoroso e a emigrar para locais mais quentes? E as árvores? Estão nuas e com os seus ramos expostos ao vento e frio ou estão abundantes em folhas verdes e saudáveis e cheias de vivacidade?

Sinta o calor do Sol. O calor dos seus raios a bater na sua pele. Como é o calor? Rápido a chegar e aquece bastante ou pequenino e que ainda tem dificuldade em se fazer notar? Olhe para as pessoas. Veja os seus comportamentos e como elas reagem aos ciclos naturais. As pessoas da sua cidade estão caminhando com roupas quentes e agasalhos? Equipados de luvas, gorros e várias camadas de roupa? Ou estão com roupas finas e prontas para ir dar um mergulho na praia ou na piscina?

 Repare no Mundo em seu redor. Repare como a Mãe Natureza influencia tudo e tudo é influenciado por Ela. Não precisa de decorar todas as datas bonitinhas e saber aquilo tudo de cor, fazer todos os rituais certinhos com os melhores instrumentos e melhores orações, se não vive os ciclos da Natureza na sua vida diária.

 O Paganismo, seja que vertente for, requer ser não só um caminho religioso mas também uma filosofia de vida. O ser pagão irá influenciar não só a sua vida religiosa como toda a sua vida. Irá ver o Mundo e sentir o Mundo de forma diferente e irá lidar com ele de outra forma também.

 Portanto meu único conselho é: Esteja atento. Olhe para lá do óbvio e veja a Natureza como ela é. Algo belo e em constante mudança, num ciclo sem fim. Veja esse ciclo. Viva com ele. Cresça com ele. Sinta-o na sua vida, na vida dos que o rodeiam e em tudo. Seja participante do Mundo e não um mero observador.
Os símbolos são sinais que as culturas adotam para diversas representações, entre elas várias crenças religiosas bastante abordadas entre os neopagãos, como também entre vários cristãos. Fazem parte de tudo que é representativo e abordado religiosamente. Ao longo da matéria, haverá a explicação de signos e costumes usados e praticados por vários povos dentre várias culturas. Neste artigo, falarei sobre o Pentagrama e suas várias representações conforme o tempo, as circunstâncias e as crenças. Você vai ver as evoluções que o pentagrama começou a tomar, passando de um símbolo cristão de máxima veneração para a atual representação cristã demonizadora e neopagã de equilíbrio.

Pentagrama – Representações culturais


Não se sabe a origem do pentagrama, mas pode-se conhecer uma de suas mais antigas representações.

Os hebreus consideravam o pentagrama como o símbolo da Verdade, representando o Pentateuco (os cinco livros atribuídos a Moisés no Antigo Testamento). Na Grécia Antiga, tal símbolo ganhou o nome de Pentalpha, tendo como vista cinco letras A entrelaçadas.

O pentagrama também aparece na cultura chinesa, em que os cinco elementos (fogo, terra, metal, água e madeira) se envolvem em um sistema de criação e inibição entre si, formando um circulo e uma estrela em sua sistematização.

Pitágoras acabou por explorar o pentagrama em seus cálculos, levando-o como símbolo de perfeição matemática. Sua escola tinha tal símbolo e seus seguidores o usavam para se identificarem.

Os primeiros cristãos usavam o pentagrama como representação das cinco chagas de Cristo (mãos e pés encravados e a coroa de espinhos), e nos tempos medievais ainda era usado como amuleto contra os demônios.

Os próprios Templários, vistos como monges da Igreja, utilizavam  o Pentagrama em muitos vitrais de seus templos. Mas conforme foram ganhando dinheiro, prestígio e solidariedade com seus irmãos de Ordem, a Igreja começava a se voltar contra seus próprios servidores. Houve então a Inquisição, junto à Era das Trevas, quando a Igreja mergulhou em seu próprio diabolismo. Os Templários foram torturados e mortos, e o pentagrama agora foi distorcido e transformado em símbolo de perversão e maldade pela Igreja, simbolizando a cabeça de um bode, ou diabo, a mesma do Baphomet, pelo qual a Igreja havia acusado a Ordem dos Cavaleiros Templários de adorar. Assim, o pentagrama se transformou em símbolo representativo do mal, e a perseguição da Igreja às antigas religiões acabou forçando-as a se esconderem nas sombras, na clandestinidade.

