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Sob o Luar

Imagem Pixabay (ponce_photography) 
Hoje vamos voltar à nossa série de Cristais e falar de Métodos de Limpeza! Neste caso estaremos a falar de limpeza energética mas também pode ser aplicado para limpeza física. 

Antes de mais temos de falar de um aspecto importante e que é um conhecimento essencial quando trabalhamos com cristais. Os cristais são minerais e, como tal, a sua dureza e resistência varia de um tipo de cristal para o outro. Esta dureza é medida numa escala, chamada a Escala de Mohs. Esta escala é o que estabelece qual a dureza de cada cristal e, assim sendo, o que é que cada cristal aguenta. Por exemplo, enquanto o quartzo é um cristal com dureza 7 e resiste facilmente à àgua e pode ser limpo com àgua ou outros métodos mais abrasivo, a fluorite é um cristal de dureza 4 e se for sujeita a água durante longos períodos de tempo, vai começar a perder a cor e até o formato. Também não é apropriado deixar cristais de dureza superior com cristais de dureza baixa, isto porque os que têm um grau de dureza maior (como o quartzo) irão começar a gastar os cristais mais sensíveis e acabam por danificar. 

De forma a garantir uma boa manutenção dos nossos cristais é necessário conhecer como eles funcionam e com o que podem, ou não, encontrar em contacto, quer a nível de limpeza e quer a nivel de trabalhos que possamos fazer com eles. Por isso assim que comprarem ou adquirirem um cristal novo, investiguem sobre o mesmo. Qual a sua dureza? O que é posso fazer com este cristal? Com quais outros cristais ele pode entrar em contacto? São tudo questões importantes para trabalhar com cristais. 

Assim sendo, e não esquecendo a informação anterior, vamos abordar algumas das formas de limpeza de cristais!

  • Água do Mar ou Água e Sal
Uma das formas mais comuns de limpar cristais é com água e sal ou, em alternativa, com água do mar. Este método é apenas apropriado para cristais de dureza superior a 7 (por exemplo, os quartzos) para garantir que não há dano ao mineral, como tal, não é um método muito apropriado quando não se tem 100% certeza de qual cristal temos na mão. Com a certeza do cristal, é uma questão de colocar o mesmo dentro de um copo com água salgada e deixar de uma noite para a outra.

  • Sal
Tal como o método anterior esta técnica pode ser um pouco abrasiva e é necessário algum cuidado com o tipo de cristais que são limpos com este método. Em caso de não ter a certeza da dureza do cristal, em alternativa, pode ser colocado um pequeno pano entre o sal e o cristal. Tal como com a água e o sal, é só deixar de uma noite para a outra. Este método é principalmente indicado para cristais de proteção como a ónix.

  • Drusa
Tal como falamos no artigo anterior desta série, a drusa é uma excelente forma para limpar outros cristais. É necessário garantir que o cristal (em formato drusa) é um cristal associado para limpeza, como quartzo ou citrino. É também preciso ter atenção a dureza dos cristais e garantir que não há frição entre os mesmos. Para limpar os cristais com a drusa basta colocar os cristais em cima da mesma e deixar de um dia para o outro e estarão limpos.

  • Visualização
Esta é uma técnica um pouco mais avançada e requer algum treino, sendo mais indicada para pessoas que estejam habituadas a manipulação de energias como Reiki e semelhantes. É aplicável a todos os tipos de cristais dado que não causa qualquer reacção física nos mesmos. Consiste em inspirar profundamente e soprar para o cristal, visualizando o mesmo a limpar-se de todas as energias negativas. Em alternativa também pode ser visualizada a limpeza com as mãos, brilhando em torno do cristal. Deve repetir-se até o cristal estar limpo.

  • Defumação
Este é um método seguro para qualquer tipo de cristal e consiste em segurar o cristal e expôr ao fumo do incenso, rodando para que o fumo toque em todos os lados e visualizando a limpeza. Para este método é aconselhável os incensos associados a limpeza (e preferencialmente em folha ou solto, mas, na ausência pode ser utilizado em cone ou pau) como olíbano, salva, alecrim, sândalo, mirra, etc.

  • Terra
Este é um método um pouco abrasivo, principalmente dependendo da humidade ou consistência da terra utilizada. É também um pouco complicado dado que nem toda a gente tem acesso a jardins ou hortas onde possa deixar o cristal e, na floresta, por vezes acaba por ser esquecido ou encontrado por outras pessoas, como tal, é um método a ter cuidado. Para este tipo de limpeza deve enterrar-se o cristal, podendo sincronizar este processo com uma fase da Lua à escolha. Deixar-se durante uma noite e, no dia a seguir, é só passar por água ou um pano para remover os restos de terra e o cristal encontra-se limpo.

  • Água (Natural, Chuva, etc)
Existem várias formas de limpeza de cristais com água, já falamos anteriormente do método com água salgada mas também é possível limpar com água da chuva, água de nascente, água consagrada à luz da Lua ou Sol, etc. É preciso ter atenção à dureza dos cristais dado que nem todos reagem bem ao contacto durante longos períodos de tempo com água. Em alternativa é também possível após deixar o cristal na água de o expôr à luz da Lua ou Sol, tendo cuidado com a exposição ao Sol dado que o calor pode causar reacções em alguns cristais (ex: ametista).

  • Som
Este método, à semelhança da defumação, é uma forma segura de limpar qualquer tipo de cristal dado que não é um método abrasivo. Para este tipo de limpeza podem ser utilizados sinos, gongos ou taças tibetanas e através das vibrações de som é feita a limpeza energética dos cristais. Para quem tenha treino de canto pode também tentar fazê-lo com a voz, mantendo uma nota semelhante aos instrumentos ou com mantras.

  • Esquemas de Cristais (Cristaloterapia)
Este é um método mais apropriado para profissionais ou pessoas experiências com cristaloterapia. Consiste em fazer uma esquema de cristais, de cristaloterapia, de forma a limpar o cristal com o auxílio dos outros cristais (por norma utilizam-se pontas em bruto durante um determinado espaço de tempo). É um método muito específico e, como tal, requer algum estudo e trabalho adicional.


***

Estes são alguns dos métodos de limpeza de cristais disponíveis e que aconselhamos, relembrando sempre o cuidado com a dureza e constituição de cada cristal. 

E vocês, qual o vosso método favorito? 
Imagem Unsplash (Dan Farrell)
Hoje vamos começar uma pequena série sobre Cristais! Os cristais são uma excelente ferramenta para qualquer Bruxa ou Bruxo, são formas de ligação imediata com o elemento Terra e, ao mesmo tempo, são ferramentas muito diversificadas e com imensas forma de utilização. E é por serem partes são versáteis e importantes da prática diária é que vamos falar sobre cristais hoje. Vamos começar por fazer a distinção entre os vários formatos e tamanhos em que podemos adquirir cristais.

Os cristais podem ser adquiridos em dois formatos: Em bruto (ou seja, serem terem sido moldados pelo homem) ou em formato polido (tendo sido polidos para um determinado aspecto). Vamos aprofundar um pouco mais sobre algumas das formas mais comuns em que encontramos cristais. 

Pedras/Cristais em Formato Bruto
  • Biterminados
Imagem Wikipedia
Os cristais biterminados são cristais que possuem naturalmente duas pontas polidas. É comum encontrar cristais que tenham sido lapidadas para parecerem ter este aspecto, sem ser realmente o natural. Os cristais com este formato são bastante utilizados para trabalhos com chakras como limpezas e alinhamentos e também para centrar energias. 
  • Drusa
Imagem Unsplash (Carole Smile)
A drusa é, em termos geológicos, uma camada de cristais finos numa superfície rochosa. Por norma, em termos mágicos, são utilizadas como método de limpeza de outros cristais ou objectos e também para programação de energia de ambientes. 
  • Geodo
Imagem Wikipedia
Geodo (ou geode/geodes) são cristais provenientes de rochas vulcânicas ou sedimentares. Basicamente são cavidades nas rochas que estão revestidas por pontas de cristais. O exterior é, por norma, calcário. Em termos mágicos podem ser utilizados para amplificar energias e também como fontes de energia, para rituais ou trabalhos mágicos. 
  • Ponta
Imagem Wikipedia

Cristais em formato de ponta são cristais que, naturalmente, ficam num formato pontiagudo. Podem haver várias variações deste formato (ex: laser, etc). Podem ser de tamanho pequeno ou grande, dependendo do tipo de cristal sendo que os formatos de "laser" costumam ser do tamanho de uma mão ou pouco maiores, por serem mais sensíveis. Os cristais neste formato são utilizados para direccionamento de energias, ativação de outras pedras ou cristais e para processos de cura. 
  • Sem Formato/Amorfo

Imagem Pixabay (TessaMannonen)
Temos também os cristais em bruto e sem formatos definidos e que não se encaixam nos referidos acima. São cristais ou pedras que acabam por necessitar de uma manutenção mais constante e também atenção especial para garantir que não se quebram ou lascam, dado estarem num estado mais bruto. Estes são os mais comuns de ser ver à venda (para além das pedras polidas) e são bastante adaptáveis na prática diária. Possuem as características das respectivas pedras e cristais e podem ser utilizados da mesma forma que se utilizariam cristais polidos, para os diversos usos que cada pedra ou cristal tenha para oferecer. 