Já no final da Era das Trevas, a paz estava renascendo. As sociedades já secretas agora saem das sombras, retomando seus estudos sem medo da pressão adquirida da Igreja. Numa era de desenvolvimento, em que surgem o hermetismo, e a ciência que mistura misticismo, o Pentagrama agora gera uma nova representação: O Microcosmo. O símbolo do homem em um círculo, com braços e pernas abertos, representando O Homem individual.

Há também a representação do Macrocosmo, em que se ganha a mesma figura, porém há os cinco planetas, um em cada membro, e a Lua em sua genitália. Após isso, o pentagrama ganha um novo conceito: Os cinco elementos. Agora ele também representa Água, Fogo, Terra, Ar e Espírito (Espírito como a quinta essência, implantada pelos alquimistas e gnósticos).

Na Maçonaria, o pentagrama era visto como o Laço Infinito (por ser traçado com uma mesma linha), representando a virtude e o dever, e era endereçado ao trono do Mestre da Loja, já que também tinha a ligação ao homem macrocósmico.

Eliphas Levi usou o Pentagrama para fazer uma ilustração do Bem e do Mal, colocando o Pentagrama Macrocósmico ao lado do Pentagrama Invertido.

Em 1940, Gerard Gardner implantou o Pentagrama na religião Wicca, colocando-o para representar os três aspectos da Deusa (Lua, Mãe e Tripla ou Donzela, Mãe e Anciã) e os dois aspectos do Deus (O Cornífero e o Da Colheita, ou Rei do Carvalho e do Azevinho), devolvendo ao símbolo a força como talismã. Tal adoção do símbolo gerou uma reação à Igreja que chegou ao auge quando Anton LaVey adota o Pentagrama Invertido para representar sua Igreja de Satanás. A Igreja Católica, então, começa a considerar o Pentagrama (invertido ou não) como símbolo do diabo. Assim, os wiccanos, para se protegerem dos extremistas religiosos, se opuseram ao uso do pentagrama.

Hoje sabemos muitas representações que o Pentagrama pode ter, e também sabemos que ele é adorado por muitos, utilizado por muitos, e sagrado para muitos. Sua simbologia pode ir muito além.

Sabemos hoje que ele retoma sua simbologia de proteção e equilíbrio para muitos, e para outros ele ressurge como microcosmo e macrocosmo. Independente de suas representações, o Pentagrama adquiriu muitas, pode ser usado em várias simbologias, e isso é um fato.

Artigo escrito por Felipe Ferreira

Pixabay (komahouse)
Lançar Tarot e trabalhar com o Tarot são coisas extremamente interessantes de fazer na prática mágica e até para quem nem pratica Bruxaria nem Paganismo. O Tarot, como vimos no artigo de História do Tarot, já existe à imensos séculos e existem mil e uma formas de trabalhar com ele desde caminhos individuais, caminhos associados a baralhos específicos como Thoth ou o Raider-Waite ou até o Caminho do Tarot. Neste artigo falo de algumas dicas que, pessoalmente, acho que auxiliam qualquer praticante que esteja a começar a trabalhar com o Tarot e até pode ser útil para quem já trabalha com esta arte à muito tempo!