Pedras/Cristais Polidas
  • Rolada
Imagem Wikipedia
À semalhança das pedras brutas amorfas estes cristais rolados são dos mais comuns de encontrar à venda e, também, possuem imensas formas de uso. Em contrapartida com os seus pares em formato bruto, não requerem uma manutenção tão frequente dado que não correm o risco de lascar, por estarem devidamente moldadas. São de grande utilização em amuletos, saquetas, elixires e em qualquer trabalho mágico, as possibilidade são infinitas com estes cristais. 
  • Pirâmide
Imagem Wikipedia
Inspiradas nas grandes pirâmides presentes em tantas civilizações antigas, os cristais em forma de pirâmide são excelentes conductores de energia. Podem ser utilizados para controlar ou modificar o ambiente energético de um local ou para direccionar energia para um determinado propósito. 
  • Esfera
Imagem DeviantART - Rae134 
Cristais em forma de esfera são dos mais conhecidos e são muitas vezes associados às bolas de cristais. Se forem de um tamanho apropriado e um cristal que seja compatível com a prática, é possível utilizá-los como método divinatório de bola de cristal ou scrying. Como não têm lados, os cristais em formato de esfera conseguem emitir energia de forma suave, tal como o seu formato, em todas as direções. São excelente para utilizar em trabalhos sensíveis e para meditação, podendo brincar com o cristal enquanto medita. 
  • Ovo
Imagem MaxPixel 
Os cristais em formato de ovo são mais raro de encontrar mas possuem diversas utilizações. São comuns em práticas principais asiáticas e utilizados como métodos de relaxamento e anti-stress. Podem também ser utilizados em massagens, sessões de reiki ou de alinhamento de energias. 
  • Obelisco
Imagem Wikipedia
De formato semelhante à pirâmide e presente também no Mundo Antigo e na Arquitectura Moderna, o formato de cristais em obelisco pode ser utilizado para direccionamento de energias e para manipulação de energias em espaços. Os usos deste formato são muito semelhantes aos da pirâmide, apesar de que o obelisco, por ser mais vertical, acaba por ter uma energia um pouco mais activa e dinâmica. 

***

Estes são apenas alguns dos formatos mais populares nos quais podemos encontrar cristais. As características de cada cristal podem ser ampliadas pelo tipo de formato que lhe é dado. Uma drusa de citrino, por exemplo, é uma forma excelente para limpar outros cristais e objectos e uma pirâmide de quartzo rosa é uma forma fantástica para promover amor e harmonia um determinado espaço da casa. Os cristais têm formas variadas de ser utilizados e são uma ferramenta quase que indispensável! 

E vocês? Quais os vossos formatos favoritos de cristais?

VIII - A Força

Nome do Arcano: A Força
Número: VIII
Descrição: No baralho de Rider-Waite a Força é representada por uma mulher a gentilmente acariar um leão na sua cabeça e queixo. A mulher usa um robe branco e um cinto e coroa de flores. Acima da sua cabeça encontra-se o símbolo do infinito. *
Símbologia: Nesta carta leão representa as paixões primais e desejos e, ao domar o leão, a mulher, com a sua energia calma e carinhosa, demonstra que o instinto animal e a paixão primal podem ser expressadas de forma positiva. Se verificamos, ela não usa força física mas sim a sua força interior e determinação. A mulher usa um robe branco que demonstra a sua pureza e as flores na sua cabeça e cinto, representam as expressões puras da Natureza. O infinito, por cima da sua cabeça, fala-nos do potencial e sabedoria infinita da mulher.

Significado:

  • Posição Normal
Primordialmente a carta da Força representa a força interior e a capacidade de ultrapassar os obstáculos. Tal como a mulher da carta doma a fera que é o leão, também o consulente tem em si as ferramentas necessárias para ultrapassar e domar os obstáculos da vida. Há um compromisso para com um objectivo e a Força demonstra que o consulente tem todas as ferramentas necessárias para atingir o pretendido. Este Arcano ensina-nos que a força nem sempre vem de fora, mas de dentro e da nossa capacidade de liderar e de controlar-nos a nós mesmos e às nossas vontades e desejos primais e crus. A Força leva-nos a controlar a nossa "besta interior" de forma a que esta energia possa ser canalizada de forma produtiva e de forma a que nos ajude no nosso objectivo. Mesmo com medo, esta carta recorda-nos que devemos aceitar o medo e reconhecê-lo mas manter a nossa coragem e enfrentá-lo na mesma. É uma altura de ser consciente das nossas capacidades e reunir a nossa energia e moldar as nossas vontades primais para atingir a harmonia necessária para lidar com a situação em mãos.

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta da Força alerta-nos para a necessidade de parar e de cuidar de nós próprios. Será que temos energia e auto-confiança a mais ou estaremos esgotados e cansados? Esta carta recorda-nos a necessidade de parar para analisar a situação e voltar a atingir o equilíbrio. É preciso refletir e pensar em eventos passados, entender a nossa força e os nossos pontos fortes e nas nossas conquistas, porém, não devemos agir sem pensar nem tornar-nos explosivos. Seja em que posição estiver a Força, ela alerta-nos sempre para a necessidade da harmonia. É preciso rever os níveis de energia do consulente e entender qual o plano de acção a tomar, seja ele um foco nos cuidados próprios ou um foco na própria saúde, de forma a atingir o ponto de equilíbrio necessário. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
Título: Paganism 101: An Introduction to Paganism by 101 Pagans
Editor(es): Trevor Greenfield 
Pontuação: ★★★★☆
Descrição: "Paganism 101: An Introduction to Paganism by 101 Pagans" é uma introdução ao Paganismo escrita por 101 pagãos. Agrupados em três seções principais: "Quem somos", "O que acreditamos" e "O que fazemos" e com um total de vinte tópicos fundamentais para a compreensão das principais tradições pagãs. Estes tópicos têm uma introdução e são depois elaborados por outros seguidores e praticantes, dando ao leitor uma melhor visão da variedade e diversidade que o Paganismo oferece. 
Onde Comprar*: Wook 
Análise: Este é um livro que me é próximo dado que tive o prazer de participar nele e contribuir com um tópico porém não deixarei que isso influencie a minha opinião ou análise do livro. Considero que seja uma pena que o livro não esteja disponível em Português e apenas em Inglês porque uma das coisas que gosto acima de tudo é a diversidade de pontos de vista. 
 