Começando então pelas dicas que tenho para vocês:

  • Não devemos repetir perguntas
Esta é um dos principais conselhos que dou a nível de Tarot é não repetir perguntas. Não só é contra-produtivo pois já temos a resposta como também é desnecessário. Costumamos ter a tendência, após fazer uma leitura, em repetir a pergunta por vários motivos: ou para garantir que a resposta está certa, ou porque não compreendemos bem, ou apenas para reler novamente. Isto não é boa ideia. Apenas recomendo repetir perguntas muito pontualmente e de forma reformulada e somente em situações em que não tenha compreendido mesmo a resposta (preguiça de pensar no que significa não está incluído!) e, mesmo assim, se puder evitar ainda melhor. Algo que notei que acontece, e muita gente fala do mesmo, é que se forçarmos o Tarot a repetir as coisas muitas vezes ele começa a dar respostas incoerentes ou então sai uma resposta como se o próprio baralho estivesse a ralhar connosco! :)

  • O Tarot não é um método de prever o futuro
Este é algo que surge muitas vezes em conversas e ainda hoje expliquei a uns colegas. O Tarot não prevê o futuro. Aliás o futuro não pode ser previsto porque ele está em constante mudança. Como os nossos avós diziam "A única certeza na vida é a morte" isto porque nada é certo e tudo depende das acções e reacções que levam até determinado momento. O Tarot mostra-nos as variáveis. Ou seja estamos no ponto D e para lá chegar passamos pelo ponto A, B e C e fazemos um lançamento para saber o que esperar nos próximos três ou seis meses, por exemplo. O Tarot, claramente, vai indicar que no futuro temos o ponto E. Mas imaginemos que não queremos o E, que o E representa algo que não gostamos ou que estamos insatisfeitos com a nossa vida atualmente e preferíamos estar no ponto H. Cabe a nós próprios tomar as rédeas na nossa vida e mudar, agir, transformar. O que o Tarot diz não é regra, apenas é o mais provável. Tudo pode ser mudado, tudo se transforma. Por isso se o Tarot disser que vai ficar no emprego em que está durante mais dois anos mas você detestar esse emprego, procure outro e saia! Nada o impede excepto as circunstâncias à nossa volta e, acima de tudo, a nossa própria mente.

  • O ambiente e a preparação são chaves para o sucesso
Lançar cartas de tarot numa estação de metro movimentada, com imenso barulho à volta, fumos e cheiros que nos distraem não é apropriado. É necessário e aconselhável estabelecer uma rotina para lançar as cartas. Por exemplo eu, pessoalmente, tenho uma rotina para cada baralho. Com a versão de bolso faço de uma forma e com o meu baralho normal faço de outra. Como o de bolso é para viagens ou deslocações ou até momentos de emergência tento ser mais prática com esse e, com o baralho normal, tenho todo um procedimento com velas, incensos, toalha para lançar cartas, etc que faço. O ambiente e o estado de consciência são essenciais para assegurar bons resultados. Medite um pouco antes de lançar o baralho ou pelo menos centralize e foque-se no momento e no que está a fazer. Sinta as cartas e as suas energias nas suas mãos, foque-se. Desvie a mente da vida atarefada, da lista de compra ou da lista de tarefas. Foque-se na pergunta que está a fazer, acenda um incenso ou uma vela, estenda uma toalha. Se sentir necessidade tenha um cristal próprio consagrado para auxiliar no Tarot ou para manter as energias equilibradas no momento do lançamento. Mas garanta apenas que está no mindset necessário para a tarefa que está a desempenhar, não só por respeito a quem está a ser alvo de leitura mas também por respeito ao próprio baralho em si.

  • Manter registos
Principalmente para quem está a começar a estudar Tarot e a iniciar o trabalho com os baralhos eu acredito que manter um registo de todas as tiragens é essencial. Não só porque permite analisar o seu próprio desenvolvimento e o que tem vindo a melhorar mas também porque permite manter um registo prático para situações em que já não se recorda bem de qual foi a resposta de uma tiragem de à três meses atrás (e, também, é fascinante lançar as cartas para os próximos três meses, por exemplo, e após esse período voltar atrás e ler o que foi previsto e comparar com a realidade de como correu aqueles meses. Coincidiu? O que mudou? O que se esforçou para mudar?). Isto é também prático para lançamentos de cartas para outras pessoas que possam vir questionar sobre tiragens que você tenha feito para elas e as mesmas não se recordem. Outro motivo porque é essencial apontar as respostas do Tarot é porque o Tarot pode falar de forma meio encriptada e, no momento, não compreendermos a resposta (tal como indicado em cima, se possível, evitar lançar novamente sobre a mesma pergunta) então apontemos qual foi a resposta, mesmo que não a compreendamos. Isso fará com que no futuro as restantes peças do puzzle surjam e, eventualmente, a resposta que o Tarot deu vai acabar por fazer todo o sentido! Por isso aconselho a ter um pequeno caderno dedicado às tiragens de Tarot, coloque a data e hora em que foi feita a tiragem, qual a pergunta e qual a resposta. Se quiser até pode depois fazer jogadas com as tiradas e as horas astrológicas mas isso é algo mais complexo e fica ao critério do próprio praticante.

  • Ligação com o Baralho
Algo que já falei em artigos anteriores e que reforço neste é que é essencial estabelecer uma ligação com o nosso próprio baralho. Isto pode ser feito através de meditação, através da Jornada do Louco (mais informações no Fórum da TCS) ou até apenas pelo uso regular do próprio baralho. Eu vejo meus baralhos como meus conselheiros, quase como se fossem entidades próprias a quem recorre a solicitar orientação e conselhos. Não estou a dizer que toda a gente deve encarar esta prática dessa forma, longe disso! Apenas que uma conexão com o seu baralho, como ele funciona, como as cartas são, o que representam, quais as simbologias, desenhos e pequenos detalhes essenciais à leitura é que existem. O tentar largar o livrinho de auxílio e intuitivamente saber o que cada carta representa e como o seu significado é alterado ao estar junto a outra carta. Como as combinações de cartas divergem do significado individual de cada carta. Como cada carta é constituída. E todos os outros cenários essenciais à compreensão do baralho. Isto é importante no trabalho com as cartas.


Outras coisas que pode fazer para ajudar no lançamento do Tarot (principalmente em análise de situações complicadas ou externas e que envolvem maior concentração) é banhos de limpeza e de energização, contacto com divindades associadas a métodos divinatórios (Hekate, Hermes, etc.) para facilitar a tiragem, queimar incenso ou óleos aromáticos para ajudar a entrar no mindset necessário, etc. Existem imensos truques pessoais que vai acabar por adquirir ao longo da sua prática e que irão facilitar todo o trabalho com o Tarot que desenvolve.

E, como se costumava dizer antigamente, a prática leva à perfeição por isso vamos começar a conectar com o nosso baralho (se ainda não sabe como escolher um baralho, leia o nosso artigo "O Tarot: Como Escolher um Baralho") e começar este caminho fascinante que é o mundo do Tarot.


"Em uma área encravada na zona rural do município de José de Freitas, interior do estado do Piauí, no nordeste brasileiro, a Vila Pagã é uma comunidade formada por colonos pagãos, reunidos em prol do desenvolvimento social e econômico da região, com o objetivo de preservar as tradições pagãs na atualidade."

Localização: Munícipio José de Freitas, Piauí, Brasil
Coordenadas: 4°52'57.5"S 42°41'27.7"W
Contacto: rafaellugh@gmail.com Rafael Nolêto (Coord. Vila Pagã/ Administrador Geral VP)
Site Oficial: http://vilapaga.blogspot.pt/
Página de Facebook: https://www.facebook.com/pg/VilaPaga/