Este livro é a prova da famosa frase "Faz uma pergunta a 10 pagãos e terás 11 respostas diferentes". Diversos pagãos contribuiram para a criação deste livro e isto é fantástico porque dá-nos toda uma perspectiva sobre cada um dos tópicos abordados seja Druidismo, Wicca, Bruxaria, etc. É uma forma de ver além da teoria que os livros normais nos ensinam e ouvir directamente dos praticantes como é que fazem as suas práticas, como são os seus caminhos e quais as diferenças. Conseguimos ver vários Wiccanos que, apesar de partilharem o título de Wiccanos, praticam caminhos significativamente diferentes e até têm pontos de vista diferentes sobre alguns assuntos e isso é importante, porque nos mostra e comprova, uma vez mais, a diversidade existente nas comunidades pagãs. 
 
O livro está muito bem organizado e separado em secções correspondente a diferentes caminhos dentro do Paganismo e cada secção é introduzida por um autor ou figura importante daquela comunidade sendo que depois conta com diversos contributos (de várias temáticas) de pagãos praticantes das respectivas tradições, traçando aqui a diferente entre os praticantes e também entre os praticantes e a figura ou autor que está a fazer a introdução ao tópico. Acho que o livro é um excelente trabalho e representação das comunidades pagãs, creio que a Editora (Moon Books) estava a pensar em fazer mais livros deste género mas não sei se acabou por fazer ou não porém é uma editora com bastantes bons recursos e também recomendo que dêem uma olhadela. 
 
No geral, espero que esta obra seja um dia traduzida para português para estar mais ao alcance das nossas comunidades!

* Os links fornecidos pertencem a 'Affiliate Programs' e geram uma taxa de lucro ao Sob o Luar. Não existe qualquer despesa adicional para o comprador. 
VII - O Carro/Carruagem

Nome do Arcano: O Carro/Carruagem
Número: VII
Descrição: No baralho de Rider-Waite o Carro/Carruagem é representado por um guerreiro dentro de uma carruagem. Ele veste armaduras decoradas com luas crescentes e uma tunica com um quadrado e outros símbolos alquímicos e, na cabeça, tem uma coroa de louros e com uma estrela. Ele encontra-se de pé e não tem rédeas na mão. Acima da sua cabeça está um toldo com estrelas de seis pontas. À frente da carruagem estão duas esfinges, uma branca e uma negra, cada uma para lados opostos. Atrás da carruagem corre um rio e uma vila ao longo. *
Símbologia: Nesta carta o Guerreiro demonstra a ser corajoso mantendo-se em pé e determinado com a sua armadura, decorada com luas crescentes (representando aquilo que está a nascer e a surgir) e a túnica decoradas com quadrados e símbolos alquímicos, representando a vontade e a transformação espiritual. Apesar de parecer que está a guiar a carruagem, se verificarem com atenção, notam que não há rédeas e que apenas a sua vontade e determinação controlam o carro. O toldo, por cima do Guerreiro, representa a conexão com o divino e o Mundo celestial e, à sua frente, as esfinges de cores diferentes representam a dualidade e forças opostas (inclusive cada uma delas está a puxar para um lado oposto e apenas a determinação do Guerreiro controla o caminho). O rio, na parte de trás do guerreiro e da Carruagem, representam a necessidade de estar em sintonia com o ritmo e o fluir da vida e, ao mesmo tempo, de seguir como a corrente rumo aos objectivos.

Significado:

  • Posição Normal
Primordialmente a carta da Carruagem representa a Vontade, Determinação e Força. Quando esta carta surge ela traz consigo a mensagem de encorajamento e de que o alvo da leitura tem aquilo que necessita para atingir os seus objectivos, sendo que necessita apenas de confiar em si mesmo e ser determinado nos seus objectivos. A Carruagem alerta também de que haverá pessoas e obstáculos no caminho e testes que serão colocados porém o consulente tem consigo as ferramentas necessárias para ultrapassar estas situações e atingir os objectivos que pretende. Esta carta recorda-nos que não é altura de estar passivamente a aguardar que as coisas ocorram mas sim altura de por mãos à obra pois a Carruagem confirma que a nossa jornada será bem sucedida, desde que tenhamos certeza e confiança nas nossas capacidades. Pode também representar, em termos práticos, uma viagem ou deslocação positiva.

  • Posição Invertida (esta posição é opcional)
Na sua posição invertida a carta da Carruagem representa a necessidade de fazer uma pausa e analisar a situação. Enquanto na posição normal esta carta nos incentiva a avançar rumo aos objectivos, quando invertida ela alerta-nos para a necessidade de parar e reavaliar a situação e questionar se existe algum motivo específico pela qual as coisas estão a ser díficeis. A Carruagem urge-nos a entender quais são os obstáculos e porque razão estão lá e, ao mesmo tempo, fazer-nos entender que não podemos querer ter controlo de tudo ao nosso redor que há certas coisas sobre as quais não temos qualquer tipo de controlo. E isso é normal! Este arcano ensina-nos a entender que há coisas que devem fluir e cabe a nós entender o motivo porque isso acontece e analisar o momento, permitindo criar o espaço necessário para ultrapassar as dificuldades e começar então a rumar em direcção ao que é pretendido. 

* A representação dos Arcanos varia de Baralho para Baralho, a descrição apresentada é com base no Baralho Rider Waite. 
Unsplash (Tyson Dudley)
As Ondinas são, na maioria das vezes, associadas como sendo do sexo feminino devido à forte ligação entre o Elemento Água e a Mulher e o aspecto feminino. Porém, este elemental também tem a sua versão masculina. São responsáveis por diversas tarefas associadas ao elemento água, tanto a nível da água doce (rios, riachos, etc.) como também a nível da água salgada (oceanos e mares). Há quem faça a distinção de que as Ondinas pertencem à água doce e as Sereias pertencem à água salgada, existem ambos os pontos de vista, sendo que deixo isso ao critério do praticante e da sua conexão com estes elementais.

As Ondinas podem habitar em cascatas, riachos, pântanos, charcos, margem dos rios e praias, cavernas subterrâneas, etc. São os espíritos da Água e, como tal, estão presentes em locais onde haja água em abundância.

São elementais acima de tudo associado com as emoções e são, por norma, relativamente amigáveis e de contacto mais fácil do que as Salamandras. Porém é sempre necessário manter o nível de respeito e a noção de que estamos a lidar com entidades diferentes de seres humanos.

As Ondinas (tal como as Sereias) são um dos principais elementais a ser retratado nas mitologias e histórias de folclore, desde a Antiguidade (ex: A Odisseia). São, maioritariamente, representadas como sendo antropomórficas, muito bonitas e graciosas e estão bastante presentes na Arte e Escultura.

Tal como os elementares anteriores, também as Ondinas têm o seu Rei, denominado de Necksa (Ou Nicksa) e, à semelhança dos casos anteriores, é necessário cuidado e respeito ao lidar com esta entidade dado que a mesma é, para todos os efeitos, Rei de um conjunto de elementais e de um Elemento.

O trabalho com as Ondinas tem diversos efeitos nos seres humanos, quando bem estabelecido. O elemento Água está associado aos sentimentos e sensações e, como tal, o trabalho com estes elementais despoleta um maior equilíbrio e entendimento da nossa intuição, dos nossos sentimentos e sensações e do campo emocional. E o oposto se verifica, no caso de um trabalho inexistente ou incorretamente feito.

As formas de contactar estes Elementais será no seu habitat natural, através de meditações junto de riachos, praias, rios, nascentes, etc. Uma excelente forma é através da limpeza e manutenção destes espaços e oferendas alimentares ou benéficas para aqueles locais. A melhor forma de estabelecer uma conexão com as Ondinas é através de honrar os seus espaços. Caso não tenha espaços destes próximos, pode também recorrer a fontes de interiores (fontes de água alimentadas por baterias ou energia elétrica) e utilizar essa fonte como ponto de conexão com o Elemento Água. Se possível, garanta que a água é retirada de um nascente ou de uma fonte.

Terminamos assim a nossa série e esperamos que tenham gostado de aprender mais sobre os Elementais de cada elemento!