A Vila Pagã é um local de destaque no Paganismo brasileiro e creio que merece lugar aqui no nosso blog! Fundada e criada por Rafael Nolêto (fundador do antigo Jornal "O Bruxo" que muitos conheceram) a Vila encontra-se no nordeste brasileiro, no estado do Piauí numa zona rural do município José de Freitas e é constituída por sete hectares. O acesso ao local é bastante fácil e conta com visitantes tanto brasileiros como internacionais. Apesar de partes da Vila ainda se encontrarem em construção a mesma já está aberta ao público para visitar e é local de organização de vários eventos, incluindo alguns abertos ao público em geral! Na página de Facebook, inclusive, temos a listagem de algumas celebrações como as recentes Celebração da Festa das Almas 2016 e a Celebração da Festa da Carnaúba 2016, entre muitas outras organizadas no passado desde 2014!

Esta colónia tem várias missões sendo que as principais são a integração dos pagãos e a preservação cultural da tradição pagã local, denominado Paganismo Piaga. O culto a divindades deste ramo do Paganismo, celebrações do mesmo e costumes estão muito presentes em toda a Vila, tanto a nível decorativo e estético como também a nível dos eventos e celebrações realizadas no local. Este detalhe, o foco no culto das tradições locais, é de louvar pois não só permite a difusão de conhecimento sobre tradições e culturas já quase esquecidas mas também reaviva a chama de culto a Divindades e o estudo e paixão pela área onde se vive e de onde são as raízes de cada um.

O fundador, coordenadores e o conselho de secretários da Vila definiram como bases do projecto da Vila Pagã os seguintes pontos importantes: 
  • A valorização do culto Piaga;
  • O respeito ao meio ambiente;
  • O incentivo ao empreendedorismo, como factores fundamentais para a consolidação da economia, sustentabilidade e organização ideológica da comunidade.
A Vila é um espaço que tem como pilares o desenvolvimento da espiritualidade, da ecologia e da integração social. Este é um espaço simplesmente fantástico e recomendo a leitura atenta do site oficial e, em destaque, a página de Princípios onde podem verificar todos os princípios que regem o funcionamento desta comunidade pioneira no Paganismo Brasileiro que luta por uma comunidade pagã inclusiva, sem dependências, harmoniosa e onde o culto aos Deuses e o trilho pagão sejam caminhos a seguir para o desenvolvimento pessoal e a felicidade de cada um.

Por fim, a bandeira da Vila Pagã, conforme mostra na imagem abaixo, tem o seu próprio simbolismo e, como indica no site oficial (pois quem melhor do que quem criou a explicar?):


"As folhas representam as vertentes pagãs, que apesar das diferenças, são unidas por um mesmo galho (ou seja, as características básicas do paganismo), disposto como uma coroa de louros, simbolo da vitória e da cultura clássica pagã. O pentagrama aqui simboliza o próprio homem, com o pensamento conectado ao poder divino, com os braços abertos para abraçar o conhecimento, e com os pés firmados no chão, ou seja, consciente de seu papel na Terra, como um instrumento divino. Além disso, também representa a magia da natureza e dos quatro elementos básicos, em equilíbrio com o espírito."

Por isso já sabem: Se estiverem de visita pelo Brasil ou pelo estado de Piauí contactem a Administração da Vila Pagã e façam uma visita a este espaço fantástico, único no Brasil e raríssimo de encontrar no mundo de hoje. Dedique algum do seu tempo a explorar novos caminhos do Paganismo e novos locais, conhecer novas culturas e novos espaços. Visite a Vila Pagã e conheça um local inesquecível. 
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O blogue está abandonado? Não vejo posts novos!
Nope! 😅 Mas a Alexia tem uma vida bastante ocupada, principalmente agora com o Mestrado e nem sempre consegue manter o blogue atualizado. Quando ela tiver tempo, ela escreve algo mas entretanto, têm imensos recursos (+10 anos!) para ler. As informações mensais são atualizadas todos os meses. 💖

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Sob o Luar by Alexia Moon/Mónica Ferreira is licensed under CC BY-NC-ND 4.0