E vocês, leitores? Já estabeleceram contacto com estes elementais?
Título: Memórias de uma Feiticeira: Feitiços e Ritos com histórias
Autor(es): Lilith
Pontuação: ★★★★★
Descrição: "O meu tio A. não passava nas encruzilhadas de noite e, se tinha de o fazer, deixava um fio de azeite num dos caminhos para a moura não atormentar, mas se fosse Lua Cheia não ia, nem com os conselhos que a Tia lhe dizia: - só se deixares leite, porque com a Lua prenhe a moura canta e prende e só a distrais com leite e depois ela vira serpente e foge, mas foges tu primeiro e nunca olhas para trás...""Esta minha estima por Marta Martalina, a que não era santa nem divina, mas sim uma mulher encantadora, foi o impulso para o meu interesse pelo Príncipe das Trevas. Lá no fundo do meu coração, eu queria encontrá-Lo, ser a sua noiva. Enfim, algo me atraía para o outro lado, o do desconhecido que todos temiam e fingiam não acreditar. Mas nos livros de feitiços, era a Ele a quem pediam favores. E pensei: "Então se há quem ame Cristo, também há quem ame Lúcifer?" Afinal o diabo é belo, chamam-lhe um anjo caído e eu queria conhecê-lo! Se havia um anjo caído, Lúcifer, quem seria ele?" "Conforme eu avançava, o tapete negro ia-se levantando, as capas elevavam-se do chão quais asas negras ondulantes. Senti estar a ser recebida em casa da Morte que estava a cumprimentar-me, presenteando-me com uma cerimónia do mais intenso e estético momento que uma sacerdotisa dos antigos pode receber. Ali, no seu reino, ela abria-me o caminho e eu avançava enquanto as capas negras iam saindo do chão negro e aveludado, dando lugar ao piso de pedra mármore bela e fria. " "Qualquer prática para mudar o destino, aciona sempre a Lei do Retorno"
Onde Comprar: Espiral
Análise: Tenho a admitir que este livro é algo especial, porque não só conheço a autora há longos anos, mas também tenho um carinho especial por ela e, como tal, ler a sua biografia foi sem dúvida uma aventura muito bem recebida!
Este é um livro diferente dos restantes livros porque nem é livro de feitiços nem é biografia, é as duas coisas juntas de forma harmoniosa e fluída, que o torna simplesmente fantástico. Lilith é uma das figuras importantes do Paganismo Português, sendo a Cofundadora e Presidente da PFI-Portugal/Associação Cultural Pagã e tendo diversos outros títulos de importância em Portugal e na Europa. O seu trabalho reflete-se nas comunidades e, como tal, este livro é sem dúvida um excelente contributo e um legado do seu trabalho. Neste a autora conta-nos da sua vida e dos primeiros passos no Paganismo e no mundo do Ocultismo, partilhando connosco receitas e feitiços que tiveram impacto ao longo da sua vida e dando-nos acesso aos mesmos, para que os possamos aplicar na nossa vida. São recursos muito preciosos pois estamos a falar de práticas que dificilmente se encontram disponíveis hoje em dia, oriundas de práticas antigas e locais. São também feitiços e rituais que nos mostram como, por baixo da máscara do Catolicismo, se encontram práticas antigas e que têm um valor tremendo para a Magia e para os praticantes modernos da Velha Arte. Ao mesmo tempo, conta-nos da sua vida e vivências num tom como se estivéssemos sentados junto a uma lareira a beber um chá e conversar como amigos. É um livro de rápida leitura e extremamente acessível para os leitores, transportando-nos para o surgimento do movimento neopagão em Portugal, na segunda metade do século XX e permite-nos refletir sobre as diferenças do antes e do agora, do secretismo dos velhos tempos e a maior abertura de hoje em dia.
O livro aborda diversos temas, em paralelo com a biografia da autora, como questões de amor, saúde, proteção, astrologia e até os Deuses Antigos, dando-nos também um gostinho sobre o crescimento da Wicca e da mesma vista do ponto de vista português. Creio que é sem dúvida um bem importante para o Paganismo português a existência desse livro e posso apenas esperar que mais venham, para que possamos conhecer e recordar toda a evolução do Paganismo português até aos dias de hoje. É sem dúvida um livro que recomendo.
Unsplash (Raw Pixel)
O artigo de hoje é voltado para um tópico importante e será um assunto de conversa ao longo do mês de Novembro: Os Cuidados nas Comunidades Pagãs contra os Abusos. Infelizmente todas as comunidades, sejam do que for (jogos, livros, religião, estudo, etc) acabam por, a longo prazo, sofrer dificuldades e ter problemas. E as comunidades pagãs não são diferentes. Temos dramas, confusões, discussões, pessoas boas, pessoas más, tal como todas as outras comunidades. Não somos diferentes nem mais especiais que os outros e, como tal, estes são assuntos que se tornam parte do quotidiano nas comunidades. 

Quero falar-vos, principalmente para quem está a dar os primeiros passos nas comunidades, sobre os cuidados que devemos ter para evitar cair em situações indesejáveis. Este tópico é especialmente sensível para mim, dado que também já fui vítima de uma destas situações. Infelizmente ninguém está imune e pode acontecer a qualquer um. O primeiro passo é, tal como tanta outra coisa na vida, não pensar que "só acontece aos outros" e manter-nos alertas e atentos aos sinais "vermelhos" de perigo. Muitos dos conselhos que vos vou dar são conselhos que gostariam que me tivessem dado a mim e, acima de tudo, que eu os tivesse cumprido. 

E, a quem já passou por isto e, como eu, soltou-se e sobreviveu: Não pensem mal de vocês mesmos. Não se culpabilizem, não se condenem a vós mesmos. Todos somos humanos e todos cometemos erros. Temos que aprender com os erros, entender o que poderíamos ter feito melhor ou de alternativa, ajudar quem esteja numa situação parecida aquela em que estivemos e, acima de tudo, perdoar-nos a nós mesmos. 

A quem está a passar por isto: Não tenham medo de sair ou de parar o que estão a fazer. Independente do que vos digam, das ameaças, das tentativas de controlo e de todas as formas que podem tentar controlar-vos. Apesar de parecer muito mau neste momento e de parecer que não há saída nem vida sem esse aspecto negativo: É mentira. Há sim e é linda e fantástica e vale a pena. Não tenham medo de lutar pela liberdade das vossas vidas e de seguirem o que querem, independentemente da opinião ou tentativas negativas de outras pessoas. Peçam ajuda a amigos, familiares, etc. E tudo se resolverá! 

Se precisarem de alguém para falar, o ICT disponibiliza auxílio e conselhos (100% anónimos) para situações destas através do e-mail ict.caminhodaterra@gmail.com. Temos também o Ecos - Comunidade Pagã que conta com vários sacerdotes e devotos pagãos que estão ao dispor para ajudar e orientar quem precisa através do endereço de e-mail deles que é o  contactocomunidadepagaeda@gmail.com. Não tenham medo de contactar e de pedir ajuda. Estamos todos cá para isso!

Quanto aos conselhos que tenho a dar neste artigo:

  • Não tenham medo de dizer NÃO. 
O primeiro e, creio eu, mais importante conselho é: Não tenham medo de fazer perguntas, de se impor e, acima de tudo, de dizer "Não". O não, para mim, é das palavras mais importantes do vocabulário, principalmente quando lidamos com comunidades e com outras pessoas. Se o que vos é proposto (pertencer a um grupo de estudos, a um coven, realizar um ritual, etc) não vos satisfaz a 100% não participem. Se for 99% e aquele 1% estiver na dúvida, não façam. Se algo vos deixa desconfiado, se não gostam da energia da pessoa que está a propor, se não está dentro dos vossos objectivos, se não se sentem confortáveis, etc... Não participem. Não se convençam a vós próprios a participar só porque traz vantagens a longo prazo, só para dizer que já tiveram essa experiência, só para obter aquele pequeno conhecimento dali e seguir em frente. Nada disso vale tanto como o vosso conforto e a vossa integridade. Participar num ritual pode parecer a coisa mais simples e pequena do Mundo mas abre precedentes para muita coisa. Cenário que todos conhecemos: Convidam-nos para X, não queremos muito mas aceitamos. Da próxima vez convidam para Y. Dizemos que não mas somos confrontados com as questões "Mas da outra vez participaste, é a continuar do que fizemos antes, é tão simples como o anterior, etc" e acabamos por sofrer a pressão e usar os mesmos argumentos para nós mesmos da mesma vez. E o ciclo vicioso inicia-se e, quando damos por nós, já fizemos coisas que não queriam, já tomamos decisões que não estavam nos nossos planos e estamos demasiado envolvidos para sair sem problemas.  Participar num ritual implica, também, troca de energias. Num ritual existe um fluir energético de todos os participantes. Enquanto nos rituais públicos existe, por parte do organizador, uma forma de manter e harmonizar essa troca de energias, em rituais pequenos nem sempre há isso. Se não nos sentimos confortáveis com a energia do organizador ou a energia de alguns participantes para quê participar e trocar energias com essa pessoa? Não! Não tenham medo de dizer não e de se impôr. 


  • Não aceitem iniciações com as quais não se identifiquem
Outro problema que também, infelizmente, é comum nas nossas comunidades é o tema da iniciação. Ser convidados para ser iniciados em grupos e covens e tradições com as quais podemos até nem ter interesse total mas gostaríamos de ter a experiência, de aproveitar o conhecimento, de obter o "título" e qualquer outro motivo que possamos achar que temos, para além do "esta tradição ou caminho é aquilo com que me identifico e o qual quero seguir". Se o motivo para serem iniciados não for o que mencionei anteriormente e não tiverem conhecimento total do que está a acontecer e Perfeita Confiança em quem está a iniciar-vos... Não o façam. Sei que o termo "Perfeito Amor e Perfeita Confiança" pode parecer demasiado "fofinho" e apenas associado à Wicca mas, na realidade, é um conceito importante principalmente a parte da Confiança. O nosso iniciador ou iniciadora são pessoas que ficarão ligados a nós para a vida inteira, serão como mães e pais para nós. Vão dar parte do seu "DNA Mágico" para nós, ligando-nos eternamente a eles. Porque motivo vamos deixar alguém que não confiamos iniciar-nos? Não é correcto nem faz sentido e só nos prejudica a nós mesmos, seja em que tradição for. Se têm interesse ou receberam convites para serem iniciados façam o seguinte: Investiguem a tradição ou o caminho em causa, saibam o máximo que conseguirem (externamente) sobre a tradição, vejam se é algo que vibra convosco, conheçam as pessoas da Tradição e os Iniciadores, peçam para assistir (não necessariamente participar!) a rituais públicos que hajam, etc. Tentem conhecer e ver o método de funcionamento da Tradição e analisem se é aquilo que querem e à aquilo que querem ser associados. Deixem passar um longo período de tempo: seis meses, um ano, etc. E revejam se ainda é aquilo. Se for: força. Se não for: Ainda bem que esperaram. Uma coisa com que todos estamos familiarizados é a "honeymoon phase" das relações amorosas: Aqueles primeiros meses em que tudo parece perfeito e maravilhoso e vai correr super bem e nada nos vai derrotar. Isto também acontece quando conhecemos grupos e tradições. De forma a tomar a decisão consciente do que queremos devemos deixar passar esta fase, sem fazer qualquer tipo de compromisso, e só depois tomar a decisão de forma a não nos deixarmos influenciar pela idealização inicial. 


  • Não aceitem fazer aquilo com que não concordam. 
Este é outro ponto importante a abordar porque por vezes gostamos de uma tradição ou de um grupo, ou inclusive o grupo é constituído por amigos nossos e queremos mesmo participar mas... Pedem-nos algo que não queremos fazer. Prestar culto a uma divindade específica, deixar de falar com uma específica comunidade pagã ou com pessoas de certas tradições, fazer os rituais skyclad/nús, participar em rituais com os quais não concordamos (ex: rituais sexuais), etc. Mas nós gostamos mesmo da tradição ou das pessoas e não queremos desiludir essas pessoas. Às vezes até são essas pessoas que nos dizem coisas como "Não vais parar agora, certo?", "Oh não é nada de especial, é só esta vez", "Afinal a tua dedicação ao nosso grupo não é assim tão grande" e outras formas de convencer-nos a fazer algo que não queremos. Novamente, reforço que o "Não" é a palavra mais importante e poderosa do nosso vocabulário. É a palavra que nos dá a liberdade de escolher e de escolher não fazer algo, não participar em algo. Não se sintam obrigados, não pensem "Se não participar neste grupo nunca irei encontrar outro", "Se não aceito com estas pessoas, nunca vou aceitar e nunca vou conseguir praticar", etc. Não pensem desta forma. Se é algo que não querem ou não se sentem confortáveis não façam, independentemente dos motivos. Haverão outras oportunidades, haverá mais chances e chances e oportunidades que vibram connosco e com o que concordamos e acreditamos. Posso dizer-vos que, no meu caso, pensei que seria a melhor forma para obter conhecimento de forma estável e que não iria ter outra forma, por isso, mais valia arriscar. E, assim que saí da situação em que estava, imensas portas abriram-se para mim com uma enorme abundância de métodos de aprendizagem que vibraram com o que eu queria! Na altura bastaria eu ter tido paciência. Por isso: Tenham paciência, mais oportunidades virão e oportunidades essas que não vão obrigar-vos a fazer algo ou assumir algo que não querem. Se não vibram com aquela energia ou com aquela ideia: Digam "Não". Independentemente de serem amigos, familiares, colegas,  etc. Se são realmente pessoas que vocês confiam e que são vossas amigas então nunca vos iriam coagir/obrigar a fazer algo que não queiram. Considerem isto também um sinal para rever essas relações. 


  • Não acreditem cegamente nas pessoas
Todos somos seres humanos, sem excepção. Todos nós cometemos erros. Seja eu, sejam os meus amigos, sejam líderes de covens, Altos Sacerdotes e Altas Sacerdotisas, etc. Seja quem for será humano e, como tal, comete erros, pode estar enganado, etc. Ninguém sabe tudo e ninguém é perfeito, por isso, não acreditem cegamente nas palavras das pessoas, sejam quem for. Seja o que vêem escrito neste blogue, noutro blogue, que vos dizem dentro do círculo, que vos dizem em leituras de Tarot, em rituais, etc. Sei que pode parecer algo extremista mas não é. Não vos estou a dizer para considerarem toda a gente automaticamente errada ou mentirosa, nada disso! Apenas para não acreditarem nas coisas como sendo "a única verdade" porque não há "únicas verdades". Não há "O caminho certo" por default, há vários caminhos certos, um para cada pessoa que o trilha. E o vosso caminho será diferente do caminho das outras pessoas e isso é bom, é excelente. Se conhecerem alguém que vos diga "na realidade as energias funcionam *desta* forma" ou "os rituais devem ser sempre celebrado *assim*" e insista que aquela é a única e exclusiva maneira de fazer as coisas... Fujam. Isto é meio caminho andado para dar problemas, porque primeiro começa com a forma como os rituais são feitos e, quando damos por nós, a pessoa já opina sobre tudo na nossa vida e deixámo-nos levar. Tenham mente crítica e não aceitem cegamente a informação que vos é dada, pensem, investiguem, leiam, etc. Ninguém, independentemente das credenciais que possa ter, vai ser conhecedor total de tudo. Não só porque há demasiado conhecimento no Mundo para alguém saber absolutamente tudo de tudo mas também porque cada um pratica as coisas à sua maneira. A vossa forma de se conectar com Hekate poderá ser diferente da minha forma de me conectar com Hekate. Isso não invalida a minha forma nem invalida a vossa forma. São formas diferentes. Não confiem cegamente nas pessoas, não façam o que elas querem ou dizem para fazer apenas porque acham que elas sabem mais do que os outros, etc. Façam porque que querem, acreditem que sentem que é suposto acreditar. 


Os caminhos pagãos são caminhos extremamente pessoais e não devem ser ditados por outros. Infelizmente, porém, o que não falta por aí é pessoas dispostas a ditar os caminhos dos outros e, pior, tentar influênciá-los e usá-los para o seu próprio bem. Este artigo é escrito com o intuito de ajudar quem está a começar a evitar alguns dos principais perigos que podem encontrar dentro das comunidades e ajudar também quem possa estar em situações destas a identificar as mesmas e a conseguir escapar delas. 


A vida pagã é repleta de diversidade de práticas e caminhos, de variedade de métodos de trabalho e formas de ver o Mundo e a Arte. Não tenham medo de dizer que não a certos caminhos porque não vibra com o vosso, não tenham receio de dizer que não querem afiliar-se com determinada pessoa porque não gostam da forma como a mesma actua, não sintam medo de recusar rituais ou iniciações. Não pensem que estão a "escapar a oportunidades" ou a perder chances. Estão apenas a seguir o vosso caminho, a vossa intuição, a vossa vontade. E essa é soberana na vossa vida. 


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Sob o Luar by Alexia Moon/Mónica Ferreira is licensed under CC BY-NC-ND 4.0